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Quilombo musical Ybytu-Emi lança dia 06 de maio álbum “O Tempo e o Vento”

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Com discurso político-artístico afro indígena, projeto é uma realização do Aldeia Coletivo e da produtora musical AquaHertz Beats

Em mais de cinco séculos de apropriação de Pindorama, resistir é o verbo imperativo usado por povos negros e indígenas e está excessivamente presente no nosso cotidiano. É nesse levante musical, com um grito rasgado, que o Aldeia Coletivo e a produtora musical Aquahertz Beats lançam no próximo dia 06 de maio Ybytu-Emi – O Tempo e o Vento, álbum futurístico composto por corpos quilombos advindos da cena musical “marginal” soteropolitana e baiana, disponível nas plataformas digitais Spotify, Deezer, Amazon e Youtube.

Ação que integra o projeto Areté – Tempo de Festa, Ybytu-Emi é um desejo de reconstrução do sentimento de brasilidade; reconta uma história que não foi registrada, mas está em nós. Concebido pelos artistas músico-performers Caboclo de Cobre e ISSA – que assinam a direção musical e artística, respectivamente -, o álbum com nove canções exalta evidencia, salvaguarda e difundede forma justa a voz indígena, do negro banto e jeje-nagô, do sertanejo, das rezadeiras, benzedeiras, parteiras, a voz ao encanto.

Esta obra é ponto de convergência entre tradição e contemporaneidade, ancestral e hi-teck, popular e ritualístico, eletrônico e sagrado, sintético e orgânico, ciência-histórico-acadêmica e ciência-histórico-oral. Ybytu-emi é um grito rasgado, um sopro da história brasileira e de muitos espalhados por este chão. “Somos a tentativa de escuta de um coração brasileiro, uma outra narrativa, o entendimento de uma outra forma de vida, somos a construção de novos sonhos. Talvez um teatro épico musicado, uma obra do agora, exaltando os que se foram e fortalecendo os que estão vivos em matéria”, Caboclo de Cobre, que também assina .

Com nove canções inéditas, Ybytu-Emi é um território quilombo formado pelos intérpretes Caboclo de Cobre, ISSA, Donna Liu, Mister DKO, Valente Silva, Mariana Damásio, Sérgio, May Pitanga, Marcelo Santanna, além da participação especial de Vandal de Verdade, Juracy Tavares, MC Tipo A e MC Irck. Cantores que trazem potencialidades distintas e que exaltam de forma justa a memória indígena e afro diaspórica.

A musicalidade em Ybytu-Emi é o ancestral e o contemporâneo, o couro e o digital, musicalidade afroindígena em confluência orgânica. A ritualidade das religiões afro indígenas têm o coro como rítmica de convocação, coro este muito comum a espetáculos teatrais de protesto ou épico e como o projeto é formado por artistas da música, do teatro e da performance adotar a teatralidade e ritualização em coro a obra torna-a mais coletiva.

Repertório

De acordo com Caboclo de Cobre, repertório Ybytu-Emi tem uma liturgia dividida em blocos: Prólogo, que traz um louvor a uma força maior negra e indígena; o nordestino; a negritude e a brasilidade; subdividido em: o anúncio, a saudação, existência e resistência, o nativo, o encontro, o sertão, o negro, o feminino. Palavras e nortes que impulsionam a ritualização e a musicalidade.

1 – Agô de Licença (Caboclo de Cobre) – Uma reflexão sobre o processo de encantamento, fundamento maior da cultura e ritos de caboclos.

2 – Nzambi Que Manda (Donna Liu e Mister DKO) – Dichote na cultura de caboclo é um sotaque/desafio/ameaça cantada. Neste dichote conclama-se uma revolução sob a guarda de Nzambi, divindade maior para os povos de nação banto.

3 – Cobra Coral (ISSA, Caboclo de Cobre e Vandal) – Criação de um referencial simbólico para a articulação entre movimentos negros e indígenas, a própria Cobra Coral, para enfrentamento do sistema vigente, unificando forças e implementando pautas para nichos específicos.

4- Eu Vi Gemer (Aldeia Coletivo) – O que é ser BRASILEIRO? Não importa a resposta, o que importa é o percurso, não haverá respostas escurecidas e muito menos acobreadas se não percebermos o grande processo de invisibilização da herança e contribuição ameríndia, a expressão afrobrasileira não dá conta de explicitar a contribuição indígena e positiva na construção da diáspora africana no Brasil.

