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Saúde

Fisioterapeuta ressalta a importância da ergonomia em home office

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Durante a pandemia trabalhar em casa se tornou uma realidade para muitas pessoas. Embora estar em casa possa parecer mais confortável nesse período, a mobília pode ser um grande problema, causadores de dores e má postura que precisam ser regulados para não gerar transtornos mais graves no futuro.

O fisioterapeuta Fábio Akiyama explica que o home office pode ser prejudicial para a coluna quando os equipamentos essenciais não são ergonômicos. “Quando em casa as pessoas podem se acomodar para trabalhar na mesa de jantar ou no sofá, o que não é ideal. Uma cadeira confortável e uma mesa adequada para essa atividade fazem toda a diferença e precisam estar de acordo com a altura de cada pessoa”, relata.

Algumas dicas para o trabalho em casa é que a tela do computador esteja na altura dos olhos, evitando a necessidade de levantar ou abaixar a cabeça, já os pés devem estar em 90º com a base no chão. Para isso não é necessário adquirir inúmeros itens, mas sim adaptar os que já existem, como colocar algum apoio sob os pés ou alguns livros embaixo da tela do computador para que ela alcance os olhos.

O home office também pode trazer consequências no psicológico, como a cobrança de passar o dia em frente ao computador para não perder nenhum momento ou em caso de emergências. Por esse motivo o profissional ressalta a importância de levantar periodicamente para tomar uma água ou alongar o corpo, alterando a posição e evitando dores. O mesmo vale para as crianças, é fundamental que elas se movimentem e não passem o dia na mesma posição, que pode prejudicar a postura. Nesse caso é interessante procurar por atividades lúdicas, permitindo que as crianças fiquem ativas mesmo com o distanciamento social.

Recorrer a remédios no momento em que as dores chegam não é o ideal, já que eles não são efetivos nesse caso. “Os remédios apenas mascaram as dores. Quando uma pessoa está há tempos sentada em uma cadeira que causa o problema e toma um remédio, o efeito permite que a pessoa continue sentada nessa posição por ainda mais tempo. Aumentando a exposição da pessoa a uma postura inadequada, prejudicando a coluna e o restante do corpo também”, Fábio informa.

Existem diversas formas de fazer com que o ambiente seja adequado, mas o primeiro passo é reconhecer quais são os problemas que estão causando dores e então procurar um profissional que possa ajudar a melhorá-las, além de utilizar a equipamentos ergonômicos.

Sobre Fábio Akiyama

Atua na área da saúde desde 2009. É fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, além da formação em osteopatia visceral, posturologia clinica e equilíbrio neuro muscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canada. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e treinamento funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral no módulo avançado do curso de formação em microfisioterapia. Para saber mais, acesse www.mindtouch.com.br

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Saúde

Teletrabalho remoto foi mais recorrente para quem tinha curso superior

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Os profissionais com nível superior completo possuem 23% a mais de chance de estarem em trabalho remoto do que as pessoas com escolaridade de nível fundamental incompleto. Esta foi uma das conclusões do estudo Um Panorama do Trabalho Remoto no Brasil e nos Estados Brasileiros durante a Pandemia da Covid-19, elaborado pelos pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Geraldo Góes, Felipe Martins e José Antônio Nascimento.

O estudo analisa dados mensais sobre gênero, raça/cor, escolaridade, idade, setor de atividade, percentual da massa de rendimentos por atividade econômica para o Brasil e em cada um dos estados brasileiros, que foram registrados de maio a novembro de 2020, no período em que Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Covid-19.

“Poucos países no mundo, que a gente tem notícia, como Inglaterra e Índia, fizeram esta pesquisa durante a pandemia. Então, podemos calcular aquelas pessoas que efetivamente estavam exercendo trabalho remoto e não apenas do ponto de vista potencial”, disse o pesquisador Geraldo Góes, em entrevista à Agência Brasil.

A análise do Ipea apontou que 7,3 milhões de pessoas trabalharam de forma remota no Brasil, de maio a novembro de 2020. O número representa 9,2% da população ocupada e não afastada, sendo responsável por 17,4% da massa de rendimentos gerada via trabalho.

O perfil médio dos trabalhadores em home office em novembro de 2020 é, na maioria, formada por mulheres (57,8%), pessoas que se declaram brancas (65,3%), com escolaridade de nível superior completo (76%), na faixa de 30 a 39 anos (31,9%) e, por fim, empregados no setor privado (61,1%).

