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Pedidos de educação indígena aumentaram 500%, afirma Funai

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À frente da Fundação Nacional do Índio (Funai) desde 2019, Marcelo Augusto Xavier disse hoje (27), em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, que o número de pedidos de acesso a cursos de ensino médio e ensino superior saltou 500% nos últimos anos. Segundo o presidente, os indígenas buscam formação fora das aldeias para retornarem como líderes e compartilhadores de conhecimento, o que possibilita perspectivas de desenvolvimento e avanço para as tribos. Xavier informou ainda que o órgão se prepara para anunciar um concurso público com cotas para indígenas.

Segundo o presidente, a Funai aguarda apenas a autorização de viabilidade do Ministério da Economia para iniciar o processo de seleção de novos funcionários. Segundo Xavier, o objetivo é usar o conhecimento tradicional para aproximar o Estado das populações que necessitam de um olhar especial do governo.

“A Funai procura diálogo com diversos setores da sociedade. A busca por melhores condições de vida não significa perda de identidade étnica. O indígena continua sendo índio ainda que procure melhores condições”, afirmou.  

Cerca de um milhão de brasileiros são considerados indígenas, segundo o IBGE. Essa população possui titularidade de cerca de 14% do território nacional. Ainda assim, o índice de desenvolvimento humano (IDH) das populações indígenas é um dos piores do Brasil. “Algo está errado nessa equação. Temos uma série de procedimentos que podem ser desenvolvidos em terras indígenas de maneira sustentável”, argumentou Xavier sobre as condições de vida das comunidades tradicionais.

Pandemia e pós-pandemia

Segundo dados divulgados pela Funai, mais de 500 mil cestas básicas – equivalentes a 9,2 mil toneladas de alimentos – foram distribuídas a indígenas durante o período da pandemia do novo coronavírus. Para realizar a parte logística dessa distribuição, o órgão contou com o apoio de diversos ministérios e secretarias, entre eles o Ministério da Economia, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas, o Ministério da Infraestrutura, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Além do levantamento de recursos para a aquisição e transporte dos alimentos, Marcelo Xavier relata que a chegada nas comunidades necessitadas impôs um grande desafio logístico. “Chegar a esses lugares é muito difícil. As pessoas imaginam que é tudo asfaltado, de fácil acesso. O empenho dos servidores da Funai é intenso e das Forças Armadas foi muito intenso”, relata.

A iniciativa faz parte do projeto de proteção às comunidades vulneráveis durante a pandemia de covid-19 em todo o mundo. Para Xavier, parte crucial do planejamento estratégico é não deixar que os índios deixem as aldeias atrás de alimentos. “A ideia é eles não saiam das aldeias, que fiquem lá dentro, e tenham garantida a segurança alimentar. Essa é a medida mais adequada. Com isso, evitamos a disseminação do novo coronavírus”, explicou. Marcelo Xavier reforçou, ainda, que há uma campanha aberta para receber doações de particulares de todo o Brasil que desejem colaborar para entrega de alimentos, kits de higiene, materiais de pesca e ferramentas para os indígenas. 

Segundo informa o presidente da Funai, mais de 62 mil kits de higiene e limpeza foram distribuídos, e 310 barreiras sanitárias foram montadas para fiscalizar o trânsito nas aldeias. Os investimentos chegaram a R$ 28 milhões. 

“Na fiscalização territorial, foram investidos outros R$ 3,3 milhões. Foram 184 ações de fiscalização apenas no âmbito da pandemia de covid-19. Aglomerações, festividades e visitações às aldeias foram suspensas”, informou.

Sobre a avaliação das ações de prevenção contra o novo coronavírus, o presidente da Funai afirmou que as estatísticas da pandemia nas comunidades traduz a eficácia das medidas de contenção e isolamento. “Hoje temos uma taxa de letalidade indígena de 1,7%. Para não indígenas, é 3,1%. O que demonstra que as ações feitas em áreas indígenas tiveram muito êxito.

Xavier informou que o órgão já trabalha em ações que garantam a manutenção e a ampliação das conquistas indígenas nas áreas de educação e renda no cenário pós-pandemia. “A pandemia vai passar. Eles tem que estar fortalecidos para que possam caminhar com as próprias pernas. A Funai já está pensando lá na frente.”

“Já estamos trabalhando com a ideia de futuro. Uma hora as coisas voltarão à normalidade e os indígenas têm que estar preparados para isso.”

Liberdade de escolhas

Sobre as possibilidades de exploração econômica de terras indígenas, e sobre as atividades econômicas que podem ou não ser viabilizadas nas comunidades tradicionais, Xavier explicou que sua gestão à frente da Funai não busca retirar escolhas e possibilidades das pessoas, e sim orientá-las corretamente na direção mais segura de realizar escolhas.

“Quem tem que dizer o que deseja ou não deseja é o próprio indígena. As escolhas devem ser feitas por eles. A Funai não pode ser a casa do ‘não’. Ela tem que abraçar esses pedidos dos indígenas, verificar o que é possível e conscientizá-lo”. 

