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Esportes

Setembro amarelo alerta para risco do suicídio de esportistas

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A cada 45 minutos, a duração de um tempo de futebol, uma pessoa tira a própria vida no Brasil. O suicídio atinge principalmente jovens adultos (com idades entre 15 e 29 anos), no ápice da forma física, mas não livres da depressão e das angústias da mente. O tema ainda é um tabu dentro da sociedade e do mundo esportivo, podendo atingir tanto os que ainda lutam por conquistas e os que chegaram, teoricamente, ao lugar mais alto do pódio. Diante deste contexto, o Setembro Amarelo brilha como alerta, e a Organização Mundial de Saúde diz que, em 90% dos casos, os pacientes podem sair vitoriosos.

“Elas querem acabar com o sofrimento, não com a vida”, diz a psicóloga Sandra Bittencourt, ressaltando que é preciso falar sobre o tema sem julgamento e crítica. “A prevenção é a chave deste problema de saúde pública. Precisamos de coragem para discutir o assunto, seja com profissionais especializados ou em grupos de apoio, minimamente qualificados”.

Moradora de Jundiaí (SP), Sandra recorda do tempo em que viveu em frente ao Paulista Futebol Clube, quando não existiam celulares e os meninos saíam do alojamento do time para ir até o orelhão (antigo telefone público) para ligar para os parentes. “No fundo, todo mundo espera ser amado e a família é o primeiro grupo ao qual o indivíduo deseja pertencer. A maioria desses meninos é de origem pobre e há uma enorme pressão sobre eles pela ascensão social, para resgatar todos os familiares daquela condição”.

A psicóloga Camila Carlos, especialista na área esportiva, avalia que esta separação precoce do núcleo familiar precisa ser trabalhada com os adolescentes. “Essa é uma fase de impulsividade e de reestruturação de identidade. O jovem precisa aprender a lidar com a derrota, a frustração e, o principal, entrar no caminho do autoconhecimento. O fato de ele ser, ou desejar se tornar, um atleta de alto rendimento não o tira da condição de ser humano”.

Diego Tuber viveu o sonho de ser jogador de futebol, mas uma lesão no joelho o fez mudar o caminho, seguindo para a enfermagem do esporte e do paradesporto. “Transformei minha tristeza e disse pra mim que queria estar perto do esporte de algum modo. O funil no futebol é grande. O capitão do penta, o Cafu, passou por 13 peneiras até ser aceito. Depois de entrar, é preciso gerir a carreira e se preparar para ser um ex-atleta”, diz Tuber, que hoje também presta assessoria esportiva.

O maior campeão olímpico da história, dono de 28 medalhas na natação, Michael Phelps admitiu ter sofrido com depressão e pensado em suicídio quando ainda reinava nas piscinas. “A gente vive ilusões sociais e culturais. No fundo, depois da fama, do dinheiro, aparece aquele buraco existencial”, avalia Sandra, destacando que o nadador revelou ter encontrado um novo propósito a partir da chegada do primeiro filho. Na ocasião, o norte-americano disse ter encontrado o amor verdadeiro. “Cultivar essas raízes profundas é fundamental, escapando do paradigma materialista e consumista. Nós temos a cobrança de aparentar felicidade e um sucesso permanente, basta olhar as redes sociais. A gente tem dificuldade de falar da dor, mas é uma dimensão da vida, e a pandemia veio para nos trazer de volta para dentro de nossas casas”.

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Ana Sátila e Pepê garantem Brasil em semi da canoagem slalom em Tóquio

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O Brasil terá dois representantes nas semifinais da canoagem slalom na Olimpíada de Tóquio (Japão) que começam nas primeiras horas desta quinta-feira (29). Ana Sátila garantiu a classificação na madrugada de hoje (28) na canoa individual (C1) e Pedro Gonçalves, o Pepê, no caiaque individual (K1). Sátila disputa as semifinais às 2h (horário de Brasília) desta quinta (29), e Pepê na sexta (30), também às 2h. As finais serão disputadas na sequência das semifinais. 

Nascida em Iturama (MG), Ana Sátila, de 25 anos, está na terceira Olimpíada da carreira. Nesta madrugada, a canoísta ficou encerrou as eliminatórias do C1 com o quarto melhor tempo (109.90 segundos) na segunda descida, cometendo um toque (penalidade) na baliza oito. Na primeira descida, a brasileira completou a prova em 120.56, com duas penalidades (balizas 8 e 19).

“Tive vários erros na primeira descida, alguns toques que custaram alguns pontos. O objetivo é remar bem o tempo todo, então consegui me focar muito bem para a segunda descida. Fiz uma análise de vídeo para tentar melhorar e na segunda descida com certeza eu me superei em cada ponto que havia sido ruim”, disse Sátila ao site do Comitê Olímpico do Brasil (COB). 

 Pepe Gonçalves dcategoria K1 da canoagem slalom.  - avança às semifianis - Tóquio 2020

Pepê Gonçalves disputa as semifinais do K1 às 2h (horário de Brasília) de sexta-feira (30). Ele estreou nos Jogos Rio 2016, quando fez história ao chegar em uma final e garantir a sexta colocação  – Tóquio 2020 – Miriam Jeske/COB

Aos 28 anos, Pepê Gonçalves também segue firme na busca por medalha no K1. Sexto colocado na Rio 2016, o paulista de Ipaussu, assegurou presença nas semifinais ao completar a segunda descida em 92s91 – 6s13 inferior à primeira – encerrando em nono lugar nas eliminatórias de hoje (28). 

