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Minfra entregará planos de estratégia logística para até 2050

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Após décadas de estagnação, o transporte ferroviário no Brasil voltará a ser foco de investimentos e ganhará mais espaço na distribuição de insumos e mercadorias dentro do modelo logístico nacional. O secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura (Minfra), Marcello Costa, falou com exclusividade à Agência Brasil sobre os planos de ampliação e renovação da malha ferroviária brasileira, além das estratégias de financiamento e impulsionamento da economia por meio de melhorias logísticas.

Adequado ao transporte de cargas de grande volume, como minério e produtos agrícolas, o transporte ferroviário é visto como extremamente competitivo e adaptável a todas as regiões do Brasil. Ambientalmente equilibrados, os trens de carga são tidos como o melhor custo-benefício energético para países de grandes dimensões.

“Esse tipo de transporte é perfeito para vencer grandes distâncias  – característica marcante do nosso país. Pelo tipo de carga, pelo tipo de distância, podemos considerar as ferrovias o futuro da logística no nosso país”, afirma Marcello Costa. 

De acordo com Costa, que é doutor em transportes, com ênfase em logística pela Universidade de Brasília, as modalidades de transporte precisam refletir as características geográficas, dimensões, distâncias e os tipos de carga que são transportados. “Temos uma produção muito significativa de commodities – minerais ou de agricultura – transportadas a grandes distâncias, longe dos grandes portos. Temos que adaptar para as formas mais competitivas, como o modal ferroviário”, diz o secretário.

Segundo números do Minfra, o Brasil conta com apenas 15% de participação do transporte ferroviário no tráfego de grandes volumes de mercadoria e insumos no país. As rodovias têm cerca de 65% de participação.

Veja o gráfico de distribuição abaixo:

Infográfico mostra a participação dos diferentes tipos de transporte no tráfego de cargas, insumos e mercadorias no Brasil.
Infográfico mostra a participação dos diferentes tipos de transporte no tráfego de cargas, insumos e mercadorias no Brasil.

Infográfico mostra a participação dos diferentes tipos de transporte no tráfego de cargas, insumos e mercadorias no Brasil. – Agência Brasil

Marcello explica que, para produtos de baixo valor agregado e de grande volume, o transporte ferroviário é o mais adequado. O planejamento que o ministério segue, explica, visa equilibrar a matriz de transporte, investindo principalmente nos modais que mais se adaptam ao país, que em sua opinião são o ferroviário e o aquaviário, incluindo o transporte de cabotagem – aquele que é feito por via marítima na costa.

Planejamento logístico

As metas de transformação da logística brasileira são amplas e contemplam medidas estratégicas de longo prazo, afirma Costa. Esses objetivos constam no Planejamento Nacional de Logística (PNL), um documento que visa aperfeiçoar e otimizar a forma como produtos entram e saem dos estados e chegam às rotas de exportação nos portos.

O PNL atual compreende o período entre 2018 a 2025 e prevê mais do que dobrar a participação do modal ferroviário. “O objetivo é chegar a 31, 32% de participação ferroviária na logística brasileira”, afirma Costa.

Segundo o secretário, o Ministério da Infraestrutura planeja entregar em 2021 uma revisão do PNL que trará cenários revisados até 2035. Costa prometeu que o governo entregará, antes do fim do atual mandato, as metas de evolução do setor até 2050. “As metas são coerentes com o planejamento de uma ferrovia. Uma ferrovia demora cerca de uma década para ficar pronta, e é operada durante 20, 30 anos. Esse horizonte de planejamento é razoável”, argumenta.

Baixa densidade

Comparado a outros países de dimensões continentais, o Brasil tem malha ferroviária de baixa extensão. São cerca de 29 mil quilômetros, com apenas 20 mil operacionais. China, Rússia e Estados Unidos têm extensas ferrovias, com alto fluxo de distribuição de insumos e mercadorias pelo modal ferroviário.

Veja a tabela:

PaísMalha ferroviária (em km)
Estados Unidos293.564
China124.000
Rússia87.157
Canadá77.932
Índia68.525
Alemanha43.468
Argentina36.917
Brasil29.000

O Ministério da Infraestrutura trabalha em duas grandes frentes de impulsionamento do transporte ferroviário: recuperação de trechos, com melhoria de vias antigas e de baixa performance, e construção de novas vias ferroviárias, modernas e eficientes.

“Por um lado, precisamos aumentar a capacidade da malha existente nesses 29 mil quilômetros, principalmente os 9 mil não operacionais. Precisamos repotencializar e aumentar a capacidade da malha ferroviária, que ainda é do século passado. A velocidade média do transporte de carga por vias ferroviárias é de cerca de 23km/h [quilômetros por hora], que demonstra o primeiro desafio a ser superado para aumentar a eficiência”, enfatiza Marcello Costa.

