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Oito dos 10 supercomputadores mais rápidos do mundo do TOP500 têm maior aceleração e economizam energia com NVIDIA Enterprise

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NVIDIA Selene estreia como o sistema industrial mais rápido nos EUA e com a maior eficiência energética

O novo ranking dos TOP500 supercomputadores mostra a grande tendência da computação científica moderna, expandida com IA e Data Analytics e acelerada com as tecnologias NVIDIA Enterprise. Oito dos 10 melhores supercomputadores do mundo agora usam GPUs NVIDIA, rede InfiniBand, ou ambos. Eles incluem os sistemas mais poderosos de EUA, Europa e China.

A NVIDIA agora, após a aquisição da Mellanox, equipa dois terços (333) dos sistemas TOP500 na lista mais recente, de junho de 2020. Na lista de junho de 2017 as duas empresas separadas tinham menos da metade (203). As redes NVIDIA Mellanox InfiniBand e Ethernet conectam 305 sistemas (61%) dos supercomputadores TOP500, incluindo todos os 141 sistemas InfiniBand, e 164 (63%) dos sistemas que utilizam Ethernet.

Em eficiência energética, os sistemas que usam GPUs NVIDIA têm se destacado em relação aos demais. Os sistemas com GPUs NVIDIA, em média, são 2,8 vezes mais eficientes em termos de energia medidos em gigaflops/watt do que os sistemas que não o possuem. Essa é uma das razões pelas quais as GPUs NVIDIA agora são usadas por 20 dos 25 principais supercomputadores da lista TOP500.

O melhor exemplo dessa eficiência de energia é o Selene, a mais recente adição ao cluster de pesquisa interno da NVIDIA. O sistema era o número 2 na lista mais recente do Green500 e o número 7 no TOP500 geral, com 27,5 petaflops no benchmark Linpack. Com 20,5 gigaflops/watt, Selene está a uma fração de um ponto do primeiro lugar na lista Green500, reivindicada por um sistema muito menor que ficou em 394 em termos de desempenho.

O Selene é o único sistema dos 100 melhores a quebrar a barreira dos 20 gigaflops/watt. É também o segundo supercomputador industrial mais poderoso do mundo, atrás do sistema número 6 da gigante de energia Eni S.p.A. da Itália, que também usa GPUs NVIDIA.

No uso de energia, o Selene é 6,8 vezes mais eficiente que a média dos sistemas que não usam GPUs NVIDIA da lista TOP500. O desempenho e a eficiência energética do Selene são graças aos Tensor Cores de terceira geração nas GPUs NVIDIA A100 que aceleram a matemática tradicional de 64 bits para simulações e o trabalho de menor precisão para IA.

A classificação do Selene é uma façanha impressionante para um sistema que levou menos de quatro semanas para ser construído. Os engenheiros puderam montar o Selene rapidamente porque usaram a arquitetura de referência modular da NVIDIA. O guia define o que a NVIDIA chama de DGX SuperPOD. Baseia-se em uma construção poderosa e flexível para data centers modernos: o sistema NVIDIA DGX A100.

“A tendência atual é pesquisadores e empresas buscarem uma maior aceleração para inteligência artificial e analytics. Com GPUs e sistemas que ajudam a acelerar o processamento e economizar energia, a NVIDIA Enterprise auxilia no desenvolvimento da ciência”, explica Marcio Aguiar, diretor da NVIDIA Enterprise para América Latina. “É por isso também que a última lista TOP500 pode refletir os esforços da NVIDIA Enterprise para democratizar a IA e o HPC.”

Brasil

Com a atualização do ranking TOP500, os supercomputadores Atlas e Fênix, ambos pertencentes a Petrobras e montados pela Atos, são os dois maiores da América Latina.

