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SUS abre consulta pública sobre uso de medicamento para o coração

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A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec SUS) abriu consulta pública sobre a proposta de adoção da substância cloridrato de prasugrel como tratamento para combater a trombose de stent (prótese de desobstrução arterial) em pacientes diabéticos com síndrome coronariana aguda e que fizeram  angioplastia coronariana primária.

Podem participar pacientes, a comunidade médica e a população em geral. A consulta pública ficará aberta até o dia 5 de outubro. A comunidade técnico-científico pode acessar o formulário. O público em geral pode fazer inscrições em neste site.

De acordo com os dados, a adoção do cloridrato de prasugrel pode reduzir em até 40% o risco de reinfarto e colocação de novo stent em pacientes com esse quadro. A medicação pode ser indicada também para não-diabéticos, com chance de diminuir o reinfarto em até 20%. Isso ocorre porque o cloridrato evita que a plaqueta grude no stent, permitindo que o sangue flua, o que evita um novo infarto. Segundo o Ministério da Saúde, 30% dos pacientes que passaram por angioplastia são diabéticos.

Atualmente no Brasil o medicamento é utilizado em hospitais particulares especializados no tratamento de pacientes diabéticos com síndrome coronariana aguda que realizaram angioplastia coronariana primária. Esse tratamento já é utilizado pelo sistema de saúde da Alemanha, Austrália, Canadá, Escócia, Inglaterra, entre outros, com resultados comprovados pela comunidade médica desses países.

O responsável pela Unidade Clínica de Coronariopatia Aguda do InCor – HC-FMUSP, Roberto Rocha Giraldez, explicou que a doença coronária ocorre quando se formam placas na circulação do coração. Com o tempo, a idade e principalmente os fatores de risco (diabetes, colesterol, hipertensão, tabagismo) aceleram a formação dessas placas que vão entupindo o coração.

“O evento agudo, o infarto, acontece subitamente porque nessas placas ocorrem fenômenos agudos que determinam que se forme um coágulo em cima da placa que é o que entope a circulação. Sem sangue nenhum o indivíduo acaba tendo o infarto, que é a necrose do músculo do coração decorrente da falta de sangue, oxigênio e nutrientes”, explicou.

O cloridrato de prasugrel atua de forma rápida e mais intensamente, o que é importante para o indivíduo que chega ao hospital com infarto. Além disso ninguém oferece resistência a essa substância, o que garante a eficácia para todos.

“Isso foi comparado com outro medicamento disponível, o clopidrogrel, e o resultado foi que houve uma diminuição do infarto e um aumento do benefícios que esses medicamentos promovem, apesar do sangramento aumentar, o que é normal em medicamentos mais fortes. O prasugrel é um avanço, uma nova geração de medicamentos antiplaquetários. O benefício existe na fase aguda e também continua posteriormente.”

Estudo

O presidente da Associação Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, destacou que há vantagem em introduzir o medicamento no SUS desde que seja suportável financeiramente pelo sistema. “Há uma métrica econômica para avaliação da implementação de novas tecnologias em saúde. A entidade se comprometeu a participar de  estudo econômico para avaliar o emprego da terapia na prática clínica. O objetivo é verificar se os dados dos ensaios se replicam na prática e se são da magnitude observada no SUS. Nós temos compromisso não só com a comprovação científica apresentada mas com a sustentabilidade do sistema de saúde”, afirmou.

O Ministério da Saúde informou, em nota, que a consulta pública tem o objetivo de ampliar a discussão sobre o assunto e embasar as decisões sobre formulação e definição de políticas públicas. Para promover a participação da sociedade no processo de tomada de decisão para a inclusão de medicamentos e outras tecnologias no SUS, a Conitec disponibiliza suas recomendações em consulta pública por um prazo de 20 dias. Excepcionalmente, esse prazo pode ser reduzido para 10 dias em situações de urgência.