“A primeira descida foi um peso muito grande nas minhas costas. Já na minha segunda, eu saí muito feliz, apesar de um toque nas primeiras balizas, porque consegui concentrar. Além de classificar, foi um bom treino para as próximas etapas duras que virão. Acho que eu tenho um diferencial de que sob pressão consigo crescer”, afirmou Pepê.





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Tóquio: seleção brasileira vence a Arábia Saudita e avança às quartas

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Rumo ao bicampeonato, a seleção olímpica brasileira se classificou às quartas de final nos Jogos de Tóquio (Japão) em primeiro lugar no Grupo D.  A liderança foi definida após o Brasil vencer a Arábia Saudita por 3 a 1 no estádio de Saitama, na cidade de japones de mesmo nome. 

Invicto, com sete pontos, os brasileiros aguardam o adversário da próxima fase: será o segundo colocado do Grupo C, composto por Espanha, Austrália, Argentina e Egito.

IIndependente do adversário, a Seleção Brasileira volta a campo no sábado (31), às 7h (horário de Brasília), também no estádio de Saitama.

Já a Arábia Saudita, que jogou com o Brasil, deu adeus aos Jogos sem pontuar, na lanterna do grupo. Além disso, medalhista de prata na Rio-2016, a Alemanha foi eliminada do grupo após empatar com a Costa do Marfim por 1 a 1, encerrando sua participação na terceira posição. Os africanos avançaram na vice-liderança.

Jogo

A equipe comandada pelo técnico André Jardine tomou a iniciativa em busca do gol. Aos 15 minutos, o meio campista Claudinho cobrou escanteio na cabeça do atacante Matheus Cunha, que empurrou para o fundo da rede.

Entretanto, aos 26, os sauditas reagiram. O zagueiro Al Amri, também de cabeça, deslocou a bola do goleiro Santos, que não conseguiu evitar o gol. Na sequência, até o intervalo, os brasileiros se esforçaram para desempatar, mas sem sucesso.

Após o intervalo, aos 20 minutos, Matheus Cunha quase marcou o segundo: acertou a trave do goleiro Al Bukhari. Dez minutos depois, aos 20,  foi Richarlison que desempatou: o atacante se antecipou a Al Bukhari, e anotou o segundo do Brasil no jogo.

Ainda teve tempo para o terceiro do Brasil Nos acréscimos, aos 47, de novo Richarlison recebeu passe rasteiro do atacante Malcom, e fechou o placar. da vitória por 3 a 1 da seleção. 

Com cinco gols marcados na Olimpíada, Richarlison se tornou o artilheiro da competição. Além dos dois gols marcados hoje, ele já havia feito três na estreia contra a Alemanha.

 





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Esportes

Vasco quer aproveitar bom momento para vencer São Paulo no Morumbi

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Lisca mal chegou a São Januário e já vai ter a primeira pedreira pela frente. O Vasco apresentou o técnico na última sexta-feira (23) e no dia seguinte a equipe entrou em campo contra o Guarani, pela Série B. Depois de três dias com o grupo, o comandante cruzmaltino encara o São Paulo, nesta quarta-feira (28), no Morumbi, às 21h30 (horário de Brasília), pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

A Rádio Nacional transmite o jogo, com narração de  Rodrigo Campos, comentários de Mario Silva, reportagem de Mauricio Costa e plantão de Luiz Ferreira.

Acompanhe Vasco x São Paulo, às 21h30, clique abaixo:

O confronto promete ser equilibrado. Apesar de estar na Série B, o Vasco vem de goleada sobre o Guarani por 4 a 1. Do outro lado, o São Paulo sofreu no último jogo pelo Brasileirão, perdendo de 5 a 1 para o Flamengo. O meio-campista Marquinhos Gabriel quer aproveitar o momento favorável, mas sabe da dificuldade.

“Tivemos pouco tempo de trabalho. Hoje conseguimos ir para o campo fazer um trabalho tático, de pressão no adversário. A gente sabe que o adversário é muito qualificado, mas a nossa equipe também tem qualidade, vem de uma vitória consistente contra o Guarani. A equipe deles vem de uma derrota, é usar isso a nosso favor, fazer um grande jogo lá no Morumbi”.

Uma vitória diante do São Paulo, fora de casa, daria ainda mais moral para o Vasco na sequência da temporada. Contudo, Marquinhos Gabriel sabe que a classificação dificilmente será definida nesta quarta-feira.

“Precisamos entender o jogo, saber que são dois jogos, então precisamos jogar equilibrado, não se expor muito. Tem o segundo jogo em casa, vamos decidir em casa, se puder vencer o jogo é melhor ainda, mas temos que ser consistentes, defensivamente muito equilibrados para conseguirmos um resultado bom”.

O técnico Lisca deve manter a equipe que derrotou o Guarani no último sábado com Vanderlei, Léo Matos, Ernando, Leandro Castán e Zeca; Bruno Gomes, Galarza e Marquinhos Gabriel; Léo Jabá, Gabriel Pec e Germán Cano.



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