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Rio quer que Supremo adie julgamento de ação sobre royalties

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Especialistas, parlamentares estaduais e federais e outras autoridades temem que o estado do Rio de Janeiro enfrente uma situação de caos financeiro dependendo do resultado da votação, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.917, que questiona as novas regras para redistribuição dos royalties do petróleo entre estados e municípios. A ação foi impetrada pelo estado do Rio, e o julgamento está previsto para 3 de dezembro.

Segundo o deputado estadual Luiz Paulo (sem partido), se for mantida no julgamento da Adin a distribuição prevista na lei sobre os royalties aprovada pelo Congresso Nacional, o estado do Rio poderá perder algo como 25% da sua receita corrente líquida, e os municípios, 40%. “Quebra todo mundo. Acaba o Regime de Recuperação Fiscal”, afirmou o deputado, durante o debate promovido hoje (19) pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Luiz Paulo disse que, além de sofrer outros impactos, o estado ficaria sem recursos para bancar a saúde, a educação e o sistema previdenciário, uma vez que 83% dos recursos dos royalties são aplicados no pagamento de pensionistas e aposentados do RioPrevidência. “O que se está discutindo aqui é se o estado continua com vida ativa, ofertando alguma política pública, ou acaba de vez. Os outros poderes [Legislativo e Judiciário] também não vão ter duodécimos. Então, é o caos para todos. Não adianta sofisticar números porque não tem saída. É fechar o estado. Se o estado quebrar, é péssimo para o estado, mas também para o Brasil”, afirmou o deputado. Para ele, a distribuição dos royalties tem que ser discutida na reforma tributária, com a análise do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O adiamento do julgamento da ação pelo STF foi uma sugestão unânime no debate virtual, que, além, de parlamentares, reuniu representantes da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), da Federação do Comércio (Fecomércio Rio) e da Associação Comercial do estado, economistas e reitores de universidades estaduais. O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que era esperado no debate, não compareceu.

O deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) lembrou que a discussão em torno dos royalties ocorre no mesmo momento em que o estado negocia a continuação do Regime de Recuperação Fiscal, o que agrava as incertezas sobre a situação financeira do Rio de Janeiro. Pedro Paulo disse que a racionalidade tem que imperar nesse debate e que é difícil discutir o tema na Câmara, onde cada parlamentar vai atuar em defesa de seu estado, o que terminaria em prejuízos às unidades federativas produtoras de petróleo e gás. Por isso, o assunto precisa ser decidido pelo STF. A mobilização tem que ser logo na direção do Supremo, no sentido de adiar o julgamento, porque assim haveria mais tempo para que a redistribuição dos royalties seja mais debatida.

“Qualquer decisão só pode ser tomada após a decisão do Supremo”, acrescentou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Mudança de data

O presidente da Alerj, André Ceciliano (PT) pretende marcar uma audiência com o presidente do STF, Luiz Fux, para pedir mudança na data do julgamento da Adin. Ele pretende ir ao encontro acompanhado do governador em exercício, Cláudio Castro, do secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, dos parlamentares e dos representantes da Associação dos Prefeitos dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás do Rio de Janeiro e das entidades que participaram do debate desta segunda-feira.

O deputado federal Wladimir Garotinho (PSD-RJ), que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios Produtores de Petróleo, destacou que a ministra Cármen Lúcia também precisa participar da audiência, uma vez que ela é a relatora da Adin 4.917.

Os participantes do debate foram unânimes também ao contestar a afirmação de que o estado do Rio de Janeiro é beneficiado com o recebimento dos royalties.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, lembrou que os royalties foram criados como compensação de possíveis danos ambientais causados pela produção de petróleo e gás, quando o Congresso decidiu que o ICMS seria cobrado no estado de destino e não no de origem. O presidente da Federação do Comércio, Antônio Florêncio de Queiroz Júnior, por sua vez, sustentou que o estado do Rio de Janeiro não é beneficiário de absolutamente nada. “Ele é apenas compensado pelo dano que lhe é causado”, afirmou.

Fundo de Participação

O governador em exercício, Cláudio Castro, disse que o estado já é prejudicado na divisão das riquezas do país dentro do pacto federativo, quando envia à União recursos de impostos e recebe de volta no Fundo de Participação dos Estados valor muito inferior.

“O estado do Rio de Janeiro manda de lucro líquido para a União cerca de R$ 150 bilhões por ano. Só durante o regime de recuperação fiscal, o Rio de Janeiro mandou algo em torno de R$ 450 bilhões, o que pagaria a nossa dívida três vezes. O ICMS do petróleo é o único que é cobrado no destino, e não na origem, o que é mais um prejuízo que o Rio tem”, ressaltou.

Já o reitor do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Rafael Barreto, levou ao debate o tema da formação de trabalhadores qualificados que ocorreu após os pagamentos de royalties ao Rio de Janeiro.