Em operação desde abril deste ano, Atlas possui 136 servidores acelerados por GPUs NVIDIA V100, além da rede interna InfiniBand, gerando um desempenho medido de 4,4 petaflops Rmax. Em outras palavras, a capacidade de processamento do supercomputador Atlas equivale a cerca de 1,5 milhão de smartphones ou de 40 mil laptops de última geração. Ocupando a 56º posição no TOP500, Atlas é o supercomputador mais bem colocado de toda a América Latina no ranking mundial de computadores de alto desempenho.

Já o supercomputador Fênix, também da Petrobras, passou por uma atualização este ano e hoje figura como o segundo mais poderoso da América Latina, no lugar 82 da lista. São 360 servidores acelerados por GPUs NVIDIA V100 e com rede interna InfiniBand EDR 100gbps, que atingem um desempenho medido de 3,2 petaflops Rmax.

Até a última edição de 2019, o Santos Dumont era reconhecido como o maior supercomputador da América Latina. O supercomputador continua na lista graças a atualização com 376 GPUs Tesla V100.

Escalonando sistemas para o SuperPODs

Com o design de referência, se torna mais rápido organizar um cluster de computação de classe mundial. Cerca de 20 sistemas DGX A100 podem ser vinculados de maneira semelhante a Lego usando switches NVIDIA Mellanox InfiniBand de alto desempenho em menos de uma hora, criando um sistema de 2 petaflops poderoso o suficiente para aparecer na lista TOP500. Esses sistemas foram projetados para funcionar confortavelmente dentro dos recursos de energia e térmicos padrão nos datacenters.

Ao adicionar uma camada adicional de switches NVIDIA Mellanox InfiniBand, os engenheiros vincularam 14 dessas 20 unidades de sistema para criar o Selene, que possui:

  • 280 sistemas DGX A100
  • 240 NVIDIA GPUs A100
  • 494 switches NVIDIA Mellanox Quantum 200G InfiniBand
  • 56 TB/s network fabric
  • 7PB of high-performance storage all-flash

Uma das especificações mais importantes do Selene é que ele pode oferecer mais de 1 exaflops de desempenho de IA. Outra é o Selene estabelecer um novo recorde usando apenas 16 dos seus sistemas DGX A100, uma referência de análise de dados chave – chamada TPCx-BB – oferecendo desempenho 20 vezes maior do que qualquer outro sistema.

Esses resultados são críticos no momento em que a IA e as análises estão se tornando parte dos novos requisitos para a computação científica. Em todo o mundo, os pesquisadores estão usando deep learning e análise de dados para prever as áreas mais frutíferas para a realização de experimentos. A abordagem reduz o número de experimentos caros e demorados que os pesquisadores precisam, acelerando os resultados científicos.

Por exemplo, seis sistemas ainda não incluídos na lista TOP500 estão sendo construídos hoje com as GPUs A100 da NVIDIA lançadas em maio passado. Eles vão acelerar uma mistura de HPC e IA que está definindo uma nova era na ciência.

TOP500 expande para computação científica

Um desses novos sistemas está no Laboratório Nacional de Argonne, onde os pesquisadores usarão um cluster de 24 sistemas NVIDIA DGX A100 para digitalizar bilhões de medicamentos na busca por tratamentos para a Covid-19. Já pesquisadores em Munique estão treinando modelos de linguagem natural em 6 mil GPUs no supercomputador Summit para acelerar a análise de proteínas do novo coronavírus. É outro sinal de que os principais sistemas TOP500 estão indo além das simulações tradicionais executadas com matemática de dupla precisão.

À medida que os cientistas expandem para o deep learning e analytics, eles também acessam os serviços de computação em nuvem e até mesmo transmitindo dados de instrumentos remotos na edge da rede. Juntos, esses elementos formam quatro pilares da computação científica moderna aceleradas pela NVIDIA:

Sobre a NVIDIA

Com a invenção da GPU pela NVIDIA (NASDAQ: NVDA), em 1999, redefinimos os gráficos de computadores modernos e revolucionamos a computação paralela. Mais recentemente, o deep learning com base em GPU deu início à inteligência artificial moderna — a próxima era da computação — com a GPU atuando como o cérebro dos computadores, robôs e carros autônomos que podem perceber e compreender o mundo. Saiba mais em http://nvidianews.nvidia.com/

