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Eliminatórias: Brasil fura retranca da Venezuela e vira líder isolado

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Assim como na última Copa América, o Brasil sofreu com a forte retranca da Venezuela. A diferença é que, ao contrário do ano passado, a Seleção saiu vitoriosa. Nesta sexta-feira (13), os comandados de Tite superaram a Vinotinto por 1 a 0 no estádio do Morumbi, em São Paulo, pela terceira rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Catar. O duelo foi transmitido ao vivo pela Rádio Nacional e garantiu a liderança isolada aos brasileiros, com nove pontos e 100% de aproveitamento.

Do time considerado ideal, três jogadores não estiveram em campo: o volante Casemiro (infectado pelo novo coronavírus), o meia Philippe Coutinho e o atacante Neymar (lesionados). Apesar da posse de bola e do controle das ações ofensivas, a seleção brasileira mostrou dificuldades, técnicas e de criatividade, para escapar da retranca adversária. São detalhes que Tite terá de ajustar até terça-feira (17), pensando no próximo compromisso: o clássico diante do Uruguai, no estádio Centenário, em Montevidéu, às 20h (horário de Brasília). Com a derrota, os venezuelanos – que, no mesmo dia, recebem o Chile às 18h – continuam na penúltima posição das eliminatórias, ainda zerados.

Brasil vence Venezuela por 1 a 0
Brasil vence Venezuela por 1 a 0

Brasil garantiu a liderança após vitória sofrida – Direitos reservados/Lucas Figueiredo -CBF

O primeiro tempo foi quase ele todo jogado na metade venezuelana do campo. A seleção vinotinto se fechou toda, com duas linhas defensivas – uma de cinco atletas e outra de quatro -, para diminuir os espaços do Brasil, que teve a posse da bola em mais de 70% do tempo. Na beira do campo, Tite pedia a todo instante para os brasileiros girarem a bola, com paciência, mas também se movimentarem. O que pouco aconteceu.

Em meio à dificuldade de se aproximar da área venezuelana, a seleção brasileira buscou, muitas vezes, lançamentos para quebrar as linhas adversárias. O Brasil até balançou as redes assim logo aos seis minutos, em jogada concluída pelo atacante Richarlison, mas a arbitragem entendeu que o lateral Renan Lodi – alçado pelo zagueiro Marquinhos, no inicio do lance – estava impedido. Aos 32, agora em posição legal, Renan Lodi cruzou pela esquerda, o atacante Gabriel Jesus desviou e Richarlison, de forma inacreditável, perdeu na pequena área.

Foi a única chance real da Seleção nos 45 minutos iniciais. Com a equipe estática, pouco intensa e com muitos erros na hora do passe final, a insistência nos lançamentos ou em passes mais aprofundados se mostrou pouco eficiente. Fora a oportunidade desperdiçada por Richarlison, o mais perto que o Brasil chegou do gol foi em um chute do volante Douglas Luiz, que passou rente à trave, aos 42 minutos.

Para tentar qualificar o passe e quebrar a marcação, Tite retornou para o segundo tempo com o meia Lucas Paquetá no lugar de Douglas Luiz e com Richarlison caindo pela direita, com Gabriel Jesus no meio do ataque. A equipe seguia insistindo em lançamentos e cruzamentos, ainda sem aquela movimentação esperada pelo técnico. Mas quando ela aconteceu, a rede balançou. Aos 22 minutos, Paquetá esticou a bola para Everton Ribeiro – que voltou do intervalo na esquerda, mas apareceu pela direita. O meia cruzou, a zaga afastou mal e Firmino aproveitou para marcar.

Com a vantagem no placar, o treinador mexeu no ataque, trocando Richarlison e Gabriel Jesus por Everton Cebolinha e Pedro. A última chance brasileira no duelo passou pelos pés do atacante do Flamengo, que brigou pela bola na meia-lua e rolou para Firmino bater colocado, aos 40 minutos, próximo à meta venezuelana. A única oportunidade da Vinotinto foi uma cobrança de falta do meia Romulo Otero, já nos acréscimos, na intermediária. A batida do jogador do Corinthians, porém, resvalou na barreira, sem perigo à meta defendida por Ederson.

