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Esportes

Professores de projeto social no ES falam sobre a importância do Jiu-Jitsu na vida das crianças

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Com o objetivo de ensinar os princípios da arte suave para crianças carentes Fernanda Mazzelli iniciou há alguns anos um projeto social na cidade de Guarapari-ES. Atleta consagrada não só no Espírito Santo, como no Brasil, a lutadora contou posteriormente com a ajuda dos companheiros de treino Bruno Correia e Davson Gomes para dar continuidade a ação e atender um número maior de crianças e adolescentes.

Ações como essa não só ajudam a tirar os jovens das ruas, como também podem formar atletas de alto nível para a modalidade no futuro:

— Um projeto como esse muda a vida de uma criança, através da dedicação, da disciplina, e de um exemplo positivo, lá eles podem ter os professores como exemplos de vida, de superação e claro, de dedicação. Além de ser muito gratificante ver eles medalhando, a gente sempre fala que é o resultado de todo um trabalho. Quando eles vencem vemos que eles estão realmente aprendendo e se desenvolvendo, isso é muito importante. Também podemos ver algum tipo de erro e tentar corrigir no futuro, ensiná-lo quando voltar a treinar. Ficamos muitos felizes de ver o resultado dessas crianças desde o início do projeto — declarou Mazzelli.

O projeto ainda está retomando as atividades depois de ser fechado temporariamente devido a pandemia imposta pelo novo coronavírus. Ansiosos para voltar aos treinos, muitos desses jovens do projeto já estão de destacando no Espírito Santo, somando títulos tanto nas categorias infantis, quanto juvenis, como é o caso de Gian Lucas, os irmãos Mateus e Maria Fernanda Vitoraci, e Guilherme Nascimento, dentre outros.

Bruno Correia, um dos professores do projeto, falou sobre a sensação de passar um pouco do seu conhecimento e poder ajudar a mudar a vida dessas crianças:

— A sensação é de que o trabalho está sendo bem feito. Para nós professores não tem coisa melhor. Como é um projeto de uma arte marcial, ajuda muito na questão da disciplina em casa, na escola, e também no dia a dia em diversas situações de convívio— enfatizou o faixa-marrom.

Principal idealizadora, Fernanda tem a experiência de inúmeros campeonatos nacionais e internacionais. Campeã brasileira na faixa-preta em 6 oportunidades e do mundo por 3 vezes, a lutadora sabe muito bem os sacrifícios que é preciso desde jovem para chegar ao mais alto nível.

Faixa-marrom, Davson Gomes falou exatamente sobre a importância de começar na arte marcial ainda jovem para assim ser lapidado da melhor maneira possível nos tatames, além do incentivo necessário para o projeto se manter vivo:

— Com certeza! Quanto mais novo ela começa, mais conhecimento ela adquire! Além de um melhor entendimento da modalidade ela vai evoluir muito nas condições físicas e motoras e inclusive psicológica que é o nosso maior inimigo na hora das competições. Já sobre o incentivo, o apoio dos pais é muito importante, além da comunidade que também é indispensável. As vezes lutamos dentro e fora dos tatames para levarmos os alunos as competições, um apoio maior da prefeitura seria bacana já que o nosso trabalho é voluntário, então qualquer ajuda que vier é bem vinda — disse o também projeto do projeto, Davson Gomes.

Apesar das restrições da pandemia cada vez menores, a expectativa é que os alunos possam voltar às competições apenas no próximo ano. Dessa forma podem evoluir e vir a ser grandes representantes não só do Espírito Santo, como do Brasil no Jiu-Jitsu internacional.



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Esportes

Triathlon ajuda no desenvolvimento social e emocional das crianças

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Enquanto se mexem e se divertem numa atividade física, as crianças assimilam habilidades e valores decisivos para superar os desafios da vida adulta. Além de moldar o corpo e o caráter, o esporte ajuda a enfrentar medos, limites, frustrações, ansiedade e depressão. Pensando nisso, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões reúne uma equipe técnica habilitada para desenvolver ações em prol da saúde mental dos alunos.

Muito além do “nada, pedala e corre”, o projeto segue diretrizes pedagógicas focadas no desenvolvimento social e emocional da criançada. Para isso, professores especializados mantém um diálogo constante tanto com os triatletas mirins como com seus familiares.

“Como dizer para uma criança que só três pessoas sobem no pódio? Como explicar para elas que o mais importante não é a medalha, mas o esforço pessoal?”, destaca Ana Elisa Kozievitch, professora do núcleo Santa Felicidade, em Curitiba.

Também psicóloga, Ana Elisa lembra de alguns casos. “Uma das minhas alunas é filha única. Nunca havia competido, e, na sua primeira experiência, entrou em desespero, quis desistir. Conversando com os pais, percebi que era um bloqueio dela, porque nunca teve que disputar nada com outras pessoas. Fizemos um trabalho com ela, com muito diálogo, sem pressão, e hoje ela compete sem problema algum.”

Outra aluna, muito exigente, não aceitava cometer erros durante os treinos. “Isso poderia ser um problema sério para ela no futuro. Comecei a mostrar a ela que outros alunos também erravam os mesmos exercícios, e que errar não é um problema. O importante é ser persistente. Ela está comigo há três meses, e já está bem mais tranquila, não se deixa abalar pelo erro”, conta a professora.

