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Mapa da Desigualdade mostra violação de direitos na cidade de SP

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O Instituto Cidades Sustentáveis lançou hoje (29) o Mapa da Desigualdade 2020, que evidencia como parte dos paulistanos ainda experiencia a violação de direitos básicos. O levantamento é elaborado desde 2012 e tem como base dados produzidos por órgãos públicos, como secretarias municipais e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre outras fontes.

Para facilitar a visualização da análise comparativa entre os 96 distritos, os pesquisadores da Rede Nossa São Paulo e pelo Programa Cidades Sustentáveis utilizam o chamado Desigualtômetro, que mostra, de forma bastante simples, a diferença que existe entre regiões que apresentam o melhor e o pior índices em diversos quesitos, como trabalho e renda, educação, habitação, direitos humanos, saúde, cultura e mobilidade, que estão subdivididos em 48 indicadores.

De modo geral, os distritos que registraram os melhores indicadores foram Alto de Pinheiros, Consolação, Pinheiros, Santo Amaro, Butantã, Perdizes, República, Itaim Bibi, Jardim Paulista e Moema. Já Marsilac, Brás, Jardim Ângela, Cidade Tiradentes, Sé, Bom Retiro, Vila Medeiros, Brasilândia, Capão Redondo, São Miguel formam a relação dos distritos com os piores desempenhos. Para o cálculo mais global, não foram consideradas as taxas atingidas nos quesitos população e meio ambiente.

O adensamento populacional é um dos aspectos abordados pelo levantamento, já que a disparidade, segundo o Desigualtômetro, é de 46 vezes entre Marsilac, que está em uma ponta, com um população de 8.398 pessoas, e Grajaú, que se encontra em outra, com 387.148. Ao se avaliar a proporção de pretos e pardos, que compõem a população negra, o quadro muda. O distrito de Moema apresenta o menor valor, 5,8% e contrasta com o de Jardim Ângela, no qual 60,1% dos residentes são negros.

Apesar de não haver favelas em alguns distritos ou estar em número bastante reduzido, como é o caso de Bela Vista, Pinheiros e Moema, em outros pontos da cidade chegam a ter uma forte presença e representar, com isso, um importante fator para a compreensão da pobreza, a concentração de renda e a omissão do Estado. Em Brasilândia e Vila Prudente, as favelas representam pouco mais de um quarto das residências e em Jardim São Luís 69,5% dos lares são classificados como assentamentos informais. 

Diante das estatísticas, pode-se estabelecer uma relação entre o perfil étnico-racial de quem mora em favelas na capital e suas condições de moradia. Por exemplo, ao mesmo tempo em que Jardim Ângela é o distrito com a maior população negra do município, é também o que registra a maior quantidade de domicílios em favelas (53,9%).

A desigualdade social também se expressa em fatores como o acesso ao transporte público. Para aferir os índices de cada distrito, levou-se em conta a proporção da população que reside em um raio de até um quilômetro de estações de trem, metrô e monotrilho. Na primeira colocação, estão os distritos da República (88%), Sé (86,4%) e Santa Cecília (73,2%). Os três distritos com menores taxas são Vila Sônia (2,2%), São Rafael (1,4%) e Vila Guilherme (0,5%). Conforme acrescenta o relatório, o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) estima que apenas 18% da população da capital paulista mora em um local que fica a essa distância das paradas.

Em termos de saúde, o Desigualtômetro revela que, em certos locais de São Paulo, a população enfrenta condições 8,6 vezes piores do que em outros endereços. Em Cambuci, por exemplo, o tempo médio de espera para se conseguir uma consulta na atenção básica é de cinco dias. Em Vila Matilde, Vila Formosa e Água Rasa, a fila anda muito mais devagar, fazendo com que os usuários da rede esperem cerca de 43 dias para serem atendidos.

A cobertura de serviços como a coleta seletiva de lixo também foram analisados. A subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme foi a subprefeitura que registrou o maior índice. Lá, 10,62% dos resíduos foram recolhidos mais criteriosamente, ao contrário do que ocorre na de Itaim Paulista, em que a porcentagem cai para 0,25%.

O relatório também esmiúça a educação, sob diversos ângulos. Um dos principais indicadores destrinchados é o referente às matrículas no ensino básico de escolas públicas. Em Cidade Tiradentes, 87,8% dos alunos pertencem à rede pública de ensino, situação inversa da observada no Jardim Paulista, em que a proporção é de apenas 5,4%.

