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TJMG decide que Vale deve indenizar famílias removidas em Ouro Preto

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou hoje (10) que a Vale deverá reparar integralmente todos os danos causados pela evacuação realizada no distrito de Antônio Pereira, em Ouro Preto (MG). Aproximadamente 150 famílias estão fora de suas casas devido aos riscos de rompimento da barragem Doutor, na Mina de Timbopeba.

Conforme a decisão, a Vale deverá custear a contratação de um corpo técnico independente para elaborar um diagnóstico social e econômico e para executar um Plano de Reparação Integral de Danos. O valor das indenizações dependerá desse diagnóstico.

A decisão se deu no âmbito de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O TJMG também manteve o bloqueio de R$100 milhões nas contas da mineradora e determinou uma série de medidas em apoio à população. Entre elas está o pagamento de um auxílio emergencial aos atingidos no valor de um salário mínimo. Esta quantia já vinha sendo paga por força de uma liminar que fixou o repasse aos moradores e donos de imóveis localizados na zona que seria alagada em caso de um eventual rompimento da barragem.

“É necessário que a Vale observe uma série de questões, como auxílio financeiro emergencial, remoção e reassentamento definitivo, identificação e indenização precisa, além de ressarcimento integral a todos os atingidos pelos danos individuais, coletivos, sociais e morais sofridos, de modo que possam reconstruir suas vidas familiares, empresariais, comunitárias, religiosas”, diz o MPMG em nota.

A Vale, por sua vez, informa que ainda fará a análise do inteiro teor da decisão e dará o prosseguimento adequado. A decisão confirmou ainda a obrigação da Vale em assegurar assistência psicológica, assistência médica, acesso a medicamentos. Também cabe a mineradora garantir moradia e transporte para locomoção das famílias que precisaram deixar suas casas.

Evacuações

Após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), que tirou a vida de 270 pessoas em janeiro do ano passado, um pente-fino nas estruturas de mineração sediadas em Minas Gerais foi realizado. O esforço envolveu desde vistorias da Agência Nacional de Mineração (ANM) até ações judiciais movidas pelo MPMG para pedir a paralisação das atividades em determinadas minas. Como resultado, dezenas de barragens foram consideradas inseguras e ficaram impedidas de operar. Nos casos considerados mais críticos, a Justiça ou a ANM determinou a retirada da população das áreas de risco.

Boa parte das evacuações ocorrem nos arredores de estruturas construídas por alteamento a montante. Esse método está associado não apenas ao desastre que ocorreu em Brumadinho, mas também a que vitimou 19 pessoas em 2015, quando uma barragem da mineradora Samarco se rompeu em Mariana (MG).

Em reação aos desastres, foi aprovada a Lei Estadual 23.291/2019 pelos deputados estaduais de Minas Gerais e sancionada pelo governador mineiro Romeu Zema em fevereiro do ano passado. Ela instituiu a Política Estadual de Segurança de Barragens, estabelecendo prazos para que o empreendedor responsável por barragem alteada a montante promova a descaracterização. Foram enquadradas 43 estruturas, das quais 16 são da Vale. Em âmbito nacional, a ANM editou uma resolução com determinação similar.

Desde que foi construída em 2001, a barragem Doutor era tratada como erguida sob o método linha de centro. No entanto, durante o pente-fino realizado no ano passado, a ANM reclassificou o seu método construtivo para alteamento a montante. A Justiça também proibiu que novos rejeitos fossem lançados na estrutura.

Atendendo ao disposto na Lei Estadual 23.291/2019, a Vale anunciou a descaracterização da barragem em fevereiro desse ano. Dois meses depois, a própria mineradora acionou o nível 2 de emergência. Segundo as normas vigentes, quando a situação da barragem exige a elevação do nível de emergência para 2 ou 3, é obrigatória a retirada de famílias da zona de autossalvamento, isto é, da área que seria alagada em menos de 30 minutos caso ocorra um rompimento. Dessa forma, mais de 60 famílias precisaram deixar suas casas em abril.

