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Iniciativa leva contação de histórias às crianças do Instituto Ingo Hoffmann

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Boas ações ganham espaço durante a quarentena, com iniciativas para conectar e ajudar pessoas. Uma dessas iniciativas é uma solução para levar contação de história às crianças em tratamento de câncer hospedadas no Instituto Ingo Hoffmann, em Campinas (SP), driblando o isolamento imposto pela pandemia de Covid-19.

A iniciativa é da CI&T, multinacional brasileira de soluções digitais e parceira do projeto Famílias do Instituto em Ação. A empresa convocou suas pessoas colaboradoras, de forma voluntária, para gravarem vídeos contando histórias infantis. Os vídeos ficarão disponíveis nos IPads espalhados pelo Instituto Ingo Hoffmann, para as crianças e seus familiares.

A ideia surgiu diante da suspensão de todas as atividades culturais e esportivas normalmente mantidas dentro da instituição em Campinas. “O momento já é difícil por causa da pandemia, e para as crianças no Instituto Ingo Hoffmann, que têm que lidar com o tratamento do câncer, é ainda mais complicado. Nossa intenção é levar a elas um pouco de alegria, de descontração”, explica Carolina Abacherlu Perez, analista de Diversidade & Transformação social da CI&T.

Cada colaborador participante ficou livre para escolher o livro e a maneira de contar a história. “Nós acreditamos que o voluntariado faz bem, para quem recebe a ação e para as pessoas voluntárias”, destacou Carolina.

Suspensão das atividades

Em março, o Instituto Ingo Hoffmann determinou a suspensão de todas as atividades físicas, oficinas culturais e espetáculos normalmente realizados dentro da entidade. A decisão leva em conta as medidas de prevenção contra o novo coronavírus (Covid-19).

As medidas de segurança e higiene dentro da entidade também ficaram mais rigorosas. A entidade restringiu a circulação de visitantes e funcionários, e distribuiu aos familiares e acompanhantes recomendações como as de lavar as mãos regularmente e evitar aglomerações em áreas comuns. A qualquer sinal de falta de ar, febre, tosse e espirros, devem procurar o médico de seu filho.

Quase 13 mil pessoas já passaram pelo Instituto Ingo Hoffmann nos 15 anos de entidade. O local ofereceu 39.700 refeições ao longo da história.

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A viabilidade do projeto de esporte, denominado Famílias do Instituto em Ação Esporte, se dá através da Lei de Incentivo ao Esporte, programa de incentivo do Ministério da Cidadania, Secretaria Especial do Esporte e tem como patrocinadores: CI&T, TENNECO, DR1V, WestRock, Banco Safra, ABL, 2º Tabelião de Protesto de Campinas e CRODA.

O Instituto

O Instituto Ingo Hoffmann é uma entidade beneficente e sem fins lucrativos fundado em 31/08/2005 tendo como missão inicial proporcionar maior oportunidade de cura para crianças em tratamento de câncer, através de uma parceria com o Centro Infantil Boldrini no projeto denominado Casa de Apoio à Criança e à Família. Trata-se de um modelo de moradia temporária.

No total são 30 chalés, divididos em 10 vilas, construídos em um terreno com mais de 6.000 metros quadrados, localizado ao lado do edifício da Radioterapia do hospital. Além das acomodações, o local possui brinquedoteca, biblioteca, academia interna e externa, refeitório e lavanderia.

O objetivo da Casa da Criança e da Família é abrigar crianças em tratamento intensivo de câncer e seus acompanhantes, vindos de diversas regiões do Brasil e da América Latina para fazer tratamento no Centro Infantil Boldrini e não têm condições de serem mantidas por suas famílias fora de suas casas.

Mais informações em: http://www.ingohoffmann.org.br



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Bahia

Cidades do Rio Grande do Sul registram neve nesta quarta-feira

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A cidade de Gramado, no Rio Grande Sul, registrou neve e chuva congelada na tarde desta quarta-feira (28). Segundo informações da prefeitura, a primeira neve do ano na cidade foi registrada no dia 29 de junho. Até a manhã do dia 29/07, persiste a previsão de queda de neve nas Serras Gaúcha e Catarinense. 

