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Conseguiremos manter a eficiência em home office com as liberdades do pós-pandemia? – Portal RBN

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por Bruno Grillo Castello

É fato que a pandemia do coronavírus acelerou planos que, em algumas empresas, eram preocupações a longo prazo, como a digitalização e o temido home office. Em algumas companhias, o trabalho em casa era um tema polêmico, muitos gestores ainda se sentiam inseguros e, de repente, viram-se obrigados a encarar o tabu de frente. E, hoje, celebram os bons resultados.

Com economia de custos e funcionários com performance acima da média, muitas empresas de diversos segmentos avaliam adotar definitivamente o formato. Contudo, assim como o início da pandemia nos empurrou para transformações bruscas, o final dela, a entrada no pós-pandemia, igualmente vai exigir novas atitudes para que seja possível manter os mesmos resultados.

Por isso, faço a provocação: como será a rotina de um colaborador em home office no pós-pandemia, quando ele tiver de volta suas liberdades como almoçar fora, encontrar amigos, ir ao shopping, faculdade, etc?

Com essa pergunta, não tenho a intenção de desencorajar empresas a manter seus colabores trabalhando em casa. Pelo contrário, meu objetivo é ajudar com que continuem acreditando no home office, colhendo bons frutos e que seus medos e tabus do passado com o teletrabalho não se tornem realidade.

Um novo momento de transição

Para que seja possível essa continuidade nos resultados, o primeiro passo é ter a consciência de que em breve teremos esse novo momento de transição, o tão aguardado fim do isolamento social, e se preparar para ele.

Existem três principais pontos de atenção que já foram evidenciados durante a pandemia para evitar ao máximo o atrito nos processos de trabalho. No entanto, no futuro, deverão, mais uma vez, entrar no debate para a adequação ao novo ambiente corporativo que está sendo construído, com novas exigências:

Horário do expediente – Muitas empresas simplesmente mandaram seus funcionários para casa e exige deles estarem disponíveis em horário comercial. Será que para o seu tipo de negócio isso vai funcionar? Vou ainda além com essa pergunta. Será o melhor método para alcançar os resultados que precisa?

Mais do que nunca precisamos ter modelos de controle de tarefas e suas entregas. Como um exemplo, pode-se adaptar o modelo Scrum, que é uma metodologia ágil muito utilizada em gestão e planejamento de projetos de software, para a realidade da empresa. Dividir as demandas em Sprints, onde são programadas as entregas semanais e/ou mensais para cada um de sua equipe, permitindo que cada um trabalhe, na medida do possível, em seus melhores e mais produtivos horários. A metodologia ainda estabelece uma reunião diária, de no máximo 15 minutos, para alinhamento do andamento das atividades de cada integrante do projeto. Com isso, garante-se a troca entre os times e, de quebra, o comprometimento dos integrantes.

Estrutura de trabalho – Nesse momento, muitas empresas acabaram aprendendo na raça que o trabalho em casa traz algumas demandas como acesso à internet, telefone, computador, mobiliário ergonômico, etc. Você está preparado para estes investimentos?

Pela medida provisória 927 em decorrência da pandemia, o home office transitório é permitido até dia 31 de dezembro de 2020, como medida paliativa, segue as mesmas regras da CLT em termos de carga horária. No entanto, ainda não existe regra clara quanto a responsabilidade dos custos assumidos pelos colaboradores em casa, como internet, energia e afins. O ideal é que, da mesma maneira que a empresa economiza com despesas fixas e vale transporte, estude reembolsar o seu colaborador nos custos assumidos por ele.

Reuniões virtuais – As reuniões à distância, utilizando programas avançados de telecomunicação, exigem novos códigos de comportamento para ganharem eficiência, uma nova cultura corporativa que ainda está sendo construída e aprendida. Você já tem uma ferramenta segura e estável para estas reuniões? Será que sua empresa terá melhor retorno com a equipe apenas parte do tempo remota, revezando dias em casa e no trabalho?

Reuniões devem ser rápidas e objetivas, principalmente virtualmente. Com pautas bem construídas e discussões relevantes levam ao engajamento da equipe durante esse processo. Outra questão importante são os horários: não é porque as pessoas estão em casa que estão 100% do tempo disponíveis para reuniões de trabalho. Agende em horários comerciais e tente não avançar para fora do expediente.