O presidente informou ainda que a Funai conta com um setor de arquitetura que apoia as populações indígenas com conhecimento técnico para aprimorar edificações erguidas nas aldeias com segurança, para que possam contar com estruturas seguras para receber turistas e compradores de bens produzidos na comunidade.

Regularização fundiária

Sobre a regularização de terras indígenas, Xavier explicou que a Instrução Normativa nº 9, publicada em abril deste ano, [LINK: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/justica/audio/2020-09/para-combater-grilagem-em-roraima-justica-derruba-decisao-da-funai ] não retira nenhum direito das comunidades tradicionais, mas gera segurança jurídica para todas as partes envolvidas no processo de demarcação de terras.

“Antigamente, vc fazia um estudo pela reivindicação das terras. O presidente homologava. O procedimento demorava até 10 anos, e o proprietário ficava paralisado. Hoje em dia, terra indígena só se consolida a partir do decreto do presidente. Não posso antecipar algo que sequer existe. Quem indeniza o proprietário, caso a terra não seja homologada pelos quase 10 anos de processo?”, argumentou.

Xavier informou que, além dos cerca de 500 processos que já correm para demarcação de terras, outros 500 aguardam análise dos órgãos responsáveis.

Condições econômicas

Sobre recursos vindos de organizações do exterior com as quais a Funai mantém parcerias, o presidente afirmou que o objetivo do órgão é levar o dinheiro de uma ponta a outra, sem intermediários. “Na nova Funai, os indígenas decidirão onde os recursos vindos de acordos internacionais serão investidos. Não quero intermediários para administrar esse dinheiro”. 

“Gastou-se muito, mas o estado de vulnerabilidade dos indígenas continua. Não foi feito programa sustentável, não há perspectiva de vida dos indígenas. E se for encerrado o repasse do dinheiro, os indígenas ficam à beira das estradas. O resultado deve ser a melhoria da condição de vida dos indígenas”, informou.

“O indígena tem que ser o protagonista da própria história”, finalizou.

Marcelo Xavier, presidente da Funai, é o entrevistado de hoje (27) do programa Brasil em Pauta, que vai ao ar na TV Brasil às 19h30, e pode também ser assistido pelo YouTube. Confira:

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Série B: Vasco sai na frente nos Aflitos, mas cede empate ao Náutico

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Sexto colocado na Série B, o Vasco saiu na frente contra o Náutico no Estádio dos Aflitos neste domingo (24), mas cedeu ao empate em 2 a 2, e adiou a aproximação do G4, a zona de classificação que garante o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. O Cruzmaltino soma agora 47 pontos, cinco a menos que o Goiás, quarto colocado na tabela. Já o Timbu viu interrompida uma sequência de três vitórias seguidas: ocupa a nona posição, 45 pontos. 

Jogando em casa, com a torcida a seu lado, o Náutico começou pressionando o adversário carioca, mas desperdiçou boas chances de abrir o placar em casa.  E o primeiro gol saiu do lado rival, aos oito minutos, após bobeada do zagueiro Rafael Ribeiro, na intermediária. Atento, o meia Nenê não perdoou: viu o goleiro do Timbu fora do gol e mandou um chute certeiro, inaugurando o marcador nos Aflitos. 

O Náutico continuou ofensivo, mas o Cruzmaltino foi mais eficiente: ampliou aos 18 minutos,  com  Germán Cano. A jogada que resultou no segundo gol dos cariocas, começou com um lindo toque de calcanhar de Nenê para Marquinhos Gabriel, que rolou para o atacate mandar para o fundo da rede. 

Atrás no placar, o Náutico foi todo para o ataque e diminuiu a diferença no placar aos 26 minutos, com Vinícius, que veio de trás, subiu mais alto que o zagueiro Valber, e cabeceou certeiro para o fundo da rede, após cruzamento de Hereda. 

Após o intervalo, o time da casa sufocou a equipe carioca. E aos 12 minutos igualou o placar, novamente de cabeça, desta vez do zagueiro Yago, também em jogada de bola parada. O gol de empate do Timbu saiu após Jean Carlos levantar a bola em cobrança de falta e Yago cabecear livre. 

E chances não faltaram para o Timbu virar o placar nos Aflitos, principalmente com cruzamentos dentro da grande área vascaína. Numa dessas oportunidades, Matheus Jesus quase deixou o seu, mas a bola acertou a rede pelo lado de fora. O time da casa seguiu dominando a bola em campo. Já no fim, o  Vasco esboçou uma reação. A melhor chance foi uma bomba que Léo Jabá arriscou de longe, mas a bola passou por cima do gol, e a partida terminou mesmo em 2 a 2. 

O Náutico viaja ao Rio Grande do Sul para enfrentar o lanterna Brasil de Pelotas, na próxima quinta-feira (28), às 21h30 (horário de Brasília), em duelo da 32ª rodada da Série B.  

No dia seguinte, o Vasco enfrenta o CSA em São Januário, no Rio de Janeiro. O Cruzmaltino não poderá contar com o meia Nenê, que cumprirá suspensão, após levar o terceiro cartão amarelo neste domingo  (24).





