conecte-se conosco

Notícias

Fortalecimento da bancada ruralista com crise política deixa Amazônia vulnerável, diz Financial Times

Publicado

em

desmatamento

 

Principal jornal de finanças da Europa, o britânico Financial Timesafirma em reportagem publicada neta quarta-feira que “a Amazônia parece novamente vulnerável”, diante da crise política que o Brasil atravessa.

Brasil reduziu em 83% a taxa de desmatamento entre 2004 e 2012, mas, desde então, a área desmatada voltou a crescer
Brasil reduziu em 83% a taxa de desmatamento entre 2004 e 2012, mas, desde então, a área desmatada voltou a crescer

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

No material de página inteira, o jornal narra as dificuldades da fiscalização de conter atividades ilegais como desmatamento e a mineração na região. Salienta ainda que a crise política e o cenário eleitoral incerto, além da força dos ruralistas, também colocam em risco a Amazônia.

“Por causa da incerteza política depois do impeachment e da saída da presidente Dilma Rousseff em 2016, e com o Brasil encarando as eleições mais imprevisíveis da década, a Amazônia parece novamente vulnerável”, diz a publicação.

O jornal observa que o presidente eleito em 2018 vai enfrentar um Congresso extremamente fragmentado e com forças conservadoras que exercem influência dentro e fora do Parlamento.

Jornal britânico destaca a força da bancada ruralista, que não perdeu influência no governo de Michel Temer
Jornal britânico destaca a força da bancada ruralista, que não perdeu influência no governo de Michel Temer

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

O Financial Times cita a “força formidável” da “bancadas do boi, da bala e da Bíblia” no Congresso, numa referência à frente ruralista, à que defende medidas mais severas na área de segurança pública e à evangélica, que geralmente atuam juntas.

“O nível de desmatamento na Amazônia caiu desde que atingiu o pico em 2004, mas muitos políticos não querem adotar uma posição mais firme na questão ambiental. Áreas intocadas permanecem vulneráveis ao forte lobby”, destacou a publicação britânica.

A reportagem diz ainda que a força dos ruralistas, que comandam 46% da Câmara dos Deputados e mais de um quarto do Senado, ajudou, inclusive, a manter o presidente Michel Temer no cargo.

“Acusado de corrupção em maio deste ano, ele sobreviveu a duas votações no Congresso para decidir se ele seria processado (no Supremo Tribunal Federal), em parte por causa da ajuda dos ruralistas”, afirma o texto.

O jornal afirma ainda que críticos apontam que o presidente, em troca, tem tentado passar uma série leis que, segundo ambientalistas, beneficiam fazendeiros e mineradoras.

Financial Times: 'criminosos estão altamente organizados, bem armados e motivados, em especial os grileiros'
Financial Times: ‘criminosos estão altamente organizados, bem armados e motivados, em especial os grileiros’

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Defesa

“Em sua defesa, o governo Temer argumenta que o desmatamento caiu no último ano. Fiscais do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente reconhecem, em privado, os esforços do ministro José Sarney Filho em trabalhar nos bastidores contra as piores medidas demandadas pelo Congresso”, argumenta o Financial Times.

Ao jornal, Sarney Filho disse que é importante fazer com que as pessoas estejam cientes de que a floresta vale mais se não for cortada. Os ruralistas afirmam que são contra o desmatamento ilegal.

Em entrevista ao Financial Times, o líder da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), criticou os que, na sua visão, se dizem ambientalistas, mas “vivem em apartamento com televisão e internet”. “Quem mais protege a floresta são os produtores”, disse.

Segundo o jornal, 95% do desmatamento na Amazônia é ilegal, sendo a pecuária responsável por 80% do corte de árvores sem autorização.

“Enquanto o desmatamento no Brasil permanece bem abaixo do pico registrado em 2004, quando uma área equivalente à Macedônia foi jogada no chão, a atividade aumentou desde 2012.”

Para o Financial Times, até 2012 o Brasil parecia estar no caminho certo para cumprir a meta internacional de desmatamento ilegal zero em 2030. Com o esforço, afirma a publicação, o país reduziu em 83% a taxa de desmatamento entre 2004 e aquele ano. Mas, desde então, a área desmatada veio crescendo.

Problemas na fiscalização

Financial Times cita relatório da CGU que indicou redução de 26% no número de fiscais do Ibama no país
Financial Times cita relatório da CGU que indicou redução de 26% no número de fiscais do Ibama no país

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

O jornal diz que a luta contra crimes ambientais na Amazônia continua, mas ressalta o pessimismo de agentes que estão na linha de frente, atuando em áreas de preservação e combatendo atividades ilegais.