“A incorporação, a exclusão ou a alteração de novos medicamentos, produtos e procedimentos, bem como a constituição ou alteração de protocolo clínico ou de diretriz terapêutica são atribuições do Ministério da Saúde. Para cumprir essas atribuições, a pasta é assessorada pela Conitec.

A análise da Comissão deve ser baseada em evidências científicas, publicadas na literatura, sobre eficácia, acurácia, efetividade e segurança da tecnologia, bem como a avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação às tecnologias já incorporadas. É imprescindível que a tecnologia em saúde possua registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, afirmou o Ministério da Saúde.

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Esportes

Triathlon ajuda no desenvolvimento social e emocional das crianças

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Enquanto se mexem e se divertem numa atividade física, as crianças assimilam habilidades e valores decisivos para superar os desafios da vida adulta. Além de moldar o corpo e o caráter, o esporte ajuda a enfrentar medos, limites, frustrações, ansiedade e depressão. Pensando nisso, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões reúne uma equipe técnica habilitada para desenvolver ações em prol da saúde mental dos alunos.

Muito além do “nada, pedala e corre”, o projeto segue diretrizes pedagógicas focadas no desenvolvimento social e emocional da criançada. Para isso, professores especializados mantém um diálogo constante tanto com os triatletas mirins como com seus familiares.

“Como dizer para uma criança que só três pessoas sobem no pódio? Como explicar para elas que o mais importante não é a medalha, mas o esforço pessoal?”, destaca Ana Elisa Kozievitch, professora do núcleo Santa Felicidade, em Curitiba.

Também psicóloga, Ana Elisa lembra de alguns casos. “Uma das minhas alunas é filha única. Nunca havia competido, e, na sua primeira experiência, entrou em desespero, quis desistir. Conversando com os pais, percebi que era um bloqueio dela, porque nunca teve que disputar nada com outras pessoas. Fizemos um trabalho com ela, com muito diálogo, sem pressão, e hoje ela compete sem problema algum.”

Outra aluna, muito exigente, não aceitava cometer erros durante os treinos. “Isso poderia ser um problema sério para ela no futuro. Comecei a mostrar a ela que outros alunos também erravam os mesmos exercícios, e que errar não é um problema. O importante é ser persistente. Ela está comigo há três meses, e já está bem mais tranquila, não se deixa abalar pelo erro”, conta a professora.

 

Foco na saúde mental

Por meio do esporte, crianças e adolescentes podem extravasar sentimentos muitas vezes difíceis de expressar. A atividade física, além de estimular a produção de serotonina, ligada ao prazer, também promove interação social. Assim, ajuda a combater a ansiedade e a depressão. Pensando nisso, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões deu início a uma série de conversas com os alunos e familiares. Em junho, realizou uma palestra sobre automutilação e ideação suicida. E, no último mês, entrou na campanha do Setembro Amarelo.

Conversamos com as crianças sobre o significado da campanha e sobre o suicídio. Acreditamos que não devemos afastar o assunto delas, mas explicar que momentos ruins existem, e que elas devem buscar apoio”, destacou Ana Elisa. “Algumas crianças disseram que não conversavam com ninguém, em casa. O esporte é uma maneira de aliviar momentos de tensão, tanto pela atividade física, como pela sociabilização que promove, a interação com outras pessoas.”

 

Formação social por meio do esporte

A formação de crianças e adolescentes por meio do esporte é a principal missão da Escolinha de Triathlon Formando Campeões. O comportamento e o estado emocional dos pequenos é um dos focos de atenção dos treinadores. Também é um dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável que integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, a ONU, com a qual o projeto está comprometido. A Escolinha busca atingir esses objetivos de forma individual, com ações de conscientização com os alunos, e coletiva. Faz parte do projeto o compartilhamento dos equipamentos de treino, a preocupação com uma educação escolar de qualidade, adoção da igualdade de gêneros no número de alunos e professores.

