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Theatro Municipal do Rio de Janeiro completa 111 anos com festa virtual

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O Theatro Municipal do Rio de Janeiro comemora 111 anos de existência com uma intensa programação virtual em todo o mês de julho, em especial na data de aniversário, comemorada no próximo dia 14.

A celebração, com patrocínio Ouro Vale e Petrobras, começou no início do mês nas redes e no site do Municipal com homenagens de personalidades importantes da cultura carioca e de grandes nomes das artes no país. Até o fim de julho serão publicados 111 depoimentos, com vídeos de parabéns ao Theatro gravados em casa, como de Gilberto Gil, Glória Pires, do maestro Isaac Karabitchevsky, Tatiana Leskova, Fafá de Belém, Haroldo Costa, Vera Fischer, Totia Meireles, Renata Sorrah, Marcelo Antony, Ary Coslov, João Donato, Toni Garrido, Márcio Garcia, Alcione, Lenine, entre muitas outras personalidades. Funcionários do Theatro também entraram na festa. Desde os primeiros bailarinos Ana Botafogo e Cícero Gomes, até a camareira mais antiga, há 23 anos no Theatro, Leila Melo e a bailarina Irene Orazem, que começou na escola aos oito anos e hoje, aos 80 anos, é chefe de figurino. É a funcionária na ativa mais antiga, está há 72 anos no Theatro. Irene fez parte do Corpo de Baile na temporada do Lago dos Cisnes no Municipal, em 1959.

Foto acervo pessoal Irene Orazem em O Lago dos Cisnes

Foto acervo pessoal de Irene Orazem em O Lago dos Cisnes

Durante o dia 14, data do aniversário, teremos três lives. Uma às 11h, de abertura, a outra às 15h e pra fechar, a live de encerramento, às 18h. O tema será sobre o destino da cultura pós-pandemia e  a história do Theatro.

Foto: Gui Maia

Na série gravações históricas, uma edição especial com gravações de cantores que participaram da primeira temporada lírica do Theatro Municipal, em 1910.O setor educativo do Theatro preparou um Quiz para crianças que será lançado no dia 14 e disponibilizado gratuitamente ao público através das redes sociais e do site. O Quiz “Advinha quem é?” consiste em mostrar a imagem de um camafeu com a de grandes figuras do mundo das artes, (escritores, dramaturgos e compositores) e ver se a criança descobre quem é.Também será lançada a Copa de fotografia 2020, evento que reúne fotógrafos de todo o estado, entre profissionais e amadores. É um concurso com tema específico que existe desde 2018 e o Theatro Municipal foi parte da Copa de Fotografia nos anos anteriores. A edição 2020 terá duas categorias: 1. Os participantes dos anos anteriores podem inscrever uma foto antiga, que não tenha participado dos outros concursos. 2. A categoria Lembrança do Municipal. Nessa o público enviará uma foto do acervo pessoal de um registro no Municipal do Rio de Janeiro, que tenha sido feito em uma visita guiada ou em um espetáculo e que seja publicada nas redes sociais com a #111anostheatromunicipal. As melhores fotos serão expostas nas nossas redes e concorrerão a prêmios de 1º, 2º e 3° lugares.

Serão lançados vídeos feitos especialmente para o aniversário.À Margem é uma produção dos bailarinos do Corpo de Baile. São seis episódios exibidos na íntegra no dia 14, em comemoração aos 111 anos. Inspirada no ballet “O Lago dos Cisnes”, a série é dirigida pela coreógrafa Patrícia Miranda.

Músicos da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e convidada vão apresentar mais uma obra adaptada para um ritmo brasileiro muito carioca: o samba! Primeiro movimento do concerto para dois violinos em Ré Menor de Bach com a ilustre apresentação de Tamara Barquette, William Doyle, Rafael Belo, Nayara Tamarozi e Sérgio Naidin.  Haverá ainda outro vídeo feito especialmente para a data. É do coral “Jesus, alegria dos homens”, última parte da Cantata BWV147, de Bach.

A Escola Estadual de Dança Maria Olenewa com 93 anos de existência, que faz parte do Theatro, também vai participar da festa dos 111 anos.

Foto: Gui Maia

O Centro de Documentação disponibilizará também uma exposição sobre Antônio Francisco Braga, o primeiro maestro da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal.

