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Estilo de Vida

As polêmicas transfusões de sangue para retardar a velhice que são moda entre milionários nos EUA

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bolsadesangrespl

O sangue dos mais jovens é capaz de rejuvenescer os mais velhos? Milionários não apenas acreditam nessa hipótese, como estão pagando por transfusões com esse fim nos Estados Unidos.

Quem está por trás dessa ideia com cara de futurista e ares de ficção científica são empresas do Vale do Silício, o coração da tecnologia na Califórnia.

E entre os adeptos da controvertida prática estaria Peter Thiel, cofundador da empresa de pagamentos online PayPal. Especula-se que ele gasta milhares de dólares com “sangue novo”.

Mas para entender o que está acontecendo hoje nesses laboratórios é preciso voltar ao passado.

Jesse Karmazin fundou em 2016 a Ambrosia, que cobra US$ 8 mil para quem quer receber plasma de pessoas mais jovens
Jesse Karmazin fundou em 2016 a Ambrosia, que cobra US$ 8 mil para quem quer receber plasma de pessoas mais jovens

Foto: BBCBrasil.com

Sangue novo

No século 19, um cientista francês chamado Paul Bert fez uma descoberta ao mesmo tempo fascinante e espantosa.

Ele fez costurou duplas de roedores para que compartilhassem o fluxo sanguíneo e pudesse observar o resultado.

Os camundongos mais velhos começaram a mostrar sinais de rejuvenescimento: melhor memória, mais agilidade e uma cicatrização mais rápida.

Muitos anos depois, pesquisadores de universidades americanas como Harvard e Stanford decidiram dar prosseguimento aos estudos do francês.

Testes em ratos mostram promissores, mas acreditam que ainda é cedo demais para usar a parabiose em humanos
Testes em ratos mostram promissores, mas acreditam que ainda é cedo demais para usar a parabiose em humanos

Foto: SPL / BBCBrasil.com

A técnica, conhecida como parabiose ou união fisiologia e anatômica de dois organismos, transformou-se na base de trabalho de várias empresas na Califórnia que tentam replicar os efeitos rejuvenescedores em humanos.

Mas ao mesmo tempo em que tentam revolucionar a ciência, atraem controvérsia e muita discussão.

Teste clínico

Para o médico Jesse Karmazin, o futuro é agora.

Em 2016, Karmazin, que é graduado pela Universidade Stanford, fundou a Ambrosia, uma startup que investiga os efeitos do sangue de pessoas mais jovens no combate de doenças ligadas ao envelhecimento.

“Acabamos de complementar o primeiro teste clínico. Vamos fazer mais estudos, mas os resultados até agora são bons”, disse Karmazin à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

“Acreditamos que o tratamento é exitoso, que reverte o envelhecimento e funciona para uma série de males associados com a velhice, como doenças do coração, diabetes e Alzheimer”, completa.

Do teste mencionado por Karmazin, participaram 150 pessoas com idade entre 35 e 80 anos, que pagaram US$ 8 mil (cerca de R$ 27 mil) cada uma pelo tratamento.

“Era uma transfusão simples”, explica o médico. “Recebemos o excesso de plasma de bancos de sangue, que têm muito. Nós só usamos plasma, que é o fluido sanguíneo, sem as células”, diz.

Ele explica que as pessoas vão à clínica – a Ambrosia tem uma na Califórnia e outra na Flórida – e recebem o plasma jovem na veia.

Qual é o limite

O que para o fundador da Ambrosia parece ser algo simples desperta receio e dúvidas da comunidade científica.

“Para mim, fazer experimentos com pessoas saudáveis e dar a elas plasma com a esperança de que possam viver mais é ir pouco longe demais”, afirma Eric Verdin, presidente do Instituto Buck de Pesquisa sobre o Envelhecimento, também localizado no Vale do Silício.

Segundo ele, há muitos problemas associados ao plasma, como vírus e outras coisas que ainda não conhecemos.

“Me preocupa que alguém de 40 ou 50 anos, saudável, vai receber plasma de jovens”, afirma Verdin.

O criador da empresa Ambrosia esclarece que só faz transmissão de plasma
O criador da empresa Ambrosia esclarece que só faz transmissão de plasma

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

“Por que acha que as pessoas tiram seu próprio sangue antes de entrar na sala de cirurgia para evitar um transfusão de sangue alheio?”, questiona.

“Eu não receberia sangue de outra pessoa, a não ser que fosse uma situação de vida ou morte”, enfatiza Verdin que, além disso, critica a cobrança de US$ 8 mil para esse tipo de teste.

Alzheimer

A Ambrosia, contudo, não é a única a trabalhar com transfusões de sangue de jovens para pessoas mais velhas.

“Há estudos e experimentos incrivelmente importantes”, reconhece Verdin, emendando que os estudos com roedores estão muito avançados. “Até consigo aceitar que se extraia plasma de pessoas jovens para dar a pacientes com Alzheimer severo, como faz a Alkahest”, exemplifica.

