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Saudades do Poeta – Portal RBN

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O amor e a saudade são ingredientes presentes em boa parte das criações de Vinicius de Moraes, que deixou a vida e fincou bandeira na eternidade no dia 9 de julho de 1980, com uma obra riquíssima, cativante e transformadora. Na semana em que se completa 40 anos sem o “poetinha”, o pianista Kiko Continentino, do lendário grupo Azymuth e da banda de Milton Nascimento há mais de 20 anos, e a cantora e educadora Lucynha Lima apresentam o projeto “Saudades do Poeta”, com três shows online ao vivo em homenagem a esse grande nome da arte e da cultura brasileira, nos dias 6, 9 e 11 de julho, sempre às 19h, via Facebook e Instagram.

Kiko e Lucynha interpretam um apanhado das composições do poeta com alguns dos seus parceiros mais ilustres, retratando assim as suas diferentes fases. “Vinicius foi peça fundamental em importantes momentos de nossa música e teve sua vida marcada por grandes transformações”, destaca Continentino.

– A sua obra é uma narrativa completa e perfeita de um importante recorte da cultura popular brasileira – ressalta Lucynha.

O projeto conta com o apoio de nomes de peso da música que conviveram com o poeta, como Roberto Menescal, Carlos Lyra e Marcos Valle.

A programação se inicia na segunda-feira (6/7) com Vinicius Jazz, no qual Kiko Continentino improvisa no piano temas do homenageado, fazendo uma releitura jazzística de sua obra. Na quinta-feira (9/7), Lucynha canta Vinicius: a cantora interpreta algumas das parcerias do poeta com Tom Jobim, Carlos Lyra, Edu Lobo e Baden Powell, acompanhada por Kiko Continentino. E no sábado (11/7), encerrando a programação, a dupla apresenta Vinicius para crianças, show voltado ao público infantil, com algumas das canções do álbum “A Arca de Noé” (1980), feito em parceria com Toquinho, entre outras parcerias. Os artistas sugerem ao público a contribuição de ingresso solidário, no valor ao alcance de cada um, por meio da plataforma de financiamento coletivo em www.catarse.me/saudadesdopoeta.

Uma semana para relembrar e celebrar a vida do poeta que tanto contribuiu para que a música brasileira fosse ouvida nos quatro cantos do mundo. Para assistir às apresentações, acesse www.instagram.com/kikocontinentino ou www.facebook.com/kiko.continentino

Sobre os artistas:

Kiko Continentino é pianista, tecladista, compositor, arranjador e produtor musical brasileiro. Com 8 álbuns autorais lançados, faz parte do renomado Azymuth desde 2015 e vem atuando ao lado de Milton Nascimento, com quem gravou diversos CDs e DVDs, participando de projetos dos mais relevantes para a cena mundial, contribuindo também com arranjos e parcerias. Tocou em todos os cantos do mundo, do prestigiado Carnegie Hall em NY ao Festival de Montreux na Suíça, dividindo palco e estúdio com alguns dos maiores nomes da MPB, jazz e da pop music, como Djavan, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Marcos Valle, Edu Lobo, Chico Buarque, Toninho Horta, Leny Andrade, Emílio Santiago, Ivan Lins, Elza Soares, Tim Ries (dos Rolling Stones), Hélio Delmiro, Nivaldo Ornelas, Mauro Senise, Paulo Russo, Didier Lockwood, Wayne Shorter, Dave Liebman, Ron Carter, Billy Cobham, Eumir Deodato, Os Cariocas, Claudio Zoli, Ivete Sangalo, Erasmo Carlos, Lô Borges, Arthur Maia, Fernanda Abreu, Seu Jorge, Criolo, Zélia Duncan, entre muitos outros artistas excepcionais. Seu nome é citado na obra de escritores e críticos como Ruy Castro, José Domingos Raffaelli, Luiz Orlando Carneiro, Carlos Calado, Roberto Muggiatti, Chico Amaral, Arlindo Coutinho, Willie Woopper (Japão), Mark Houlston e Brian Zorak (EUA), entre muitos outros. Hoje, além de seguir na estrada com a banda Azymuth e, eventualmente, com Milton Nascimento, dirige projetos próprios, como o “Chansong – A música de Tom Jobim e Michel Legrand”, com participação e bênção de Paulo Jobim, filho do maestro soberano.