Acesse também:

Site oficial da NVIDIA no Brasil: https://www.nvidia.com/pt-br/

Facebook: @NVIDIABrasil

Twitter: @NVIDIABrasil





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Tecnologia

Locaweb anuncia a aquisição da Octadesk, plataforma de Conversational Commerce que engaja clientes no processo de marketing, vendas e atendimento

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  • Locaweb avança na estratégia de ter o mais completo portfólio tecnológico para PME’s
  • Com o Octadesk, as empresas podem interagir com os seus clientes e prospects em todos os canais digitais. São mais de 3 milhões de mensagens todos os dias
  • Mais de 65% dos compradores online conversam com as empresas em seus múltiplos canais durante o processo de compra
  • 99% dos smartphones no Brasil possuem aplicativos de mensageria instalados e podem interagir com empresas por esses meios
  • Octadesk terá forte e imediata conexão com o portfólio de soluções de Social Commerce e demais serviços da Locaweb

A Locaweb anuncia mais uma importante aquisição! Desta vez, a aposta da companhia é na Octadesk, plataforma de gestão de conversas que ajuda as empresas no processo de geração de leads, vendas e atendimento, conectando empresas a consumidores em todos os canais digitais, em tempo real.

Fundada em 2015 na cidade de São Paulo, o Octadesk é uma plataforma SaaS (Software como Serviço) voltada para pequenas e médias empresas se relacionarem melhor com seus clientes em todas as etapas de sua jornada (marketing, vendas e atendimento), em tempo real e em múltiplos canais como WhatsApp, Instagram, chat, e-mail, entre outros, organizando suas interações em um único lugar. Propiciando automação e escala por meio de chatbots próprios, assistentes virtuais pré-programados e tecnologia embarcada em Inteligência Artificial, a plataforma possui capacidade de tornar as conversas humanizadas, melhorando a experiência nas relações com os clientes. Graças a essa proximidade gerada e ao atendimento que é prestado no momento oportuno e no melhor canal, os resultados não poderiam ser diferentes de: melhor experiência entre as partes, aumento de vendas, maior engajamento com o público, qualidade e satisfação.

A mudança do comportamento do consumidor impõe uma série de mudanças nas dinâmicas de mercado. Como consumidores, todos nós esperamos resoluções muito mais rápidas e simples, preferencialmente nos canais digitais, que são nativos para todos. Atritos que podem ser gerados entre empresas e consumidores, como por exemplo, dúvidas sobre produtos, requisição de segunda via de boleto, contato com o time de vendas que em muitos casos dependem de interação humana e pode demorar dias, com a Octadesk vira uma solicitação automática que é resolvida em segundos. Soluções desse tipo que até pouco tempo eram a realidade somente para grandes empresas, hoje com a Octadesk são acessíveis também para pequenas e médias.

“O Social Commerce e Conversational Commerce já estão presentes no processo de decisão de compras online de aproximadamente 65% das pessoas ao redor do mundo. Somada às iniciativas já existentes de Social Commerce da companhia, o Octadesk trará uma amplitude de soluções para o nosso ecossistema de e-commerce sem precedentes no Brasil.” Afirma Fernando Cirne, CEO da Locaweb.

Conversational Commerce é extremamente importante no processo de vendas, atendimento e suporte. Muitas companhias estão adotando essa estratégia para criarem oportunidades e servirem os clientes em múltiplos canais, possibilitando escalar o negócio com o uso de inteligência artificial, mensagens automáticas, entre outras, 24 horas por dia, durante o ano todo.

“Estamos muito animados com as oportunidades que se abrem com a chegada da Octadesk. Poderemos oferecer a plataforma para toda a base de clientes da Locaweb, pois ela se encaixa bem tanto para os clientes de Commerce, quanto com os demais segmentos de serviços, indústria, varejo e outros.” afirma Higor Franco, Diretor Geral de BeOnline e SaaS da Locaweb.

