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Saúde

Pandemia exige mais cuidados com a higienização de alimentos

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Alimentos ou suas embalagens são uma espécie de transporte para o novo coronavírus. A superfície pode ficar contaminada, caso alguém com a doença entre em contato. Para conter essa disseminação, a higienização é uma aliada e saber como fazê-la é essencial. Pensando em auxiliar profissionais de restaurantes e a população em geral, o Centro Universitário Internacional Uninter e o Instituto Wilson Picler oferecem gratuitamente o curso “Boas Práticas na Manipulação de Alimentos para Serviços de Alimentação”.

“O conteúdo do curso não serve apenas para cuidados durante a pandemia, mas para todo momento de manipulação ou produção de um alimento, principalmente para fins comerciais, o que aumenta a segurança alimentar e nutricional do produto para a população, especialmente para idosos, gestantes, crianças e indivíduos com a imunidade comprometida”, explica Thaís Regina Mezzomo, coordenadora do curso de Nutrição da Uninter.

Os inscritos aprendem todos os temas exigidos pela legislação atual e auxilia os profissionais na elaboração ou atualização do seu Manual de Boas Práticas de Manipulação de alimentos, exigido pela Vigilância Sanitária. Doenças transmitidas por alimentos, higiene de ambientes, utensílios e equipamentos, higiene de alimentos e higiene pessoal, equipamentos de proteção individual (EPI) e controles de saúde dos manipuladores são os principais assuntos abordados.

A professora destaca que alguns cuidados devem ficar ainda mais usuais após a pandemia, entre eles está “o cuidado com a vestimenta limpa e adequada à produção de alimentos, a higienização das mãos sempre antes de iniciar a manipulação, o cuidado com os utensílios para evitar contaminação cruzada, a correta higienização e acondicionamento dos produtos e o cuidado em não falar em cima dos alimentos prontos”, exemplifica Thais.

O curso tem carga horária de 60 horas, é gratuito e dá direito a certificado.

As inscrições podem ser realizadas pelo link: https://www.uninter.com/extensao/gratuitos/



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Saúde

mesmo com atraso, segunda dose da vacina deve ser tomada

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Com relatos de atrasos da segunda dose da vacina contra o covid-19 em alguns estados, especialistas orientam a população a completar a imunização, mesmo depois do prazo recomendado pelo laboratório. 

De acordo com o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), o médico pediatra Renato Kfouri, quem não conseguiu tomar a segunda dose no momento agendado deve tomar assim que possível. Kfouri frisou ainda que nenhuma dose é perdida.  

“Nestes casos, onde o atraso ocorreu, essa vacinação deve acontecer o mais rápido possível, para que esse esquema seja finalizado o quanto antes. Não há nenhuma informação de que doses aplicadas e que eventualmente não completadas sejam perdidas, muito pelo contrário, o que as vacinas nos ensinam ao longo de décadas de sua utilização, é que nenhuma dose é perdida, o esquema começado só deverá ser completado, jamais reiniciado”, frisa o médico. 

Essa é também é a orientação do Ministério da Saúde, que reforça a importância de se completar o esquema vacinal para assegurar a proteção adequada contra a doença. As recomendações estão em uma nota técnica, divulgada no fim de abril pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Esquema vacinal 

O médico destaca ainda que a segunda dose não é um reforço, mas um esquema vacinal. “Uma dose só não é suficiente para garantir a imunização, duas doses são necessárias para todas as vacinas [aplicadas no Brasil]. Então não se trata de uma dose de reforço, a segunda dose não é um reforço de uma proteção conferida pela primeira dose, é uma segunda dose que completa o esquema de duas doses. Jamais considere-se protegido após uma única dose, seja da Astrazeneca, da Pfizer ou da Coronavac”. 

Quanto aos intervalos, Kfouri esclarece que os intervalos maiores, de 90 dias, permitidos para as vacinas da Astrazeneca e da Pfizer é baseado em estudos. “Esses estudos demostraram que a proteção conferida após a primeira dose, ou seja, a eficácia interdoses foi aceitável acima de 70%, se manteve por esses três meses, isso possibilitou a utilização de intervalo maior, mantendo essas pessoas protegidas enquanto não recebem a segunda dose. Com a CoronaVac não há dados de eficácia da vacina após a primeira dose, por isso o limite é menor, do intervalo entre a primeira e a segunda de 28 dias, e o risco de atraso acaba sendo maior, mas todas elas devem ser feitas dentro do prazo estipulado”.

Kfouri convoca as pessoas que ainda não tomaram a segunda dose para se vacinarem. “Faça o quanto antes, evite atrasos mais longos, complete o esquema e não há necessidade de recomeçá-lo. Essa é a orientação do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Imunizações que faz com que você fique em dia, protegido e vacinado”, finaliza o médico.