Lucynha Lima é cantora, educadora musical, preparadora vocal e regente de coral. Especialista em canto popular, há anos vem atuando em projetos ligados ao choro, samba, bossa e jazz. Seu primeiro álbum, “Lucynha Lima & Sambar é Bom”, contém onze faixas com canções autorais misturadas às canções do projeto “Sambar é Bom – conta a história do samba”, em parceria com Kiko Continentino. Em maio de 2015, recebeu a Moção de Honra, no Prêmio “Carioquice Feminina” dos 450 Anos do Rio, na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, pelos trabalhos como cantora e educadora musical. Ao longo de sua trajetória, participou de importantes projetos como “Caravana Vinícius de Moraes”“Kiko Continentino Canções”, o “Show APAExone-se” e seu espetáculo Solo no Teatro Municipal de Niterói em 2015, para citar alguns, o que lhe colocou ao lado de grandes nomes da música como Jane Duboc, Maurício Maestro, Laudir de Oliveira, Altay Veloso, Simone Guimarães, Arthur Maia, Leo Gandelman e Filó Machado, entre outros. Estrelou no show “Lucynha canta Caymmi”, acompanhada por Chiquito Braga, e mais recentemente, no espetáculo “Chansong”, em parceria com os artistas Kiko Continentino, Valerie Lu e Marcello Ferreira, que teve sua estreia em março de 2019, rodando por vários palcos brasileiros.

Produção executiva e concepção de projeto: Raabe Andrade
Assessoria de imprensa: Carlos Pinho





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Bahia

Pesquisadores confirmam presença de onça parda na zona oeste do Rio

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Vestígios reunidos desde 2007 por pesquisadores confirmaram a presença de onças pardas em áreas de preservação ambiental na zona oeste do Rio de Janeiro. A descoberta ganhou forma quando, no ano passado, câmeras de segurança do Sítio Burle Marx, em Barra de Guaratiba, flagraram o felino durante a madrugada.

Assista ao vídeo

https://www.youtube.com/watch?v=/_aRCQVgg2T4

Com base nesses achados, o grupo publicou um artigo científico neste mês na revista Check List, em que destaca que esse é o primeiro registro comprovado do animal na capital fluminense em cerca de 80 anos. A espécie chegou a ser considerada extinta na lista municipal de fauna e flora ameaçada.

Também conhecida como suçuarana, a Puma concolor circula no Parque Estadual da Pedra Branca, no Parque Municipal do Mendanha e na Reserva Biológica de Guaratiba, segundo o biólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Jorge Pontes, um dos responsáveis pelo artigo. Já havia registro desses animais em outras partes do Grande Rio, como em Magé, Tinguá e Itaboraí, e uma das possibilidades é que eles podem ter partido das bordas da região metropolitana para retornar aos resquícios de Mata Atlântica na capital.

“A importância é que é um animal do topo de cadeia alimentar, e que é mais exigente. Se ele sobrevive no Rio, pode ser indício não só da adaptação dele a áreas periurbanas e urbanas, mas também de que tem lugar para ele se refugiar. Isso vai ter que fazer com que os órgãos públicos pensem em políticas para a fauna”, afirma o pesquisador, que destaca a importância de preservar corredores entre essas grandes áreas de preservação, como a Floresta do Camboatá, que fica entre os maciços do Mendanha e Pedra Branca.

Pontes alerta que a divulgação da presença das onças pardas também deve servir para que os órgãos públicos se preparem para combater a caça a esses animais. Ele destaca que o próximo passo necessário para entender melhor o retorno das onças ao Rio é um estudo para localizá-las e monitorá-las, porque os dados reunidos até agora não permitem concluir qual é o tamanho da população dos felinos na cidade.

Vizinhos de áreas populosas, os parques onde a onça deixou vestígios são frequentados por cariocas e turistas em busca de trilhas e cachoeiras. O biólogo explica que essas onças não costumam atacar seres humanos e são curiosas.

“Quando ela encontra alguém, geralmente é por acidente. O melhor é você ficar onde você está e deixar que ela siga o caminho dela. Esses encontros são muito rápidos. Ela dá de cara e foge”, diz Pontes, que acrescenta que, caso sejam avistados filhotes do animal, eles devem ser deixados na mata. “Ele pode parecer perdido, mas a mãe só saiu para buscar comida”.

