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Coluna – Rede de memórias

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Nesta terça-feira (22) se comemora o Dia Nacional do Atleta Paralímpico. Instituída em 2012, a data é a mesma do aniversário do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) e vem na sequência do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado na última segunda (21). As duas ocasiões têm como objetivo a conscientização sobre a inclusão na sociedade de pessoas com qualquer tipo de deficiência, e reforçar a importância de se desenvolver meios para que isso ocorra de fato. O esporte é, talvez, o mais relevante deles.

O Brasil é uma das forças do paradesporto mundial. Nas últimas três Paralimpíadas, a delegação verde e amarela ficou entre as dez primeiras colocadas no quadro de medalhas. Dar luz àqueles que fizeram e fazem parte da trajetória brasileira nesse movimento é o mote do projeto Memória Paralímpica, iniciado no Facebook pelo ex-diretor técnico e secretário geral do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Antonio João Menescal Conde.

“Não é só no esporte, mas como em tudo no Brasil, temos pouca memória recente e de um passado mais distante. Sabemos que foi esse passado que nos trouxe ao dia de hoje. Senti necessidade do registro, de mostrar honra e gratidão a figuras importantes na história do esporte paralímpico no mundo e no Brasil”, explica o ex-dirigente, que também foi professor do Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro (RJ); diretor técnico da delegação brasileira na Paralimpíada de Seul (Coreia do Sul), em 1988; e chefe da equipe nacional nos Jogos de Barcelona (Espanha), quatro anos depois.

Delegação paralímpica do Brasil em Seul, em 1988 - Divulgação Projeto Memória Paralímpica Brasileira
Delegação paralímpica do Brasil em Seul, em 1988 - Divulgação Projeto Memória Paralímpica Brasileira

Delegação paralímpica do Brasil em Seul, em 1988 –  Divulgação Projeto Memória Paralímpica Brasileira

“O paradesporto no Brasil está absolutamente consolidado, e isso é muito importante e gratificante de ver para quem começou lá atrás. Hoje, você tem o repasse de recursos da lei Agnelo-Piva, das loterias e tem um grande centro de treinamento, em São Paulo, que eu nunca pensei que veria um dia. Dos anos 80 para cá, o movimento evoluiu de maneira extraordinária. É mais um motivo para resgatar as pessoas que vivenciaram o esporte paralímpico no Brasil antes dessa época, que deram os passos mais difíceis, como também os gestores atuais e mais modernos, que contribuíram muito para que o Brasil chegasse onde chegou”, completa Conde.

Coleta virtual

O projeto começou em 2013, com participação da ex-presidente da Associação Brasileira de Desportos em Cadeira de Rodas (Abradecar), Beatriz Pinto Monteiro (já falecida), do designer Roberto Tostes e do jornalista João Menescal, filho de Conde. Para coleta das memórias, foi usado o Facebook. Além do perfil, há um grupo na rede social com 4,2 mil pessoas, que trocam informações, relatos e imagens. “Temos mais de 10 mil fotos. São fotos diferentes porque não estão presas à prática do paradesporto. Elas pegam a parte do dia a dia das delegações, o convívio com outros países e culturas e dentro das próprias delegações, mostrando que o esporte é muito mais do que se vê nas quadras e pistas”, descreve Conde.

“As [memórias] que mais me gratificaram foram as resgatadas de pessoas que não estão mais conosco, mas tiveram papel fundamental no esporte paralímpico, como Robson Sampaio [fundador do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro ] e Sérgio Seraphin Del Grande [criador do Clube dos Paraplégicos de São Paulo], os precursores [do paradesporto no Brasil, nos anos 50]; José Gomes Blanco, Aldo Micollis e tantos outros, entre atletas, técnicos e dirigentes. Resgatei as memórias por depoimentos meus, que convivi com a maioria deles, ou de pessoas que conviveram com eles”, acrescenta.

No papel

O próximo objetivo do projeto é transformar as memórias em livro publicado. A obra, por enquanto, está disponível de forma digital. “O marco inicial é a Revolução Industrial, em meados do século 18, que deu início ao movimento corporativista das pessoas com deficiência, na medida que elas sentiram necessidade de juntar forças para reivindicar os direitos. O marco final é a Paralimpíada de Pequim [China], em 2008, por ser a minha última participação no esporte paralímpico. É muito difícil falar de memórias, mesmo de organizá-las, se você não vivenciou o período”, diz o idealizador do Memória Paralímpica.