Posteriormente, o MPMG e a Vale chegaram a um acordo para que a estrutura fosse avaliada por uma auditoria independente. A empresa canadense SLR Consulting, que ficou encarregada do trabalho, concluiu que a área de inundação no caso de um rompimento seria maior do que aquela considerada pela Vale. Assim, outras 75 famílias precisaram deixar suas moradias em agosto.

 

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Esportes

Ex-atletas da base do voleibol do Botafogo resistem no esporte

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Os shorts ainda estampam a estrela solitária, mas os 42 jovens que treinam quatro vezes por semana na quadra do Grajaú Country Club, Zona Norte do Rio de Janeiro, já não defendem mais o voleibol do Botafogo. Por conta da crise financeira, o tradicional clube carioca, com inúmeros títulos na modalidade, anunciou o encerramento das atividades do esporte. O fim já era esperado e um grupo de pais e profissionais decidiram não deixar a bola e futuros irem ao chão.

“Quero mudar a realidade da minha família”, resume Allan Lopes Cardoso, morador do Morro do Turano. Aos 17 anos, o jovem joga como oposto e estava nas categorias de base alvinegra. “Para nós, foi um baque quando acabou. Pensei que tudo tinha sido em vão, mas com o projeto estou novamente confiante para crescer no esporte”, revela o atacante de 1,92 metro, ainda em crescimento, dono de uma potente mão esquerda.

Allan Lopes Cardoso, atleta da ex-equipe de categorias de base de voleibol do Botafogo, treina em instalações cedidas pelo Grajaú Country Club, após o encerramendo das atividades da modalidade.

Allan Lopes Cardoso sonha com um futuro melhor através do esporte – Fernando Frazão/Agência Brasil.

“Aqui é um refúgio”, revela Pedro Matheus Sebastião Lisboa Couto, que por cinco anos defendeu o Glorioso como central ou ponta. “Comecei no mirim e esse coletivo aqui é uma família pra mim”, destacando que, com o vôlei, venceu a timidez.

“Hoje, consigo me relacionar mais com as pessoas e penso em fazer uma faculdade”, planeja o jogador, que chegou a ter propostas para jogar fora do Rio e preferiu continuar por aqui.

O empresário Roberto Pereira da Costa conta que 12 pais se reuniram para manter o projeto que tem um custo anual de aproximadamente R$ 150 mil. “Ainda não temos todos os recursos, que servem para pagar os técnicos e custear as passagens dos atletas que necessitam”, explicando que o Grajaú Country Club cedeu o espaço e agora buscam patrocínio e parcerias com centros de ensino superior. “Essa garotada vem de diferentes classes sociais, e acompanhamos, faz algum tempo, a vida deles. Queremos que tenham perspectivas sejam como atletas ou dentro de outras profissões ligadas ao esporte. O vôlei não rende dinheiro, mas propicia oportunidades”, diz.

O empresário Roberto Pereira da Costa e o treinador Walner Santos, da ex-equipe de categorias de base de voleibol do Botafogo. em instalações cedidas pelo Grajaú Country Club, após o encerramendo das atividades da modalidade.

Empresário Roberto Pereira e técnico Walner Santos (direita) tentam manter equipe de vôlei – Fernando Frazão/Agência Brasil.

“Devo tudo a essa bola”, afirma o treinador Walner Santos, que trabalhou por uma década no Botafogo e chegou a ficar seis meses sem salário. “Sou torcedor, grato ao clube, e espero que a história do vôlei seja retomada em algum momento”, acredita, lembrando que a ideia era não deixar que jovens e adolescentes se desvinculassem e, em caso de necessidade, treinariam até na praia se fosse necessário. “Esse cenário até aconteceu, mas, graças a estes abnegados pais, estamos dando continuidade. É uma pena que no Brasil o esporte ainda seja, de certa forma, marginalizado e precise sempre de muita perseverança”.

Botafogo

Em maio deste ano, o Botafogo Futebol de Regatas encerrou as atividades do vôlei e de outros esportes olímpicos. Procurado pela reportagem, o clube explicou que “em linha com as novas diretrizes de Governança e a premissa de tornar os esportes autossustentáveis, o Clube recentemente abriu uma chamada para participação de concorrência (RFP) com o intuito de estruturar, através de parcerias, projetos que viabilizem equipes e modalidades olímpicas. É uma oportunidade para empreendedores e apaixonados pelo esporte de impactarem a sociedade com a formação e desenvolvimento de atletas”.



