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União pode quebrar se forem criados novos fundos, diz Guedes

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (14) que a União pode quebrar se forem criados fundos, bancados pelo governo federal, para compensar estados e municípios por perdas de receitas geradas com a reforma tributária, em tramitação no Congresso Nacional. A afirmação foi feita no evento virtual “A visão municipalista sobre a Reforma Tributária”, organizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Segundo o ministro, a União deve dividir recursos com estados e municípios, mas não pode oferecer garantia de arrecadação. Ele afirmou que seria um assalto às gerações futuras garantir repasses a estados e municípios, ampliando o endividamento do governo federal ao longo dos anos. “Tem havido muitas sugestões de fazermos um fundo de estabilização das receitas. Eu acho muito imprudente”, disse.

Guedes destacou que foram gastos o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) com as medidas de enfrentamento da pandemia da covid-19. O PIB é a soma de tudo o que é produzido no país. “Se anunciarmos que estamos criando fundos, bancados pela União, para garantir outros 8% do PIB, o Brasil terá dramáticos problemas de sustentabilidade fiscal. A União pode quebrar e vai faltar dinheiro para todo mundo porque vamos entrar em uma rota de implosão fiscal. Estamos fazendo todo nosso esforço a beira de um vulcão. Temos que ter muita responsabilidade fiscal”, argumentou.

O ministro também defendeu que os gastos gerados pela pandemia sejam pago pela atual geração, com recursos da exploração de petróleo e privatizações. “A União não pode vergar, sob o risco de quebrar, a pretexto de ajudarmos os contemporâneos. Isso seria uma covardia da nossa geração, uma falta de coragem de nós mesmos pagarmos essa luta contra o coronavírus. Se estamos tendo essa feroz luta pela saúde dos brasileiros e pela preservação dos nossos empregos, a nossa geração tem que enfrentar isso”, disse.

De acordo com o ministro, com as medidas de enfrentamento da pandemia, o governo conseguiu proteger empregos, dar auxílio a brasileiros em situação de vulnerabilidade, e garantir recursos para a saúde. “Os hospitais hoje têm leitos. Nenhum brasileiro está perdendo a saúde por falta de leitos” disse. Mas ele reforçou que esses gastos foram para uma situação emergencial e que é preciso manter a responsabilidade fiscal.

Guedes disse ainda que o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) demanda R$ 250 bilhões e o acordo sobre a compensação das perdas geradas pela Lei Kandir, que isentou as exportações da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mais R$ 50 bilhões. “Ninguém deu mais prova de ser federalista e de ajudar estados e municípios do que este governo. Mas nós precisamos ter juízo porque não é um saco sem fundo”, destacou.

Reforma ampla

Guedes disse que o governo federal gostaria de uma reforma tributária ampla, com participação da União, estados e municípios, mas respeita a decisão dos prefeitos de aderir ou não à fusão dos impostos. “Gostaríamos que estivéssemos todos juntos. Apoiamos a reforma ampla mas também apoiamos a decisão do prefeito. Ele decide se quer vir e quando vem acoplar à nossa contribuição sobre bens e serviços. É claro que o Legislativo pode olhar isso diferente”, disse.

Em julho, foi entregue a primeira parte da proposta da reforma tributária do governo federal que prevê a unificação de dois impostos federais, o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e a Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Os dois tributos serão extintos para dar lugar à Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), com alíquota única de 12%. O governo ainda pretende enviar outras partes da reforma.

Segundo o ministro, com a reforma o governo federal quer reduzir e simplificar alíquotas de tributos. “Vamos simplificar e reduzir algumas alíquotas, por exemplo, para as empresas que criam empregos e inovam e atendem a grande massa de trabalhadores brasileiros. Vamos aumentar impostos sobre dividendos, que são as pessoas que têm capacidade de pagamento; reduzir das empresas”, afirmou.

Guedes disse ainda que se for criado um imposto será possível eliminar outros “6, 7 ou 8”. “Quando todos pagam, pagamos menos” disse. O ministro tem defendido a criação de um imposto sobre transações digitais para compensar a desoneração da folha de pagamentos.

Lições da pandemia

Para o ministro, a pandemia deixou duas lições “extraordinárias”. Uma delas é o poder de decisão da classe política de decidir para onde direcionar os recursos públicos. E a segunda é a ineficiência da indexação dos gastos com saúde e educação. “A classe política tem capacidade de decidir ano a ano os aumentos de gastos que tem a fazer. É um dever da classe política não se omitir. A essência da política é decidir onde colocar o dinheiro”, disse.