Na avaliação dos pesquisadores, ser mulher aumenta as chances de trabalhar de forma remota em 1,5% na comparação com os homens. Na análise por raça/cor, ser branco eleva as chances de homeoffice em 2,3% em relação a negros. Se a pessoa trabalhar no serviço público, as chances de estar em remoto aumentam em 14% na comparação com as pessoas empregadas na atividade agrícola. Os trabalhadores com vínculo informal têm 0,8% menos chances de fazer teletrabalho do que os que exercem o ofício formalmente.

Para os pesquisadores, vale observar que trabalhadores em atividades de menor qualificação, como os agrícolas, artesãos, operadores de máquinas, vendedores e do comércio, praticamente não exerceram trabalho de forma remota. O mesmo ocorre com membros das Forças Armadas, policiais militares e bombeiros militares. “Esses não têm como. É muito pouca a possibilidade de realizar trabalho remoto. O setor que menos pode ter é a agricultura. Tem que estar lá lidando com a terra”, contou.

Regiões

Em um recorte regional, a pesquisa revelou que quem reside no Sudeste possui 5,6% mais chance de estar trabalhando de casa do que os moradores do Norte do país. Os pesquisadores notaram ainda que, nos fatores individuais, laborais e regionais, as mulheres, brancas, com escolaridade de nível superior completo, trabalhando no setor público, com vínculo formal e na região Sudeste chegam a ter 47,2% a mais chance de trabalharem à distância do que homens, negros, com escolaridade de nível fundamental incompleto, trabalhando na agricultura, com vínculo informal e residentes no Norte do país.

“Nós percebemos que para os estados brasileiros, aqueles com maior renda per capita eram os que tinham o maior percentual de possibilidade de trabalho remoto”, disse o pesquisador.

O estudo apresentou um dado inédito referente à massa de rendimentos por atividade econômica em cada estado brasileiro. No Distrito Federal (DF), o maior percentual de pessoas ocupadas em home office (20%), foram responsáveis por 32,7% da massa de rendimentos total efetivamente recebida pelas pessoas ocupadas no DF.

Na outra ponta, no Pará, que teve o menor percentual de população ocupada trabalhando remotamente (3,1%), essas pessoas foram responsáveis por 6,9% da massa de rendimentos total efetivamente recebida por quem estava com ocupação no estado. “Basicamente a economia do estado do Pará é minério de ferro, que é uma atividade com pouca possibilidade de exercer trabalho remoto”, disse Góes.

Os pesquisadores entendem que esses resultados deixam evidente a disparidade no trabalho remoto entre os estados brasileiros. “O tipo de emprego formal é o que tem mais capacidade de fornecer ao trabalhador um computador, uma máquina, serviços de informática, o que permite o trabalho remoto”, informou.

Na visão de Geraldo Góes, apesar de cerca de um quinto dos trabalhadores estarem em ocupações passíveis de serem realizadas à distância, apenas pouco menos de 10% efetivamente trabalharam de forma remota em novembro de 2020, conforme o último dado disponível pela Pnad Covid-19.

Ainda assim, de acordo com ele, o Brasil não está mal no ranking dos 87 países que têm potencial para realizar teletrabalho. “Comparado a outros países, a posição do Brasil não é muito ruim, não. São características do teletrabalho. No ranking o Brasil está na 45ª posição entre 87 países”, completou.

Permanência

O pesquisador acrescentou que o número de pessoas em trabalho remoto deve diminuir com o avanço da flexibilização e da vacinação e a diminuição do distanciamento social, mas ele não acredita que voltará a níveis como ocorria antes da pandemia.

“Estudos mostram claramente que vão diminuindo, mas a gente acredita que não vai cair para o nível pré-pandemia. A experiência mostrou que há uma série de fatores que podem influenciar as empresas a continuar com o teletrabalho, por exemplo, a redução de custos com aluguel de máquinas e do espaço físico, do transporte do trabalhadores, em alguns casos aumenta a produtividade, então, por isso a gente acredita que o número vai diminuir mas não chegar ao nível pré-pandemia”, observou.

Pesquisa

Góes defendeu que Pnad Contínua possa incorporar em seu questionário perguntas que possam avaliar, de alguma forma, esta nova modalidade de trabalho: “seria relevante que a Pnad Contínua tivesse esse tipo de pesquisa”, disse ao lembrar que a Pnad Covid-19 também foi executada de maneira distinta, coletando os dados de forma remota.