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Esportes

duelo entre Portuguesa e Santo André opõe times pesados

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O duelo paulista deste sábado (19), entre Portuguesa e Santo André, opõe duas das camisas mais pesadas da Série D do Campeonato Brasileiro. O confronto vale pela terceira rodada do Grupo 7. A bola rola a partir das 15h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da TV Brasil direto do estádio do Canindé, em São Paulo.

Os times figuram na zona de classificação à próxima fase, mas ainda não embalaram na competição. Em quarto lugar, a Lusa soma dois pontos após empates com Cianorte-PR (2 a 2, no Canindé) e Madureira-RJ (1 a 1, no Conselheiro Galvão, no Rio de Janeiro). O Ramalhão aparece uma posição à frente, com os três pontos conquistados na estreia, quando derrotou o Bangu-RJ por 2 a 1 em Moça Bonita, na capital fluminense. Na rodada passada, a equipe do ABC foi superada pelo Boavista-RJ no Distrital do Inamar, em Diadema (SP), por 1 a 0.

Entre os 68 clubes que iniciaram a Série D deste ano, a Portuguesa é o que mais vezes disputou a Série A: 35. Em 1995, a Lusa foi vice-campeã brasileira, batida pelo Grêmio na final. A última participação foi em 2013, quando foi rebaixada após a perda de pontos pela escalação irregular do meia Heverton. A queda desencadeou uma crise na equipe rubro-verde, que passou as últimas quatro temporadas sem divisão nacional.

A vaga à Série D veio graças ao título da edição 2020 da Copa Paulista, torneio voltado a clubes de São Paulo que não competem nas divisões do Brasileiro. Na temporada atual, a Lusa se classificou ao mata-mata da Série A2 (segunda divisão) do Campeonato Paulista, onde está há seis anos, mas foi eliminada nas quartas de final pelo Água Santa. Depois do Estadual, foram contratados 11 reforços. Três vieram do próprio algoz da Série A2: o atacante Cesinha e os volantes Marzagão e Tauã.

“Meu balanço [da temporada até o momento] é que tivemos um pouco de oscilação. Tivemos que mudar de sistema um pouco e sofremos algumas perdas importantes por lesão [durante a Série A2], de peças que já estavam entrosadas. Mas vejo que isso é normal em uma competição. Estamos no G4 após as duas primeiras rodadas e vai ser equilibrado até o final. Acredito que estamos no grupo mais equilibrado ou um dos mais equilibrados”, analisou o técnico Fernando Marchiori à Agência Brasil.

O zagueiro Fernando Lombardi (dores no calcanhar direito) e o atacante Wilmar Jordán (lesão no posterior da coxa esquerda) se machucaram contra o Madureira, não treinaram com bola durante a semana e são dúvidas no time, que já tem seis atletas no departamento médico. Por outro lado, o lateral Douglas Dias se recuperou de uma contusão muscular e o goleiro Matheus Refundini foi liberado após testar negativo para o novo coronavírus (covid-19). Ambos estão à disposição.

A provável Lusa neste sábado terá Dheimison; Jefferson Feijão (Douglas Dias), William Magrão (Fernando Lombardi), Diogo Jussani e Dênis Neves; Caíque, Marzagão, Raphael Luz e Maikinho; Lucas Douglas e Wilmar Jordán (Anderson Lessa).

O Santo André, por sua vez, é quem tem a conquista mais significativa entre os clubes da Série D. Em 2004, o Ramalhão surpreendeu o país ao levantar a taça da Copa do Brasil no Maracanã, superando o Flamengo por 2 a 0 diante de 80 mil torcedores. No ano seguinte, disputou a Libertadores pela primeira vez. Em 2008, o time do ABC foi vice-campeão da Série B e assegurou o retorno à primeira divisão nacional após 25 anos. Já em 2010, alcançou a decisão do Campeonato Paulista e quase surpreendeu o Santos da então promessa Neymar.