Brasil comemora gol contra a Venezuela
Brasil comemora gol contra a Venezuela

Firmino marcou o único gol da partida contra a Venezuela – Direitos reservados/Lucas Figueiredo – CBF

Próximo adversário da seleção brasileira, o Uruguai mostrou força ao derrotar a Colômbia fora de casa por 3 a 0, em Barranquilla. Os atacantes Darwin Núñez, Luís Suárez e Edinson Cavani. A Celeste Olímpica foi a seis pontos, em quarto lugar, enquanto os colombianos caíram para a sétima posição, com quatro pontos. O Chile, por sua vez, ganhou a primeira nas eliminatórias. A Roja recebeu o Peru em Santiago e venceu o “Clássico do Pacífico” por 2 a 0, com dois gols do meia Arturo Vidal. A equipe da casa subiu para quatro pontos e à sexta posição. Com um só ponto, os peruanos estão em oitavo.

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ex-jogadora Geisa Oliveira morre em Campinas

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A ex-jogadora Geisa Oliveira morreu aos 42 anos de idade em razão de uma parada cardiorrespiratória em Campinas (SP), informou a Liga do Basquete Feminino (LBF) em nota publicada nesta sexta-feira (17).

Campeã nacional em quatro oportunidades (duas com a Americana, uma com o Vasco e outra com o Ourinhos), a pivô de 1,89 m também vestiu a camisa da seleção brasileira e por anos atuou no basquete europeu, em equipes da Espanha, da Itália e da Hungria.

“Vai fazer muita falta. Tive a oportunidade de trabalhar com ela como jogadora em Americana e como representante na LBF. Uma pessoa do bem que nos deixa. Meus sentimentos à família”, declarou o presidente da LBF, Ricardo Molina.

Geisa, que estava grávida de três meses de seu primeiro filho, deixa o marido.

Agência Brasil

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Seleção feminina derrota Argentina por 3 a 1 em amistoso

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A seleção feminina de futebol derrotou a Argentina por 3 a 1, na tarde desta sexta-feira (17) no Amigão, em Campina Grande (PB), em partida amistosa que é o primeiro desafio do Brasil após a Olimpíada de Tóquio (Japão).

A equipe comandada pela técnica Pia Sundhage foi superior desde o primeiro minuto, mantendo mais posse de bola e criando as melhores oportunidades pelas pontas. E foi desta forma que o Brasil abriu o placar. Aos 37 minutos Ludmila avançou pela direita, se livrou de uma marcadora e rolou para Debinha, que, com liberdade, bateu colocado e marcou.

O segundo gol da seleção brasileira veio apenas na etapa final, mas logo aos 4 minutos, quando Bruninha lançou Nycole, que avançou em velocidade e chutou na saída da goleira Correa. Nove minutos depois saiu o terceiro do Brasil. Em cobrança de falta da intermediária, Debinha lançou para Érika, que desviou para Angelina conferir com muita tranquilidade.

A Argentina ainda marcou o gol de honra com Florencia Bonsegundo, mas a vitória final, de 3 a 1, foi da equipe brasileira.

Brasil e Argentina voltam a se enfrentar em partida amistosa, na próxima segunda-feira (20) a partir das 16h (horário de Brasília), desta vez no estádio Almeidão.





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Eric Granado tenta ser primeiro campeão mundial do país na moto

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O fim de semana pode ser histórico para o esporte a motor brasileiro. No sábado (18) e no domingo (19), Eric Granado disputa as duas últimas etapas da temporada 2021 da MotoE, categoria das motos elétricas, com a possibilidade de ser o primeiro piloto do país a ser campeão mundial na motovelocidade.