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Saúde

Estado do Rio tem queda de 50% em mortes por SRAG desde julho de 2020

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O Mapa de Risco da Covid-19, divulgado hoje (22) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), aponta redução de 50% no número de óbitos e de 47% nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pela doença, as maiores quedas desde o início da série histórica,  em 8 de julho de 2020. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o estado permanece, pela segunda semana consecutiva, com classificação de baixo risco (bandeira amarela) em todas 92 cidades fluminenses.

“Essa é a segunda vez, desde o início da edição do mapa de risco, que todas as regiões foram classificadas na bandeira amarela. É, também, a oitava semana consecutiva com a classificação geral do estado na bandeira amarela. Esses resultados nos indicam evolução progressiva no cenário epidemiológico. Estamos com os melhores indicadores desde março do ano passado e, por isso, reforçamos nosso pedido para que a população tome a segunda dose das vacinas e que os grupos indicados busquem a dose de reforço”, disse o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

Entre os dias 19 de setembro e 9 de outubro, período que compreende as semanas epidemiológicas 38 e 40, foram aplicadas 2.426.776 de doses das vacinas contra o coronavírus. “Com o avanço da campanha de vacinação e a diminuição de transmissão da doença, a taxa de ocupação de leitos covid segue em queda progressiva. A de UTI passou de 41%, no levantamento anterior, para 35%; e a de enfermaria, de 21% para 19%, as menores desde o início deste ano. Parte dos leitos destinados a pacientes com covid-19 está sendo revertida para tratamento de outras especialidades, respeitando as barreiras sanitárias”, informou a secretaria.

Cada bandeira representa um nível de risco e um conjunto de recomendações de isolamento social, que variam entre as cores roxa (risco muito alto), vermelha (risco alto), laranja (risco moderado), amarela (risco baixo) e verde (risco muito baixo)

Alteração na taxa

Nesta edição do mapa de risco, houve uma alteração no cálculo da taxa de positividade – que verifica os casos positivos para covid-19 nos exames RT-PCR. Até a semana passada, o cálculo utilizava resultados de exames realizados desde o início da pandemia. Por levar em consideração o percentual acumulado, foi observado que esse indicador já não refletia a realidade, pois atualmente os índices apresentam números mais baixos.

 “Por este motivo, a partir desta edição, a taxa de positividade passou a ser calculada considerando os exames realizados nas três semanas anteriores à publicação do mapa. A Subsecretaria de Vigilância e Assistência Primária à Saúde (SVAPS) esclarece que, desta forma, é possível efetuar uma avaliação ainda mais oportuna e precisa, refletindo dados mais factuais”.



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Saúde

Capital paulista mantém vacinação contra covid-19 no fim de semana

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A capital paulista mantém neste fim de semana o processo de imunização contra a covid-19, e o público elegível poderá se vacinar nas 82 AMA/UBS Integradas, das 7h às 19h, ou em 21 megapostos, das 8h às 17h, no sábado (23).

No domingo (24), a vacinação ocorrerá em sete parques da cidade, nas farmácias parceiras da Avenida Paulista e no megaposto da Galeria Prestes Maia, com entrada pela Praça do Patriarca.

Atualmente, a vacinação na cidade ocorre para a primeira e segunda doses e dose adicional. No último caso, a imunização é para idosos acima de 60 anos e trabalhadores da área de saúde com mais de 18 anos, que tomaram a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única) há pelo menos seis meses, exceto grávidas e puérperas.

A vacinação continua liberada para pessoas com mais de 18 anos que tenham alto grau de imunossupressão e que tenham tomado a última dose do esquema vacinal há pelo menos 28 dias. A dose adicional também está liberada para os profissionais da Guarda Civil Metropolitana, sepultadores residentes na cidade e fiscais das subprefeituras, com a vacina CoronaVac.

A lista de postos para vacinação contra a covid-19 pode ser consultada na página Vacina Sampa, da prefeitura paulistana).

Vacinação no domingo

Neste domingo, postos de vacinação funcionarão na Galeria Prestes Maia, que fica na Praça do Patriarca, 2, das 8h às 17h, e nas farmácias parceiras na Avenida Paulista: Av. Paulista, 2.371 e 266, das 8h às 16h.

Haverá também vacinação, das 8h às 17h, nos parques Buenos Aires (centro); Guarapiranga (zona sul); do Carmo (zona leste); Villa-Lobos (zona oeste); da Juventude (zona norte); Recreativo Ceret e Parque da Independência (região sudeste).



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