Segundo Costa, o ministério avalia atualmente as vantagens da renovação de contratos das cinco grandes ferrovias brasileiras. Contratos da Rumo Malha Paulista – que alimenta o Porto de Santos  –, da estrada de ferro Carajás e a ferrovia Vitória-Minas já foram apreciados e renovados antecipadamente. A Rumo Malha Sul, MRS e VLI – outras grandes ferrovias nacionais – ainda estão sendo apreciadas pela pasta.

Investimentos externos

Historicamente, o aporte de recursos privados impulsionou em larga escala a expansão ferroviária em países com grandes malhas. Portanto, a participação de investidores internos e externos é essencial para o avanço ferroviário brasileiro, afirma o secretário. “A infraestrutura brasileira é uma grande oportunidade de negócios. Temos muita maturidade nos nossos contratos de concessão, o que atrai ainda mais investidores.”

Sobre o mercado de investimentos, Costa esclarece que a variedade de oportunidades é uma grande força brasileira, já que geralmente o investidor busca negócios diversificados ao entrar na oferta nacional. “O investidor estrangeiro pode estar de olho em um terminal, em um porto e também em uma ferrovia, o que torna possível a participação em toda cadeia logística. Isso é bem atrativo”, acrecenta. 

“O país honra os contratos”, ressalta Marcello. “Estamos criando essa cultura, essa tradição de cumprir contratos. Isso dá estabilidade para grandes investidores.”

Conclusão da Norte-Sul

A pandemia do novo coronavírus não afetou o calendário de entregas ferroviárias previsto pelo Minfra para 2020. A Ferrovia Norte-Sul, em construção desde 1987, será finalizada em 2021, com a entrega dos últimos 1.550 quilômetros, leiloados em 2019.

As obras estão em estágio avançado e dentro da perspectiva inicial da retomada do projeto, informou o secretário.”Nossa expectativa é entregar boa parte dos projetos ferroviários já em andamento, em execução, com contratos assinados.”

O que vem por aí

As metas criadas pelo governo federal para o desenvolvimento do modal ferroviário são ambiciosas. Além do Plano Nacional de Logística até 2050, o Ministério da Infraestrutura pretende terminar todas as renovações antecipadas da atual malha ferroviária nacional e elaborar e lançar os leilões das ferrovias que estão previstas para o futuro.

“Seguimos uma forte determinação do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Tarcísio Freitas de revolucionar o setor ferroviário brasileiro. O transporte ferroviário será colocado novamente como uma grande prioridade estratégica”, afirma.

Marcello Costa cita ainda a influência das novas tecnologias para o setor ferroviário. A tecnologia 5G, que chegou neste ano ao Brasil, será um dos fatores cruciais de otimização operacional para o transporte de cargas. Ele afirma que a demanda por eficiência e competitividade no setor criará espaço para o nascimento de soluções nacionais que envolvam a automação e a digitalização dos processos. “Uma indústria que deve movimentar cerca de R$ 50 bilhões ou R$ 60 bilhões nos próximos anos, sem dúvida, impulsionará paralelamente setores adjacentes da economia.”

“Temos uma parceria para implantação de um centro de excelência para o transporte ferroviário. O ministro Tarcísio entendeu a necessidade de viabilizar e permitir estudos e pesquisas acadêmicas, testes de novos equipamentos, treinamentos e cursos de aprimoramento para profissionais.”

Costa informa também que há previsão de criar uma rede de pesquisa universitária de engenharia, tecnologia e inovação encabeçada pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), que tem tradição no sistema ferroviário brasileiro.

Infovias

Outro benefício trazido pela expansão ferroviária brasileira é a ampliação da cobertura de fibra ótica, que será implementada paralelamente aos trilhos e levará internet de alta velocidade para cidades remotas.

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As prioridades dos clubes versus o interesse da CBF

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Quantas vezes falamos, nesse espaço, das dificuldades de o calendário do futebol brasileiro abrigar tantas competições? E dos dilemas enfrentados pelos clubes de investirem alto em contratações e sofrerem com as convocações de seus principais jogadores deixando-os desfalcados para as competições para as quais se preparam?

Pois é. Aqui estamos de volta. Porque na quinta-feira (17) a Seleção Olímpica será convocada, e é certo que, mais uma vez, jogadores que atuam no Brasil vão estar na relação. E também é pule de 10 que a maioria deles vai querer jogar em Tóquio, porque a conquista de uma medalha olímpica é alcançada por poucos, menos ainda uma de ouro no futebol. O Brasil, por exemplo, tem apenas uma.