Temas atuais como Conversational Commerce e Social Commerce, por muitas vezes se confundem, porém, são extremamente complementares. Enquanto o Social Commerce é utilizado para que as empresas consigam utilizar a força das redes sociais para exporem os seus produtos e serviços e gerarem negócios, o Conversational Commerce pode melhorar e automatizar esse processo, ampliando as possibilidades para outros canais e gerando uma proximidade maior entre empresas e clientes.

““Fazer parte do grupo Locaweb está totalmente alinhado ao nosso propósito como protagonistas no Conversational Commerce. Entramos para um ecossistema completo que permeia toda a jornada digital, trazendo muita sinergia com nossa plataforma e nosso time. Acreditamos que a oportunidade de trabalhar em parceria com essas mentes vai ajudar a construir o futuro da Octadesk e potencializar os resultados do grupo “. afirma Rodrigo Ricco, fundador e CEO do Octadesk.

Assim como a Locaweb, a Octadesk vem apresentando forte crescimento em 2021. Por dia, a plataforma gerencia mais de 3 milhões de conversas entre empresas e consumidores e possui receita anual recorrente (ARR) de R$ 25 milhões, o que representa um crescimento de aproximadamente 100% YoY.

Seguindo o modelo de atuação da Companhia em outros processos de M&A, a Locaweb adquire 100% do Octadesk por aproximadamente  R$ 102 milhões. Os sócios Rodrigo Ricco e Leandro Ueda permanecerão na operação e manterão o time de colaboradores. Também juntarão forças os times das demais unidades de negócios da Locaweb.

Uma das pioneiras em soluções Business to Business (B2B) para transformação digital de negócios no Brasil, a Locaweb nasceu para ajudar empreendedores e negócios a desenvolverem sua presença online e prosperarem na web. Ao longo dos últimos anos, a empresa realizou importantes aquisições, fortalecendo a atuação em diversos mercados como o de e-commerce, redes sociais, recorrência, marketing cloud, hospedagem, cloud computing, pagamentos e aplicativos mobile. A Locaweb possui cerca de 2 mil funcionários, quase 400 mil clientes e 20 mil desenvolvedores e agências parceiras. Com 23 anos de atuação, a empresa segue crescendo e inovando por meio de desenvolvimento e aprimoramento interno de produtos, bem como de aquisições.



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Tecnologia

Quatro passos para descomplicar a computação em nuvem nas empresas

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Os benefícios da computação em nuvem já são conhecidos por grande parte das empresas e dos profissionais. Antes mesmo da pandemia de covid-19, as organizações já iniciavam o movimento de transformação digital, que passa necessariamente pela adoção de soluções em cloud. Entretanto, diferentemente do que muitos imaginam, não basta  implementar essas ferramentas no dia a dia e esperar que elas, sozinhas, alcancem os objetivos esperados. Para que sejam eficientes, é preciso passar por um preparo adequado. Confira quatro passos que descomplicam a adoção da nuvem no ambiente corporativo:

1 – Capacitação dos profissionais

Antes de cuidar da tecnologia em si, é preciso repensar a estrutura da empresa para potencializar essas soluções. Isso implica, necessariamente, capacitar e qualificar os profissionais. Eles precisam operar essas ferramentas com excelência, identificando como extrair o máximo de eficiência delas em suas rotinas produtivas (processos) – e sem colocar em risco a segurança digital pessoal e/ou da organização com um possível uso inadequado. Em outras palavras: é altamente recomendável investir em treinamentos e certificações dos colaboradores, mantendo-os em consonância com as principais tendências e melhores práticas da área.

2 – Planejamento dos processos

Uma vez feita a capacitação dos profissionais, a etapa seguinte consiste na preparação da empresa em si. Antes de migrar para a nuvem com colaboradores qualificados, é fundamental definir uma estratégia e planejar bem todos os processos. Trata-se de uma mudança e tanto para o ambiente corporativo, que passa a digitalizar e automatizar cada vez mais as diferentes tarefas do seu dia a dia. A organização precisa ter em mente aonde quer chegar e quais metas serão traçadas para isso. Somente assim é possível aliar a maior eficiência com mais qualidade e segurança.