O paulista de 25 anos ocupa o segundo lugar na classificação, com 73 pontos, a sete do italiano Alessandro Zaccone, que lidera o campeonato, e um ponto a frente do espanhol Jordi Torres, atual campeão, que aparece em terceiro. O suíço Dominique Aegerter é o quarto, com 69 pontos. Os 15 primeiros colocados da prova somam pontos, sendo que o vencedor leva 25 pontos. O pole position (piloto que larga na primeira posição) e o responsável pela melhor volta da corrida recebem pontos de bonificação.

“A expectativa está muito boa. Fizemos uma ótima temporada, fui rápido em todos os circuitos e estou muito confiante. Feliz de chegar com ótimas possibilidades de brigar pelo título. É a primeira vez que consigo”, celebrou Granado à Agência Brasil.

As duas provas valem pelo Grande Prêmio de San Marino e Riviera e de Rimini, no circuito de Misano (Itália). Neste sábado, a corrida inicia às 11h20 (horário de Brasília). No domingo, a largada será às 10h30.

“Em relação à estratégia, temos de ir por partes. A primeira prova será muito importante para sabermos as possibilidades reais de domingo e pensarmos em uma estratégia diferente, começarmos a usar a calculadora. Tudo pode acontecer. O mundo ideal é terminar [sábado] na frente deles [Zaccone, Torres e Aegerter]. O objetivo é manter a mesma linha de trabalho e pontuar. Serão dois dias bem diferentes. Corridas curtas, alto nível, outros pilotos brigando no bolo da frente. Serão dois dias muito intensos”, projetou o brasileiro.

Apesar da vice-liderança, Granado tem motivos para acreditar na virada. Após cinco provas, o paulista é o piloto com mais vitórias (duas), poles (quatro) e voltas mais rápidas (quatro) na temporada. O brasileiro esteve no pódio nas últimas duas etapas, ao vencer o Grande Prêmio da Holanda, em Assen, e chegar em segundo no da Áustria, em Spielberg, reduzindo de 28 para sete pontos a diferença para o líder Zaccone. Ele só não pontuou no Grande Prêmio da Catalunha, em Barcelona (Espanha), terceira corrida da competição, devido a um problema elétrico na largada.

“Foi a corrida que mais me doeu. O problema técnico não depende de ninguém, a máquina é que falha. Foi a que mais prejudicou. Mas as estatísticas são boas, favoráveis. Levo como motivação, de saber que posso ser o mais rápido e que, neste fim de semana, vou continuar na mesma linha para somar o máximo de pontos possíveis”, comentou o piloto.

Se levar o título no fim de semana, Granado entra em um seleto grupo de brasileiros campeões mundiais nos esportes a motor, atualmente composto por pilotos do automobilismo, como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi, todos da Fórmula 1. O último a ingressar na lista foi Lucas di Grassi com o título da Fórmula E (categoria de carros elétricos) em 2017.

Na motovelocidade, Alex Barros foi o brasileiro que chegou mais perto de conquistar o mundo. Entre 2000 e 2002, e em 2004, o paulista terminou a categoria hoje conhecida como MotoGP, a mais importante do Mundial da modalidade, na quarta posição.

“Sei que [o título da MotoE] é algo importante para nosso esporte no Brasil. Isso dá uma motivação extra, saber que há muita gente torcendo e apoiando. Na real, não penso muito nisso [tamanho do possível feito]. Quero pensar mais no meu trabalho. Se voltar para casa no domingo com a certeza de que fiz o melhor e que ele foi suficiente para vencer, a missão estará concluída”, disse Granado.

“A única certeza é que estarei com a bandeira do Brasil [na moto]. Sempre sonhei poder comemorar um título com a bandeira, como vi várias vezes, em documentários, o Senna e outros pilotos que representam o país fazerem. O que mais penso é em como ser competitivo neste fim de semana e levar o resultado para casa”, concluiu o brasileiro.





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