A briga promete ser grande. A Olimpíada começa em 23 de julho e, ao contrário de outros jogos da seleção principal, os olímpicos não vão jogar em data Fifa, o que permite aos clubes recusarem a cessão de seus jogadores. Os que atuam no exterior terão mais dificuldade de conseguirem suas liberações. E os daqui? Eles poderão entender, inclusive, que a visibilidade nos Jogos Olímpicos despertará o interesse de clubes lá de fora. E, aí, haja negociação para que os desfalques provocados pela Copa América – no total até nove rodadas do Brasileirão – não se estendam, inclusive, por jogos eliminatórios da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.

Não é à toa, portanto, que vemos um novo movimento dos clubes no sentido de se organizarem numa Liga para tirarem da CBF o poder de promover as competições nacionais, como o Brasileirão. Isso, claro, não é novidade, nem pelo fato de os clubes organizarem os campeonatos – é o que vemos na Europa -, nem pela iniciativa, que já deu errado algumas vezes. E por quê? Porque, apesar de os dirigentes se apresentarem como profissionais, no fundo ainda atuam como amadores e apaixonados, sempre priorizando seus interesses próprios e mais: criticando e atacando os dos outros.

Infelizmente não vejo, a curto prazo, um entendimento dos clubes. Como isso vai acontecer? Serão os famosos integrantes do falido “Clube dos 13” com mais alguns, que desde aquela época cresceram e hoje estão aí, firmes e fortes na Série A? Daqueles 13 de 1987, que chegaram a ser 20, três estão na Série B atualmente. E como será essa mágica de criar uma nova liga, sem alguma “virada de mesa”?

O mais incrível é que a CBF, que em tese deveria cuidar exclusivamente das seleções, atinge os campeonatos que ela mesma organiza ao enfraquecer os clubes e tirar qualidade dos jogos. O produto mais importante que promove é deteriorado pela falta de atenção e cuidado nessa organização. Só que ela não tem prejuízo financeiro com isso, pois quem paga os salários e fica sem as sonhadas premiações são os clubes. Daí o interesse de entrar nessa queda de braço.

A briga promete. Aguardemos os próximos capítulos e que sejam inéditos. Pois essa é a típica novela que não vale a pena ver de novo.

Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil



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Com dois de Romero, Paraguai estreia na Copa América com vitória

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O Paraguai derrotou a Bolívia por 3 a 1 de virada, na noite desta segunda-feira (14) no estádio Olímpico de Goiânia, em sua estreia na Copa América. O destaque da partida foi o atacante Angel Romero, que marcou dois gols.

Com o triunfo, a equipe paraguaia assumiu a liderança do Grupo A da competição, com três pontos. Já os bolivianos ficam na lanterna da chave, sem ponto algum. A Argentina é a vice-líder, com um ponto após empatar em 1 a 1 nesta segunda com o Chile.

Triunfo de virada

A Bolívia conseguiu abrir o placar cedo, logo aos 9 minutos com o meio-campo Saavedra em cobrança de pênalti. Mas, a partir daí, a equipe comandada pelo técnico Eduardo Berizzo assumiu os controles das ações, criando uma oportunidade após a outra.

Um pouco antes do intervalo, a Bolívia ficou em desvantagem numérica quando o atacante Cullear foi expulso após receber o segundo cartão amarelo por cometer falta em Piris da Motta.

Melhor na partida, e com vantagem numérica, o Paraguai finalmente conseguiu transformar o domínio em gols na etapa final. Aos 16 minutos Romero Gamarra aproveita sobra de bola para chutar de primeira e empatar.

A virada vem três minutos depois, quando Angel Romero aproveita sobra de bola para desempatar sem dificuldades. Aos 35 minutos o ex-jogador do Corinthians marca novamente, desta vez em chute cruzado após receber de Ávalos.

Na próxima rodada, o Paraguai folga, enquanto a Bolívia enfrenta o Chile, na próxima sexta-feira (18) a partir das 18h (horário de Brasília) na Arena Pantanal.





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seleção chega ao Rio para jogo contra Peru

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A seleção brasileira chegou ao Rio e Janeiro no final da tarde desta segunda-feira (14) para se preparar para o jogo contra o Peru, válido pela segunda rodada da fase de grupos da Copa América. A equipe comandada pelo técnico Tite ficará concentrada na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Antes de seguir para o Rio de Janeiro, os jogadores que não foram titulares na vitória de 3 a 0 sobre a Venezuela, no último domino (13) em Brasília pela estreia na competição continental, treinaram no estádio Defelê.

Já os titulares no triunfo sobre os venezuelanos fizeram um trabalho de recuperação física. A expectativa é que o grupo inteiro participe das atividades da próxima terça-feira.

O Brasil volta a campo na próxima quinta-feira (17), quando mede forças com a seleção do Peru no estádio Nilton Santos, a partir das 21h (horário de Brasília). A seleção brasileira lidera o Grupo B da competição com três pontos, já os peruanos (que ainda não estrearam na Copa América) aparecem na terceira posição, sem ponto algum.

Agência Brasil

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