Busque ajuda de especialistas, entenda a legislação, as tecnologias e as ferramentas disponíveis para viabilizar uma nova relação entre empregador e empregado na qual ambos os lados precisam ter seus benefícios estabelecendo a famosa e importante relação ganha-ganha.

 

Bruno Grillo Castello tem parte de seus 15 anos de carreira construída no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), sua última atuação antes de fundar a Bcast Consultoria. Como professor e palestrante em cursos de gestão formou mais de 2.200 empresários, e atuou ativamente como consultor ou mentor de aproximadamente 600 executivos e empreendedores. Hoje, dá suporte a empresas desde a criação de negócios startup até a gestão macro de pequenas e médias companhias, além de realizar diagnósticos precisos na solução de crises e obstáculos em busca de potencializar um crescimento sustentável.

Bcast Consultoria

www.bcastconsultoria.com.br

R.: Armando Oliveira Cobra 50- São José dos Campos – SP – Sala 1211

Telefone: 12 98162-0375



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Internacional

Corte determina julgamento de Airbus e Air France por acidente aéreo

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A Air France e a Airbus irão a julgamento por causa do acidente em um voo entre o Rio de Janeiro e Paris, em 2009, que matou 228 pessoas. A decisão foi tomada por um tribunal de apelações em Paris nesta quarta-feira (12).

A medida reverte uma decisão de 2019, de não apresentar acusações contra nenhuma das empresas em reação à tragédia, na qual os pilotos perderam o controle do Airbus A330 depois que o gelo bloqueou sensores da aeronave.

A Airbus e a Air France disseram hoje que planejam apelar da sentença em uma instância superior.

“A decisão do tribunal, que acaba de ser anunciada, não reflete de maneira nenhuma as conclusões da investigação”, disse a Airbus em comunicado divulgado por e-mail.

A Air France “insiste que não cometeu nenhum erro criminoso no cerne deste acidente trágico”, disse um porta-voz da companhia aérea, parte do grupo Air France-KLM.

O voo Air France AF447, do Rio de Janeiro a Paris, caiu no dia 1º de junho de 2009, matando todos a bordo.

Investigadores franceses descobriram que a tripulação não lidou corretamente com as leituras de perda de velocidade de sensores, bloqueados por gelo, e causou estol (perda de sustentação) ao manter o nariz da aeronave alto demais.



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Internacional

Comissão da OMS faz recomendações para evitar próxima pandemia

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Um novo sistema global transparente deveria ser criado para apurar surtos de doenças, habilitando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a enviar pesquisadores com pouca antecedência e revelar suas descobertas, disse uma comissão de estudo da pandemia de covid-19 nesta quarta-feira (12).

A OMS deveria ter declarado o novo surto de covid-19 na China uma emergência internacional antes de 30 de janeiro de 2020, mas o mês seguinte foi “perdido” porque os países não adotaram medidas fortes para deter a disseminação do vírus, disse a comissão.

Em um grande relatório sobre a reação à pandemia, ospecialistas independentes pediram reformas ousadas na OMS e uma revitalização dos planos de prontidão nacional para evitar outro “coquetel tóxico”.

“É essencial ter uma OMS empoderada”, disse Helen Clark, copresidente da comissão e ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, à imprensa no lançamento do relatório “Covid-19: façam dela a última pandemia”.

Ellen Johnson Sirleaf, também copresidente do grupo e ex-presidente da Libéria, disse: “Estamos pedindo um novo sistema de vigilância e alerta que se baseie na transparência e permita à OMS publicar informações imediatamente”.

Ministros da Saúde debaterão as conclusões na abertura da assembleia anual da OMS, em 24 de maio. Diplomatas dizem que a União Europeia está estimulando os esforços de reforma da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o que exigirá tempo.

Segundo o relatório, permitiu-se que o vírus SARS-CoV-2, que surgiu na cidade chinesa de Wuhan no fim de 2019, se transformasse em uma “pandemia catastrófica” que já matou mais de 3,4 milhões de pessoas e devastou a economia mundial.