A empresa citada por Verdin é outra startup, nascida em 2014 também na Califórnia.

Eric Verdin (à dir.) é cético em relação às transfusões em pessoas que querem retardar a velhice
Eric Verdin (à dir.) é cético em relação às transfusões em pessoas que querem retardar a velhice

Foto: BBCBrasil.com

Fundada pelos neurocientistas Tony Wyss-Coray e Saul Villeda, a Alkahest acabou de concluir a primeira fase de um teste com 18 pessoas com Alzheimer que receberam dose semanal de plasma de doadores jovens por quatro semanas.

Mas segundo um artigo da revista científica Nature, de setembro de 2017, o teste é ainda pequeno demais para se falar em benefícios clínicos, segundo Wyss-Coray.

O diretor-executivo da Alkahest, Karoly Nikolich, também prefere a cautela ao falar do experimento, mas demonstra confiança.

Ainda que a empesa esteja analisando os dados e prefira não tratá-los como finais, Nikolich disse à BBC que os pacientes apresentaram melhores habilidades para desempenhar tarefas diárias básicas. Também demonstraram sinais de estarem mais conscientes do ambiente que os cercam e deles mesmos.

A Alkahest, também uma startup do Vale do Silício, testa transfusões de sangue de pessoas jovens em pacientes com demência
A Alkahest, também uma startup do Vale do Silício, testa transfusões de sangue de pessoas jovens em pacientes com demência

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Para Verdin, os testes conduzidos pela Alkahest têm mais fundamento que os da Ambrosia.

“Os pacientes (da Alkahest) estão com demência e basicamente não há outro tratamento para eles.”

Vampiros?

Para um pesquisador como Verdin, que há décadas estuda a velhice, o surgimento dessas startups que prometem retardar o envelhecimento e aumentar a expectativa de vida para além dos 100 anos é perigoso.

Mas há quem não tema os eventuais riscos e efeitos ainda desconhecidos.

O cofundador da PayPal, Peter Thiel, já teria experessado em diferentes ocasiões o interesse pela ideia
O cofundador da PayPal, Peter Thiel, já teria experessado em diferentes ocasiões o interesse pela ideia

Foto: Getty Images / BBCBrasil.com

Multimilionários como Peter Thiel, da PayPal, foram batizados de “vampiros” pelo interesse em transfusões de sangue de pessoas mais jovens.

Ninguém nunca conseguiu confirmar que ele realmente investe uma fortuna em plasma jovem, mas Thiel não esconde a fascinação com a imortalidade.

Para Verdin, é esse o perigo: o surgimento de visionários que buscam o elixir da juventude pode prejudicar as pesquisas biomédicas tradicionais.

“A ideia da imortalidade é tão ridícula hoje quanto era há cem, mil anos”, opina.

Ainda que a busca pela vida eterna seja uma aspiração humana, avalia Verdin, não há nenhum sinal de que a ciência esteja perto de alcançá-la. “Nem mesmo o de aumentar em muito a expectativa de vida.”

 

Fonte: bbc

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Estilo de Vida

Mocotó

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Ingredientes

1 kg de mocotó, cortado em rodelas e bem lavado

água o suficiente para cozinhar o mocotó

1 cebola grande picada

2 dentes de alho amassados

1/2 xícara (chá) de coentro

3 colheres (sopa) de salsinha

2 colheres (sopa) de hortelã picada

1 colher (sopa) de extrato de tomate

pimenta malagueta ou pimenta vermelha a gosto

1 limão (suco)

sal a gosto

5 colheres (sopa) de azeite

Modo de preparo

Ferva o mocotó na água, sal e suco e 1 limão, até a carne começar a soltar do osso.

Quando estiver começando a soltar, escorra a água e coloque o mocotó na panela de pressão.

Acrescente a cebola, alho, coentro, salsinha, hortelã, pimenta e o extrato de tomate.

Tempere com sal a gosto.

Acrescente água o suficiente para cozinhar o mocotó.

Leve à pressão por aproximadamente 1 hora.

Abra a panela e deixe apurar o caldo até que os ossos se soltem completamente da carne.

Retire as rodelas de ossos, retirando bem o restante da carne.

Com o caldo já apurado (mais grosso), acrescente o azeite.

Sirva com arroz branco, farofa de dendê e molho de pimenta.

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Estilo de Vida

Depois de oito dias coçando o olho, mulher descobre infecção com 14 vermes

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Esta é uma descoberta médica que você odiaria fazer parte: uma mulher moradora de Oregon de 26 anos pode ser o primeiro ser humano a ser infectado com uma espécie de verme ocular.