 

Formando Campeões

A Escolinha de Triathlon Formando Campeões, iniciada há cinco anos em Curitiba (PR), é hoje um modelo de formação da modalidade no País. Idealizado pelo atleta olímpico curitibano Juraci Moreira, contempla cerca de 580 crianças e adolescentes em 13 núcleos espalhados por Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal e Ceará.

Em Aquiraz, a Escolinha de Triathlon Formando Campeões é viabilizada pela Lei de Incentivo ao Esporte, programa da Secretaria Especial do Esporte, Ministério da Cidadania e Governo Federal com a execução da Federação de Triathlon do Ceará e apoio da Prefeitura de Aquiraz. Os patrocinadores são SulAmérica e Electrolux.

 



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Esportes

Abu Dhabi sediará edição 2021 do Mundial de Clubes

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A Fifa anunciou nesta quarta-feira (20) que Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, será o palco da edição 2021 do Mundial de Clubes. O torneio, que ainda não teve as datas de realização confirmadas, provavelmente será disputado em fevereiro de 2022.

O representante da América do Sul no Mundial será definido na final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo, no dia 27 de novembro, no estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Os times que defenderão a Ásia e o país-sede também não foram definidos, assim como o time da Concaf, que envolve as Américas Central, do Norte e o Caribe.

O Chelsea (Inglaterra), atual dono do título da Liga dos Campeões, representará a Europa. Já a Oceania terá o Auckland City (Nova Zelândia). Pela África, o Al-Ahly (Egito) vai ao Oriente Médio com esta tarefa.

Por conta da pandemia de covid-19, o Japão desistiu de sediar o Mundial de Clubes. A prefeitura do Rio de Janeiro chegou a sondar a possibilidade de trazer o torneio para o Brasil, enquanto a África do Sul se candidatou formalmente, mas a Fifa optou mesmo pela proposta dos Emirados Árabes. O atual campeão do Mundial de clubes é o Bayern de Munique (Alemanha).

Rodrigo Ricardo – Repórter da Rádio Nacional

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Esportes

Remo promove ação para arrecadar garrafas

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A estreia do Remo na Copa Verde merece destaque não apenas pela elástica vitória de 9 a 0 sobre o Galvez, na noite da última terça-feira (19), mas também pela iniciativa de coletar garrafas plásticas para reciclagem, ação que está dentro do espírito da competição.

Em parceria com o Instituto Alachaster, durante seis dias torcedores do Leão Azul levaram cinco garrafas pets de 2 litros em troca de desconto para a compra do ingresso para o confronto com o Galvez. O resultado foi a arrecadação de 2.420 garrafas, além do despertamento dos participantes da ação para a importância do reaproveitamento de materiais recicláveis.

O sócio-fundador do Instituto Alachaster, Ted Vale, comemorou a parceria: “É muito importante essa ação, pois atingimos um público maior na ação da reciclagem e destacamos a importância dessas ações para o meio ambiente. Sabemos que o consumo é muito grande no planeta, então, quando conseguimos reciclar parte dele, evitamos que grande parte do que descartamos vá para o lixo comum”.

Quem também comemorou foi o presidente do Remo, Fábio Bentes: “Para nós, do Clube do Remo, é muito importante fazer uma ação para preservar a Amazônia e o meio ambiente de forma geral. Iniciamos nossa participação na Copa Verde, uma competição que tem como objetivo trazer essa reflexão sobre a importância de cuidar do meio ambiente, e tivemos essa ideia de lançar a campanha de arrecadação das garrafas pets, transformando isso em desconto para torcedor, para que possamos trabalhar a sensibilização disso”.

Copa Verde

Realizada desde 2014, a Copa Verde reúne times do Espírito Santo e das regiões Norte e Centro-Oeste, e tem um nome alusivo à sustentabilidade ambiental. A competição levanta a bandeira do carbono zero e compensa a emissão com a plantação de novas árvores.

Em edições anteriores, outra ação de sustentabilidade foi a troca de garrafas PET por ingressos. Até 2019, foram recolhidas do meio ambiente em torno de 500 mil garrafas, que foram doadas a cooperativas de catadores.





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