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Marcelo Perdido faz relato sentimental e memorialista no disco “Não tô aqui para te influenciar”

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“Quando minha vó morrer vai acabar o Rio…” foi o que o cantor, compositor, músico e videoartista carioca radicado em São Paulo Marcelo Perdido pensou ao saber da doença de sua familiar. Foi com essa sensação de uma cidade se perdendo que ele revirou suas memórias para criar “Não tô aqui para te influenciar”, seu trabalho mais direto e pessoal. Com uma poética ambientada por guitarras, pianos elétricos, sons de cidade e falas de pessoas, o álbum reflete lutos, perdas e memórias. O disco está disponível em todas as plataformas de música digital.

 

Ouça “Não tô aqui para te influenciar”: https://smarturl.it/NTAPTIMarceloPerdido

 

“Gosto de dizer que nesse disco eu canto e desenho o som, pois dentro de uma perspectiva audiovisual, o desenho sonoro é fundamental nas canções para representar a cidade e pessoas que vão surgindo ou desaparecendo”, explica Marcelo.

 

Com 8 faixas e menos de 20 minutos de duração, o álbum surgiu de uma vez só, como uma enchente de sentimentos por uma cidade que deixaria de existir com uma pessoa que se apagava. Isso se reflete nas imagens se dissolvendo na capa e na urgência das canções, que giram em um ciclo de memórias em relatos espelhados dentro do próprio disco.

 

“Após o final da infância fui viver em outras cidades, porém, o apartamento de minha avó sempre foi o Rio de Janeiro pra mim. Estive lá milhares de vezes, sozinho, com amigos, bandas, naquele lar que foi comprado meio século antes por um casal de portugueses que nem imaginava que a Rua Sorocaba e seus entornos seria um epicentro cultural da minha bolha musical”, relembra o artista.

 

Perdido faz de sua música uma apropriação da brasilidade e da MPB como uma ponte entre o pop e o alternativo. Suas canções, como o próprio artista define, “são feitas para aqueles que se sentem perdidos”. Ele tem em sua discografia solo cinco álbuns e um EP com passagens palcos como Virada Cultural e SIM São Paulo, além de dezenas de casas de shows entre Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa, onde viveu recentemente.

 

“Comecei minha carreira solo em 2013, me propus um ciclo para avaliação do meu trabalho artístico autoral e cheguei no conceito de 4 discos iniciais, um para cada estação do ano, que me dariam uma perspectiva da cena, do ofício e do quanto isso poderia ou não fazer parte da minha vida no futuro”, explica ele.

 

O primeiro trabalho, “Lenhador” (2013), representava o outono e trazia um olhar inspirado no folk tropicalista. O segundo, “Inverno” (2015), foi produzido por João Erbetta (produtor musical da série “Coisa mais linda”, da Netflix) e era mais pessoal e introspectivo. Como parte de uma residência artística em Lisboa o álbum de primavera “Bicho” (2016) foi realizado com Filipe Sambado, artista em destaque na cena portuguesa que conduziu Marcelo para a linha pop experimental que guiou seu trabalho.

 

Voltando ao Brasil em 2018, Perdido termina a quadrilogia e lança “Brasa”, um disco quente como o verão sob um novo olhar, com cada música sendo feita em parceria com artistas e produtores diferentes. Pensado como o fim de um ciclo, o trabalho conta com Letrux, Helio Flanders e Laura Lavieri para registrar um país fictício cheio de desigualdade social e temperaturas altas.

 

“Era meu disco de despedida, trabalhei com várias pessoas que admiro muito. Mas corta para 2020 e estou lançando o quinto disco depois de entender que música é meu propósito”, explica Marcelo.

 

Com produção de Habacuque Lima (Ludov, Pullovers), “Não tô aqui para te influenciar” conta com pianos elétricos de Danilo Andrade (Gilberto Gil, Jorge Ben Jor), bateria por Matheus Souza (Tiê), guitarras de João Erbetta (Los Pirata, Marcelo Jeneci, Clarice Falcão) e oboé do português Silas Ferreira (Pontos Negros, Samuel Úria).

 

Lançado pelo novíssimo selo CENA (do Portal POPLOAD), “Não tô aqui para te influenciar” abre uma nova fase na carreira de Perdido, que busca estreitar os laços com o público em 2020. O disco está disponível em todas as plataformas de música digital.

