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Tereza Cristina: acordo Mercosul-UE não ameaça preservação ambiental

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A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu, durante seminário em Lisboa, a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia, tratado de livre comércio entre os dois blocos. Para ela, o acordo não representa ameaça à preservação ambiental.

“É preciso dizer que o acordo não representa qualquer ameaça ao meio ambiente, à saúde humana e aos direitos sociais. Ao contrário, reforça compromissos multilaterais e agrega as melhores práticas na matéria”, disse.

Tereza Cristina afirmou ainda que apesar de a produção de grãos ter crescido 425% desde a década de 70, a área plantada aumentou somente 43% – apenas 30% de seu território para a agropecuária, mantendo mais de 60% com vegetação nativa.

“Estima-se que cerca de 25% da área preservada se encontrem em propriedades privadas, algo sem paralelo em outros países do mundo, pois se trata de terreno que o proprietário não recebe para preservar. É apenas uma obrigação legal”, acrescentou.

A implementação do Acordo Mercosul-União Europeia foi defendida também pela ministra da Agricultura de Portugal, Maria do Céu Antunes, que também participou do encontro. Aprovado em junho do ano passado, o acordo precisa ser ratificado pela maioria do Parlamento Europeu e, em seguida, pelos parlamentos nacionais europeus e pelos parlamentos do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai.

“Continuamos empenhados para que rapidamente este acordo possa ser posto em prática”, afirmou Maria do Céu ao participar do Seminário Portugal-Brasil: Oportunidades de Negócio no Setor Agroalimentar.

Segundo Maria do Céu Antunes, além de melhorar os negócios entre os países do bloco, com maior previsibilidade e transparência de regras, o acordo vai permitir o desenvolvimento sustentável.

“Permitirá ainda, e para nós isso é muito importante, um compromisso de todas as partes com os objetivos de desenvolvimento sustentável, a proteção do meio ambiente e da biodiversidade e o respeito pelos direitos laborais e sociais”, disse a ministra portuguesa.

A União Europeia é o segundo parceiro comercial mais importante do Mercosul, atrás apenas da China. Entretanto, a ratificação do acordo tem sofrido resistência por integrantes do bloco Parlamento Europeu, que criticam a atuação do governo em relação à política ambiental.

Na semana passada, os parlamentares aprovaram por 345 votos a favor, 295 contra e 56 abstenções uma resolução pedindo mudanças na agenda ambiental de países do Mercosul, para que o acordo possa ser ratificado.

“O acordo contém um capítulo vinculativo sobre o desenvolvimento sustentável que deve ser aplicado, implementado e totalmente avaliado, incluindo a implementação do Acordo de Paris sobre o clima e as respectivas normas de execução”, diz a resolução.

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As prioridades dos clubes versus o interesse da CBF

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Quantas vezes falamos, nesse espaço, das dificuldades de o calendário do futebol brasileiro abrigar tantas competições? E dos dilemas enfrentados pelos clubes de investirem alto em contratações e sofrerem com as convocações de seus principais jogadores deixando-os desfalcados para as competições para as quais se preparam?

Pois é. Aqui estamos de volta. Porque na quinta-feira (17) a Seleção Olímpica será convocada, e é certo que, mais uma vez, jogadores que atuam no Brasil vão estar na relação. E também é pule de 10 que a maioria deles vai querer jogar em Tóquio, porque a conquista de uma medalha olímpica é alcançada por poucos, menos ainda uma de ouro no futebol. O Brasil, por exemplo, tem apenas uma.

A briga promete ser grande. A Olimpíada começa em 23 de julho e, ao contrário de outros jogos da seleção principal, os olímpicos não vão jogar em data Fifa, o que permite aos clubes recusarem a cessão de seus jogadores. Os que atuam no exterior terão mais dificuldade de conseguirem suas liberações. E os daqui? Eles poderão entender, inclusive, que a visibilidade nos Jogos Olímpicos despertará o interesse de clubes lá de fora. E, aí, haja negociação para que os desfalques provocados pela Copa América – no total até nove rodadas do Brasileirão – não se estendam, inclusive, por jogos eliminatórios da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.