 

Foco na saúde mental

Por meio do esporte, crianças e adolescentes podem extravasar sentimentos muitas vezes difíceis de expressar. A atividade física, além de estimular a produção de serotonina, ligada ao prazer, também promove interação social. Assim, ajuda a combater a ansiedade e a depressão. Pensando nisso, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões deu início a uma série de conversas com os alunos e familiares. Em junho, realizou uma palestra sobre automutilação e ideação suicida. E, no último mês, entrou na campanha do Setembro Amarelo.

Conversamos com as crianças sobre o significado da campanha e sobre o suicídio. Acreditamos que não devemos afastar o assunto delas, mas explicar que momentos ruins existem, e que elas devem buscar apoio”, destacou Ana Elisa. “Algumas crianças disseram que não conversavam com ninguém, em casa. O esporte é uma maneira de aliviar momentos de tensão, tanto pela atividade física, como pela sociabilização que promove, a interação com outras pessoas.”

 

Formação social por meio do esporte

A formação de crianças e adolescentes por meio do esporte é a principal missão da Escolinha de Triathlon Formando Campeões. O comportamento e o estado emocional dos pequenos é um dos focos de atenção dos treinadores. Também é um dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, a ONU, com a qual o projeto está comprometido. A Escolinha busca atingir esses objetivos de forma individual, com ações de conscientização com os alunos, e coletiva. Faz parte do projeto o compartilhamento dos equipamentos de treino, a preocupação com uma educação escolar de qualidade, adoção da igualdade de gêneros no número de alunos e professores.

 

Formando Campeões

A Escolinha de Triathlon Formando Campeões, iniciada há cinco anos em Curitiba (PR), é hoje um modelo de formação da modalidade no País. Idealizado pelo atleta olímpico curitibano Juraci Moreira, contempla cerca de 580 crianças e adolescentes em 13 núcleos espalhados por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e Ceará.

Em Aquiraz, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões é viabilizada pela Lei de Incentivo ao Esporte, programa da Secretaria Especial do Esporte, Ministério da Cidadania e Governo Federal com a execução da Federação de Triathlon do Ceará e apoio da Prefeitura de Aquiraz. Os patrocinadores são SulAmérica e Electrolux.

 



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Abu Dhabi sediará edição 2021 do Mundial de Clubes

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A Fifa anunciou nesta quarta-feira (20) que Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, será o palco da edição 2021 do Mundial de Clubes. O torneio, que ainda não teve as datas de realização confirmadas, provavelmente será disputado em fevereiro de 2022.

O representante da América do Sul no Mundial será definido na final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, no dia 27 de novembro, no estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Os times que defenderão a Ásia e o país-sede também não foram definidos, assim como o time da Concaf, que envolve as Américas Central, do Norte e o Caribe.

O Chelsea (Inglaterra), atual dono do título da Liga dos Campeões, representará a Europa. Já a Oceania terá o Auckland City (Nova Zelândia). Pela África, o Al-Ahly (Egito) vai ao Oriente Médio com esta tarefa.

Por conta da pandemia de covid-19, o Japão desistiu de sediar o Mundial de Clubes. A prefeitura do Rio de Janeiro chegou a sondar a possibilidade de trazer o torneio para o Brasil, enquanto a África do Sul se candidatou formalmente, mas a Fifa optou mesmo pela proposta dos Emirados Árabes. O atual campeão do Mundial de clubes é o Bayern de Munique (Alemanha).

Rodrigo Ricardo – Repórter da Rádio Nacional

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Esportes

Remo promove ação para arrecadar garrafas

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A estreia do Remo na Copa Verde merece destaque não apenas pela elástica vitória de 9 a 0 sobre o Galvez, na noite da última terça-feira (19), mas também pela iniciativa de coletar garrafas plásticas para reciclagem, ação que está dentro do espírito da competição.

Em parceria com o Instituto Alachaster, durante seis dias torcedores do Leão Azul levaram cinco garrafas pets de 2 litros em troca de desconto para a compra do ingresso para o confronto com o Galvez. O resultado foi a arrecadação de 2.420 garrafas, além do despertamento dos participantes da ação para a importância do reaproveitamento de materiais recicláveis.

O sócio-fundador do Instituto Alachaster, Ted Vale, comemorou a parceria: “É muito importante essa ação, pois atingimos um público maior na ação da reciclagem e destacamos a importância dessas ações para o meio ambiente. Sabemos que o consumo é muito grande no planeta, então, quando conseguimos reciclar parte dele, evitamos que grande parte do que descartamos vá para o lixo comum”.

Quem também comemorou foi o presidente do Remo, Fábio Bentes: “Para nós, do Clube do Remo, é muito importante fazer uma ação para preservar a Amazônia e o meio ambiente de forma geral. Iniciamos nossa participação na Copa Verde, uma competição que tem como objetivo trazer essa reflexão sobre a importância de cuidar do meio ambiente, e tivemos essa ideia de lançar a campanha de arrecadação das garrafas pets, transformando isso em desconto para torcedor, para que possamos trabalhar a sensibilização disso”.

Copa Verde

Realizada desde 2014, a Copa Verde reúne times do Espírito Santo e das regiões Norte e Centro-Oeste, e tem um nome alusivo à sustentabilidade ambiental. A competição levanta a bandeira do carbono zero e compensa a emissão com a plantação de novas árvores.

Em edições anteriores, outra ação de sustentabilidade foi a troca de garrafas PET por ingressos. Até 2019, foram recolhidas do meio ambiente em torno de 500 mil garrafas, que foram doadas a cooperativas de catadores.





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