De acordo com meteorologistas, chuva congelada e neve são fenômenos diferentes. No caso da neve, trata-se de uma precipitação de cristais de gelo translúcidos e brancos, formados pelo congelamento do vapor d’água suspenso na atmosfera, em geral em formato hexagonal. Já a chuva congelada normalmente antecede a precipitação de neve e se assemelha a um granizo pequeno, que cai e salta, podendo fazer barulho.

Em um vídeo disponibilizado no site do Inmet, a meteorologista Morgana Almeida informa que, eventualmente, em áreas de maior altitude, entre os dias 29 e 31, as temperaturas mínimas ficarão entre -6ºC e -8ºC. “Teremos, pelo menos durante três dias consecutivos, temperaturas máximas inferiores a 10ºC na Região Sul”, disse.

O Inmet acrescenta que a presença de um ciclone extratropical no Oceano Atlântico intensificará os ventos no litoral da Região Sul e também favorecerá a incursão de umidade nas serras gaúcha e catarinense.

“A combinação de umidade com o ar frio poderá favorecer a ocorrência de chuva congelada e/ou queda de neve nas áreas de maior altitude”, acrescenta a meteorologista. 

Gramado Registra neve nesta quarta-feira (28).

Gramado registra neve nesta quarta-feira (28). – Juliana Andrade/ Agência Brasil

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na manhã de hoje, as estações do instituto já registraram temperaturas baixas (inferiores a 5°C) em praticamente toda a região Sul e no sul do Mato Grosso do Sul, com destaque para 7,8ºC em Bom Jardim da Serra (SC), -5,2°C em São Joaquim (SC), 5,1ºC em General Carneiro (PR), -3,7ºC em São José dos Ausentes (RS), -2,9°C em Campos Novos e Curitibanos, ambas em Santa Catarina.

Conforme o Inmet, a frente fria deve avançar ainda hoje sobre o Sudeste e os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, e até o final do dia deverá atingir o sul da Região Amazônica (Rondônia e Acre). 

“No período de 29/07 a 01/08, continua mantida a previsão de que o ar frio predominará por todo o Centro-Sul do país e sudoeste da Amazônia Legal. No dia 30/07, o ar frio avançará também para o sul da Bahia e as demais áreas do interior da Região Nordeste (declínios de temperaturas entre 6ºC e 4°C, especialmente nas áreas de maior altitude)”, diz nota do instituto.



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Bahia

Zema sanciona lei que define uso de R$ 11 bi do acordo de Brumadinho

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, sancionou hoje (28) a lei que define como será usada parte dos recursos que a mineradora Vale deverá destinar à reparação da tragédia de Brumadinho (MG).

Em acordo assinado em fevereiro deste ano, foram acertadas medidas que demandariam R$ 37,68 bilhões. Do total, R$ 11,06 bilhões dizem respeito a ações que ficaram sob responsabilidade do Executivo mineiro e é a forma de utilização do montante que está descriminado na nova lei.

“Hoje é um dia muito importante para Minas Gerais. Não há reparação que valha uma vida. O rompimento da barragem em Brumadinho enterrou vidas e sonhos. Nada vai compensar as perdas sentidas por tantas famílias. Mas é obrigação humanitária reparar o impacto dos danos causados pelo derramamento da lama, que abalou famílias e afetou a economia de Minas Gerais como um todo”, disse o governador, em cerimônia que marcou a sanção da lei.

A tragédia de Brumadinho ocorreu em 25 de janeiro de 2019, com o rompimento de uma barragem da Vale Mina Córrego do Feijão. Uma avalanche de rejeitos liberada no meio ambiente causou 270 mortes, além de ter promovido destruição de comunidades, devastação ambiental e poluição do Rio Paraopeba. O acordo para a reparação foi negociado entre a mineradora, o governo mineiro, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública.

Foram definidas medidas de caráter reparatório e compensatório referentes aos danos coletivos. Há ações que serão realizadas diretamente pela Vale, bem como aquelas que serão decididas democraticamente pelas comunidades atingidas e as que cabem ao executivo estadual.

