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Crianças relatam saudade de contato próximo com professores e colegas

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A pequena Maria Beatriz Niederauer, 5 anos, teve que se adaptar a uma nova rotina, com aulas por vídeo, desde o início da pandemia de covid-19, em março deste ano. As idas à escola, com o encontro animado com os coleguinhas pela manhã, deram lugar às videoaulas e a novos hábitos para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.

Ela aprendeu os cuidados que deve tomar, como usar máscara ao sair de casa, passar álcool em gel e lavar as mãos com frequência. Maria Beatriz conta que gosta das aulas remotas, mas sente falta do contato mais próximo com a professora e os colegas. “Estou gostando das aulas pelo computador. [Mas] eu prefiro a aula na escola porque dá pra abraçar a tia e encontrar os coleguinhas. Gosto das tarefinhas que eu acho muito fáceis e também da hora do parquinho”. E se alguém perguntar porque ela ainda não voltou para as aulas presenciais, a responda está na ponta da língua: “Eu não voltei a ter aula na escola porque eu estou de quarentena do coronavírus”, diz.

Maria Beatriz Araújo Pittaluga Niederauer
Maria Beatriz Araújo Pittaluga Niederauer

Maria Beatriz Araújo Pittaluga Niederauer – Arquivo pessoal

 

Maria Beatriz fala sobre a saudade da escola

Olívia Verdelio Lemos, 7 anos, também entende porque passou meses longe da escola, estudando em casa. Ela retornou às aulas presenciais em setembro. “Já voltei para as aulas presenciais. Eu não gosto das aulas online porque fico longe da professora. Não dá pra abraçar”, conta. Ela explica quais cuidados têm que tomar na escola: “Tem que passar álcool em gel e usar máscara. Depois do lanche tem que colocar outra máscara”.

Lucas Gabriel dos Reis Cerqueira, 11 anos, diz que as aulas remotas “não são tão ruins”. “Mas não são as melhores do mundo porque não têm contato com as pessoas para conversar cara a cara”, afirma. Ele diz que o coronavírus “pode ser perigoso” e também sabe os cuidados que deve tomar: “passar álcool, manter distância” entre as pessoas.

João Matos, 5 anos, retomou às aulas presenciais na última quarta-feira (7), depois seis meses longe da escola. O retorno às aulas presenciais passou por um período de adaptação com a participação dos pais A primeira visita à escola durou 15 minutos para ver as adaptações feitas pela instituição. Depois, João ficou por apenas uma hora na escola. Até que chegou o dia de voltar a frequentar a escola no tempo normal. Neste vídeo, no caminho de volta para casa, a mãe de João, Christiana Matos, 40 anos, artista plástica, pergunta a ele como foi o dia na escola.

No exterior

Fora do Brasil, a rotina das crianças também precisou de adaptações. Lara Freitas, 7 anos, é brasileira e mora com os pais, também brasileiros, nos Estados Unidos há quatro anos. Ela ficou cinco meses em casa, por conta da pandemia. Quando voltou às aulas, no início de setembro, a escola tinha adaptado as salas, com separação entre as mesas. A sala de Lara tem apenas cinco crianças e as aulas presenciais ocorrem em semanas alternadas. Lara conta que sentiu “um pouquinho de medo” ao retornar à escola. “Mas têm poucas crianças”, completa. Ela diz que gosta das aulas online porque pode ficar com os pais, mas também gosta de ir à escola para ver os amigos. “Os amigos estão fazendo tudo para não pegar a doença”, diz Lara, que sabe que precisa lavar as mãos por 20 segundos e é preciso manter distanciamento dos colegas.

Voltar ou não às aulas presenciais?

A psicóloga clínica e escolar Carla Ciollete diz que muitas crianças se adaptaram bem à rotina de aulas em casa. “É muito mais tranquilo, não enfrenta trânsito, [não precisa] colocar uniforme, os horários são mais flexíveis e o olhar do professor é diferenciado”. Mas ela diz que essa adaptação foi mais fácil para crianças acima de 10 anos, que já estão acostumados a ter contato com redes sociais e jogos.

Carla Ciollete afirma ainda que há um lado positivo nesse processo de adaptação que é a maior aproximação dos pais com as crianças, valorizando o “estar juntos”.

A psicóloga orienta que a decisão dos pais de retorno às aulas presenciais ou de manutenção dos filhos em casa com aulas remotas deve ser comunicada aos filhos, com explicação dos motivos. Ela destaca que qualquer que seja a decisão, os pais devem passar confiança aos filhos. “Quanto aos pais que não estão se sentido seguros, é direito deles ficar em casa. Aqueles que preferem que os filhos voltem às aulas presenciais devem explicar ao filho o motivo e transmitir segurança de que vai dar certo”, disse.

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Brasil enfrenta Colômbia pela Copa América

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A seleção brasileira de futebol volta a campo na noite desta quarta-feira (23) para enfrentar a Colômbia pela 4ª rodada do grupo B da Copa América 2021. O duelo das 21h desta noite no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, colocará frente a frente o Brasil, líder da chave com seis pontos e 100% de aproveitamento, e a Colômbia, vice-líder com quatro pontos.