 

Foto: Francisco Braga –  acervo CEDOC/FTMRJ

 

Siga a nossa programação:

Site: http://www.theatromunicipal.rj.gov.br/

Instagram: @theatromunicipalrj 

Facebook: https://www.facebook.com/theatro.municipal.3/

Patrocínio Ouro @valenobrasil e @petrobras



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Lenda do samba, Índio da Cuíca lança tão sonhado disco de estreia prestes a completar 70 anos

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Após dar a volta ao mundo e tocar com artistas como Alcione, Jair Rodrigues e Roberto Carlos, Índio da Cuíca lança “Malandro 5 Estrelas”, seu primeiro disco solo. Às vésperas de completar 70 anos de idade, e contando com mais de 50 deles dedicados à música, esse multi-instrumentista, cantor, compositor e dançarino – um autêntico showman – esbanja vitalidade e revela ao mundo a expressividade de sua performance, a originalidade de sua música e o carisma de um genuíno malandro suburbano carioca. O álbum, disponível em todas as plataformas de música digitais, é um lançamento do QTV Selo.

Ouça “Malandro 5 Estrelas”: https://smarturl.it/Malandro5Estrelas

Índio da Cuíca nasceu no morro do Borel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em maio de 1951 e teve suas primeiras experiências musicais por influência do pai, Sr. Manoel, fundador da Escola de Samba Unidos da Tijuca. Ainda criança, começou a tocar instrumentos de percussão e logo se apaixonou pela cuíca, que o levou a viver como músico profissional a partir dos 14 anos. Integrou o conjunto Corda K Samba e a banda Brasil Ritmo, com a qual gravou o LP “Balança Povo”, em 1972, e atuou em diversos shows e gravações com artistas como Alcione, Dicró, Ivon Curi, Jair Rodrigues, Maria Creuza e Roberto Carlos. Dos anos 70 aos 90, viajou com companhias artísticas lideradas por Joãozinho Trinta e Haroldo Costa em turnês por diversos locais do Brasil e do exterior, tocando em palcos lendários que vão do Canecão ao Olympia de Paris.

Ainda nos anos 70, Índio se especializou em uma técnica que poucos cuiqueiros ousam praticar: a execução de melodias baseadas no sistema tonal. Tal habilidade lhe credenciou integrar a Orquestra de Solistas do Rio de Janeiro — OSJR, no início dos anos 2000.

Agora Índio está, finalmente, realizando o antigo sonho de lançar um disco com suas próprias composições, constituídas por suas canções e por peças instrumentais para solo de cuíca. Assim, para além de registrar sua incrível habilidade de dar à cuíca o protagonismo de um instrumento solista, ele se apresenta ao mundo como o artista completo que é.

Com direção musical e arranjos de Gabriel de Aquino (vencedor do Grammy Latino de melhor disco com Martinho da Vila em 2016) e codireção do cuiqueiro e pesquisador Paulinho Bicolor, o álbum traz um repertório composto por sambas (“A cuíca chora”, “Cuíca Malandra/Cuíca encantada”, “Sonho realizado”), vassi pra Ogum (“JogoMedley de Ogum”), calangos (“Stribinaite Camufraite Oraite”), boleros (“Shirley”), capoeira (“Jogo de Malandro”), funk carioca (“Baile do Bambu”) e demais ritmos afro-brasileiros que fazem parte de sua trajetória.

A música de Índio da Cuíca ganhou outra vida pelas mãos dos arranjos de Aquino e de músicos extraordinários como Alaan Monteiro (cavaquinho, bandolim), o próprio Gabriel de Aquino (violão), Luizinho do Jêje (percussões), Pedrinho Ferreira (percussões), Guto Wirtti (baixo acústico, baixo elétrico) e Luiz Otávio (teclados) — além do próprio Índio, cantando e tocando violão, pandeiro, berimbau, reco-reco, cavaquinho e, é claro, sua cuíca.

“Malandro 5 Estrelas” é um lançamento do QTV, selo que lançou os elogiados últimos trabalhos de Negro Leo e responsável pelo próximo disco solo de Juçara Marçal, e pode ser ouvido em todas as plataformas de música digital.

Ouça “Malandro 5 Estrelas”: https://smarturl.it/Malandro5Estrelas

 

Ficha Técnica:

Todas as composições são da autoria de Índio da Cuíca.

 

1. A Cuíca Chora

2. Stribinaite Camufraite Oraite

3. Cuíca Malandra/Cuíca Encantada

4. Shirley

5. Jogo de Malandro

6. Brincando em Ré Maior

7. Medley de Ogum

8. Melódica

9. Sonho Realizado

10. Baile do Bambu

 

Alaan Monteiro: cavaquinho, bandolim

Gabriel de Aquino: violão

Guto Wirtti: baixo acústico, baixo elétrico

Índio da Cuíca: voz, cuíca, violão, pandeiro, berimbau, reco-reco, cavaquinho

Luiz Otávio: teclados

Luizinho do Jêje: rum, pi, lé, garrafas, surdo, tantan, rebolo, espada de Ogum, escudo de Ogum, reco-reco, ferros, agôgos, shakes, xequerê, repinique, pandeiro, berimbau, cáscara na madeira e no ferro, efeitos.

