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os dois lados da moeda – criação de conteúdos interessantes e motivação para estudar mais * – Portal RBN

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A pandemia da covid-19 representa uma circunstância completamente sem precedentes. Foram incontáveis as mudanças provocadas na rotina das pessoas, principalmente no que diz respeito à maneira de trabalhar, ensinar e aprender.

De acordo com uma pesquisa elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), até abril de 2020, cerca de 60 países já adotaram o home office como uma alternativa ao trabalho presencial. E durante esse período surge a oportunidade para profissionais e empresas focarem mais em qualificação.

De olho nessa tendência, as empresas começaram a adotar metodologias de Ensino a distância (EAD) em seus treinamentos e ações de educação corporativa, buscando melhorar o desempenho dos colaboradores.

A questão é: como garantir que os programas de capacitação sejam eficientes também em ambientes digitais? Como o colaborador pode fazer para se engajar mais em um treinamento feito através da tela do computador?

É verdade que, mesmo antes da pandemia, o ensino a distância já estava em plena ascensão. Prova disso é que, ao final do ano passado, os alunos matriculados em cursos superiores EAD representavam mais de 26% do total de graduandos no Brasil.

E da mesma forma que nos cursos presenciais, já se sabe que o empenho e participação do aluno são itens fundamentais para conseguir um alto rendimento. No entanto, a tecnologia pode ser uma grande aliada.

Parece até redundante, usar da tecnologia para aprender com tecnologia, não é mesmo? Mas é a pura verdade. O colaborador pode explorar desses recursos para favorecer a sua eficiência em treinamentos digitais.

O estudo on-line começa pela familiarização com o ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Além do básico, que é garantir um local reservado e sem distrações para assistir aos conteúdos do treinamento, o AVA pode se tornar uma verdadeira sala de aula. É nele que estarão concentrados todos os materiais, o calendário com a programação de tarefas, as atividades a serem concluídas, além dos contatos dos professores e aprendizes.

E o que pode te ajudar nesta etapa? Existem diversas opções de aplicativos, por exemplo, para bloquear as redes sociais por um tempo, gerenciar de tarefas para não se esquecer de nada, agendas virtuais, entre várias outras.

Além disso, já existe uma série de devices dotados de tecnologias inovadoras, como a capacidade de isolar ruído externo, multiplicar a conectividade e ampliar as plataformas utilizadas.

Outro recurso que pode favorecer o colaborador durante um treinamento são os grupos digitais, formados por meio de apps e facilmente acessados até por dispositivos móveis. Estar em contato com pessoas que participam do mesmo treinamento, além de trocar ideias, dúvidas e compartilhar conteúdos é sempre uma ótima opção para aprendizagem.

Já no lado de quem planeja e executa os treinamentos, a tecnologia também oferece recursos e metodologias capazes de aperfeiçoar, e muito, todo o processo. Por isso, é preciso considerar que conceitos inteligentes de e-learning requerem recursos apropriados, pessoas treinadas e com tempo para desenvolver isso.

Além da abordagem multiplataforma, que envolve diferentes canais e recursos oferecidos pela tecnologia, o microlearning tem se mostrado um formato de aprendizagem efetivo em casos de treinamentos.  Ele facilita o processo de treinamento em doses pequenas, de forma objetiva e direta.

Para isso, a dica é dividir o conteúdo em pequenas partes. É preciso fazer uma combinação acertada de aulas, textos e exercícios em vez de, simplesmente, transmitir pela internet uma palestra de horas, por exemplo.

Outra metodologia que vem sendo aplicada é o adaptive learning, fundamental para manter o conteúdo o mais interessante e relevante possível e aumentar o interesse do público. O conceito consiste, basicamente, em focar naquilo que complementa o conhecimento prévio da audiência. E uma simples pesquisa on-line, gerada de maneira gratuita por diversas plataformas existentes, pode evitar esse desgaste.

Além disso, para deixar o treinamento ainda mais refinado, podem ser disponibilizados artigos e materiais complementares aos conteúdos em um banco de dados, sem nenhuma complexidade.

Estamos vivendo tempos desafiadores e esta é a oportunidade perfeita para explorar todo o potencial que a comunicação e a educação à distância têm a oferecer.

*Luiz Alexandre Castanha é especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais. Mais informações em https://alexandrecastanha.wordpress.com/



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Internacional

Blue Origin anuncia primeiro voo tripulado para julho e ainda há lugar

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A empresa espacial privada Blue Origin, uma das concorrentes diretas da Virgin Galactic e da SpaceX no campo das viagens planetárias, informou que está programada para 20 de julho a primeira viagem tripulada em sua cápsula suborbital New Shepard. No voo teste, um dos seis lugares está disponível e será entregue a quem pagar mais por essa experiência.

O anúncio foi feito nessa quarta-feira (6), quando foram comemorados 60 anos do primeiro voo do astronauta Alan Shepard, na Mercury 3 da Nasa, a agência espacial norte-americana, e que dá parte do nome ao projeto [New Shepard].