 

Ouça “Não tô aqui para te influenciar”: https://smarturl.it/NTAPTIMarceloPerdido

 

Ficha Técnica:

 

Produzido por Habacuque Lima, no estúdio Trampolim

Letras e voz: Marcelo Perdido

Pianos elétricos: Danilo Andrade

Bateria: Matheus Souza, com exceção de “Santa Clara de Tróia” por Matheus Marinho

 

Participações especiais:

Guitarra: João Erbetta (“Bastante” e “Meia noite”)

Oboé: Silas Ferreira (“Você não está aqui para me influenciar”)

 

Siga Marcelo Perdido:

https://www.marceloperdido.com.br



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Aninha Portal levanta a voz contra o Feminicídio em seu novo clipe “Marias”

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Aninha Portal segue a todo vapor nesta pandemia, a cantora lançou recentemente o single e clipe “Marias” no seu canal do Youtube e também em todas as plataformas digitais.  O single é a segunda faixa do EP ” Tempo de Realizar” produzido por Beto Kavaketta. No clipe, Aninha ressalta a  importância da denúncia no caso de violência contra as mulheres .

Não há mais espaço dentro da sociedade de nos calarmos diante das agressões sofridas, é preciso pedir socorro sem medo de denunciar, além da importância da união feminina. É preciso meter a colher sim! Afinal…

MARIA SOU EU… SÃO VOCÊS… SOMOS NÓS !

     Segundo a Rede de Observatório da Segurança, o ano de 2020 foi marcado por mortes de cinco mulheres por dia e a violência contra a mulher, o que inclui o feminicídio, configurando assim, a terceira posição do ranking de eventos monitorados pela Rede. Entre os mais de 18 mil eventos relacionados à segurança pública e a violência, 1.823 se referem aos crimes de gênero contra a mulher.    

             De autoria de Vagner Almeida, Marcio Alexandre e Marcelinho Moreira, o samba fala da diversidade da condição feminina, das desigualdades sociais de classe e de raça. Para a cantora, gravar o clipe foi uma experiência única.

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“Taquetá Vol.1” reúne vozes da Nova MPB em EP com Rodrigo Alarcon, Ana Müller e Mariana Froes

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Três vozes distintas, mas complementares da Nova MPB se reuniram para o projeto inédito do selo Taquetá, do qual ambos fazem parte. A capixaba Ana Müller, a goiana Mariana Froes e o paulista Rodrigo Alarcon lançaram, na última sexta-feira, dia 14, o EP “Taquetá Vol.1”, que traz cinco faixas em parceria.

Com produção musical de Niela Moura, o trabalho carrega referências  da música brasileira dos anos 50 e 60, em um resgate ao clássico da MPB, com composições assinadas por Ana e Alarcon, em parceria com a produtora. Três faixas foram lançadas previamente: “Carta Que Não Diz”, “Passageiro” e  “Enquanto A Chuva Não Vem”, que se unem às inéditas “Às Vezes Bate Uma Saudade” e “Segunda”.

“Este projeto é uma explosão artística que transbordou da Taquetá. As coisas aconteceram de forma muito natural. Eu estava me reconectando com os estudos de harmonia e arranjo de música brasileira, consumindo muito tudo aquilo que me brilhava os olhos na época da minha faculdade de música. Entre uma gravação e outra, Ana, Rodrigo e eu nos sentamos numa noite e levantamos três músicas lindas, que contemplavam muito desse universo. Foi aí que tive a ideia de fazer um projeto inédito que soasse diferente de tudo que eles já fizeram até então”, comenta Niela.

Já Alarcon conta que o projeto revisita relações familiares por suas referências musicais com as avós: “Sinto muito orgulho desse trabalho, ainda mais por minhas duas avós terem me apresentado grande parte dos gêneros musicais que estão neste EP. Elas foram muito importantes na minha formação musical e acho muito massa lançar esse trabalho com uma roupagem que traz esse resgate. Me sinto parte porque faz sentido para minha história”.

Para Ana Müller, o projeto foi um desafio como artista e compositora ao sair de sua zona de conforto. “Nós não fazemos muito as coisas sob demanda, a partir de uma vontade que surge, que não tem hora. E fazer ‘Taquetá Vol. 1’ nascer nos fez exercitar a criação sob outra perspectiva”.

Mariana Froes, que completou 18 anos recentemente, também participou dos processos de gravação e entregou fortes vocais nas faixas, como em “Carta Que Não Diz”. “Me sinto extremamente honrada de fazer parte desse projeto incrível com artistas e criadores que eu admiro tanto. Sinto que todo o trabalho e a conexão que cultivamos durante o processo de criação do EP nos rendeu frutos mágicos. Mesmo com a exaustão dos dias que ficamos das 14h às 00h no estúdio, me senti muito leve e realizada e só tenho a agradecer às pessoas que fizeram tudo acontecer”, finaliza.