Afirma ainda que relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) indica o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) viu o número de agentes de fiscalização cair 26% entre 2010 e 2016.

“Os criminosos, por sua vez, estão altamente organizados, bem armados e motivados, em especial os grileiros.”

O Financial Times citou ainda o caso dos funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ibama, que atuavam em Humaitá, no sul do Amazonas, e foram obrigados a deixar a cidade depois que as sedes dos dois órgãos foram incendiadas.

A suspeita é que o incêndio criminoso tenha sido provocado por garimpeiros insatisfeitos com uma operação contra mineração ilegal.

Depois do incidente em Humaitá, segundo o jornal, alguns garimpeiros tiveram a ajuda do governo do Amazonas para legalizar suas atividades – e que o Ministério Público Federal está processando muitos dos que ganharam essas licenças.

“Pesquisas de opinião indicam que muitos brasileiros apoiam esforços de conservação ambiental. Ainda assim, autoridades na linha de frente dizem que caso as eleições não selecionem políticos dispostos a ter uma atuação mais dura contra o desmatamento, o futuro a médio prazo é sombrio.”

 

Fonte: bbcbrasil

Notícias do Brasil e do mundo você encontra aqui. Leia, comente, compartilhe e assista nossos programas. NBO - Um Novo Brasil Online começa aqui.

Notícias

Empresas regulam doações eleitorais de funcionários

Publicado

em

Empresas-regulam-doações-eleitorais-de-funcionários.jpg

[ad_1]

Na primeira eleição geral que contará só com financiamento de pessoas físicas e recursos públicos, as principais empresas do País têm orientado seus executivos e funcionários a não vincularem eventuais doações a candidatos às companhias onde trabalham. Há casos de empresas que chegaram a proibir esse tipo de repasse até mesmo por parentes de seus empregados.

O veto à participação no processo de financiamento de campanha partiu principalmente de companhias que se envolveram na Operação Lava Jato, e que tiveram seus ex-presidentes presos, como as empreiteiras OAS e UTC e o banco BTG Pactual.

A OAS é a que adota o posicionamento mais rígido entre as empresas pesquisadas pelo Estado ao recomendar que seus colaboradores “não realizem doações político-partidárias em nome próprio, nem por meio de seus respectivos cônjuges e parentes de 1.º grau”. Em nota, a construtora afirmou que a medida pretende evitar que uma possível doação seja atribuída à empresa. Em 2014, a OAS foi uma das dez maiores doadoras de campanhas eleitorais – quase R$ 83 milhões.

A UTC registra em seu código de conduta que fornecedores e colaboradores “não devem aceitar pedidos financeiros, pleitos, provocar ou sugerir qualquer tipo de ajuda financeira, pagamento de ‘taxa de urgência’, gratificação, prêmio, comissão, doação, presente ou vantagem pessoal” a empresas públicas ou candidatos. O BTG Pactual, por sua vez, estabeleceu que seus diretores e sócios “não estão autorizados a fazer qualquer tipo de doação eleitoral”.

Outra empresa que adotou essa determinação foi o Itaú Unibanco, apesar de não estar citada na Lava Jato. A instituição vetou a “contribuição por administradores e respectivos cônjuges para partidos e campanhas políticas em anos eleitorais”.

Ao todo, o jornal O Estado de S. Paulo procurou 35 empresas e recebeu respostas de 15 delas – responsáveis por R$ 1,042 bilhão em doações eleitorais em 2014, um terço do total. De maneira geral, as empresas consultadas afirmaram que não irão proibir seus funcionários de fazerem doações a políticos, mas recomendam que fique explícito que essas contribuições são independentes.

Esse será o caso da empresa JBS, campeã de doações em 2014 e epicentro do escândalo que resultou em duas denúncias contra o presidente Michel Temer. “A JBS respeita a legislação e o direito de seus colaboradores participarem do processo político”, diz a empresa. “Mas eventuais doações devem ser em caráter estritamente pessoal, sem a intenção de obter vantagens ou benefícios.”