Com a pandemia de covid-19, porém, o quadro pode sofrer modificações, segundo a pesquisadora Carolina La Terza. Ela diz que a próxima edição do relatório pode refletir a opção de famílias que acabaram matriculando os filhos em escolas públicas após terem sofrido perdas na renda, no contexto da crise sanitária.

Carolina chama a atenção, ainda, para o fato de que 13 distritos não dispõem de nenhum espaço cultural. São eles: Água Rasa, Barra Funda, Cambuci, Campo Belo, Campo Grande, Cidade Ademar, Jaguara, Marsilac, Ponte Rasa, Saúde, Vila Leopoldina, Vila Matilde e Vila Medeiros.

A cobertura de serviços como a coleta seletiva de lixo também foram analisados. A subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme foi a subprefeitura que registrou o maior índice. Lá, 10,62% dos resíduos foram recolhidos mais criteriosamente, ao contrário do que ocorre na de Itaim Paulista, em que a porcentagem cai para 0,25%.

Para o coordenador-geral da Rede São Paulo, Jorge Abrahão, a desigualdade social não é de hoje e resulta das escolhas feitas pelos governantes. “Está sendo construída há décadas. Ela é fruto de um processo de políticas, na verdade ,que fazem com que tenha aumentado e chegado a esse vergonhoso ponto no nosso país. Mas não pode ser naturalizada, justamente por isso, porque é fruto de políticas públicas, definidas pelos políticos, pela sociedade de modo geral e com aceitação de boa parte da sociedade. Até por isso, por ter sido construída, pode ser convertida. Se ela é um produto nosso, pode ser revertida e depende muito da política”, afirma.

A prefeitura de São Paulo afirmou que a postura que adotou “não foi um discurso em vão, uma questão apenas de intenção ou de utopia, e sim uma lição de combate “à desigualdade regional, à desigualdade de gênero, à desigualdade social”. Segundo a prefeitura, 13 dos aspectos analisados no relatório melhoraram nos últimos anos. “Os resultados mostram que o foco foi investir na periferia, naqueles que mais precisam da atuação do poder público”, ressaltou.

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Ana Sátila e Pepê garantem Brasil em semi da canoagem slalom em Tóquio

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O Brasil terá dois representantes nas semifinais da canoagem slalom na Olimpíada de Tóquio (Japão) que começam nas primeiras horas desta quinta-feira (29). Ana Sátila garantiu a classificação na madrugada de hoje (28) na canoa individual (C1) e Pedro Gonçalves, o Pepê, no caiaque individual (K1). Sátila disputa as semifinais às 2h (horário de Brasília) desta quinta (29), e Pepê na sexta (30), também às 2h. As finais serão disputadas na sequência das semifinais. 

Nascida em Iturama (MG), Ana Sátila, de 25 anos, está na terceira Olimpíada da carreira. Nesta madrugada, a canoísta ficou encerrou as eliminatórias do C1 com o quarto melhor tempo (109.90 segundos) na segunda descida, cometendo um toque (penalidade) na baliza oito. Na primeira descida, a brasileira completou a prova em 120.56, com duas penalidades (balizas 8 e 19).

“Tive vários erros na primeira descida, alguns toques que custaram alguns pontos. O objetivo é remar bem o tempo todo, então consegui me focar muito bem para a segunda descida. Fiz uma análise de vídeo para tentar melhorar e na segunda descida com certeza eu me superei em cada ponto que havia sido ruim”, disse Sátila ao site do Comitê Olímpico do Brasil (COB). 

 Pepe Gonçalves dcategoria K1 da canoagem slalom.  - avança às semifianis - Tóquio 2020

Pepê Gonçalves disputa as semifinais do K1 às 2h (horário de Brasília) de sexta-feira (30). Ele estreou nos Jogos Rio 2016, quando fez história ao chegar em uma final e garantir a sexta colocação  – Tóquio 2020 – Miriam Jeske/COB

Aos 28 anos, Pepê Gonçalves também segue firme na busca por medalha no K1. Sexto colocado na Rio 2016, o paulista de Ipaussu, assegurou presença nas semifinais ao completar a segunda descida em 92s91 – 6s13 inferior à primeira – encerrando em nono lugar nas eliminatórias de hoje (28). 

“A primeira descida foi um peso muito grande nas minhas costas. Já na minha segunda, eu saí muito feliz, apesar de um toque nas primeiras balizas, porque consegui concentrar. Além de classificar, foi um bom treino para as próximas etapas duras que virão. Acho que eu tenho um diferencial de que sob pressão consigo crescer”, afirmou Pepê.