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LNF:Joinville abre vantagem nas oitavas com 5 a 0 sobre Santo André

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O Joinville goleou o Santo André/Intelli por 5 a 0 fora de casa neste domingo (24) e abriu vantagem do empate  no jogo da volta das oitavas de final da Liga Nacional de Futsal (LNF). Um apagão na metade do primeiro tempo interrompeu o jogo por 30 minutos, e mudou o roteiro da partida, que até então seguia sem gols no Estádio Adib Moisés Dib, em São Bernardo do Campo (SP). O duelo foi transmitido ao vivo pela TV Brasil

Jogando em casa, com o retorno da torcida ao estádio, o São José começou pressionado pela equipe catarinense, que desferiu três chutes perigosos, exigindo ótimas defesas do goleiro Caio. Apostando no contra-ataque, o mandante equilibrou a partida. Aos oitos minutos, Ton sofreu falta de Renatinho na entrada da área, do lado esquerdo, e Gladson se preparava para bater quando os refletores se apagaram no estádio.  Devido a uma oscilação no fornecimento de energia, o disjuntor principal desarmou. 

A partida ficou interrompida por cerca de 30 minutos, até que a iluminação fosse restabelecida. Mas tão logo retornou, o Joinville marcou dois gols seguidos, sem tempo de reação do Santo André.  Quem abriu o placar para os visitantes foi Daniel Shiraishi (Japonês), aos 14 minutos, que tirou a marcação e tabelou com Dieguinho, antes de mandar para o fundo da rede. Segundos depois, foi Dieguinho que mandou um tiro, sem chance para o goleiro Caio. O Santo André ainda buscou diminuir no final com Rossi, que soltou uma bomba de canhota, mas o goleiro Willian (seleção brasileira) espalmou para fora.

santo andré x joinville - oitavas LNF - futsal

No próximo sábado (30), às 13h15 as equipes fazem o jogo de volta das oitavas em Joinville – Juliano Schmidt/JEC Futsal/Direitos Reservados

Na segunda etapa, o Joinville massacrou o time da casa. Com dois minutos de bola rolando, no rebote de um chute de Caio, Igor Costa marcou o terceiro dos visitantes. Segundos depois, após assistência de Renatinho,  foi o próprio Caio que ampliou para o Joinville.  Aos seis minutos, Dieguinho marcou o segundo dele na partida: chutou no contrapé do goleiro Caio, sacramentando a goleada de 5 a 0 sobre o Santo André.

Classificação às quartas

De acordo com o regulamento da LNF 2021, quem conseguir duas vitórias, ou uma vitória e um empate, avança às quartas de final. No caso de dois empates ou vitórias alternadas, a definição da vaga ocorrerá após prorrogação.Serão 10 minutos suplementares, divididos em dois tempos de 5 minutos, sem intervalo, com inversão de lados. O time com melhor colocação na fase classificatória leva a vantagem do empate no período suplementar.





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Duelo Náutico x Vasco pode definir destino das equipes na Série B

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Todos os 2610 ingressos colocados à disposição da torcida do Náutico que encara o Vasco neste domingo (24) no Estádio dos Aflitos, já foram vendidos. Só restam ingressos para os cruzmaltinos, que terão, pela primeira vez na competição, direito a 290 lugares como torcida visitante. O duelo em Recife, válido pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, terá início às 16h (horário de Brasília). A Rádio Nacional transmitirá o jogo ao vivo, com narração de André Luiz Mendes, comentários de Mário Silva e reportagem de Bruno Mendes.

As duas equipes buscam chegar ao G4 para garantir o retorno à primeira divisão do futebol nacional no ano que vem. Apenas dois pontos separam a equipe carioca (46) do time pernambucano (44). O Timbu vem de três vitórias consecutivas, a última delas por 3 a 2 contra a Ponte Preta em Campinas (SP).  O Náutico não vai contar com o zagueiro Camutanga, que cumpre suspensão, mas terá o bom momento do goleiro Anderson.

“Vai ser um dos jogos mais difíceis, pelo momento da tabela e vai decidir quem continua brigando lá em cima e quem vai ficar um passo atrás”, analisou o arqueiro alvirrubro durante coletiva. 

O Vasco superou o Coritiba por 2 a 1 na última rodada e precisa vencer ao menos seis dos últimos oitos jogos para conquistar o acesso à Série A. Um dos jogadores em ascensão no Gigante da Colina é Marquinhos Gabriel.

“O que mais preocupa a gente é a nossa recomposição. Se a gente defender mal, também vai atacar mal. Precisamos estar juntos dentro de campo e buscar um equilíbrio”, defendeu o meia vascaíno.

No primeiro turno, em São Januário, Vasco e Náutico empataram em 1 a 1 e o resultado culminou com a demissão de Marcelo Cabo, o então técnico do Cruzmlatino. Lisca assumiu na sequência e depois deu lugar a Fernando Diniz, o atual treinador. Já o Timbu demitiu Hélio dos Anjos e depois o recontratou para o lugar de Marcelo Chamusca.





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