O caso da mulher, noticiado pela American Journal of Tropical Medicine and Hygiene nessa segunda (12), teve início durante a metade de 2015, logo após ela retornar de um rancho em Gold Beach, Oregon, onde ela passeou a cavalo. A princípio, ela sentiu algumas irritações no olho esquerdo e uma estranha sensação de algo estar grudado nele. Oito dias depois, ela descobriu algo que se esperaria de um spin-off chato de Cloverfield – um pequeno e transparente verme em seu olho.

“Olhei para baixo e em meu dedo estava um verme, ele se debateu por cerca de cinco segundos e morreu”, a mulher, Abby Beckley, disse ao KVAL nessa terça. “Todo mundo pergunta qual foi a minha reação, e eu estava apenas assustada”.

Depois de Beckley encontrar e remover mais quatro outros vermes, ela finalmente visitou um médico no Alasca, estado onde ela estava hospedada. Ela então voltou para casa e visitou diversos médicos, cada um com seus próprios apetrechos. Em vez de medicá-la com vermífugos (o que é normalmente usado para tratar infecções dessa família de verme parasita em humanos), os médicos optaram por extrai-los manualmente com pinças e irrigação do olho. Por volta do vigésimo dia, os sintomas finalmente acabaram, mas apenas depois de um total de 14 – 14! – vermes serem removidos.

“Depois que amostras foram enviadas aos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), os cientistas descobriram que o verme em questão era um membro da família Thelaziidae, mas nenhuma das duas espécies desta família (Thelazia callipaeda e Thelazia californiensis) é conhecida por infectar humanos. Em vez disso, a estudante foi infectada por um verme conhecido por infectar os olhos de gado, chamado de Thelazia gulosa. O caso de Beckley também é apenas o 11º caso registro de infecção pelo verme, ou thelaziasis, a ocorrer em solo americano, e o primeiro a ocorrer fora da Califórnia e Utah.

“Imediatamente acreditamos se tratar da Thelazia californiensis porque essa é a única espécie conhecida por infectar humanos nos EUA”, disse em um comunicado Richard Bradbury, primeiro autor do estudo e membro da Divisão de Doenças Parasitas e Malária do CDC. “Foi apenas depois de avaliarmos com mais cuidado que nos demos conta de algumas diferenças na anatomia que significavam que não poderia se tratar do T. californiensis. Foi necessário buscar por artigos publicados em alemão em 1928 para identificar este verme como Thelazia gulosa”.

Vermes Thelazia são difundidos por espécies de moscas muito parecidas com as que aparecem na sua casa. A grande diferença dessas moscas, no entanto, é que elas amam se embebedar nos fluidos corporais de outros animais como forma de nutrição, especialmente nas lágrimas, onde elas acidentalmente recolhem larvas presentes nos olhos. Estes pequenos vermes se aninham nos olhos dos animais, amadurecem, botam larvas e são recolhidas novamente pelas moscas. As larvas amadurecem um pouco no estômago da mosca, e então migram para sua boca, onde são cuspidas para o globo ocular de outro animal desavisado, iniciando um novo ciclo de vida.

Infecção de olhos humanos por Thelazia é algo muito raro, mas o gado é uma vítima bastante regular destes vermes. Algumas pesquisas mostram que um terço do gado do norte dos EUA fica repleto de larvas nos olhos durante os meses do verão. O verão, coincidentemente, também é o mesmo período em que toda infecção humana aconteceu.

“O passatempo ao ar livre dessa paciente, como passear a cavalo e pescar durante os meses do verão provavelmente permitiram uma exposição a este tipo de mosca, e ela pode ter demorado a afastá-las de seu rosto”, escrevem os autores.

A maioria das infecções é encerrada sem grandes consequências assim que são removidas, mas pode haver casos de vermes que entram por trás da córnea, causando cicatrizes e até cegueira. Por sorte, Beckley não corre mais este risco.

“Hoje sigo uma vida universitária normal e meus olhos estão bem e eu estou totalmente bem”, disse.

 

Fonte: Gizmodo

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Estilo de Vida

Alerta de tendência: boina é o acessório da vez

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Confeccionada com lã, couro ou feltro, a boina é a escolha perfeita para completar qualquer produção fashion e deixá-la mais descolada, com ar retrô.

A peça traz um aspecto moderno com a sua forma com ou sem abas. Além disso, tem a versatilidade de ser usada tanto em temporadas um pouco mais quentes quanto em produções de inverno.

Confira algumas inspirações de como usar o acessório:

Com aplicações

Uma forma de ousar com a sua boina é escolher uma com aplicações de pérolas ou de desenhos modernos. Explore o acessório ousado em looks mais simples para dar destaque à peça.

Jogando-se no couro

O tecido carrega uma pegada mais sensual e contemporânea ao look. A boina confeccionada neste material é ideal para completar um visual de noite.

Felpudos

Tudo a ver com o inverno, a boina com pelinhos é um jeito fofo de usar a peça e também um meio de se livrar do frio.

 

Fonte: claudia

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