Pedrinho Ferreira: surdo, repique de anel, pandeiro, repique de mão e tantan.

Renato Godoy: programação em Baile do Bambu

Coro: Bernardo Oliveira, Gabriel de Aquino, Renato Godoy, Paulinho Bicolor e Alann Monteiro.

 

Direção Musical e arranjos: Gabriel de Aquino e Paulinho Bicolor

Gravado por Renato Godoy na Audio Rebel entre os dias 06 e 09 de janeiro de 2020.

Assistente de gravação: Luan Correia

Complementos na Rataria do Áudio e no Estúdio Varandas.

Mixado e masterizado por Renato Godoy no Grajahu.

Arte: Shirley Oliveira

Capa: Mariana Mansur e Lucas Pires

Produção executiva: Paulinho Bicolor e Bernardo Oliveira

Fotos Divulgação: Alfredo Alves

Assessoria de Imprensa: Build Up Media



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Lazzo Matumbi celebra 40 anos de carreira com lançamento de disco e videoclipe

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Há quatro décadas a voz de um artista que ecoa para muito além de sua música, sempre poeticamente engajada entre a vida, a arte e o ativismo negro

Os 40 anos de trajetória musical, artística, política e ativista do cantor e compositor Lazzo Matumbi serão celebrados com o lançamento, no final do mês de maio, do nono disco da sua carreira e um videoclipe, com direção de Urânia Munzanzu, da música “14 de Maio” – composta em parceria com o saudoso Jorge Portugal e que se tornou um dos hinos das comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra. O evento será realizado com uma live do artista com a participação do guitarrista e multi-instrumentista virtuose Felipe Guedes (co-produtor musical do disco), através do canal do cantor no youtube.

O álbum, intitulado “ÀJÒ” (lê-se AJÔ), vem sendo produzido desde 2016. Àjò é uma palavra de origem yorubá cuja tradução para algumas etnias africanas significa “jornada”. No Brasil Àjò adquiriu um significado que é diferente da Nigéria, que para a comunidade negra e para a luta antirracista se traduziu como união. No repertório do disco, canções autorais inéditas e releituras de canções próprias, como uma nova roupagem para “Djamila” (Lazzo Matumbi/Ray César) – que em 1981 foi batizada com o título de “Salve a Jamaica”. E também a música“14 de maio” que reflete as mazelas da abolição no Brasil. O disco conta ainda com as participações das cantoras Larissa Luz, Luedji Luna, do maestro Bira Marques e do rapper BNegão. A produção do projeto é da Giro Planejamento Cultural em parceria com a produtora Júlia Maia.

Esse é um disco de resgate dos meus 40 anos de caminhada, onde trago as experiências vividas, reflexões e acolhimentos adquirido ao longo da minha trajetória. Através da minha Ancestralidade chego aos dias de hoje, agasalhado pela música com o mesmo carinho, respeito e tranquilidade para preparar um material livre das exigências mercadológicas. Com a satisfação da alma, deixando fluir o que de melhor eu possa oferecer para chegar aos corações de quem sempre adubou com carinho e aplausos de emoção a minha história musical e cada peça esculpida na passarela dos sonhos. Trago nesse disco, desde a primeira música gravada, no início da minha carreira, até as mais novas inspirações construídas no leito do meu silêncio, a sós ou em parcerias com novos e antigos amigos; na intenção de retratar um pouco do sonhador preocupado na construção de um mundo melhor e mais justo para todos na busca incansável do respeito às diferenças, do amor e da paz, através das canções”, compreende Lazzo.

De corpo e alma, o cantor e compositor Lazzo Matumbi vem se tecendo, ao longo de suas experiências e processos criativos, a partir de uma profusão de gêneros de matriz africana, como o samba, o reggae, ijexá, o soul e diversas outras sonoridades incorporadas à sua verve ancestral negra. A versatilidade do artista transita por muitos ritmos e estilos, que encontram na sua voz interpretações repletas de nuances, de improvisações e de muita emoção. São inúmeras camadas e facetas, ora romântica, ora questionadora, ora festiva… Mas sem perder de vista a sua essência e a sua visão de mundo.