5 – Nação (Valente Silva, Juracy Tavares, Caboclo de Cobre, MC Tipo A e MC Irck) – Um passeio histórico sobre a formação do Brasil, migrações, entrelaçamentos de culturas, além de questionar cientificamente o ódio/racismo religioso na atualidade, financiado e sedimentado pela violência cristã neopentecostal.

6 – Céu Lilás (ISSA e Caboclo de Cobre) – Esta composição dá conta de um mergulho no catolicismo popular nordestino, surgido no seio da nação tupinambá no nordeste do Brasil, dando origem a uma falange de oráculos e novas conformações de zeladores e sacerdotes, criando uma nova religião cabocla-cristã que atrela as divindades a elementos naturais.

7- Banquete do Rei (ISSA, Donna Liu e Caboclo de Cobre) – “Nossa Casa” para mim… Tem cheiro de charuto, de vinho, de suor dançado, tem cheiro de passado, do que veio antes, e é parte do que sou, de onde vim! Esta é uma celebração a fim de evocar a justiça através do grande Rei Xangô.

8 – Marejê (Donna Liu e Mister DKO) – É a voz feminina e as águas encantadas das yabás para vencer a revolução e derrubar os muros para a libertação. É um banhar-se para se reconhecer e para a auto cura!  “Ela pode fluir, ela pode destruir”!

9 – Nzinga (Valente Silva, ISSA e Caboclo de Cobre) – Exaltação a grande Rainha Nzinga Mbandi, a Rainha Guerreira, construindo uma plataforma de belezas presentes em comunidades tradicionais Brasil a fora, utilizando a leveza e o sorriso do Axé baiano como ferramenta para a manutenção e salvaguarda de heranças tão caras.

 

Ybytu-Emi 

Ybytu significa Vento (ar em movimento, uma divindade) e Emi o sopro (o ar lançado por Olorum para que o Ara-Aiyê, corpo na terra, pulsasse vida). Para muitas culturas indígenas e africanas não há vida sem sopro e existência sem o vento. Ybytu-emi é o resultado do encontro entre as inspirações/expirações/transpirações dos povos pretos e vermelhos, e de uma construção mútua na busca pela reconstituição da liberdade, materializada no elemento ar.

O Vento anuncia o que está por vir e o Tempo dar conta de uma articulação negro-indígena que está para acontecer. O tempo é o trajeto, as perguntas e as respostas que se apresentam no caminho, ou no caminhar; o vento é a liberdade, “condição humana que nos é cerceada, arrancada”. Mas, o Novo Tempo chega com o vento e a informação, que por hora escondida, no tempo certo vai se espalhar. Com ela, a liberdade se torna o próprio vento e não só livre das opressões, mas das auto-opressões, dos vícios destrutivos, livres do orgulho e da avareza ocidental.

 

Projeto

Areté – Tempo de Festa tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Program Aldir Blanc), via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

Ficha-técnica

Concepção: Caboclo de Cobre e ISSA

Coordenação de Produção: Mariana Damásio

Produção Musical: AquaHertz

Direção Musical: ISSA

Direção Artística: Caboclo de Cobre

Produção Executiva: Sérgio e Heverton

Designer Gráfico: Cairo Mello

Interpretes – Caboclo de Cobre, ISSA, Donna Liu, Mister DKO, Valente Silva, Mariana Damásio, Sérgio, May Pitanga, Marcelo Santanna,

Participação: Vandal, Juracy Tavares, MC Tipo A e MC Irck

Contribuição: Jocker Guiguio, Luã Jeferson, João Paulo Rangel, Marry Rodrigues, Diana Pinto, Marina Fonseca e Gabriel Carneiro

Percussão: Heverton e Mister DKO

Guitarra: Mayale Pitanga e ISSA

Baixo: Ejigbô Oni

Comunicação: Nsanga Comunicação | Rafael Brito

Realização: AquaHertz Beats e Aldeia Coletivo



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“U & Me” é o novo lançamento do Cool Keedz pela Braslive

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Após estudar e investir em uma nova sonoridade, o duo Cool Keedz demonstra com a track “U & Me”, pela Braslive, a vertente que escolheram seguir dentro do projeto.

