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Coluna – O que esperar dessa nova Libertadores?

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E a Copa Libertadores da América está de volta. A Conmebol marcou para esta terça-feira (15) quatro jogos que ocorrerão no Brasil (Santos x Olimpia) , Peru, Bolívia (Jorge Wiltermann x Athletico-PR) e Chile. E qual a notícia de mais impacto para esse dia? O fato de o Boca Juniors, da Argentina, ter sido liberado para viajar para o Paraguai, onde joga na quinta-feira (17), mesmo com cerca de 15 de seus jogadores infectados pelo novo coronavírus (covid-19). 

Como concordar com uma atitude dessas? Não é possível priorizar a questão esportiva em detrimento da sanitária. Por mais protocolos de segurança que tenham sido impostos pelas autoridades locais e pela Conmebol, como explicar para o povo paraguaio que ele pode ficar tranquilo, que nada vai acontecer de errado?

Dados publicados no site da Organização Mundial da Saúde (OMS), com números atualizados até segunda-feira (14), mostram que, na América do Sul o Paraguai ocupa a nona posição na lista de dez países com casos confirmados de covid-19: são ao todo 27.817 infectados e   525 mortes registradas. Em último lugar está o Uruguai, com 1.808 casos confirmados da doença  e 45 mortes. O Uruguai se destaca entre os países que melhor soube combater a disseminação da covid-19, com sacrifício da economia e, claro, da população. E agora o futebol permite a entrada no país de pessoas com resultado positivo para o vírus? Dizem as autoridades médicas que esses jogadores não transmitem mais a doença, mas dá para confiar, com tanta desinformação circulando sobre a covid-19?

Isso é um fato apenas. Porque, certamente, teremos muitos outros. São dez países, com situações bem diversas. Peru e Colômbia tiveram mais de 700 mil casos e registro superior a 22 mil mortes cada um. E,  é óbvio que não podemos esquecer de nós, que também vamos receber essas equipes do continente.

Como se não bastasse tudo isso, há o aspecto esportivo. Foram seis meses de paralisação, e pouquíssimos clubes escaparam sem prejuízo desse período. Aqui no Brasil, por exemplo, o Grêmio e o Athletico-PR passam por momentos difíceis no Brasileirão. O Flamengo não mostra nem de longe o futebol que o levou ao título ano passado. Palmeiras, Santos, Internacional e Atlético Mineiro estão irregulares e não dá para a gente dizer que são favoritos em seus jogos.

Mas, e os rivais? Os mais tradicionais, como argentinos, uruguaios e chilenos, também não estão no ápice de suas condições e os tropeços são esperados. E, assim, prever algo nessa Libertadores é um palpite no escuro.

É bom lembrar que algumas regras mudaram, como o número de substituições, a inscrição de jogadores e, pasmem, a possibilidade de um árbitro local ser escalado em alguma partida. Para quem duvida do árbitro de vídeo (VAR), imagine como será uma marcação duvidosa de um árbitro “da casa”, numa Libertadores onde o passado de arbitragens suspeitas a condena?

E, antes que eu esqueça, você sabe de que forma assistirá aos jogos da Copa Libertadores? Porque isso também mudou e, de repente, você terá de pagar um pouco mais para ver o seu time jogar. Minha dúvida é se vai valer a pena.

* Por Sergio du Bocage, apresentador do programa “No Mundo da Bola”, da TV Brasil

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As prioridades dos clubes versus o interesse da CBF

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Quantas vezes falamos, nesse espaço, das dificuldades de o calendário do futebol brasileiro abrigar tantas competições? E dos dilemas enfrentados pelos clubes de investirem alto em contratações e sofrerem com as convocações de seus principais jogadores deixando-os desfalcados para as competições para as quais se preparam?

Pois é. Aqui estamos de volta. Porque na quinta-feira (17) a Seleção Olímpica será convocada, e é certo que, mais uma vez, jogadores que atuam no Brasil vão estar na relação. E também é pule de 10 que a maioria deles vai querer jogar em Tóquio, porque a conquista de uma medalha olímpica é alcançada por poucos, menos ainda uma de ouro no futebol. O Brasil, por exemplo, tem apenas uma.

A briga promete ser grande. A Olimpíada começa em 23 de julho e, ao contrário de outros jogos da seleção principal, os olímpicos não vão jogar em data Fifa, o que permite aos clubes recusarem a cessão de seus jogadores. Os que atuam no exterior terão mais dificuldade de conseguirem suas liberações. E os daqui? Eles poderão entender, inclusive, que a visibilidade nos Jogos Olímpicos despertará o interesse de clubes lá de fora. E, aí, haja negociação para que os desfalques provocados pela Copa América – no total até nove rodadas do Brasileirão – não se estendam, inclusive, por jogos eliminatórios da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.