“O estado do Rio de Janeiro, há muito tempo, pela sua atuação, gera, a partir dos investimentos relacionados com royalties e outras ações que acontecem no estado, a formação de profissionais, seja em nível superior, seja na formação técnica profissional. Por isso, o impacto da retirada dos royalties ataca diretamente, além da receita dos municípios e do estado, a estabilidade profissional do estado. Vamos ter, por exemplo, profissionais da área química que vão perder espaço e saída de empresas”, afirmou Barreto.

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Elismar Carrasco analisa experiência no Leste Europeu: “Sensação maravilhosa”

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Contratado pelo ACA MMA, goiano vem de dois confrontos no cenário europeu

Elismar Lima ou apenas “Carrasco” como é conhecido no mundo do MMA, foi contratado recentemente pelo ACA, após ganhar destaque no Open FC com uma vitória arrasadora. Após derrotar Viktor Kolesnik com menos de 2 minutos de combate, o atleta foi contratado para lutar na edição de número 122 do ACA contra Levan Makashvili.

No duelo, Elismar acabou sofrendo o primeiro revés desde 2019, derrota que não desanimou o goiano, que promete afiar o seu jogo para superar o estilo de luta agarrada dos próximos rivais:

— Não vou dizer que sejam lições e sim que adquiri conhecimento, vi que o jogo deles é mais focado no wrestling, vou treinar mais esse jogo e estarei pronto para a próxima. Todo atleta de MMA sempre tem que estar pronto para tudo, vitórias e derrotas, apenas não foi meu dia, mas estarei preparado para o próximo desafio — declarou Elismar.

Elismar praticamente dominou o território brasileiro, após ganhar destaque no SFT, o lutador conquistou o cinturão peso-pena do Future, dois dos maiores eventos de MMA do país. No currículo, o atleta soma vitórias notáveis sobre Khasan Askhabov, Guilherme Faria e Rafael Coxinha, de estilo agressivo no cage, o goiano promete voltar ainda mais forte no próximo desafio que encarar no palco do ACA:

— Claro que os treinos vão continuar intensos, o treinamento é sempre pesado com o foco na vitória, do jeito que vier agora vai voltar, estarei pronto para qualquer adversário!

Somando 23 vitórias no cartel, o atleta de 32 anos busca não só dar a volta por cima no ACA MMA, como elevar o seu nome e se credenciar para disputar o cinturão da categoria no futuro, atualmente nas mãos de Magomedrasul Khasbulaev.

Depois de lutar em Samara (Rússia) pelo Open FC, e em Minsk (Belarus) pelo ACA MMA, o goiano respondeu sobre o que o achou da experiência, até então, de lutar em alguns dos maiores eventos da Europa;

— Foi uma sensação maravilhosa, me senti muito bem, fomos bem recebidos, eventos de qualidade e estrutura gigantesca, é o sonho de qualquer atleta, a Rússia só tem atletas duros e saber que estou ali já me faz sentir vitorioso — declarou Carrasco.

Atleta da Junão Fighters, Elismar ostenta agora 6 vitórias em seus últimos 7 confrontos, somando 13 vitórias por nocaute e 6 por finalização na carreira, o goiano aguarda para saber quando será seu retorno à Rússia, e quem será o seu próximo adversário na organização fundada por Mairbek Khasiev.



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Vinícius Trator define principais metas para esse ano: “ADCC e Mundial são meus principais focos”

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Faixa-preta ainda revelou planos para abrir própria academia em Miami

Uma das maiores promessas do Jiu-Jitsu brasileiro, Vinícius Trator possui apenas 23 anos, mas uma experiência para poucos nos tatames. Campeão nas principais competições que disputou mundo afora como faixa-roxa e marrom, Vinícius foi graduado à faixa-preta pelos mestres Michael Langhi e Fábio Gurgel no com apenas 20 anos, e 6 anos de treinamento intensivo na Alliance. Ao falar sobre a fase atual e as principais armas do seu jogo, o lutador busca se desenvolver em todas áreas:

— Acredito que minha guarda é um ponto forte e bem completa e venho trabalhando mais minha passagem de guarda, leg locks e heel hooks para complementar meu jogo em todo, meu foco é melhorar todos os pontos e ser o mais completo possível no geral — declarou o atleta.

Atualmente Vinícius tem afiado o jogo da Fight Sports, onde treina ao lado de grandes nomes e promessas do Jiu-Jitsu mundial, como Roberto Cyborg, campeão do ADCC, Vagner Rocha, Rodrigo Francioni e Felipe Porto. Em Miami, onde treina e reside, o atleta pretende criar raízes, montando a sua própria academia, e para segundo o próprio atleta ensinar os princípios e o que há de melhor na técnica do Jiu-Jitsu na região:

— Pretendo abrir a minha academia no futuro ou o mais breve possível, mas o meu foco em geral não será apenas competição e sim entregar o melhor Jiu-Jitsu possível onde estou morando aqui em Miami — enfatizou Vinícius.

