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Coluna – Nova vida, sonho antigo

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Foram cerca de 10 meses de luta e apreensão, mas também de esperança. No último dia 24 de setembro, Denis Henrique de Oliveira renasceu – e quem diz isso é o próprio. A revelação de que estava curado do linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que tem origem no sistema linfático, foi um choque para o jogador de goalball do Sesi-SP, com passagem pela seleção brasileira da modalidade.

“Você tira um peso das costas. Quando você faz a quimioterapia, tem medo [de] que [o câncer] possa crescer em algum outro lugar, e se apalpa para saber se há novos nódulos. Então, é um alívio grande. Por causa do choque, a minha esposa até perguntou se eu não estava feliz. Eu respondi que sim, mas que não sabia como agir”, recorda Denis, que passou por seis ciclos do tratamento, com duas sessões mensais.

Ele descobriu o linfoma no fim do ano passado, durante o última fase de treinos da seleção na temporada, em São Paulo. O cansaço excessivo nas atividades e as dores na cervical chamaram atenção. “O Denis é um cara muito vigoroso, muito forte, e não havia demonstrado nenhum tipo de sinal como esses antes. Na ocasião, ele sinalizou um inchaço na região do pescoço. Lembrei que o médico-chefe do CPB [Comitê Paralímpico Brasileiro] estava atendendo naquele dia, e fomos até ele depois do almoço”, lembra Diego Colletes, treinador do Sesi e auxiliar técnico da seleção.

Os exames de tomografia constataram o câncer. “Foi a notícia mais difícil da minha vida. Eu venho de uma família muito humilde – então, ouvir a palavra câncer me fazia pensar quanto tempo de vida eu ainda teria. Mas, mesmo baqueado, eu tinha que ser forte, pelos meus companheiros e, ainda mais, pela minha família, passar a eles que tinha tratamento, que era possível, que tínhamos que acreditar para que as coisas acontecessem”, conta Denis.

O site do Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, informa que, com a evolução no tratamento, a mortalidade causada pelo linfoma de Hodgkin foi reduzida em mais de 60% desde a década de 70 e que a maioria dos pacientes “pode ser curada com o tratamento disponível atualmente”. Ou seja: todo cuidado era necessário para o processo de recuperação não ser interrompido.

“Antes da quimioterapia, a gente faz uma triagem. Realiza exame de sangue, mede pressão, os batimentos [cardíacos], tudo para ver se não está com imunidade baixa. Eu tinha que higienizar tudo, não comer carne crua, não ter muito contato com as pessoas”, descreve o atleta.

Após vencer câncer e a contaminação pela covid-19, Denis Henrique, do goalball, sonha representar o Brasil na Paralimpíada de Tóquio
Após vencer câncer e a contaminação pela covid-19, Denis Henrique, do goalball, sonha representar o Brasil na Paralimpíada de Tóquio

Denis Henrique, do goalball,com a  esposa Tamires, e a filha Eloiza – Divulgação / CBDV.

Apesar de toda a precaução, Denis não escapou da doença que acometeu mais de 4 milhões de brasileiros nos últimos meses. Em junho, ele contraiu o novo coronavírus, causador da covid-19, em meio às idas e vindas do hospital. “Fazia três dias que eu estava com febre e não sentia gosto de comida. Fiz o exame do cotonete [PCR], que constatou a covid-19. Tive que ficar sozinho no hospital, isolado. Então, imagina como a gente não fica?”, lembra o jogador, que precisou parar com a quimioterapia por cerca de 30 dias.

O apoio da esposa Tamires, da filha Eloiza e dos companheiros de goalball  – que rasparam a cabeça em solidariedade ao amigo – ajudaram-no encarar a dura recuperação. De tão bem-sucedida, ela permitiu que Denis retornasse às quadras no começo de setembro, antes mesmo do diagnóstico final, juntamente dos colegas de Sesi, liberados para retomar as atividades em Mogi das Cruzes (SP) após a interrupção causada pela pandemia.

“Quando terminou o tratamento, o Denis ainda teve de ficar cinco semanas esperando a resposta [sobre a cura]. Eu disse que achava legal se ele pudesse voltar a treinar. Ele pediu, e a médica disse que não havia problema nenhum. Antes de sair o resultado, pela performance dele, a gente dizia: 'Denis, graças a Deus, creio que você esteja curado. Se ainda estivesse debilitado, não suportaria o que estava suportando na quadra. Ele estava muito focado e treinando com muita qualidade, mesmo ainda retomando a condição física. Você vê o poder da mente de um atleta”, destaca Diego.

“Pode parecer algo simples, pequeno, mas, para mim, representa muito [voltar a treinar]. Lógico, tomando todos os cuidados possíveis. Mas ver que estou curado, podendo fazer o que gosto, retornar ao Sesi, que é minha casa, rever meus companheiros, felizes com minha cura e me apoiando, simboliza muita coisa”, comemora Denis.