“A situação na qual nos encontramos hoje poderia ter sido evitada”, disse Johnson Sirleaf. “Ela se deve a uma série de erros, lacunas e atrasos na prontidão e na reação.”

Médicos chineses relataram casos de pneumonia atípicas em dezembro de 2019 e informaram as autoridades. A OMS recebeu relatos do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Taiwan e outros, disse a comissão.

De acordo com o relatório, o Comitê da OMS deveria ter declarado emergência de saúde internacional em sua primeira reunião de 22 de janeiro, em vez de esperar até 30 de janeiro.

O comitê não recomendou restrições de viagens devido aos regulamentos internacionais de Saúde da OMS, que precisam ser reformulado, segundo o documento.



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Internacional

Latinos viajam aos Estados Unidos em busca de imunização

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Cidade do México e Lima – Um anúncio de uma agência de viagens oferece promoções para que mexicanos viajem aos Estados Unidos (EUA) a fim de receber a vacina contra a covid-19. “Quer a vacina contra a covid-19? Tem um visto para entrar nos Estados Unidos? Entre em contato com a gente”, diz o anúncio. 

Do México até a Argentina, milhares de latino-americanos estão reservando voos para os Estados Unidos a fim de se beneficiar de uma das mais bem-sucedidas campanhas de vacinação do mundo, enquanto o andamento da vacinação em seus países caminha lentamente. 

A América Latina é uma das regiões mais afetadas pela pandemia de covid-19, com o número de mortos próximo de superar 1 milhão neste mês, e muitos não querem esperar tanto por sua vez na fila da vacina.

Algumas pessoas estão fazendo os trâmites sozinhas, enquanto outras utilizam agências de viagem, que responderam oferecendo pacotes que disponibilizam um compromisso para a vacinação, voos, estadia em hotel e até alguns extras como passeios pela cidade e tours de compras.

Glória Sánchez, de 66 anos, e seu marido, Angel Menendez, de 69, viajaram no final de abril para Las Vegas, com o objetivo de tomar a dose única da vacina da Johnson & Johnson’s.

“Nós não confiamos nos serviços de saúde pública neste país”, disse Sánchez, agora de volta ao México. “Se não tivéssemos viajado para os Estados Unidos, onde eu me senti um pouco mais confortável, eu não teria me vacinado aqui”.

Um agente de viagens na Cidade do México organizou a viagem e um associado em Las Vegas conduziu o processo no lado norte-americano, disse Sánchez. 

O associado nos Estados Unidos arranjou um horário para que eles fossem vacinados, e então os conduziu a um centro de convenções em Las Vegas, onde apresentaram seus passaportes mexicanos e receberam as doses.

“Decidimos transformar a viagem em um passeio de férias e ficamos por uma semana, andamos como loucos, comemos uma comida muito cara, porém boa, e também fizemos compras”, disse. 

Enquanto a demanda dispara, os preços de voos do México para os Estados Unidos cresceram em média de 30% a 40% desde meados de março, disse Rey Sanchez, que dirige a agência de viagens RSC Travel World. 

“Há milhares de mexicanos e milhares de latino-americanos que foram para os Estados Unidos se vacinar”, disse o agente de viagens, acrescentando que os principais destinos têm sido Houston, Dallas, Miami e Las Vegas.

A Reuters não conseguiu encontrar dados oficiais sobre o número de latino-americanos que estão viajando aos EUA em busca de vacina. Os viajantes normalmente não declaram “vacinação” como motivo para a viagem.

A Embaixada dos Estados Unidos no Peru informou recentemente no Twitter que as pessoas podem visitar os EUA para tratamento médico, incluindo vacinas.

Na Argentina, um anúncio em Buenos Aires detalha o custo estimado para se vacinar em Miami: passagem aérea US$ 2 mil, hotel por uma semana US$ 550, comida US$ 350, aluguel de carro US$ 500, vacina US$ 0, totalizando cerca US$ 3.400.

Os latino-americanos que viajaram com visto de turista aos EUA, com quem a Reuters falou, disseram que conseguiram ser vacinados com documentos de identidade de seus países de origem.

* Com informações de Anthony Esposito, Cassandra Garrison e Marco Aquino – Repórteres da Reuters



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