Além dos inúmeros títulos conquistados na carreira, Vinícius foi medalhista de prata na disputa do ADCC, em 2019, o torneio coroa o melhor lutador de submission do planeta. Vinícius ainda mescla as disputas pelos tatames nos eventos da IBJJF, e as superlutas que protagoniza Fight To Win, organização que realiza combates no grappling. Em busca do sonho de chegar no alto do pódio do planeta, Vinícius revelou as principais metas para 2021:

— O ADCC e o mundial são os meus principais focos, superlutas, acredito que vou fazer em média 6 por ano no máximo, mas meu foco sempre será o ADCC e mundial — finalizou o faixa-preta.

Além do ADCC, sonho de qualquer grappling, e do Mundial realizado todos os anos na Califórnia, o atleta ainda pretende lutar no Pan de kimono, caso seja realizado, e lutar tanto na sua categoria de origem, quanto absoluto em ambas as competições.



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Através da MVP, atletas brasileiros disputam cinturões no Open FC

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Depois de Luis KLB, chegou a hora de Bruno Roverso lutar pelo título da organização no próximo fim de semana

No próximo fim de semana, acontece na cidade de Moscow, Rússia, a quarta edição do Open FC, evento que mais cresce no cenário europeu de MMA. Dando oportunidade para atletas brasileiros em praticamente todas as edições, Bruno Roverso e Michel Sassarito serão os responsáveis por representar o Brasil no evento que acontece no próximo sábado, dia 22 de maio.

Através da MVP, agência de lutadores brasileira, Luis KLB disputou o cinturão peso-pesado na terceira edição, agora será a vez de Bruno Roverso tentar trazer o primeiro título do evento para o Brasil. Fundador da MVP, o empresário Thiago Custódio falou sobre como funciona o trabalho da agência em parceria com os russos:

— A MVP hoje tem um acordo de exclusividade com o Open, de fechamento de atletas brasileiros, mas trabalhamos com todas as outras agências, outros managers, assim conseguimos fechar duas disputas de cinturão, tanto do KLB, quanto do Bruno Roverso. É uma parceria muito bacana, o evento é muito sério, e temos trabalhado de forma bem isenta, o objetivo é sempre mandar os melhores para a Rússia, seja da MVP, ou de outras agências, não queremos monopolizar o mercado — declarou o empresário.

A MVP é uma das agências que vem ganhando cada vez mais espaço dentro do cenário brasileiro de artes marciais mistas. No evento do próximo fim de semana, além de Bruno e Michel, Mayana Kellen é outra brasileira que estava escalada para lutar, porém, a lutadora acabou contraindo covid-19, a deixando impossibilitada de viajar para a Rússia. Questionado sobre a expectativa para a dupla brasileiro no Open FC 4, Thiago esbanjou confiança nos atletas:

— Infelizmente a luta da Mayana foi cancelada, ela acabou pegando covid, mas estamos tentando colocar outra atleta, porém, não sabemos se vai dar certo. Em relação ao Sassarito e ao Roverso, sem dúvida esperamos vitórias de ambos, são caras muito duros. A expectativa é ainda maior para o Roverso, para ganhar o cinturão, enfim, esperamos um aproveitamento 100% brasileiro.

Enquanto Michel Sassarito enfrentar o russo Eduard Vartanyan, Bruno Roverso vai encarar Aleksandr Grozin na disputa do título peso-pena. Investindo pesado no público brasileiro, assim como o russo, apaixonado por MMA, a organização ainda contratou recentemente Antônio Pezão, estrela da modalidade, ex-UFC e Strikeforce. Com um hall de atletas brasileiros cada vez maior na sua lista de lutadores e a parceria ativa com a MVP, uma edição no Brasil pode ser questão de tempo:

— Trazer o Open para o Brasil é uma vontade nossa, acho que por volta de outubro podemos concretizar, acredito que seja o momento ideal, mas ainda tem algumas conversas para acontecer. Em maio estou indo para a Rússia, para encontrar o dono do evento, e os patrocinadores para falar um pouco sobre esse projeto, mas sem dúvida, queremos fazer acontecer essa edição do Open aqui no Brasil ainda em 2021 — revelou Thiago Custódio, fundador da MVP.

Além do Open FC, evento no qual a MVP tem uma grande parceria, a agência de atletas ainda vem trabalhado com outros eventos de renome, como o LFA, o Future no Brasil, além de vir negociando com outras organizações do cenário norte-americano

Para entrar em contato com a agência, atletas e managers interessados podem  entrar em contato com a MVP tanto pelo Instagram: @mvp_management_intl, quanto pelo e-mail: thiago@mvpmanagent.com.br.



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