Unificação de impostos

Também no evento organizado pela CNM, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que a reforma tributária vai gerar justiça social e melhorar o ambiente de negócios no país. Segundo ele, a maior parte dos tributos são recolhidos pela União, enquanto a prestação de serviços à população fica com os municípios. “A reforma tributária vem na linha de organizar os cinco tributos sobre bens e serviços – IPI, PIS/Cofins, ICMS e ISS. Isso garantido que a base passa a ser de todos – os municípios, estados e União, cada um com sua alíquota”, afirmou.

Maia criticou a proposta de Guedes de criar o imposto sobre transações digitais. “Agora voltou a discussão da CPMF. Além de o imposto ser muito ruim, ainda vai se pensar em um imposto que vai concentrar todas as suas receitas na União. Mais uma vez gerando distorções. Ainda bem que tem poucas chances de a CPMF ser recriada, pelo menos neste ano que eu estou na presidência da Câmara”, disse. Ele considera o imposto regressivo, por tributar mais a “população mais simples em detrimento da elite brasileira”.

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Rebeca é 1ª brasileira com ouro e prata em um só Mundial de Ginástica

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Dois meses após faturar ouro e prata na Olimpíada de Tóquio, a ginasta brasileira Rebeca Andrade voltou a fazer história na modalidade ao conquistar neste sábado duas medalhas – novamente ouro e prata –  para o país em uma mesma competição. Desta vez, a paulista de Guarulhos foi a melhor no salto e vice nas paralelas assimétricas no Mundial de Ginástica Artística, em Katyushu (Japão). 

“Estou muito feliz com esse resultado. As duas medalhas são bem importantes. Depois da Olimpíada, eu tinha que controlar o que estava sentindo, e consegui. Queria muito essa medalha na paralela, há muito tempo”, disse sorridente a medalhista, em depoimento à Confederação Brasileira de GInástica (CBG).  E completou: “Hoje faço parte das lendas do Brasil. Entendo bem o lugar e a posição em que estou. Trabalho com muita força, vontade, garra. Faço tudo com amor e alegria. Tudo o que você faz assim, dá certo”.

A ginasta, de 22 anos, sobrou no salto sobre a mesa, assim como já fizera nos Jogos de Tóquio, que resultou no ouro.  Rebeca foi às alturas nos dois saltos da final – um Cheng (15,133) e um Yurchenko (14,800) – totalizando 14,966, deixando para trás a italiana Asia D’Amato (14,083) e a russa Angelina Melnikova (13,966).

Na prova preferida da brasileira, as paralelas assimétricas, Rebeca fez um final equilibrada e ficou com a prata (14,633), a apena um décimo da chinesa Xiaoyuan Wei (14,733) que conquistou o ouro.  O bronze foi para a chinesa Luo Rui, que apesar de somar o mesmo total que Rebeca (14,966), ficou atrás da brasileira nos critérios de desempate (melhor execução). 

Rebeca volta a competir às 5h (horário de Brasilia) deste domingo (24), na final da trave. A partir das 6h, Caio Souza compete na final das barras paralelas.





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Fluminense e Flamengo disputam clássico no Maracanã

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Fluminense e Flamengo se enfrentam, no estádio do Maracanã a partir das 19h (horário de Brasília) deste sábado (23), em partida válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. E o Tricolor e o Rubro-Negro chegam ao confronto em situações bem diferentes.

O time da Gávea, que ocupa a vice-liderança da competição com 46 pontos, chega à partida em meio a dois jogos decisivos contra o Athletico-PR pela Copa do Brasil (o Flamengo empatou em 2 a 2 com o Furacão na última quarta-feira na Arena da Baixada no confronto de ida).

Neste contexto o técnico Renato Gaúcho tem que montar uma equipe forte o suficiente para retomar o caminho das vitórias no Brasileiro, após o empate sem gols com o Cuiabá, mas sem correr riscos de perder mais peças importantes em momento tão delicado da temporada.

O Rubro-Negro tem ausências importantes para esta partida: o meia uruguaio De Arrascaeta, com lesão na coxa direita, o atacante Bruno Henrique, que está com um problema muscular na coxa esquerda, e o artilheiro Gabriel Barbosa, que sofreu uma lesão no pé direito na partida contra o Furacão.

O Fluminense chega ao clássico em um momento distinto. Desclassificado da Copa do Brasil e da Libertadores, a equipe das Laranjeiras tem apenas o Brasileiro para disputar. E, na competição nacional, o objetivo é obter uma vaga na próxima edição da competição continental.

Para isto a equipe comandada pelo técnico Marcão tenta engatar uma sequência de vitórias para subir na classificação (onde o Tricolor é o 8º colocado com 36 pontos). O Fluminense até chega animado após o triunfo sobre o Athletico-PR, mas sabe que terá que apresentar um futebol bem melhor do que o visto na Arena da Baixada no último final de semana para superar o Rubro-Negro.