Abertura dos Jogos Olímpicos em Stoke Mandeville, em 1984 - Divulgação Projeto Memória Paralímpica Brasileira
Abertura dos Jogos Olímpicos em Stoke Mandeville, em 1984 - Divulgação Projeto Memória Paralímpica Brasileira

Abertura dos Jogos Paralímpicos em Stoke Mandeville (Inglaterra), em 1984 – Divulgação Projeto Memória Paralímpica Brasileira

“Outro aspecto que me fez limitar [as memórias até 2008] é que os justos holofotes aos atletas de ponta de hoje me fazem perceber que é muito mais importante resgatar aqueles que, em suas épocas, não tinham visibilidade, não tinham nada de imprensa que os divulgasse. O livro contempla tudo isso e foi finalizado com apoio do CPB. Contudo, o Comitê, em um determinado momento, não me passou o motivo, parece que se desinteressou pela publicação, então, ele [livro] ainda é inédito”, revelou Antonio. À Agência Brasil, a entidade explicou que as informações que constam na obra estão em checagem.

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Triathlon ajuda no desenvolvimento social e emocional das crianças

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Enquanto se mexem e se divertem numa atividade física, as crianças assimilam habilidades e valores decisivos para superar os desafios da vida adulta. Além de moldar o corpo e o caráter, o esporte ajuda a enfrentar medos, limites, frustrações, ansiedade e depressão. Pensando nisso, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões reúne uma equipe técnica habilitada para desenvolver ações em prol da saúde mental dos alunos.

Muito além do “nada, pedala e corre”, o projeto segue diretrizes pedagógicas focadas no desenvolvimento social e emocional da criançada. Para isso, professores especializados mantém um diálogo constante tanto com os triatletas mirins como com seus familiares.

“Como dizer para uma criança que só três pessoas sobem no pódio? Como explicar para elas que o mais importante não é a medalha, mas o esforço pessoal?”, destaca Ana Elisa Kozievitch, professora do núcleo Santa Felicidade, em Curitiba.

Também psicóloga, Ana Elisa lembra de alguns casos. “Uma das minhas alunas é filha única. Nunca havia competido, e, na sua primeira experiência, entrou em desespero, quis desistir. Conversando com os pais, percebi que era um bloqueio dela, porque nunca teve que disputar nada com outras pessoas. Fizemos um trabalho com ela, com muito diálogo, sem pressão, e hoje ela compete sem problema algum.”

Outra aluna, muito exigente, não aceitava cometer erros durante os treinos. “Isso poderia ser um problema sério para ela no futuro. Comecei a mostrar a ela que outros alunos também erravam os mesmos exercícios, e que errar não é um problema. O importante é ser persistente. Ela está comigo há três meses, e já está bem mais tranquila, não se deixa abalar pelo erro”, conta a professora.

 

Foco na saúde mental

Por meio do esporte, crianças e adolescentes podem extravasar sentimentos muitas vezes difíceis de expressar. A atividade física, além de estimular a produção de serotonina, ligada ao prazer, também promove interação social. Assim, ajuda a combater a ansiedade e a depressão. Pensando nisso, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões deu início a uma série de conversas com os alunos e familiares. Em junho, realizou uma palestra sobre automutilação e ideação suicida. E, no último mês, entrou na campanha do Setembro Amarelo.

Conversamos com as crianças sobre o significado da campanha e sobre o suicídio. Acreditamos que não devemos afastar o assunto delas, mas explicar que momentos ruins existem, e que elas devem buscar apoio”, destacou Ana Elisa. “Algumas crianças disseram que não conversavam com ninguém, em casa. O esporte é uma maneira de aliviar momentos de tensão, tanto pela atividade física, como pela sociabilização que promove, a interação com outras pessoas.”

 

Formação social por meio do esporte

A formação de crianças e adolescentes por meio do esporte é a principal missão da Escolinha de Triathlon Formando Campeões. O comportamento e o estado emocional dos pequenos é um dos focos de atenção dos treinadores. Também é um dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, a ONU, com a qual o projeto está comprometido. A Escolinha busca atingir esses objetivos de forma individual, com ações de conscientização com os alunos, e coletiva. Faz parte do projeto o compartilhamento dos equipamentos de treino, a preocupação com uma educação escolar de qualidade, adoção da igualdade de gêneros no número de alunos e professores.