As onças pardas são animais solitários, que só andam em pares na época do acasalamento, descreve o biólogo. Quando têm filhotes, as mães criam os mais novos até que eles possam ganhar autonomia e seguir seu caminho na mata. A espécie é considerada ameaçada por diferentes países e sua presença se estende por biomas de praticamente todo o continente americano, do Canadá à Patagônia da Argentina.     

Quando adultos, esses felinos podem ter até dois metros do focinho até a ponta da calda, mas têm um porte mais esguio do que a onça pintada. Entre suas presas estão animais como a cotia, o gambá e o porco do mato, que teve sua presença recentemente constatada no Parque Municipal do Mendanha. Pontes alerta que a preservação ambiental também é importante para que as onças encontrem comida na mata e não se sintam atraídas por animais de rua ou de estimação, o que pode fazer com que entrem no perímetro urbano.



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Bahia

MME reitera que horário de verão não resulta em economia de energia

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Um novo estudo encomendado pelo Ministério de Minas e Energia reitera avaliação anterior de que a adoção de horário de verão não resulta em “economia significativa de energia”, e que as medidas adotadas pelas autoridades do setor são suficientes para garantir o fornecimento de energia.

Em nota, o ministério informa que “considerando análises técnicas devidamente fundamentadas, o MME entende não haver benefício na aplicação do horário de verão e que as medidas tomadas pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) têm se mostrado suficientes para garantir o fornecimento de energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional de energia elétrica (SIN) na transição do período seco para o período úmido”.

De acordo com a pasta, a aplicação do horário de verão “não produz resultados na redução do consumo nem na demanda máxima de energia elétrica ou na mitigação de riscos de déficit de potência. Além disso, na avaliação mais recente das condições de atendimento eletroenergético do SIN, realizada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para este mês de outubro, verifica-se que o sistema se encontra com recursos energéticos suficientes para o adequado atendimento à potência”.

O MME acrescenta que, segundo os novos estudos, a redução observada no horário de maior consumo (entre as 18 e 21h) acaba sendo compensada pelo aumento da demanda em outros períodos do dia, em especial no início da manhã. “Pelas prospecções realizadas pelo ONS, não haveria impacto sobre o atendimento da potência, pois o horário de verão não afeta o consumo no período da tarde, quando se observa a maior demanda do dia”, complementa a nota.



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Internacional

EUA: Suprema Corte revisará lei do Texas que proíbe aborto

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A Suprema Corte dos Estados Unidos concordou, nesta sexta-feira (21), em ouvir no dia 1º de novembro uma contestação a uma lei do Texas que impõe uma proibição quase total ao aborto, em um caso que pode reduzir drasticamente o acesso ao aborto nos EUA se os juízes endossarem a medida.

Os juízes aceitaram as solicitações do governo do presidente Joe Biden e de clínicas de aborto para analisar imediatamente suas contestações à lei. O tribunal recusou-se a atender ao pedido do Departamento de Justiça de bloquear imediatamente a execução da legislação do Texas.

O tribunal irá avaliar se o desenho incomum da lei é legalmente permissível e se o governo federal tem permissão para processar o Estado que tentar bloqueá-lo.

A medida do Texas proíbe o aborto após cerca de seis semanas de gravidez – um ponto em que muitas mulheres ainda não percebem que estão grávidas. A lei abre uma exceção para uma emergência médica documentada, mas não para casos de estupro ou incesto.

A juíza liberal Sonia Sotomayor discordou do adiamento da decisão do tribunal sobre o veto à aplicação da lei enquanto o litígio continua. Sotomayor disse que a nova lei suspendeu quase todos os abortos no Texas, o segundo Estado mais populoso dos EUA, com cerca de 29 milhões de pessoas.

“A estratégia do Estado funcionou. O impacto é catastrófico”, escreveu Sotomayor.

A disputa no Texas é o segundo grande caso sobre aborto que o tribunal, que tem uma maioria conservadora de 6 a 3, agendou para os próximos meses. Além dela, será julgada em 1º de dezembro a legalidade de uma lei de aborto restritiva do Mississippi.



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