Assim como o Flamengo, o Fluminense também tem problemas no ataque. O principal é a ausência de Fred, que vem tratando uma fissura no dedinho do pé esquerdo. Assim, o artilheiro é ausência certa para o clássico.

Presença da torcida

Uma novidade na partida é a presença de tricolores e flamenguistas no Maracanã, o que foi possível após a Confederação Brasileira do Futebol (CBF) divulgar uma atualização do Protocolo de Recomendações para Retorno do Público aos Estádios, cuja principal novidade foi a permissão da presença de torcedores visitantes.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Fluminense e Flamengo com a narração de Rodrigo Campos, comentários de Waldir Luiz, reportagem de Maurício Costa e plantão de Astrid Nick. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

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Triathlon ajuda no desenvolvimento social e emocional das crianças

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Enquanto se mexem e se divertem numa atividade física, as crianças assimilam habilidades e valores decisivos para superar os desafios da vida adulta. Além de moldar o corpo e o caráter, o esporte ajuda a enfrentar medos, limites, frustrações, ansiedade e depressão. Pensando nisso, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões reúne uma equipe técnica habilitada para desenvolver ações em prol da saúde mental dos alunos.

Muito além do “nada, pedala e corre”, o projeto segue diretrizes pedagógicas focadas no desenvolvimento social e emocional da criançada. Para isso, professores especializados mantém um diálogo constante tanto com os triatletas mirins como com seus familiares.

“Como dizer para uma criança que só três pessoas sobem no pódio? Como explicar para elas que o mais importante não é a medalha, mas o esforço pessoal?”, destaca Ana Elisa Kozievitch, professora do núcleo Santa Felicidade, em Curitiba.

Também psicóloga, Ana Elisa lembra de alguns casos. “Uma das minhas alunas é filha única. Nunca havia competido, e, na sua primeira experiência, entrou em desespero, quis desistir. Conversando com os pais, percebi que era um bloqueio dela, porque nunca teve que disputar nada com outras pessoas. Fizemos um trabalho com ela, com muito diálogo, sem pressão, e hoje ela compete sem problema algum.”

Outra aluna, muito exigente, não aceitava cometer erros durante os treinos. “Isso poderia ser um problema sério para ela no futuro. Comecei a mostrar a ela que outros alunos também erravam os mesmos exercícios, e que errar não é um problema. O importante é ser persistente. Ela está comigo há três meses, e já está bem mais tranquila, não se deixa abalar pelo erro”, conta a professora.

 

Foco na saúde mental

Por meio do esporte, crianças e adolescentes podem extravasar sentimentos muitas vezes difíceis de expressar. A atividade física, além de estimular a produção de serotonina, ligada ao prazer, também promove interação social. Assim, ajuda a combater a ansiedade e a depressão. Pensando nisso, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões deu início a uma série de conversas com os alunos e familiares. Em junho, realizou uma palestra sobre automutilação e ideação suicida. E, no último mês, entrou na campanha do Setembro Amarelo.

Conversamos com as crianças sobre o significado da campanha e sobre o suicídio. Acreditamos que não devemos afastar o assunto delas, mas explicar que momentos ruins existem, e que elas devem buscar apoio”, destacou Ana Elisa. “Algumas crianças disseram que não conversavam com ninguém, em casa. O esporte é uma maneira de aliviar momentos de tensão, tanto pela atividade física, como pela sociabilização que promove, a interação com outras pessoas.”

 

Formação social por meio do esporte

A formação de crianças e adolescentes por meio do esporte é a principal missão da Escolinha de Triathlon Formando Campeões. O comportamento e o estado emocional dos pequenos é um dos focos de atenção dos treinadores. Também é um dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, a ONU, com a qual o projeto está comprometido. A Escolinha busca atingir esses objetivos de forma individual, com ações de conscientização com os alunos, e coletiva. Faz parte do projeto o compartilhamento dos equipamentos de treino, a preocupação com uma educação escolar de qualidade, adoção da igualdade de gêneros no número de alunos e professores.

 

Formando Campeões

A Escolinha de Triathlon Formando Campeões, iniciada há cinco anos em Curitiba (PR), é hoje um modelo de formação da modalidade no País. Idealizado pelo atleta olímpico curitibano Juraci Moreira, contempla cerca de 580 crianças e adolescentes em 13 núcleos espalhados por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e Ceará.

Em Aquiraz, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões é viabilizada pela Lei de Incentivo ao Esporte, programa da Secretaria Especial do Esporte, Ministério da Cidadania e Governo Federal com a execução da Federação de Triathlon do Ceará e apoio da Prefeitura de Aquiraz. Os patrocinadores são SulAmérica e Electrolux.

 



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