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Tóquio: seleção brasileira vence a Arábia Saudita e avança às quartas

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Rumo ao bicampeonato, a seleção olímpica brasileira se classificou às quartas de final nos Jogos de Tóquio (Japão) em primeiro lugar no Grupo D.  A liderança foi definida após o Brasil vencer a Arábia Saudita por 3 a 1 no estádio de Saitama, na cidade de japones de mesmo nome. 

Invicto, com sete pontos, os brasileiros aguardam o adversário da próxima fase: será o segundo colocado do Grupo C, composto por Espanha, Austrália, Argentina e Egito.

IIndependente do adversário, a Seleção Brasileira volta a campo no sábado (31), às 7h (horário de Brasília), também no estádio de Saitama.

Já a Arábia Saudita, que jogou com o Brasil, deu adeus aos Jogos sem pontuar, na lanterna do grupo. Além disso, medalhista de prata na Rio-2016, a Alemanha foi eliminada do grupo após empatar com a Costa do Marfim por 1 a 1, encerrando sua participação na terceira posição. Os africanos avançaram na vice-liderança.

Jogo

A equipe comandada pelo técnico André Jardine tomou a iniciativa em busca do gol. Aos 15 minutos, o meio campista Claudinho cobrou escanteio na cabeça do atacante Matheus Cunha, que empurrou para o fundo da rede.

Entretanto, aos 26, os sauditas reagiram. O zagueiro Al Amri, também de cabeça, deslocou a bola do goleiro Santos, que não conseguiu evitar o gol. Na sequência, até o intervalo, os brasileiros se esforçaram para desempatar, mas sem sucesso.

Após o intervalo, aos 20 minutos, Matheus Cunha quase marcou o segundo: acertou a trave do goleiro Al Bukhari. Dez minutos depois, aos 20,  foi Richarlison que desempatou: o atacante se antecipou a Al Bukhari, e anotou o segundo do Brasil no jogo.

Ainda teve tempo para o terceiro do Brasil Nos acréscimos, aos 47, de novo Richarlison recebeu passe rasteiro do atacante Malcom, e fechou o placar. da vitória por 3 a 1 da seleção. 

Com cinco gols marcados na Olimpíada, Richarlison se tornou o artilheiro da competição. Além dos dois gols marcados hoje, ele já havia feito três na estreia contra a Alemanha.

 





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Vasco quer aproveitar bom momento para vencer São Paulo no Morumbi

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Lisca mal chegou a São Januário e já vai ter a primeira pedreira pela frente. O Vasco apresentou o técnico na última sexta-feira (23) e no dia seguinte a equipe entrou em campo contra o Guarani, pela Série B. Depois de três dias com o grupo, o comandante cruzmaltino encara o São Paulo, nesta quarta-feira (28), no Morumbi, às 21h30 (horário de Brasília), pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil.

A Rádio Nacional transmite o jogo, com narração de  Rodrigo Campos, comentários de Mario Silva, reportagem de Mauricio Costa e plantão de Luiz Ferreira.

Acompanhe Vasco x São Paulo, às 21h30, clique abaixo:

O confronto promete ser equilibrado. Apesar de estar na Série B, o Vasco vem de goleada sobre o Guarani por 4 a 1. Do outro lado, o São Paulo sofreu no último jogo pelo Brasileirão, perdendo de 5 a 1 para o Flamengo. O meio-campista Marquinhos Gabriel quer aproveitar o momento favorável, mas sabe da dificuldade.

“Tivemos pouco tempo de trabalho. Hoje conseguimos ir para o campo fazer um trabalho tático, de pressão no adversário. A gente sabe que o adversário é muito qualificado, mas a nossa equipe também tem qualidade, vem de uma vitória consistente contra o Guarani. A equipe deles vem de uma derrota, é usar isso a nosso favor, fazer um grande jogo lá no Morumbi”.

Uma vitória diante do São Paulo, fora de casa, daria ainda mais moral para o Vasco na sequência da temporada. Contudo, Marquinhos Gabriel sabe que a classificação dificilmente será definida nesta quarta-feira.

“Precisamos entender o jogo, saber que são dois jogos, então precisamos jogar equilibrado, não se expor muito. Tem o segundo jogo em casa, vamos decidir em casa, se puder vencer o jogo é melhor ainda, mas temos que ser consistentes, defensivamente muito equilibrados para conseguirmos um resultado bom”.

O técnico Lisca deve manter a equipe que derrotou o Guarani no último sábado com Vanderlei, Léo Matos, Ernando, Leandro Castán e Zeca; Bruno Gomes, Galarza e Marquinhos Gabriel; Léo Jabá, Gabriel Pec e Germán Cano.



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