A lei para que o governo mineiro pudesse fazer uso dos R$ 11,06 bilhões era necessária em função de dois dispositivos legais. O artigo 161º da Constituição do Estado estabelece a necessidade de autorização legislativa para suplementação do orçamento do estado, em caso de recurso extraordinário que supere 1% da receita orçamentária total. Já o artigo 17º da Lei Estadual 23.751/2020, que estimou as receitas e fixou as despesas para o exercício de 2021, diz que o uso de verbas provenientes de acordos relativos à tragédia de Brumadinho precisaria ser aprovado pelos parlamentares.

No fim de fevereiro, Zema apresentou o projeto de lei à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Após tramitação conturbada, ele foi aprovado há duas semanas com algumas modificações. A principal diz respeito à forma de repasse de uma fatia R$ 1,5 bilhão a todos os 853 municípios mineiros.

O governo planejava firmar convênios para desenvolver projetos específicos em parceria, enquanto os deputados eram majoritariamente favoráveis à transferência direta para os cofres das prefeituras. Após um acordo, prevaleceu a proposta dos parlamentares e a divisão se dará com base na classificação dos municípios em faixas populacionais.

A engenheira civil Josiane Melo, presidente da Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão (Avabrum), agradeceu ao governador por manter as operações de buscas. “Todos os 853 municípios precisam saber que é dinheiro vindo de um crime”, disse Josiane, que perdeu sua irmã Eliane Melo, grávida de cinco meses. Passados 2 anos e meio da tragédia, ainda não foram encontrados 10 corpos e os bombeiros seguem trabalhando.

Ações do Executivo

Na fatia de R$ 11,06 bilhões, além do repasse de R$ 1,5 bilhão aos municípios do estado, estão previstas obras de infraestrutura, investimentos em melhoria de equipamentos e órgãos públicos, em programas sociais, em capacitação de servidores, em políticas públicas de saúde e de preservação ambiental.

Embora para cada uma das ações tenha um valor especificado, a lei autorizou o remanejamento de verbas entre as diferentes medidas até o limite de 30% do total. Entretanto, isso só pode ocorrer dentro de uma mesma categoria, o que significa que recursos destinados a obras de mobilidade, por exemplo, não podem ser destinados a medidas voltadas para garantir a segurança hídrica.

Uma das principais medidas previstas é o financiamento do início da construção do Rodoanel, que contornará a região metropolitana de Belo Horizonte e ligará as rodovias federais BR-040, BR-381 e BR-262. Para essa obra, foram reservados R$ 3,5 bilhões. O acordo inclui também construção de pontes, recuperação de estradas, ampliação do metrô de Belo Horizonte e conclusão ou equipagem de seis hospitais regionais nas cidades de Teófilo Otoni, Divinópolis, Sete Lagoas, Conselheiro Lafaiete, Juiz de Fora e Unaí.

Conforme a nova lei, as obras deverão receber placas em memória das vítimas. 

Despachos

Além de sancionar a nova lei, Zema também assinou hoje sete despachos para o início da aplicação dos recursos. Entre eles estão a ordem de início para a recuperação funcional, melhoramento e pavimentação de mais de 475 quilômetros em rodovias e a retomada das obras do Hospital Regional de Teófilo Otoni, paralisadas desde 2016 com 50% do projeto concluído. Também foi determinado o repasse, até o dia 27 de agosto, de uma primeira parcela dos R$1,5 bilhão a serem destinados aos municípios.

Todas as transferências da mineradora Vale para o estado, conforme o acordo, serão feitas com correção inflacinária dos valores estabelecidos. Deverá ser considerado, para esse cálculo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre a data de assinatura do acordo e o dia do pagamento. O governo mineiro deverá ter contas específicas para os projetos de reparação e todos os rendimentos financeiros devem ser revertidos para as medidas previstas.

Demais recursos

Os demais R$26,62 bilhões dos R$37,68 bilhões envolvem medidas que não serão executadas pelo governo mineiro. Algumas inclusive já foram realizadas. Nesse montante está incluído R$6,27 bilhões já gastos pela mineiradora em obras emergenciais na região atingida, na contenção e remoção de rejeitos, no aluguel de moradias para os desabrigados, no fornecimento de água, em ressarcimentos ao estado, em doações e em auxílios emergenciais. Também foram considerados os R$1,5 bilhão de indenização que foram antecipados judicialmente para o combate à pandemia de covid-19 no estado e em municípios.