Em meados de 2019, Renan Veloci e Rafael Shinohara sentiram a necessidade de buscar uma identidade sólida e forte para as músicas do Cool Keedz. Cansados de produzir o mesmo estilo desde que deram início ao projeto em 2016, começaram a estudar uma sonoridade fora do padrão do mercado nacional e que ao mesmo tempo conversasse com o projeto. “Percebemos que o House Music é um gênero atemporal que sempre esteve presente nos nossos sets e na nossa vida. Após várias sessões em estúdio e tentativas, a primeira faixa que acertamos a mão, na nossa opinião, foi a ‘U & Me’”, descrevem.

Trazendo influências do House com referências do passado, o single resultou em um blend perfeito que o Cool Keedz sempre almejou. E como a maioria das músicas do duo são love songs, essa não podia ser diferente. Antes mesmo do instrumental ser desenvolvido, Renan e Shino realizaram uma pesquisa extensa para encontrar vocais minimalistas que fizessem sentido com a ideia da track. “A letra fala sobre identificar e reparar erros dentro de relacionamentos, e se você insistir no erro, esse relacionamento pode não ser consertado”, explicam.

Já para os DJs e produtores, o single diz muito sobre o relacionamento deles com a música. “Erramos muitas vezes, demoramos para encontrar os erros, mas a partir do momento que identificamos, trabalhamos para mudar e fazer com que esse relacionamento com a música prosperasse para sempre”, finalizam.

Somando mais de sete milhões de streams no Spotify em seus hits, como “Pura Invenção” com Brazza Squad e Leo S, “Free” em parceria com Turkez  e Marco e “Night Shines” ao lado de Le Dib, agora o Cool Keedz promete impressionar e conquistar ainda mais a cena eletrônica com nova sonoridade, comprovando sua versatilidade e grande conhecimento musical.

Portanto, não deixe de conferir “U & Me” do Cool Keedz pela Braslive, já disponível nas principais plataformas digitais.



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Zanard lança “Move The Groove” pela House Machine

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Estreando na gravadora House Machine com “Move The Groove”, o DJ e produtor Zanard está cheio de ideias novas para seu projeto e vem trabalhando nisso desde o início da pandemia.

Representando fortemente seu estilo de produção, “Move The Groove” traz uma construção energética, groovada e focada nos timbres utilizados. “Ela, com certeza, vai balançar bastante as pistas de dança quando pudermos nos rever de novo nos eventos. É uma realização para mim lançá-la na House Machine em meio a grandes artistas”, descreve o DJ.

Weverton Andrade Zanardi é o nome que carrega o projeto Zanard, presente no cenário eletrônico desde 2016, tornando-se um dos grandes nomes de Mato Grosso, seu estado natal. Se inspirando em artistas como LouLou Players, Kolombo, Sharam Jey, Michael Bibi, John Summit e Lee Foss, o produtor busca encontrar sua sonoridade e construir algo singular em suas produções.

Prometendo muita sonzeira e muito Tech House, Zanard conta sobre o que podemos esperar do seu projeto. “Atualmente, eu assinei na Box of Cats, LouLou Records e tem muito mais vindo por aí. Estou trabalhando duro para que possa conquistar as gravadoras que sempre almejei”, revela.

Confira já o lançamento “Move The Groove” de Zanard pela House Machine, já disponível nas principais plataformas digitais.



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Marysa Alfaia lança vídeo ao vivo para o single “Totalmente Demais” com participação do rapper Mahal Reis

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Após fazer uma ode à liberdade sexual feminina no seu mais recente single, “Totalmente Demais”, a cantora Marysa Alfaia apresenta a faixa em um vídeo ao vivo, com participação do rapper Mahal Reis. A interpretação contemporânea desse sucesso oitentista da banda Hanói-Hanói foi lançada em abril pelo selo Caravela, com distribuição da Warner Music Brasil, e agora ganha novos contornos em um registro no palco. Este é um gostinho da apresentação completa que Marysa Alfaia transmite no dia 27/05, às 21h, em seu canal de YouTube.