No ano passado, antes da pandemia, os andreenses tinham a melhor campanha do Paulista. O torneio foi interrompido por 128 dias e a equipe, que acabou perdendo atletas durante a paralisação, não conseguiu manter o ritmo. Ainda assim, alcançou as quartas de final e se credenciou à Série D deste ano, torneio que não disputava desde 2013. No Estadual de 2021, o clube caiu na fase de grupos, mas assegurou a permanência na elite do futebol do estado.

Do grupo que disputou o Paulista, restaram quatro jogadores: o lateral Ruan, o zagueiro PV, o volante Dênis Germano e o goleiro Fabrício Araújo. Ao elenco, foram incluídos atletas que estavam emprestados, outros que subiram das categorias de base e mais nove contratações (entre elas, a do veterano atacante Nunes, de 39 anos), além do técnico Wilson Júnior.

“A equipe é bem mudada em relação ao Paulistão. É uma equipe jovem, reforçada por contratações. Espero que para a sexta rodada a gente esteja mais entrosado, mas a equipe já tem evoluído. Os atletas têm se esforçado muito e nós também entendendo o que temos a dar para tirar o melhor de cada jogador. O Santo André é uma equipe tradicional, uma camisa forte e sempre tem que entrar com objetivo de acesso”, destacou o treinador à Agência Brasil.

Para o duelo com a Lusa, a expectativa é que Wilson Júnior mantenha a base do time que encarou o Boavista. A equipe provável terá Fabrício Araújo; Eliandro, PV, Léo Gobo e Gilberto Jesus; Bruno Luiz, Will, Gledson e Haylan; Nunes e David Ribeiro.





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Invictos, Flamengo e Bragantino duelam pelo Brasileiro no Maraca

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Flamengo e Bragantino se enfrentam neste sábado (19) no Maracanã, às 21h (horário de Brasília), pela Série A do Campeonato Brasileiro. Os dois clubes seguem invictos. Os rubro-negros somam duas vitórias em dois jogos disputados. Já o o Massa Bruta disputou quatro jogos: obteve duas vitórias e dois empates. O confronto desta noite, válido pela quinta rodada do Brasileirão, será transmitido ao vivo pela Rádio Nacional, com narração de André Luiz Mendes, comentários de Mário Silva e Bruno Mendes.

Os donos da casa seguem sem poder contar com os atletas que estão disputando a Copa América, que é o caso de Gabigol (Brasil), Everton Ribeiro (Brasil), De Arrascaeta (Uruguai), Piris da Mota (Paraguai) e Mauricio Isla (Chile).

Por outro lado, o técnico Rogério Ceni, que testou positivo para o novo coronavírus (covid-19) no início da semana passada, se recuperou e estará à beira do gramado. Além da partida contra o Coritiba – jogo de ida pela terceira fase da Copa do Brasil – ele também se ausentou dos jogos contra o América Mineiro pelo Brasileirão, e contra o Coxa (jogo da volta pela Copa do Brasil).

Já o atacante Pedro, que também foi diagnosticado com o vírus antes do embate com o Coelho, voltou a realizar exame na última (17). Apesar do resultado negativo, o jogador não poderá entrar em campo hoje porque terá de cumprir quarentena de dez dias estabelecida pelo protocolo sanitário da CBF. O atacante poderá retornar somente na sexta rodada do Brasileirão, na próxima quarta (23), contra o Fortaleza, também no Maracanã.

Pelo lado do Massa Bruta, o técnico Maurício Barbieri poderá contar com o meia-atacante Claudinho, que foi poupado na vitória, de virada, por 2 a 1 contra o Corinthians na última quarta (16), em São Paulo. As boas atuações do atleta lhe renderam a convocação para a seleção olímpica brasileira, anunciada pelo técnico André Jardine na última quinta (17).

A história do confronto entre Flamengo e Bragantino aponta equilíbrio. Dos 13 duelos entre os clubes, tivemos quatro vitórias para cada lado e cinco empates. Todos os duelos foram disputados pelo Campeonato Brasileiro. O último embate aconteceu pelo Brasileirão de 2020, no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP), em partida realizada em fevereiro deste ano, com gols de Gabigol, do Flamengo, e Ytalo, do Bragantino.





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