Não é à toa, portanto, que vemos um novo movimento dos clubes no sentido de se organizarem numa Liga para tirarem da CBF o poder de promover as competições nacionais, como o Brasileirão. Isso, claro, não é novidade, nem pelo fato de os clubes organizarem os campeonatos – é o que vemos na Europa -, nem pela iniciativa, que já deu errado algumas vezes. E por quê? Porque, apesar de os dirigentes se apresentarem como profissionais, no fundo ainda atuam como amadores e apaixonados, sempre priorizando seus interesses próprios e mais: criticando e atacando os dos outros.

Infelizmente não vejo, a curto prazo, um entendimento dos clubes. Como isso vai acontecer? Serão os famosos integrantes do falido “Clube dos 13” com mais alguns, que desde aquela época cresceram e hoje estão aí, firmes e fortes na Série A? Daqueles 13 de 1987, que chegaram a ser 20, três estão na Série B atualmente. E como será essa mágica de criar uma nova liga, sem alguma “virada de mesa”?

O mais incrível é que a CBF, que em tese deveria cuidar exclusivamente das seleções, atinge os campeonatos que ela mesma organiza ao enfraquecer os clubes e tirar qualidade dos jogos. O produto mais importante que promove é deteriorado pela falta de atenção e cuidado nessa organização. Só que ela não tem prejuízo financeiro com isso, pois quem paga os salários e fica sem as sonhadas premiações são os clubes. Daí o interesse de entrar nessa queda de braço.

A briga promete. Aguardemos os próximos capítulos e que sejam inéditos. Pois essa é a típica novela que não vale a pena ver de novo.

Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil



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Com dois de Romero, Paraguai estreia na Copa América com vitória

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O Paraguai derrotou a Bolívia por 3 a 1 de virada, na noite desta segunda-feira (14) no estádio Olímpico de Goiânia, em sua estreia na Copa América. O destaque da partida foi o atacante Angel Romero, que marcou dois gols.

Com o triunfo, a equipe paraguaia assumiu a liderança do Grupo A da competição, com três pontos. Já os bolivianos ficam na lanterna da chave, sem ponto algum. A Argentina é a vice-líder, com um ponto após empatar em 1 a 1 nesta segunda com o Chile.

Triunfo de virada

A Bolívia conseguiu abrir o placar cedo, logo aos 9 minutos com o meio-campo Saavedra em cobrança de pênalti. Mas, a partir daí, a equipe comandada pelo técnico Eduardo Berizzo assumiu os controles das ações, criando uma oportunidade após a outra.

Um pouco antes do intervalo, a Bolívia ficou em desvantagem numérica quando o atacante Cullear foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por cometer falta em Piris da Motta.

Melhor na partida, e com vantagem numérica, o Paraguai finalmente conseguiu transformar o domínio em gols na etapa final. Aos 16 minutos Romero Gamarra aproveita sobra de bola para chutar de primeira e empatar.

A virada vem três minutos depois, quando Angel Romero aproveita sobra de bola para desempatar sem dificuldades. Aos 35 minutos o ex-jogador do Corinthians marca novamente, desta vez em chute cruzado após receber de Ávalos.

Na próxima rodada, o Paraguai folga, enquanto a Bolívia enfrenta o Chile, na próxima sexta-feira (18) a partir das 18h (horário de Brasília) na Arena Pantanal.





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seleção chega ao Rio para jogo contra Peru

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A seleção brasileira chegou ao Rio e Janeiro no final da tarde desta segunda-feira (14) para se preparar para o jogo contra o Peru, válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa América. A equipe comandada pelo técnico Tite ficará concentrada na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Antes de seguir para o Rio de Janeiro, os jogadores que não foram titulares na vitória de 3 a 0 sobre a Venezuela, no último domino (13) em Brasília pela estreia na competição continental, treinaram no estádio Defelê.

Já os titulares no triunfo sobre os venezuelanos fizeram um trabalho de recuperação física. A expectativa é que o grupo inteiro participe das atividades da próxima terça-feira.

O Brasil volta a campo na próxima quinta-feira (17), quando mede forças com a seleção do Peru no estádio Nilton Santos, a partir das 21h (horário de Brasília). A seleção brasileira lidera o Grupo B da competição com três pontos, já os peruanos (que ainda não estrearam na Copa América) aparecem na terceira posição, sem ponto algum.

Agência Brasil

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