Em diálogo constante com a cena musical contemporânea, Lazzo vem sendo reverenciado por diversos artistas e grupos que o reconhecem como referência em suas carreiras, tendo feito recentemente participações nos discos de Pitty (Matriz, 2019), Larissa Luz (Trovão, 2019) e Baiana System (single “Calundu”, 2014). Sem falar que em 2018, o Prêmio da Música Brasileira, o mais importante do país, convidou Lazzo para uma homenagem a Luiz Melodia, ao lado de Iza e Liniker.

O projeto é um dos contemplados pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundo da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.



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20 anos de Bicho de Sete Cabeças: Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi, Rodrigo Santoro, Gero Camilo, Gullane, Fiocruz e Abrasme se reúnem em bate-papo online

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No dia 08 de maio, às 18h, os diretores Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi; o produtor Caio Gullane; o fundador da Fiocruz Paulo Amarante; Fernando Spinato, militante da luta antimanicomial; e os atores do filme, Rodrigo Santoro e Gero Camilo, se reúnem para comemorar os 20 anos de Bicho de Sete Cabeças, com mediação de Eduardo Torres (Fiocruz). Organizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e pela Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME), com apoio das produtoras Buriti Filmes e Gullane, o bate-papo “Bicho de sete cabeças, 20 anos nas telas e na luta antimanicomial” será transmitido pelo Youtube e Facebook da ABRASME. 

Desde seu lançamento em 2001, o longa Bicho de Sete Cabeças tem sido uma ferramenta extremamente importante na luta antimanicomial no Brasil, ao relatar o tratamento desumano dispensado a pessoas com sofrimento mental, a realidade dos hospitais psiquiátricos, o abuso dos profissionais e o descaso com os pacientes – e abrindo, durante esses 20 anos, debates e eventos que deram maior visibilidade a um assunto necessário. 

“Naquela época a indústria do audiovisual brasileira estava em um outro patamar, o que fez com que levássemos quatro anos para conseguir levantar todos os recursos necessários para rodá-lo, tanto pelo cenário naquele momento, quanto pela temática do filme. 20 anos depois, quem diria, a gente ainda tem uma história trágica da saúde mental no nosso país, o que faz com que o assunto principal do filme continue contemporâneo e de fundamental importância.” Diz Laís Bodanzky, que fez sua estreia na direção de longas metragens dirigindo o filme.

O bate-papo do dia 08 de maio busca relembrar a questão da reforma psiquiátrica, que, embora tenha avançado desde o início dos anos 80, está longe de ser a ideal: “O filme teve como objetivo amplificar o grande grito que o Carrano deu em seu livro Canto dos Malditos e mesmo não estando mais entre a gente, ele continua ativamente na luta antimanicomial junto a todos nós.” Comenta Laís sobre Austregésilo Carrano Bueno, um dos maiores nomes da luta antimanicomial no Brasil, que escreveu o livro no qual o roteiro do filme foi baseado. 

Um dos filmes mais aclamados da época, Bicho de Sete Cabeças reuniu 450 mil espectadores nos cinemas, conquistou 46 prêmios nacionais e internacionais e foi visto em toda a América Latina por meio da HBO. Registrou uma média de 37 pontos de audiência ao ser transmitido pela Rede Globo e por conta de toda a sua importância histórica, é considerado um clássico do cinema nacional.

“Bicho de Sete Cabeças foi lançado no mesmo ano em que foi aprovada a lei da reforma psiquiátrica, por isso se tornou uma ferramenta estratégica e fundamental dessa luta pela extinção da violência dos manicômios e da psiquiatria e um disparador para o diálogo com a sociedade brasileira no sentido de perceber a necessidade e a profundidade das mudanças propostas pela luta antimanicomial”. diz Paulo Amarante, fundador do laboratório de saúde mental, pesquisador de Saúde Mental e Atenção Psicossocial da Fundação Oswaldo Cruz e presidente de honra da Abrasme;

Reforma psiquiátrica no país

O Brasil vem enfrentando mudanças no setor psiquiátrico desde o fim da década de 70, quando movimentos ligados à saúde denunciaram abusos cometidos em instituições, além da precarização das condições de trabalho. Com isso, surgiram movimentos de trabalhadores do setor, familiares e participação social, que evidenciaram a necessidade de uma reforma psiquiátrica. Foi só em 18 de maio de 1987 que essa luta começou a avançar, quando foi realizado um encontro de grupos favoráveis a políticas antimanicomiais, que discutiram a reforma do sistema psiquiátrico brasileiro. A data ficou marcada como o Dia Nacional de Luta Antimanicomial.

