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Rafael Carvalho busca redenção no Bellator: “Batalho para ser campeão novamente”

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Primeiro brasileiro a se consagrar campeão peso-médio do Bellator, Rafael Carvalho busca retomar os dias de glória na organização. Aos 33 anos, o atleta venceu a sua última luta na edição de número 224 do Bellator, quando derrotou Chidi Njokuani por decisão unânime. Vindo de um revés para Vadim Nemkov em sua estreia na categoria dos meio-pesados, o atleta falou sobre o quanto a pandemia atrapalhou nos seus planos para 2020:

— Não digo que a pandemia atrapalhou tanto nos treinos e na minha carreira, acredito que ela fez com que a gente fizesse um trabalho mais inteligente. Tivemos que evitar qualquer tipo de aglomeração, contato físico não necessário, mas consegui trabalhar de um jeito inteligente e manter a forma.

Somando 16 vitórias em 20 confrontos, 7 delas no palco do Bellator, Rafael não só alcançou o título, como o defendeu em 3 oportunidades na organização. Responsável por dar as “boas vindas” para Lyoto Machida na organização, Rafael acabou sendo derrotado pelo ex-campeão do UFC em resultado muito controverso na época. Com apenas uma vitória em suas últimas 4 lutas, o brasileiro avaliou a atual fase que vive na no Bellator:

— Avalio a minha fase como regular, venho de uma vitória, uma derrota, então a fase não está tão boa como gostaria, mas não está ruim. Acredito que tenho que melhorar, mas tudo é uma fase, sempre é temporária, nunca é eterna. O que eu tenho que fazer é treinar, treinar e fazer com que ela melhore o mais rápido possível.

Natural do Rio de Janeiro, Rafael Carvalho mora atualmente nos EUA, onde recentemente foi papai de gêmeos ao lado da também lutadora Marília “The Tigress” Morais. Na nova categoria, Rafael espera não só relembrar os grandes momentos, como chegar a uma disputa de título novamente. Com 12 vitórias por nocaute no currículo, o atleta da American Top Team sabe que precisar de uma boa sequência para voltar a ter uma chance pelo cinturão seja na categoria dos meio-médios ou dos pesados:

— O foco é sempre chegar no topo da montanha, treino, batalho para ser campeão novamente, independente da categoria. Sei que tenho que trabalhar, ganhar as lutas e mostrar que sou merecedor disso. Sobre voltar ao peso-médio, ainda pode ser uma opção dependendo de como for o corte de peso, quem sabe, futuramente, se for uma luta interessante e tiver bem cotado, posso disputar novamente o título dessa categoria — declarou o ex-campeão.

O Bellator retorna no próximo dia 24 de julho com seu primeiro evento pós-pandemia. Já o brasileiro se prepara para um retorno possivelmente em agosto quando deve enfrentar algum grande nome da divisão dos meio-pesados.

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Esportes

As prioridades dos clubes versus o interesse da CBF

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Quantas vezes falamos, nesse espaço, das dificuldades de o calendário do futebol brasileiro abrigar tantas competições? E dos dilemas enfrentados pelos clubes de investirem alto em contratações e sofrerem com as convocações de seus principais jogadores deixando-os desfalcados para as competições para as quais se preparam?

Pois é. Aqui estamos de volta. Porque na quinta-feira (17) a Seleção Olímpica será convocada, e é certo que, mais uma vez, jogadores que atuam no Brasil vão estar na relação. E também é pule de 10 que a maioria deles vai querer jogar em Tóquio, porque a conquista de uma medalha olímpica é alcançada por poucos, menos ainda uma de ouro no futebol. O Brasil, por exemplo, tem apenas uma.

A briga promete ser grande. A Olimpíada começa em 23 de julho e, ao contrário de outros jogos da seleção principal, os olímpicos não vão jogar em data Fifa, o que permite aos clubes recusarem a cessão de seus jogadores. Os que atuam no exterior terão mais dificuldade de conseguirem suas liberações. E os daqui? Eles poderão entender, inclusive, que a visibilidade nos Jogos Olímpicos despertará o interesse de clubes lá de fora. E, aí, haja negociação para que os desfalques provocados pela Copa América – no total até nove rodadas do Brasileirão – não se estendam, inclusive, por jogos eliminatórios da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.