Mesmo protagonistas da Lava Jato, como a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, também liberaram seus funcionários a fazerem doações, com a ressalva de que “não devem relacionar de forma alguma as contribuições ou opiniões políticas à empresa”. Ambev e Bradesco, Banco do Brasil, Petrobrás e Eletrobrás também vão adotar a mesma política.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

[ad_2]

Source link

Continue lendo

Notícias

'O que puder fazer por decreto, vamos fazer', diz ministro sobre reforma trabalhista

Publicado

em

039O-que-puder-fazer-por-decreto-vamos-fazer039-diz-ministro-sobre-reforma-trabalhista.jpg

[ad_1]

Ajustes na lei da reforma trabalhista serão realizados preferencialmente por decreto, é o que afirmou o ministro do Trabalho, Helton Yomura, à GloboNews. Em alguns pontos, o governo também afirmou que pode usar outros instrumentos, como projeto de lei ou portaria do próprio ministério.

A medida provisória que regulamenta alguns pontos da reforma trabalhista, como trabalho intermitente e autônomo, jornada de 12 por 36h e trabalho de grávidas e lactantes em ambiente insalubre, perde a validade nesta segunda-feira, 23. Com isto, esses e outros pontos do projeto ficarão sem regulamentação, criando insegurança jurídica na aplicação da lei.

De acordo com a Casa Civil, técnicos do governo começaram a levantar quais pontos da reforma trabalhista poderão ser regulamentados por um decreto.

[ad_2]

Source link

Continue lendo

Notícias

Renan critica candidatura de Janot no Conselho Superior do MPF

Publicado

em

Renan-critica-candidatura-de-Janot-no-Conselho-Superior-do-MPF.jpg

[ad_1]

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) publicou um vídeo neste domingo, 22, no Twitter com críticas à decisão do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot de se candidatar a uma vaga no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF). Para Renan, Janot quer, com isso, ser “sentinela à porta de Raquel Dodge”, atual chefe do Ministério Público. “Onde chegamos? Triste Brasil”, diz Renan no vídeo.

“O Ministério Público Federal – que, na constituinte e depois, como presidente do Congresso Nacional, ajudamos a tirar do papel – não pode continuar sendo medido pela régua imunda do Janot e dos doidivanas Eduardo Pelella, Deltan Dallagnol, Anselmo Barros, Marcelo Miller, que foram pegos com a mão na botija da JBS”, ataca Renan.

O senador diz que o comportamento desses procuradores, em especial de Janot, lembra o enredo de “O Alienista”, obra literária de Machado de Assis, no qual o médico Simão Bacamarte prende os moradores de toda uma cidade achando que eram doidos e, depois, ele próprio se internou ao perceber que quem era doido era ele. “Seria Janot o Bacamarte de hoje?”, provoca Renan.

Na semana passada, Janot utilizou a rede interna de comunicação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para informar aos colegas que irá concorrer a uma vaga no CSMPF. “Após muito refletir, conversar com amigos e me aconselhar com pessoas nas quais confio, resolvi submeter meu nome ao exame dos colegas em busca de uma das vagas de nosso Conselho Superior”, escreveu Janot. Nas próximas semanas, Janot apresentará propostas e ideias que pretende defender no CSMPF, caso venha a ser eleito.

O CSMPF é o órgão máximo de deliberação do Ministério Público Federal e tem como atribuições institucionais elaborar e aprovar as normas para o concurso de ingresso na carreira de membro do MPF, determinar a realização de correições e sindicâncias, além de elaborar e aprovar os critérios para distribuição de inquéritos entre procuradores.

Integram o CSMPF quatro subprocuradores-gerais da República, eleitos pelo colégio de procuradores, e mais quatro subprocuradores-gerais da República eleitos pelos membros do próprio conselho.

Atualmente, Janot ocupa o cargo de subprocurador-geral da República. As inscrições de subprocuradores-gerais ocorrem de 23 a 25 de maio. A eleição será realizada no dia 12 de junho, das 10h às 18h, na sede da PGR. Os eleitos tomarão posse em sessão do CSMPF em 10 de agosto, às 11h.

Janot lembrou aos colegas que planejava se aposentar ao final do segundo mandato como procurador-geral da República e presidente do CSMPF. “No entanto, já se disse sabiamente, a vida é aquilo que acontece enquanto esboçamos o futuro. Acompanhando os fatos recentes envolvendo nossa Instituição, em especial os ataques desleais por ela sofridos, pareceu-me mais acertado permanecer na ativa, somando esforços para defendê-la”, escreveu.

Na mensagem, Janot afirma ainda que o momento que o País vive exige que todos contribuam para a virada na história brasileira. “Nenhum de nós pode se omitir. Enquanto estiver no MPF, também eu não tenho tal direito.”

[ad_2]

Source link

Continue lendo
Publicidade HTML tutorial

+Vistos