3 – Foco no que realmente importa

As empresas não podem mais ignorar a importância do cloud, mas isso não significa que devem adotar qualquer solução que aparecer pela frente. Hoje, há inúmeros softwares e sistemas baseados em nuvem à disposição dos empresários. Entretanto, para que a produtividade se mantenha em alta, é preciso manter o foco naquilo que realmente é mais importante, isto é, nas soluções que vão fazer a diferença para os profissionais bem como estejam alinhados aos objetivos e indicadores do negócio. Para isso, é preciso pesquisar bastante os melhores fornecedores e identificar quais recursos impactarão positivamente o dia a dia.

4 – Monitoramento contínuo

Por fim, uma dica importante para quem tem aplicações em nuvem é o acompanhamento contínuo das soluções em busca de atualizações e possíveis erros que podem aparecer durante a implementação e utilização. Nem sempre o resultado abaixo do esperado é proveniente da computação em nuvem, mas sim uma consequência da forma como é utilizada. Portanto, é imprescindível que a empresa tenha uma equipe que realize esse monitoramento rotineiro em busca de implementações mal realizadas, brechas de segurança ou até recursos que poderiam ser mais bem aproveitados.

As empresas sabem que precisam fazer mais, com menos. Por outro lado, não há como inovar sem uma disposição a experimentar o novo e com isso eventualmente cometer alguns equívocos. Porém, é muito menos doloroso aprender com os erros dos outros e considerar estas lições aprendidas no processo de inovação. Afinal, quando o tempo é curto, o espaço disponível para retrabalhos é muito limitado. Logo, é preciso ser assertivo na estratégia do negócio e na implementação da mesma. As soluções contratadas precisam trabalhar em conjunto com os profissionais em prol do mesmo objetivo. A computação em nuvem oferece essa possibilidade às organizações, desde que elas saibam como utilizar essa tecnologia em sua plenitude.

* Marcos Farias é CEO e sócio-fundador da Arki1, empresa especializada em treinamentos oficiais de Google Cloud, certificada pela gigante do Vale do Silício, que em abril de 2020 a escolheu como Google Cloud Authorized Training Partner of the Year 2019 na América Latina – e-mail: arki1@nbpress.com.



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Tecnologia

Mais de 50 mil tentativas de fraudes utilizando dados de quem já morreu foram registradas no Brasil em 2021

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A ausência de um sistema de validação antifraude nas empresas somada às novas práticas adotadas por cybers criminosos favorecem a simulação de identidades e a aplicação de golpes

Cada dia mais a tecnologia tem garantido agilidade aos processos de negociações digitais, possibilitando diversas operações que vão muito além das compras online. Liberações de crédito para empréstimos pessoais, financiamentos e abertura de contas em bancos digitais com direito a cartão de crédito são apenas alguns exemplos de transações que podem ser feitas online, apenas com a checagem e validação de crédito do solicitante.

Mas, assim como a tecnologia evoluiu para facilitar o dia a dia das empresas e do consumidor, os fraudadores também têm ampliado suas habilidades para manipular e burlar sistemas de análises de créditos utilizando dados de outras pessoas, inclusive daquelas que já morreram.

Recente levantamento realizado pela proScore, bureau digital de crédito e authority de score, especializado em Big DataAnalytics e motores de decisão, nos primeiro seis meses de 2021 foram registradas 58 mil tentativas de fraudes usando documentação ou informações de pessoas que já morreram, contra 102 mil tentativas de fraude deste mesmo formato em 2020. “Percebemos um significativo aumento desse tipo de ação, que vai desde a tentativa de compra até a habilitação de um celular”, destaca Mellissa Penteado, fundadora, sócia e CEO do grupo.