Mesmo com time  já classificado às quartas de final, o técnico Tite vai mandar a campo uma equipe em busca da vitória para garantir a liderança da chave. Os últimos trabalhos da seleção na Granja Comary, em Teresópolis, não teve a presença da imprensa e nem a escalação para o jogo foi confirmada. Mas é  provável que a seleção entre em campo com  Weverton, Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi; Casemiro, Douglas Luiz e Everton Ribeiro; Richarlison, Neymar e Gabriel Jesus.

Do lado da Colômbia, o time pode se classificar mesmo perdendo o jogo. Para que isso aconteça basta que o Equador não ganhe do Peru, em partida que começa às 18h desta quarta. Na campanha pela Copa América, a Colômbia tem uma vitória (1×0 sobre o Equador), um empate (0x0 contra a Venezuela), e uma derrota (2×1 para o Peru). A seleção da Colômbia tevera ter Ospina, Medina, Mina, Davinson Sánchez e Tesillo; Cuéllar, Uribe e Barrios; Cuadrado, Luis Díaz e Borja.  

Com o técnico Tite comandando a equipe nacional, as duas seleções já se enfrentaram em quatros oportunidades. Foram duas vitórias brasileiras e dois empates. No último duelo, ocorreu um empate por 2 a 2, em setembro de 2019, em Miami (EUA). No retrospecto geral, são 31 jogos. O Brasil tem 18 vitórias, dez empates e apenas três derrotas.





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Goiás vence o Avaí dentro de casa e sobe na tabela

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Na noite desta terça-feira (22), o Goiás goleou o Avaí por 3 a 0 no estádio da Serrinha, em Goiânia, com gols de Apodi, Bruno Mezenga e Caio. A partida foi válida pela 6ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com esse resultado, o time da casa pulou à vice-liderança provisória da Série B com 11 pontos. O Avaí ocupa apenas a 18ª posição com quatro pontos.

O primeiro gol da noite saiu aos 34 minutos com o lateral Apodi. Ele aproveitou a bola que sobrou dentro da área, matou no peito e chutou forte para abrir o placar. Logo depois, aos 38 minutos, o atacante Bruno Mezenga recebeu um passe de Breno e mandou para o fundo da rede para fazer o segundo do Esmeraldino. O terceiro gol nasceu aos 16 minutos da etapa final. O volante Caio Vinícius se antecipou ao goleiro Glédson depois da cobrança de escanteio e mandou para o fundo do gol de cabeça para fechar o placar.

Os próximos jogos das duas equipes serão na sexta-feira (25). O Avaí, dentro de casa, pegará o CRB. O Goiás terá pela frente o clássico estadual contra o Vila Nova fora de casa.  

Ponte Preta só empata e segue na lanterna

Ainda nesta noite desta, Ponte Preta e Operário ficaram no 0 a 0 no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. A partida foi válida pela 6ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Com esse resultado, o time paulista segue na lanterna da competição com apenas dois pontos em seis jogos. O Fantasma, que chegou no jogo na vice-liderança, perdeu uma posição. Agora o time tem 11 pontos e está na 3ª posição. O próximo jogo da Macaca de Campinas vai ser na sexta-feira (25), em Pelotas, contra o Brasil. O Operário, no mesmo dia, vai receber o Confiança no estádio Germano Kruger.

Juliano Justo – Repórter da TV Brasil

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Confiança dá fim a jejum e deixa Vila Nova próximo ao Z4 da Série B

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Depois de quatro jogos sem vencer, o Confiança se reabilitou na Série B do Campeonato Brasileiro. Nesta terça-feira (22), o Dragão superou o Vila Nova por 1 a 0 no Batistão, em Aracaju, na abertura da sexta rodada da competição.

O clube proletário foi a sete pontos, deixando a zona de rebaixamento e subindo provisoriamente para o 11º lugar, podendo mudar de posição no desenrolar da semana. O Tigrão perdeu pela terceira vez consecutiva e segue com cinco pontos, caindo para 16º. Se Avaí ou Cruzeiro pontuarem, os goianos terminam a rodada no Z4.

O gol da vitória sergipana saiu aos 26 minutos do primeiro tempo. O meia Daniel Penha cruzou pela direita e o volante Serginho, na pequena área, desviou para as redes.

Os compromissos de ambos pela sétima rodada da Série B serão nesta sexta-feira (25), às 21h30 (horário de Brasília). O Confiança visita o Operário no estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR). O Vila Nova tem o clássico contra o Goiás no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia.

Em outro duelo da tarde desta terça pela segunda divisão, Brusque e Sampaio Corrêa não saíram do zero no estádio Augusto Bauer, em Brusque (SC). Os times ocupam temporariamente um lugar no G4, mas podem cair posições na sequência da sexta rodada. O Quadricolor é o terceiro, com dez pontos, seguido pela Bolívia Querida, que aparece em quarto, com nove pontos.

Os dois clubes duelam com rivais cariocas na sétima rodada. No sábado (26), o Sampaio recebe o Botafogo no Castelão, em São Luís, às 16h30. No domingo, às 21h, tem Vasco e Brusque em São Januário, no Rio de Janeiro.

Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional

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