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Saúde

Ministério da Saúde autoriza 212 leitos de suporte ventilatório

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O Ministério da Saúde autorizou mais 212 leitos de suporte ventilatório pulmonar para 13 Unidades da Federação. Serão investidos R$ 3 milhões no custeio parcial dessas estruturas, que ocorrem por meio de pagamentos mensais.

Os leitos foram autorizados para o Distrito Federal e para os estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.

Leitos de suporte ventilatório são aqueles utilizados em pacientes que ainda não evoluíram para um quadro grave, que demande a transferência para leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os leitos foram autorizados para diferentes modalidades de unidades de saúde como hospitais de grande e pequeno portes, pronto-socorro e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Até o momento, foram autorizados 3,3 mil leitos de suporte ventilatório pulmonar. Com a nova modalidade de apoio financeiro dada pelo Ministério da Saúde, o governo federal arca com parte das despesas, com pagamentos mensais.



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Saúde

Aumenta número dos que buscam informação sobre covid nas redes sociais

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O número de pessoas que se informam sobre a pandemia do novo coronavírus pelas redes sociais cresceu desde o ano passado.

Segundo pesquisa divulgada hoje (18) pelo Facebook IQ, o percentual dos que dizem receber informações sobre a covid-19 pelos aplicativos do Facebook (que incluem Messenger, Instagram e Whatsapp) é de 66%, o que representa aumento de 14 pontos percentuais em relação ao registrado em maio de 2020.

De acordo com a pesquisa, as redes sociais são a segunda maior fonte de informações sobre a pandemia, perdendo apenas para a TV aberta, mencionada por 67% do público. O percentual representa uma queda de 3 pontos percentuais em comparação com o verificado em maio do ano passado. Perderam ainda mais espaço na preferência dos consumidores de informação os portais de notícias, apontados por 52% dos entrevistados, uma queda de 19 pontos percentuais na comparação com o ano passado.

Para o líder de Insights do Facebook IQ, Fabrício Fudissaku, os dados mostram uma mudança de comportamento da população, que está procurando menos ativamente informações e adotando uma postura mais passiva. O percentual de pessoas que dizem acompanhar “muito de perto” as informações sobre a covid-19 caiu 21 pontos percentuais, ficando, agora, em 73%.

“Quando você busca no site ou no portal, é uma busca ativa. Ou seja, eu estou interessado em um tema e vou atrás dessa informação, ao contrário dos outros meios. Isso explica um pouco essa queda. Há uma saturação, e as pessoas estão deixando de fazer uma busca proativa”, explica Fudissaku.

Renda preocupa

A pesquisa mostra também uma grande preocupação com a situação econômica na pandemia. Mais da metade dos entrevistados (55%) estão economizando por temer que a situação financeira deve ser pior ao fim da pandemia, enquanto 49% têm medo de perder o emprego. Dois terços (68%) relataram ter tido prejuízo econômico devido às repercussões da doença – no estudo do ano passado, o percentual era de 51%.

Sobre as prioridades no momento, 22% vão aumentar os gastos com produtos de higiene pessoal, 21%, vão gastar mais com alimentos frescos e 19% preveem empenhar mais dinheiro com serviços financeiros. Entre os consultados, 33% disseram que pretendem gastar menos com roupas, 32% que vão diminuir o consumo de sapatos, mesmo percentual dos que pensa, em reduzir despesas com móveis e itens para caso, e 31% que pretendem gastar menos com aparelhos eletrônicos.

O economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, ponderou que a redução da intenção de compra de aparelhos eletroeletrônicos está relacionada não só a redução da renda, mas também a investimentos feitos ao longo do último ano. “A demanda por de aparelhos eletrônicos subiu bastante no ano passado, porque as famílias estavam se adequando [ao período de isolamento]. Você não vai ficar comprando o tempo todo esses equipamentos que são dispendiosos”, analisou.

O lazer e o entretenimento devem perder espaço, segundo a pesquisa, com a situação causada pela pandemia, especialmente entre as famílias mais pobres. Disseram que deixarão de gastar com games 43% dos entrevistados, percentual que sobe para 55% entre as famílias das classes D e E.

Viagens são também despesas que devem ser riscadas do orçamento de 41% dos brasileiros (52% entre as classes D e E).

Consumo pela internet

Segundo a pesquisa, a pandemia trouxe ainda mudança de hábitos de consumo. Entre os entrevistados, 58% disseram que usam aplicativos de entrega de comida ao menos uma vez por semana e 44% que aderiram a aplicativos de transporte ao menos uma vez por semana.

Há uma tendência de crescimento das compras pela internet. Quase dois terços (65%) disseram que vão comprar mais por aplicativos após o fim da pandemia.

O valor do frete foi o fator mais mencionado entre os elementos levados em consideração para a compra online, com 77% de citações. Em seguida, vêm o preço do produto, lembrado por 69%, a segurança (66%), a qualidade do produto (65%) e a rapidez na entrega (55%).

A pesquisa ouviu, em abril deste ano, 600 usuários de internet com mais de 16 anos em todas as regiões do país.



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