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A pandemia vai mudar a cultura do micro apartamento? – Portal RBN

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Dormir e acordar no trabalho se tornou a realidade de boa parte das pessoas nos últimos meses. Com a pandemia, o home office se tornou tendência e, hoje, realizamos praticamente todas as nossas atividades em casa. Se antes, casas e apartamentos eram vistos por muitos como apenas um dormitório, agora temos que nos readaptar a novas formas de praticar exercícios, ter momentos de lazer e consumir entretenimento.

O novo normal mudou também a maneira como as pessoas enxergam e convivem com suas residências, e isso certamente terá impacto nas expectativas dos clientes em relação às construtoras e imobiliárias. Imóveis com localização privilegiada, perto de estações de metrô, deixam de fazer sentido quando estamos impossibilitados de sair de casa. Morar perto do trabalho, quando se tem a oportunidade de permanecer em home office, também. E, assim, as principais certezas das empresas da área começam a cair por terra. Será preciso entender os desejos de um novo mundo.

Entre elas está a cultura do micro apartamento. Pequenas caixas empilhadas de 40, 30 e até irrisórios 15 metros quadrados incomodam quem tem que ficar o dia todo em casa, por mais bem localizados que sejam. Para famílias com crianças, não ter um espaço em que elas possam brincar, correr e se divertir é ainda pior. Um levantamento do Imovelweb, por exemplo, apontou que, em maio, houve um crescimento de 19% na busca por imóveis com quintais e de 20% com varandas, quando comparado a abril, o que demonstra justamente essa necessidade de ampliar o ambiente. Algumas pessoas tiraram móveis para se exercitar, reorganizaram os espaços – muitos, inclusive, para ajudar a mente a entender onde começa o trabalho e o lar.

Não que as pessoas não tivessem noção de que seus apartamentos poderiam ser maiores, mas foi justamente a convivência que acentuou essa necessidade. As pessoas começaram a dar mais valor para suas casas e organizar melhor os espaços: uma área para lazer, uma para dormir, outra para trabalhar. O bem-estar virou item básico nas residências. Acredito que a questão não seja o tamanho do espaço em si, mas como ele é pensado e distribuído para atender tudo o que precisamos.

A pandemia também atrapalhou quem fazia planos de se mudar. Quem ainda pesquisava o imóvel ideal se deparou com visitas online e contratos virtuais, que ainda deixam muitas pessoas desconfortáveis, preferindo conhecer o local pessoalmente, à moda antiga. Os que estavam para fechar negócio se viram ameaçados pelas perspectivas econômicas negativas no país, medo de perder o emprego e do que ainda está por vir.

Por enquanto, ainda é difícil prever quais mudanças serão permanentes quando pudermos retomar a vida ao normal, mas o home office já é dado como certo por muitos especialistas. Acredito, então, que devemos começar a repensar a relação entre trabalho e moradia o quanto antes. Morar em grandes centros durante a pandemia não fez diferença alguma. Com as pessoas trabalhando em casa, tanto faz morar perto do trabalho. Ou seja, morar longe dos grandes centros, pagando menos, se tornou uma opção bastante viável.

Além disso, as construtoras deverão olhar com mais atenção para cada imóvel. Pensar que esse espaço, por menor que seja, tem que ser agradável e projetado de modo a aproveitar ao máximo o espaço. Uma alternativa é pensar em configurações personalizadas, que busquem atender a necessidade de cada morador, sempre pensando em conforto e lazer. As pessoas querem circular, ter um espaço útil maior. Caberá às empresas do setor entender e se adaptar a todas as transformações advindas da pandemia.

Wanderson Leite é formado em administração de empresas pelo Mackenzie e fundador das empresas ProAtiva, app de treinamentos corporativos digitais, ASAS VR, startup que leva realidade virtual para as empresas e escolas; e Prospecta Obras, plataforma de relacionamento do segmento de construção civil.

Sobre a Prospecta Obras:
www.prospectaobras.com.br

Prospecta Obras é um sistema capaz de mapear todas as obras em andamento de uma determinada região. Usando um software de gestão e geolocalização, reúne todas as informações em um só lugar, de forma a serem facilmente acessadas pelos vendedores, 24 horas por dia, sete dias na semana, pela nuvem, em qualquer lugar, apenas com um computador e acesso à internet. Com a ferramenta, fica mais fácil construir relações com clientes, proprietários e profissionais com obras em andamento. O algoritmo é capaz de mapear as quase 750 mil obras em andamento no Brasil e está expandindo por meio de franquias.



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Internacional

Blue Origin anuncia primeiro voo tripulado para julho e ainda há lugar

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A empresa espacial privada Blue Origin, uma das concorrentes diretas da Virgin Galactic e da SpaceX no campo das viagens planetárias, informou que está programada para 20 de julho a primeira viagem tripulada em sua cápsula suborbital New Shepard. No voo teste, um dos seis lugares está disponível e será entregue a quem pagar mais por essa experiência.

O anúncio foi feito nessa quarta-feira (6), quando foram comemorados 60 anos do primeiro voo do astronauta Alan Shepard, na Mercury 3 da Nasa, a agência espacial norte-americana, e que dá parte do nome ao projeto [New Shepard].