O EP “Taquetá Vol. 1” impulsiona a parceria do selo com os três artistas e já está disponível em todas as plataformas digitais:https://ingroov.es/taqueta-vol-1

 

Ficha Técnica: 

Produzido por Niela Moura

Everson Bastos – Piano

Bruno Rejan – Contrabaixo Acústico

Lucas Tomé – Bateria

Braz Torres – Eng. Áudio, Mixagem e Masterização

 

Acompanhe o projeto:

https://www.instagram.com/froesmari/

https://www.instagram.com/rodrigoalarconoficial/

https://www.instagram.com/real.anamuller/

https://www.instagram.com/taquetamusica/





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Quilombo musical Ybytu-Emi lança álbum “O Tempo e o Vento”

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Com discurso político-artístico afro indígena, projeto é uma realização do Aldeia Coletivo e da produtora musical AquaHertz Beats

Em mais de cinco séculos de apropriação de Pindorama, resistir é o verbo imperativo usado por povos negros e indígenas e está excessivamente presente no nosso cotidiano. É nesse levante musical, com um grito rasgado, que o Aldeia Coletivo e a produtora musical Aquahertz Beats lançam Ybytu-Emi – O Tempo e o Vento, álbum futurístico composto por corpos quilombos advindos da cena musical “marginal” soteropolitana e baiana, disponível nas plataformas digitais Spotify, Deezer, Amazon e Youtube.

Ybytu-Emi é um desejo de reconstrução do sentimento de brasilidade; reconta uma história que não foi registrada, mas está em nós. Concebido pelos artistas músico-performers Caboclo de Cobre e ISSA – que assinam a direção artística e musical, respectivamente -, o álbum com nove canções exalta evidencia, salvaguarda e difundede forma justa a voz indígena, do negro banto e jeje-nagô, do sertanejo, das rezadeiras, benzedeiras, parteiras, a voz ao encanto.

Esta obra é ponto de convergência entre tradição e contemporaneidade, ancestral e hi-teck, popular e ritualístico, eletrônico e sagrado, sintético e orgânico, ciência-histórico-acadêmica e ciência-histórico-oral. Ybytu-emi é um grito rasgado, um sopro da história brasileira e de muitos espalhados por este chão. “Somos a tentativa de escuta de um coração brasileiro, uma outra narrativa, o entendimento de uma outra forma de vida, somos a construção de novos sonhos. Talvez um teatro épico musicado, uma obra do agora, exaltando os que se foram e fortalecendo os que estão vivos em matéria”, Caboclo de Cobre, que também assina .

Com onze canções inéditas, Ybytu-Emi é um território quilombo formado pelos intérpretes Caboclo de Cobre, ISSA, Donna Liu, Mister DKO, Valente Silva, Mariana Damásio, Sérgio, May Pitanga, Marcelo Santanna, além da participação especial de Vandal de Verdade, Juracy Tavares, MC Tipo A e MC Irck. Cantores que trazem potencialidades distintas e que exaltam de forma justa a memória indígena e afro diaspórica.

A musicalidade em Ybytu-Emi é o ancestral e o contemporâneo, o couro e o digital, musicalidade afroindígena em confluência orgânica. A ritualidade das religiões afro indígenas têm o coro como rítmica de convocação, coro este muito comum a espetáculos teatrais de protesto ou épico e como o projeto é formado por artistas da música, do teatro e da performance adotar a teatralidade e ritualização em coro a obra torna-a mais coletiva.

Repertório

De acordo com Caboclo de Cobre, repertório Ybytu-Emi tem uma liturgia dividida em blocos: Prólogo, que traz um louvor a uma força maior negra e indígena; o nordestino; a negritude e a brasilidade; subdividido em: o anúncio, a saudação, existência e resistência, o nativo, o encontro, o sertão, o negro, o feminino. Palavras e nortes que impulsionam a ritualização e a musicalidade.

1 – Agô de Licença (Caboclo de Cobre) – Uma reflexão sobre o processo de encantamento, fundamento maior da cultura e ritos de caboclos.

2 – Nzambi Que Manda (Donna Liu e Mister DKO) – Dichote na cultura de caboclo é um sotaque/desafio/ameaça cantada. Neste dichote conclama-se uma revolução sob a guarda de Nzambi, divindade maior para os povos de nação banto.

3 – Cobra Coral (ISSA, Caboclo de Cobre e Vandal) – Criação de um referencial simbólico para a articulação entre movimentos negros e indígenas, a própria Cobra Coral, para enfrentamento do sistema vigente, unificando forças e implementando pautas para nichos específicos.