Não é à toa, portanto, que vemos um novo movimento dos clubes no sentido de se organizarem numa Liga para tirarem da CBF o poder de promover as competições nacionais, como o Brasileirão. Isso, claro, não é novidade, nem pelo fato de os clubes organizarem os campeonatos – é o que vemos na Europa -, nem pela iniciativa, que já deu errado algumas vezes. E por quê? Porque, apesar de os dirigentes se apresentarem como profissionais, no fundo ainda atuam como amadores e apaixonados, sempre priorizando seus interesses próprios e mais: criticando e atacando os dos outros.

Infelizmente não vejo, a curto prazo, um entendimento dos clubes. Como isso vai acontecer? Serão os famosos integrantes do falido “Clube dos 13” com mais alguns, que desde aquela época cresceram e hoje estão aí, firmes e fortes na Série A? Daqueles 13 de 1987, que chegaram a ser 20, três estão na Série B atualmente. E como será essa mágica de criar uma nova liga, sem alguma “virada de mesa”?

O mais incrível é que a CBF, que em tese deveria cuidar exclusivamente das seleções, atinge os campeonatos que ela mesma organiza ao enfraquecer os clubes e tirar qualidade dos jogos. O produto mais importante que promove é deteriorado pela falta de atenção e cuidado nessa organização. Só que ela não tem prejuízo financeiro com isso, pois quem paga os salários e fica sem as sonhadas premiações são os clubes. Daí o interesse de entrar nessa queda de braço.

A briga promete. Aguardemos os próximos capítulos e que sejam inéditos. Pois essa é a típica novela que não vale a pena ver de novo.

Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil



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Com dois de Romero, Paraguai estreia na Copa América com vitória

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O Paraguai derrotou a Bolívia por 3 a 1 de virada, na noite desta segunda-feira (14) no estádio Olímpico de Goiânia, em sua estreia na Copa América. O destaque da partida foi o atacante Angel Romero, que marcou dois gols.

Com o triunfo, a equipe paraguaia assumiu a liderança do Grupo A da competição, com três pontos. Já os bolivianos ficam na lanterna da chave, sem ponto algum. A Argentina é a vice-líder, com um ponto após empatar em 1 a 1 nesta segunda com o Chile.

Triunfo de virada

A Bolívia conseguiu abrir o placar cedo, logo aos 9 minutos com o meio-campo Saavedra em cobrança de pênalti. Mas, a partir daí, a equipe comandada pelo técnico Eduardo Berizzo assumiu os controles das ações, criando uma oportunidade após a outra.

Um pouco antes do intervalo, a Bolívia ficou em desvantagem numérica quando o atacante Cullear foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por cometer falta em Piris da Motta.

Melhor na partida, e com vantagem numérica, o Paraguai finalmente conseguiu transformar o domínio em gols na etapa final. Aos 16 minutos Romero Gamarra aproveita sobra de bola para chutar de primeira e empatar.

A virada vem três minutos depois, quando Angel Romero aproveita sobra de bola para desempatar sem dificuldades. Aos 35 minutos o ex-jogador do Corinthians marca novamente, desta vez em chute cruzado após receber de Ávalos.

Na próxima rodada, o Paraguai folga, enquanto a Bolívia enfrenta o Chile, na próxima sexta-feira (18) a partir das 18h (horário de Brasília) na Arena Pantanal.





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Esportes

seleção chega ao Rio para jogo contra Peru

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A seleção brasileira chegou ao Rio e Janeiro no final da tarde desta segunda-feira (14) para se preparar para o jogo contra o Peru, válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa América. A equipe comandada pelo técnico Tite ficará concentrada na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Antes de seguir para o Rio de Janeiro, os jogadores que não foram titulares na vitória de 3 a 0 sobre a Venezuela, no último domino (13) em Brasília pela estreia na competição continental, treinaram no estádio Defelê.

Já os titulares no triunfo sobre os venezuelanos fizeram um trabalho de recuperação física. A expectativa é que o grupo inteiro participe das atividades da próxima terça-feira.

O Brasil volta a campo na próxima quinta-feira (17), quando mede forças com a seleção do Peru no estádio Nilton Santos, a partir das 21h (horário de Brasília). A seleção brasileira lidera o Grupo B da competição com três pontos, já os peruanos (que ainda não estrearam na Copa América) aparecem na terceira posição, sem ponto algum.

Agência Brasil

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