Desde então, esse avanço vem acontecendo lentamente, pois ainda existem muitos hospitais no Brasil com registro de abusos e negligência. Em agosto de 2020, com o surto de Covid-19, o país foi denunciado na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), sediada em Washington (EUA), por conta da gravidade sanitária do Hospital Psiquiátrico São Pedro e do Hospital Colônia de Itapuã, ambos na região metropolitana de Porto Alegre. Segundo denúncias feitas por funcionários e pessoas em tratamento, pelo menos 80% dos pacientes foram contaminados com coronavírus e nove haviam morrido na época. 

Sinopse:

Como todo adolescente, Neto (Rodrigo Santoro) gosta de desafiar o perigo e comete pequenas rebeldias incompreendidas pelos pais, como pichar os muros da cidade com os amigos, usar brinco e fumar um baseado de vez em quando. Nada demais. Mas seus pais (Othon Bastos e Cássia Kiss) levam as experiências de Neto muito a sério e, sentindo que estão perdendo o controle, resolvem trancafiá-lo num hospital psiquiátrico. No manicômio, Neto conhece uma realidade desumana e vive emoções e horrores que ele nunca imaginou que pudessem existir.

O Bicho de Sete Cabeças é uma produção (Brasil/Itália): Buriti Filmes, Gullane, Dezenove Som e Imagens e Fábrica Cinema.

Onde assistir: Now, Vivo Play e Itunes. 

Sobre a Gullane: 

A Gullane é uma das maiores produtoras e incentivadoras do mercado audiovisual brasileiro, além de uma das principais exportadoras de obras independentes. Fundada em 1996 pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane, já soma em seu catálogo mais de 50 filmes lançados com destaque no cinema nacional e no exterior e 30 séries para televisão e plataformas digitais.  

Entre os filmes e séries de destaque estão ”Carandiru”, “Bicho de Sete Cabeças”, “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”; a franquia “Até que a Sorte nos Separe”; “Que Horas ela Volta?”, “Como Nossos Pais”, “Bingo – o Rei das Manhãs”; as séries “Alice” e “Hard” (HBO), “Unidade Básica – 1a e 2a temporada” (Universal Canal), “Carcereiros” (Globoplay), “Irmãos Freitas” (Space e Amazon Prime), “Ninguém Tá Olhando” e “Boca a Boca” (Netflix). Já coleciona mais de 500 prêmios e seleções em importantes festivais de cinema e televisão do Brasil e do mundo como Mostra de Cinema, Festival do Rio, Cannes, Veneza, Berlim, Sundance, Toronto, MIPTV e Emmy.  

 

Sobre a Buriti Filmes: 

A Buriti Filmes é uma produtora audiovisual independente fundada em 1997 por Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi. Ao longo desses anos, produziu cerca de dezesseis obras entre curtas, séries, documentários e longas-metragens. 

Na ficção teve sua estreia na competição oficial do Festival de Locarno com o filme Bicho de Sete Cabeças (coprodução Brasil/ Itália – 2001) – de Laís Bodanzky. Filme que projetou o ator Rodrigo Santoro para o mundo e que se tornou um clássico na cinematografia brasileira. 

Entre os filmes e séries de destaque estão Educação.doc, Cine Mambembe – O Cinema Descobre o Brasil, Mulheres Olímpicas, As Melhores Coisas do Mundo, Guerras do Brasil.doc, Chega de Saudade, As Melhores Coisas do Mundo, Uma História de Amor e Fúria, Como Nossos Pais e Ex-Pajé. 

Suas obras conquistaram prêmios nacionais e internacionais, incluindo o mais importante prêmio de animação mundial, em Annecy e melhor filme no Festival de Gramado. Também teve seus filmes exibidos em mais de 30 países.

Durante 15 anos foi responsável pelos os projetos sociais Cine Tela Brasil de ensino e exibição de filmes nas periferias do Brasil, promovendo o encontro entre cinema e educação nas comunidades de baixa renda. O projeto levou mais de 1.3 milhões de pessoas ao cinema, a maioria pela primeira vez, em 759 bairros de todo o Brasil e produziu mais de 450 curtas de jovens moradores de periferias. 

Atualmente produz a animação Viajantes do Bosque Encantado, com direção de Alê Abreu ainda sem data prevista de estreia. O longa-metragem de ficção Pedro, com direção de Laís Bodanzky e coprodução Biônica Filmes está em fase de finalização, com previsão de estreia em 2021.   



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