Testes não tripulados vêm sendo feitos há vários anos, e a empresa de Jeff Bezos (fundador da Amazon) diz que está em condições de dar mais um passo em direção ao espaço, agora com passageiros.

Em entrevista, a Blue Origin explicou que após o último teste realizado em 14 de abril, onde foi utilizado um dispositivo antropomórfico por meio do “Manequim Skywalker”, simulando o corpo humano, estavam concluídas todas as normas e procedimentos necessários para um voo tripulado.

“Voamos com esse veículo 15 vezes e após o último voo, dissemos: está na hora. Vamos colocar as pessoas a bordo”, disse Ariane Cornell, diretora de vendas da Blue Origin.

A empresa usou também funcionários no papel de clientes, entrando na cápsula durante os preparativos de pré-lançamento e testando a forma de saída do veículo, após o regresso ao solo.

A data programada para o voo tripulado inaugural – 20 de julho – coincide com o 52º aniversário do pouso da Apollo 11 na Lua.

A empresa ainda não divulgou quem são os cinco tripulantes do primeiro voo, mas adiantou que um dos lugares está reservado e irá a leilão, sendo esse concedido a quem pagar mais.

A empresa aceitará ofertas lacradas até 19 de maio, estando prevista a seguir uma segunda etapa de licitação não lacrada. O leilão será concluído numa cerimónia ao vivo no dia 12 de junho.

A Blue Origin explicou que a verba alcançada será revertida para uma organização afiliada sem fins lucrativos – Club for the Future – que apoia atividades educativas ligadas às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal



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Internacional

Trabalhadores nascidos em maio podem sacar auxílio emergencial

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Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em maio podem sacar, a partir de hoje (6) a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 15 de abril.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro podia ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

* Colaborou Andreia Verdélio



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Internacional

Ever Given ainda está ancorado no Canal de Suez com tripulação presa

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Depois de ter ficado encalhado em março, durante uma semana, e de ter sido posteriormente liberado, o navio Ever Given, de bandeira panamenha, continua proibido de deixar o Canal de Suez até que os proprietários paguem às autoridades a multa pelos danos causados. Mas não é apenas o navio que continua parado em uma das principais rotas marítimas comerciais do mundo: a tripulação ainda está presa a bordo do cargueiro e sem previsão para ser liberada.

O navio encalhou no Canal de Suez em 23 de março e foi retirado em 29 de março, tendo bloqueado durante a semana uma das principais rotas marítimas comerciais do mundo. Entretanto, a Autoridade do Canal de Suez calculou perdas entre US$ 12 milhões e US$ 15 milhões por cada dia que o Ever Given bloqueou a passagem, gerando grande engarrafamento.

O tráfego marítimo no Canal de Suez foi retomado com normalidade, continuando, no entanto, o Ever Given retido com a sua tripulação de 25 pessoas e uma carga de cerca de 20 mil contêineres.

Agora, depois de um mês do incidente, a tripulação ainda está ancorada no Egito, sem saber quando poderá voltar para casa. Há um conflito entre a Autoridade do Canal e as empresas responsáveis pelo navio sobre quem deve pagar a indenização pelos danos do acidente e, assim, retirar o Ever Given do local.

O Ever Given encontra-se, no momento, no Grande Lago Amargo, um dos lagos do norte do canal. A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) já visitou a tripulação e garantiu que ela está bem. 

Em comunicado, a ITF disse que a equipe, no entanto está numa posição delicada e todos estão ansiosos para saber se poderão voltar para casa quando terminarem os contratos.

“É natural que fiquem ansiosos com a incerteza da situação”, disse à BBC Abdulgani Serang, do sindicato Indian Boaters’ Union, que representa a tripulação do Ever Given.

“Há profissionais que não têm qualquer responsabilidade pelo incidente e não deveriam ser responsabilizados por ele. Deixem as negociações serem resolvidas onde devem ser resolvidas. A situação não devia ser solucionada deixando os marinheiros no Egito. Eles não deveriam sentir pressão por esse incidente”, defende.

A situação incerta deve-se a uma multa no valor de US$ 916 milhões exigidos pela Autoridade do Canal. E até que a multa seja paga, tanto a embarcação quanto a tripulação e carga serão mantidas como “reféns” pelas autoridades.

“A Autoridade do Canal de Suez não deu uma justificação detalhada para essa quantia extraordinariamente grande, que inclui US$ 300 milhões de ‘bônus pelo salvamento’ e US$ 300 milhões por ‘perda de reputação’, faltando justificar o restantes, explicou a UK P&I Club, seguradora marítima que representa os proprietários do navio. 

O problema é que o navio é propriedade de uma empresa japonesa, mas é operado por uma companhia de Taiwan e tem bandeira do Panamá. A Autoridade do Canal não explicou ainda quem terá de assumir o pagamento da indenização.

“A embarcação permanecerá aqui até que as investigações estejam concluídas e a indenização seja paga”, disse o tenente-general Osama Rabie, que chefia a Autoridade do Canal de Suez. 

“Esperamos um acordo rápido. No momento em que concordarem com a compensação, o navio poderá ser retirado”, acrescentou.

*Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal



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