Para a reparação ambiental foi definido o montante de R$5 bilhões. No entanto, ficou acordado que este é um valor piso. A Vale deverá desembolsar mais caso seja necessário para reestabelecer as condições da região antes do rompimento.

Outras medidas de responsabilidade da Vale envolvem R$ 4 bilhões para projetos para Brumadinho e para outras cidades da bacia do Rio Paraopeba e R$ 1,55 bilhões para projetos de compensação socioambiental. A mineradora deve ainda repassar R$ 167 milhões para a Defesa Civil e para o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e R$ 700 milhões para as auditorias e para as assessorias técnicas que dão suporta aos atingidos.

Também foi acordada a construção de uma biofábrica de mosquitos, medida a ser implementada através de pareria entre a mineradora e a Funed em um projeto que usa a bactéria Wolbachia para controle de arboviroses como dengue, da zika e da febre chikungunya.

Por fim, a aplicação de R$ 3 bilhões deverá ser voltada para o atendimento de demandas das comunidades atingidas, sendo que ao menos R$ 1 bilhão devem ser para projetos de crédito. Com o apoio o MPMG, do MPF e da Defensoria Pública, as vítimas deverão participar da decisão sobre essas medidas. Além disso, um programa de transferência de renda, no valor de R$4,4 bilhões, substituirá o auxílio emergencial que vinha sendo pago pela Vale aos moradores da região afetada.

Vale destacar que o acordo estabeleceu a forma de reparação apenas para os danos coletivos. Ele não interfere no processo criminal e nem envolve discussões sobre as indenizações individuais e trabalhistas que devem ser pagas aos atingidos, as quais são tratadas separadamente em processos judiciais e extrajudiciais específicos. 

Também não entram no valor de R$ 37,68 bilhões algumas obrigações previstas em outros acordos, novas demandas emergenciais para fornecimento de água e silagem, a continuidade das obras nas estruturas remanescentes de Mina Córrego do Feijão, o monitoramento da qualidade das águas subterrâneas, a contratação de perito judicial, os custos com o deslocamento compulsório dos atingidos que perderam suas casas e os estudos destinados a avaliar o risco à saude humama e o risco ecológico.



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Bahia

Dólar cai com alívio externo e fecha no menor valor em duas semanas

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Em um dia de alívio no mercado financeiro global, o dólar teve forte queda e fechou no menor valor em duas semanas. A bolsa de valores subiu e recuperou as perdas de ontem (27).

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (28) vendido a R$ 5,11, com recuo de R$ 0,068 (-1,31%). A cotação operou perto da estabilidade durante quase toda a sessão, mas passou a despencar após a divulgação da reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano).

A moeda está no menor nível desde 14 de julho, quando tinha fechado a R$ 5,08. Com a queda de hoje, a divisa acumula alta de 2,75% em julho. Nos últimos dias, a valorização acumulada no mês estava em torno de 4%. Em 2021, a cotação acumula queda de 1,52%.

O mercado de ações teve movimento semelhante. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.286 pontos, com alta de 1,34%. O indicador subiu o dia inteiro, embalado pela divulgação de lucros de empresas, mas acelerou após declarações do presidente do Fed, Jerome Powell.

Na reunião de hoje, o Fed decidiu manter entre 0% e 0,25% ao ano os juros básicos nos Estados Unidos, assim como o programa de compras de US$ 120 bilhões em títulos públicos por mês. O que mais animou o mercado internacional, no entanto, foi a indicação de que a autoridade monetária norte-americana não pretende retirar, antes do previsto, os estímulos concedidos por causa da pandemia de covid-19.

Apesar de afirmar que a maior economia do planeta está se recuperando, o Fed indicou que ainda é cedo para reverter qualquer medida tomada durante a pandemia. Em seguida, Powell declarou, em entrevista coletiva, que não vê risco de a economia norte-americana entrar em uma espiral inflacionária. O fechamento de um acordo bipartidário para um pacote de medidas de infraestrutura nos Estados Unidos também foi bem recebido pelos investidores.

*Com informações da Reuters



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