4- Eu Vi Gemer (Aldeia Coletivo) – O que é ser BRASILEIRO? Não importa a resposta, o que importa é o percurso, não haverá respostas escurecidas e muito menos acobreadas se não percebermos o grande processo de invisibilização da herança e contribuição ameríndia, a expressão afrobrasileira não dá conta de explicitar a contribuição indígena e positiva na construção da diáspora africana no Brasil.

5 – Nação (Valente Silva, Juracy Tavares, Caboclo de Cobre, MC Tipo A e MC Irck) – Um passeio histórico sobre a formação do Brasil, migrações, entrelaçamentos de culturas, além de questionar cientificamente o ódio/racismo religioso na atualidade, financiado e sedimentado pela violência cristã neopentecostal.

6 – Céu Lilás (ISSA e Caboclo de Cobre) – Esta composição dá conta de um mergulho no catolicismo popular nordestino, surgido no seio da nação tupinambá no nordeste do Brasil, dando origem a uma falange de oráculos e novas conformações de zeladores e sacerdotes, criando uma nova religião cabocla-cristã que atrela as divindades a elementos naturais.

7- Banquete do Rei (ISSA, Donna Liu e Caboclo de Cobre) – “Nossa Casa” para mim… Tem cheiro de charuto, de vinho, de suor dançado, tem cheiro de passado, do que veio antes, e é parte do que sou, de onde vim! Esta é uma celebração a fim de evocar a justiça através do grande Rei Xangô.

8 – Marejê (Donna Liu e Mister DKO) – É a voz feminina e as águas encantadas das yabás para vencer a revolução e derrubar os muros para a libertação. É um banhar-se para se reconhecer e para a auto cura!  “Ela pode fluir, ela pode destruir”!

9 – Nzinga (Valente Silva, ISSA e Caboclo de Cobre) – Exaltação a grande Rainha Nzinga Mbandi, a Rainha Guerreira, construindo uma plataforma de belezas presentes em comunidades tradicionais Brasil a fora, utilizando a leveza e o sorriso do Axé baiano como ferramenta para a manutenção e salvaguarda de heranças tão caras.

10 – kanzuá de Caboclo (Mariana Damásio) – fala da relação do homem com o dinheiro, “Agora, se você relaxar e deixar ele vir tranquilo, ele vem, só não fiwue achando que ele é a coisa maos importante de sua vida. O que é mais importante a gente inventa, cria, encontra”.

11 – Pássaro (Sérgio Akueran) – que para o voo é preciso cuidado, vigiar e paciência

 

Ybytu-Emi 

Ybytu significa Vento (ar em movimento, uma divindade) e Emi o sopro (o ar lançado por Olorum para que o Ara-Aiyê, corpo na terra, pulsasse vida). Para muitas culturas indígenas e africanas não há vida sem sopro e existência sem o vento. Ybytu-emi é o resultado do encontro entre as inspirações/expirações/transpirações dos povos pretos e vermelhos, e de uma construção mútua na busca pela reconstituição da liberdade, materializada no elemento ar.

O Vento anuncia o que está por vir e o Tempo dar conta de uma articulação negro-indígena que está para acontecer. O tempo é o trajeto, as perguntas e as respostas que se apresentam no caminho, ou no caminhar; o vento é a liberdade, “condição humana que nos é cerceada, arrancada”. Mas, o Novo Tempo chega com o vento e a informação, que por hora escondida, no tempo certo vai se espalhar. Com ela, a liberdade se torna o próprio vento e não só livre das opressões, mas das auto-opressões, dos vícios destrutivos, livres do orgulho e da avareza ocidental.

Ficha-técnica 

Concepção: Caboclo de Cobre e ISSA

Coordenação de Produção: Mariana Damásio

Produção Musical: AquaHertz

Direção Musical: ISSA

Direção Artística: Caboclo de Cobre

Produção Executiva: Sérgio e Heverton

Designer Gráfico: Cairo Mello

Interpretes – Caboclo de Cobre, ISSA, Donna Liu, Mister DKO, Valente Silva, Mariana Damásio, Sérgio, May Pitanga, Marcelo Santanna,

Participação: Vandal, Juracy Tavares, MC Tipo A e MC Irck

Contribuição: Jocker Guiguio, Luã Jeferson, João Paulo Rangel, Marry Rodrigues, Diana Pinto, Marina Fonseca e Gabriel Carneiro

Percussão: Heverton e Mister DKO

Guitarra: Mayale Pitanga e ISSA

Baixo: Ejigbô Oni

Comunicação: Nsanga Comunicação | Rafael Brito

Realização: AquaHertz Beats e Aldeia Coletivo



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