Não é à toa, portanto, que vemos um novo movimento dos clubes no sentido de se organizarem numa Liga para tirarem da CBF o poder de promover as competições nacionais, como o Brasileirão. Isso, claro, não é novidade, nem pelo fato de os clubes organizarem os campeonatos – é o que vemos na Europa -, nem pela iniciativa, que já deu errado algumas vezes. E por quê? Porque, apesar de os dirigentes se apresentarem como profissionais, no fundo ainda atuam como amadores e apaixonados, sempre priorizando seus interesses próprios e mais: criticando e atacando os dos outros.

Infelizmente não vejo, a curto prazo, um entendimento dos clubes. Como isso vai acontecer? Serão os famosos integrantes do falido “Clube dos 13” com mais alguns, que desde aquela época cresceram e hoje estão aí, firmes e fortes na Série A? Daqueles 13 de 1987, que chegaram a ser 20, três estão na Série B atualmente. E como será essa mágica de criar uma nova liga, sem alguma “virada de mesa”?

O mais incrível é que a CBF, que em tese deveria cuidar exclusivamente das seleções, atinge os campeonatos que ela mesma organiza ao enfraquecer os clubes e tirar qualidade dos jogos. O produto mais importante que promove é deteriorado pela falta de atenção e cuidado nessa organização. Só que ela não tem prejuízo financeiro com isso, pois quem paga os salários e fica sem as sonhadas premiações são os clubes. Daí o interesse de entrar nessa queda de braço.

A briga promete. Aguardemos os próximos capítulos e que sejam inéditos. Pois essa é a típica novela que não vale a pena ver de novo.

Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil



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Com dois de Romero, Paraguai estreia na Copa América com vitória

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O Paraguai derrotou a Bolívia por 3 a 1 de virada, na noite desta segunda-feira (14) no estádio Olímpico de Goiânia, em sua estreia na Copa América. O destaque da partida foi o atacante Angel Romero, que marcou dois gols.

Com o triunfo, a equipe paraguaia assumiu a liderança do Grupo A da competição, com três pontos. Já os bolivianos ficam na lanterna da chave, sem ponto algum. A Argentina é a vice-líder, com um ponto após empatar em 1 a 1 nesta segunda com o Chile.

Triunfo de virada

A Bolívia conseguiu abrir o placar cedo, logo aos 9 minutos com o meio-campo Saavedra em cobrança de pênalti. Mas, a partir daí, a equipe comandada pelo técnico Eduardo Berizzo assumiu os controles das ações, criando uma oportunidade após a outra.

Um pouco antes do intervalo, a Bolívia ficou em desvantagem numérica quando o atacante Cullear foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por cometer falta em Piris da Motta.

Melhor na partida, e com vantagem numérica, o Paraguai finalmente conseguiu transformar o domínio em gols na etapa final. Aos 16 minutos Romero Gamarra aproveita sobra de bola para chutar de primeira e empatar.

A virada vem três minutos depois, quando Angel Romero aproveita sobra de bola para desempatar sem dificuldades. Aos 35 minutos o ex-jogador do Corinthians marca novamente, desta vez em chute cruzado após receber de Ávalos.

Na próxima rodada, o Paraguai folga, enquanto a Bolívia enfrenta o Chile, na próxima sexta-feira (18) a partir das 18h (horário de Brasília) na Arena Pantanal.





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Esportes

seleção chega ao Rio para jogo contra Peru

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A seleção brasileira chegou ao Rio e Janeiro no final da tarde desta segunda-feira (14) para se preparar para o jogo contra o Peru, válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa América. A equipe comandada pelo técnico Tite ficará concentrada na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Antes de seguir para o Rio de Janeiro, os jogadores que não foram titulares na vitória de 3 a 0 sobre a Venezuela, no último domino (13) em Brasília pela estreia na competição continental, treinaram no estádio Defelê.

Já os titulares no triunfo sobre os venezuelanos fizeram um trabalho de recuperação física. A expectativa é que o grupo inteiro participe das atividades da próxima terça-feira.

O Brasil volta a campo na próxima quinta-feira (17), quando mede forças com a seleção do Peru no estádio Nilton Santos, a partir das 21h (horário de Brasília). A seleção brasileira lidera o Grupo B da competição com três pontos, já os peruanos (que ainda não estrearam na Copa América) aparecem na terceira posição, sem ponto algum.

Agência Brasil

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