Engana-se quem acredita que o uso de dados de pessoas falecidas está restrito às operações com empresas privadas. A fraude também tem sido detectada no pagamento indevido de benefícios realizado pelo governo federal, como o auxílio emergencial, adotado durante a pandemia da Covid-19. Segundo o Balanço da Fiscalização do Auxílio Emergencial, divulgado em fevereiro deste ano pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mais de 60 mil beneficiários que receberam pelo menos uma parcela do auxílio já haviam morrido.

Como os dados de pessoas falecidas estão sendo utilizados indevidamente

A mudança nos hábitos financeiros e de consumo das pessoas nos últimos anos tem atraído os chamados “fraudadores digitais”, que praticam golpes para ter acesso a informações confidenciais e restritas. Prova disso foi o mega vazamento de dados de mais de 223 milhões de brasileiros, incluindo falecidos, que aconteceu no início deste ano. De acordo com a CEO da proScore, esse tipo de ação realizada por hackers que vendem informações sigilosas para fins ilícitos está entre as causas de fraudes e tentativas de fraudes envolvendo dados de pessoas que já morreram.

No entanto, a fraude familiar não pode ser desconsiderada e está entre as principais. “Na maioria das vezes motivado pelo desespero de perder a renda de quem já faleceu, não é raro que um parente de primeiro grau, que tem acesso aos documentos da pessoa, contraia empréstimos ou financiamentos mesmo sabendo que não poderá honrar com o compromisso. De mesmo modo, os dados do falecido também podem ser utilizados para levantar prêmios de seguros e sinistros”, ressalta Mellissa.

A executiva reforça que independente do fraudador, o importante é que esse tipo de ação seja banida pelas empresas. O grande problema é que muitas empresas ainda não estão preparadas para identificar irregularidades no que diz respeito à verdadeira situação do potencial cliente. “Sistemas de validação de crédito já são amplamente utilizados pelas empresas para determinar se uma pessoa tem algum tipo de restrição financeira, se pode ou não receber algum tipo de crédito, mas não considera um fator crucial: se ela está viva ou não.”

Sistemas antifraude são grandes aliados para impedir transações indevidas

A ausência de um sistema de validação antifraude nas empresas, somada às novas práticas adotadas por cyber criminosos, favorecem a simulação de identidades e aplicação de outros tipos de golpes. Anualmente, transações irregulares que envolvem informações de pessoas mortas têm causado grandes prejuízos, que nem sempre podem ser revertidos e os valores recuperados. “Um exemplo bem atual é o pagamento indevido de benefícios como o auxílio emergencial. Os órgãos públicos envolvidos têm detectado eventuais fraudes e conseguido reaver valores, que ainda estão muito abaixo do montante total dispensado. Contudo, para empresas privadas, receber pagamentos pendentes, recuperar bens ou reaver valores de empréstimos é um grande desafio, já que o ‘devedor’ não responde pela dívida que foi indevidamente adquirida em seu nome”, alerta Mellissa Penteado.

Considerando este cenário, é essencial que companhias dos mais variados setores fiquem alertas e comecem a se proteger contra esse tipo de fraude. “As empresas precisam focar em suas atividades-fim, seja comércio ou serviço, e deixar que a validação ocorra de maneira sistêmica, integrada e com capacidade de informação assertiva e crível”, explica a CEO da proScore, que conta com um sistema antifraude equipado com a mais atualizada base de óbitos do País, além de ser totalmente personalizável, de acordo com as necessidades de cada empresa, para garantir agilidade na busca de informações de forma modular.

“Ao analisar os dados de um cliente, é muito melhor que a empresa primeiro aposte em um sistema de validação antifraude como o da proScore, do que diretamente ao sistema de consulta de crédito. Isso porque, a análise irá identificar qualquer irregularidade ou tentativa de fraude, ao invés de avaliar se a pessoa está habilitada para receber um crédito. Esse processo otimiza o trabalho da equipe, proporciona uma entrega de informações mais objetiva e evita que transações com dados ilícitos sejam realizadas”, conclui.



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