Testes não tripulados vêm sendo feitos há vários anos, e a empresa de Jeff Bezos (fundador da Amazon) diz que está em condições de dar mais um passo em direção ao espaço, agora com passageiros.

Em entrevista, a Blue Origin explicou que após o último teste realizado em 14 de abril, onde foi utilizado um dispositivo antropomórfico por meio do “Manequim Skywalker”, simulando o corpo humano, estavam concluídas todas as normas e procedimentos necessários para um voo tripulado.

“Voamos com esse veículo 15 vezes e após o último voo, dissemos: está na hora. Vamos colocar as pessoas a bordo”, disse Ariane Cornell, diretora de vendas da Blue Origin.

A empresa usou também funcionários no papel de clientes, entrando na cápsula durante os preparativos de pré-lançamento e testando a forma de saída do veículo, após o regresso ao solo.

A data programada para o voo tripulado inaugural – 20 de julho – coincide com o 52º aniversário do pouso da Apollo 11 na Lua.

A empresa ainda não divulgou quem são os cinco tripulantes do primeiro voo, mas adiantou que um dos lugares está reservado e irá a leilão, sendo esse concedido a quem pagar mais.

A empresa aceitará ofertas lacradas até 19 de maio, estando prevista a seguir uma segunda etapa de licitação não lacrada. O leilão será concluído numa cerimónia ao vivo no dia 12 de junho.

A Blue Origin explicou que a verba alcançada será revertida para uma organização afiliada sem fins lucrativos – Club for the Future – que apoia atividades educativas ligadas às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas.

* Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal



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Internacional

Trabalhadores nascidos em maio podem sacar auxílio emergencial

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Trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em maio podem sacar, a partir de hoje (6) a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro havia sido depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 15 de abril.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro podia ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

Regras

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

* Colaborou Andreia Verdélio



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Internacional

Ever Given ainda está ancorado no Canal de Suez com tripulação presa

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Depois de ter ficado encalhado em março, durante uma semana, e de ter sido posteriormente liberado, o navio Ever Given, de bandeira panamenha, continua proibido de deixar o Canal de Suez até que os proprietários paguem às autoridades a multa pelos danos causados. Mas não é apenas o navio que continua parado em uma das principais rotas marítimas comerciais do mundo: a tripulação ainda está presa a bordo do cargueiro e sem previsão para ser liberada.

O navio encalhou no Canal de Suez em 23 de março e foi retirado em 29 de março, tendo bloqueado durante a semana uma das principais rotas marítimas comerciais do mundo. Entretanto, a Autoridade do Canal de Suez calculou perdas entre US$ 12 milhões e US$ 15 milhões por cada dia que o Ever Given bloqueou a passagem, gerando grande engarrafamento.

O tráfego marítimo no Canal de Suez foi retomado com normalidade, continuando, no entanto, o Ever Given retido com a sua tripulação de 25 pessoas e uma carga de cerca de 20 mil contêineres.

Agora, depois de um mês do incidente, a tripulação ainda está ancorada no Egito, sem saber quando poderá voltar para casa. Há um conflito entre a Autoridade do Canal e as empresas responsáveis pelo navio sobre quem deve pagar a indenização pelos danos do acidente e, assim, retirar o Ever Given do local.

O Ever Given encontra-se, no momento, no Grande Lago Amargo, um dos lagos do norte do canal. A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) já visitou a tripulação e garantiu que ela está bem. 

Em comunicado, a ITF disse que a equipe, no entanto está numa posição delicada e todos estão ansiosos para saber se poderão voltar para casa quando terminarem os contratos.

“É natural que fiquem ansiosos com a incerteza da situação”, disse à BBC Abdulgani Serang, do sindicato Indian Boaters’ Union, que representa a tripulação do Ever Given.

“Há profissionais que não têm qualquer responsabilidade pelo incidente e não deveriam ser responsabilizados por ele. Deixem as negociações serem resolvidas onde devem ser resolvidas. A situação não devia ser solucionada deixando os marinheiros no Egito. Eles não deveriam sentir pressão por esse incidente”, defende.

A situação incerta deve-se a uma multa no valor de US$ 916 milhões exigidos pela Autoridade do Canal. E até que a multa seja paga, tanto a embarcação quanto a tripulação e carga serão mantidas como “reféns” pelas autoridades.

“A Autoridade do Canal de Suez não deu uma justificação detalhada para essa quantia extraordinariamente grande, que inclui US$ 300 milhões de ‘bônus pelo salvamento’ e US$ 300 milhões por ‘perda de reputação’, faltando justificar o restantes, explicou a UK P&I Club, seguradora marítima que representa os proprietários do navio. 

O problema é que o navio é propriedade de uma empresa japonesa, mas é operado por uma companhia de Taiwan e tem bandeira do Panamá. A Autoridade do Canal não explicou ainda quem terá de assumir o pagamento da indenização.

“A embarcação permanecerá aqui até que as investigações estejam concluídas e a indenização seja paga”, disse o tenente-general Osama Rabie, que chefia a Autoridade do Canal de Suez. 

“Esperamos um acordo rápido. No momento em que concordarem com a compensação, o navio poderá ser retirado”, acrescentou.

*Com informações da RTP – Rádio e Televisão de Portugal



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