E quem venceu o câncer e o coronavírus pode se dar o direito de sonhar com a volta à seleção, certo? Nascido com a doença de Stargardt (forma de degeneração macular juvenil, que leva à perda progressiva da visão), Denis conheceu o goalball em 2016. Dois anos depois, foi chamado pela primeira vez para defender o Brasil. No ano passado, vestindo a amarelinha, foi campeão da Malmo Cup, na Suécia, um dos mais tradicionais campeonatos internacionais da modalidade.

A pandemia fez com que a Paralimpíada de Tóquio fosse adiada para setembro do ano que vem. Uma nova chance para Denis. “Sei que agora não estaria na seleção, pois estou voltando, ainda não estou 100%, e os meninos que estão lá são de alto nível. Mas vou lutar. Não querendo passar na frente de ninguém ou ser mais que alguém, mas, assim como lutei pela minha cura, vou lutar pelo meu sonho. Isso para mim é primordial”, afirma o atleta, que deseja inspirar outras pessoas com sua trajetória.

“Espero que possa ajudá-las a entender que há esperança, que a cura é alcançável. Você pode chegar aos seus objetivos”, conclui Denis.

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Brasil vence Tunísia na estreia do vôlei masculino

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A seleção brasileira masculina de vôlei derrotou a Tunísia por 3 sets a 0 (25/22, 25/20 e 25/15) na estreia na Olimpíada de Tóquio (Japão), na noite desta sexta-feira (23) na Arena de Ariake.

Nas duas primeiras parciais, o Brasil chegou a ficar atrás do placar durante boa parte do jogo. No set inicial, esteve em desvantagem de quatro pontos, mas virou e fechou em 25 a 22. No segundo set, também conseguiu se recuperar e finalizou de forma um pouco mais tranquila por 25 a 20. No terceiro set, já mais ambientada, a equipe passou por cima dos africanos e fez 25 a 15.

O próximo jogo da seleção brasileira será contra a Argentina, na segunda-feira (26) a partir das 9h45 (horário de Brasília). Na sequência, o Brasil mede forças com Rússia, Estados Unidos e França. As quartas de final acontecem entre nos dias 2 e 3 de agosto, as semifinais estão marcadas para o dia 5 e as disputas das medalhas acontecerão no dia 7 do mês que vem.

O torneio de vôlei masculino tem 12 seleções. Os times estão divididos em dois grupos de seis integrantes cada. Os quatro primeiros de cada grupo avançam para a fase eliminatória.

Juliano Justo – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional

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Eric Takabatake perde para sul-coreano na segunda rodada do judô

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O brasileiro Eric Takabatake, na categoria até 60 kg, perdeu para o sul-coreano Kim Won-jin no golden score, na madrugada deste sábado (24), no Budokan, pela segunda rodada do judô da Olimpíada de Tóquio (Japão). Na luta inicial, o atleta do Esporte Clube Pinheiros passou com dificuldades por Soukphaxay Sithisane, do Laos, graças a dois waza-aris.

Derrota de Gabriela Chibana

Já na categoria até 48 kg feminina, a brasileira Gabriela Chibana foi eliminada na segunda luta por Distria Krasniq, do Kosovo. A rival da atleta paulista é líder do ranking mundial da categoria e dominou completamente o duelo. Ela venceu por ippon, aplicado quase no final do combate. Anteriormente, na primeira rodada, a brasileira eliminou, em apenas 14 segundos com um ippon, Harriet Bonface, do Malawi.

Na noite deste sábado, o Brasil volta ao Budokan com Daniel Cargnin, que estreia contra o egípcio Mohamed Abdelmawgoud na categoria até 66 kg a partir das 23h14 (horário de Brasília). Já Larissa Pimenta, na categoria até 52 kg, luta com a polonesa Agata Perenc às 23h49.

Juliano Justo – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional

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Luisa Stefani e Laura Pigossi vencem na estreia em Tóquio

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A dupla formada por Luisa Stefani e Laura Pigossi estreou com vitória na Olimpíada de Tóquio (Japão), na madrugada deste sábado (24) no Estádio de Tênis de Ariake. As brasileiras superaram as canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fichman por 2 sets a 0 (parciais de 7/6 e 6/4).

A vitória das brasileiras teve um sabor especial, pois foi sobre as cabeças de chave número sete da competição.

Agora, Luisa Stefani e Laura Pigossi aguardam o confronto entre Karolina Pliskova e Marketa Vondrousova, do Cazaquistão, e Ying-Ying Duan e Saisai Zheng, da China, para saber qual será o seu próximo desafio.





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