 

Formando Campeões

A Escolinha de Triathlon Formando Campeões, iniciada há cinco anos em Curitiba (PR), é hoje um modelo de formação da modalidade no País. Idealizado pelo atleta olímpico curitibano Juraci Moreira, contempla cerca de 580 crianças e adolescentes em 13 núcleos espalhados por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e Ceará.

Em Aquiraz, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões é viabilizada pela Lei de Incentivo ao Esporte, programa da Secretaria Especial do Esporte, Ministério da Cidadania e Governo Federal com a execução da Federação de Triathlon do Ceará e apoio da Prefeitura de Aquiraz. Os patrocinadores são SulAmérica e Electrolux.

 



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Abu Dhabi sediará edição 2021 do Mundial de Clubes

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A Fifa anunciou nesta quarta-feira (20) que Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, será o palco da edição 2021 do Mundial de Clubes. O torneio, que ainda não teve as datas de realização confirmadas, provavelmente será disputado em fevereiro de 2022.

O representante da América do Sul no Mundial será definido na final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, no dia 27 de novembro, no estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Os times que defenderão a Ásia e o país-sede também não foram definidos, assim como o time da Concaf, que envolve as Américas Central, do Norte e o Caribe.

O Chelsea (Inglaterra), atual dono do título da Liga dos Campeões, representará a Europa. Já a Oceania terá o Auckland City (Nova Zelândia). Pela África, o Al-Ahly (Egito) vai ao Oriente Médio com esta tarefa.

Por conta da pandemia de covid-19, o Japão desistiu de sediar o Mundial de Clubes. A prefeitura do Rio de Janeiro chegou a sondar a possibilidade de trazer o torneio para o Brasil, enquanto a África do Sul se candidatou formalmente, mas a Fifa optou mesmo pela proposta dos Emirados Árabes. O atual campeão do Mundial de clubes é o Bayern de Munique (Alemanha).

Rodrigo Ricardo – Repórter da Rádio Nacional

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Remo promove ação para arrecadar garrafas

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A estreia do Remo na Copa Verde merece destaque não apenas pela elástica vitória de 9 a 0 sobre o Galvez, na noite da última terça-feira (19), mas também pela iniciativa de coletar garrafas plásticas para reciclagem, ação que está dentro do espírito da competição.

Em parceria com o Instituto Alachaster, durante seis dias torcedores do Leão Azul levaram cinco garrafas pets de 2 litros em troca de desconto para a compra do ingresso para o confronto com o Galvez. O resultado foi a arrecadação de 2.420 garrafas, além do despertamento dos participantes da ação para a importância do reaproveitamento de materiais recicláveis.

O sócio-fundador do Instituto Alachaster, Ted Vale, comemorou a parceria: “É muito importante essa ação, pois atingimos um público maior na ação da reciclagem e destacamos a importância dessas ações para o meio ambiente. Sabemos que o consumo é muito grande no planeta, então, quando conseguimos reciclar parte dele, evitamos que grande parte do que descartamos vá para o lixo comum”.

Quem também comemorou foi o presidente do Remo, Fábio Bentes: “Para nós, do Clube do Remo, é muito importante fazer uma ação para preservar a Amazônia e o meio ambiente de forma geral. Iniciamos nossa participação na Copa Verde, uma competição que tem como objetivo trazer essa reflexão sobre a importância de cuidar do meio ambiente, e tivemos essa ideia de lançar a campanha de arrecadação das garrafas pets, transformando isso em desconto para torcedor, para que possamos trabalhar a sensibilização disso”.

Copa Verde

Realizada desde 2014, a Copa Verde reúne times do Espírito Santo e das regiões Norte e Centro-Oeste, e tem um nome alusivo à sustentabilidade ambiental. A competição levanta a bandeira do carbono zero e compensa a emissão com a plantação de novas árvores.

Em edições anteriores, outra ação de sustentabilidade foi a troca de garrafas PET por ingressos. Até 2019, foram recolhidas do meio ambiente em torno de 500 mil garrafas, que foram doadas a cooperativas de catadores.





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