Assista a “Totalmente Demais” ao vivo com participação de Mahal Reis: https://youtu.be/KeeSYVwfhN4

Ouça “Totalmente Demais”: https://lnk.to/MAlfaiaTD

O tom de pop-rock da faixa original, composta por Arnaldo Brandão, Robério Rafael e Tavinho Paes, ganha ares de MPB intimista e acústica na releitura de estúdio lançada por Marysa Alfaia. O próprio Brandão aparece no contrabaixo dessa nova gravação, fruto de uma amizade com a artista desde que Marysa participou do álbum celebrando 10 anos de carreira de Hanói-Hanói. O estúdio Hanói, palco para a banda, foi também onde essa nova versão de “Totalmente Demais” foi gravada e gerou um outro reencontro: de Marysa com Mahal Reis. O rapper é filho de Luiz Melodia, cuja casa Marysa frequentou desde a adolescência, quando viu Mahal nascer e crescer. Depois de um período morando fora do país e de se reconectarem na gravação do último DVD do Melodia, a cantora e o rapper trocaram feats: ela no trabalho autoral dele, ele nesta sua regravação de “Totalmente Demais”.

“O diferencial é que minha versão atual conta com a participação especial do rapper Mahal Reis, que convidei para trazer sua visão dessa mulher livre, decidida, sem preconceitos, lutadora e poderosa, para os dias de hoje. Conversamos muito sobre o tema e acabamos trocando o rap original pelo atual, com uma quebrada rítmica que só ele mesmo pôde fazer, com a maestria de sempre. Foi um prazer fazer o link entre essas duas gerações, e resgatar um sucesso que continua atual, e mais ainda, por falar dessa mulher que está a cada dia mais conquistando seu espaço e sua liberdade de ser”, reflete Marysa.

“Totalmente Demais” faz parte de um conjunto de releituras de antigos sucessos com canções autorais inéditas que Marysa Alfaia vem lançando. Em comum, elas trazem um diálogo com o universo feminino e uma conexão entre o moderno e o pop com o clássico e a MPB. Essa dualidade sempre esteve presente no trabalho da artista, cuja discografia inclui a mescla do orgânico com o eletrônico. “Agora essa ideia se traduz de uma forma mais minimalista, com uma instrumentação mais crua e essencial, privilegiando a melodia e a mensagem poética”, analisa.

Marysa Alfaia coleciona uma trajetória musical de mais de 25 anos que passa por diferentes gêneros e países com trabalhos lançados na Europa e Canadá, onde tornou-se uma das embaixadoras da música brasileira nos palcos estrangeiros. Conhecida na Espanha como “a voz do samba-house”, ela começou a carreira nos café-teatros do Quartier Latin parisiense nos anos 90 e soma participações em mais de dez coletâneas de house e dance music latina na Europa, Canadá e Brasil, além de acumular passagens por palcos importantes como Fundição Progresso (Rio), Heineken Music Festival (Barcelona), Nublu (Nova York) e Bataclan (Paris). Além disso, Marysa Alfaia teve presença marcante em trilhas internacionais de novelas como “Era uma vez” e “Tempos Modernos”.

Sua capacidade de mesclar ritmos tradicionais brasileiros com as novas tendências da música eletrônica, do soul-funk e do pop internacional a levou a construir uma carreira entre o Brasil e o mundo, passando por encontros com os nomes mais importantes da nossa música. Nessa série de lançamentos, ainda estão previstos os álbuns “Na Batida da Alfaia” e “Love Controls”, ambos estreando no meio digital. Enquanto isso, é possível ouvir “Totalmente Demais” nas principais plataformas.

No dia 27/05, a artista apresenta um show ao vivo e completo em seu canal de YouTube, a partir das 21h, com acesso através de contribuições voluntárias diretamente na plataforma Eventbrite (http://bit.ly/MarysaAlfaiaLive). No repertório também estarão os últimos lançamentos digitais, como as autorais “Eu Parei” (feat. Gerson King Combo) e “Feito Um Vendaval”; inéditas, como sua versão de “Crazy” (Seal); releituras de “Ovelha Negra” e “Baila Comigo” (Rita Lee) e do hit francês “F… Comme Femme”, sucesso de Marysa Alfaia nas trilhas internacionais de novelas globais, como “Era Uma Vez” e “Tempos Modernos”, entre outras pérolas do pop-funk-soul e da MPB, numa concepção acústica e cheia de suingue. O show conta também com alguns sucessos de Alfaia nos palcos da Espanha, onde lançou seu primeiro álbum “Na Batida da Alfaia” e tornou-se conhecida como “La Voz del Samba-House”.

Assista a “Totalmente Demais” ao vivo com participação de Mahal Reis: https://youtu.be/KeeSYVwfhN4

Ouça “Totalmente Demais”: https://lnk.to/MAlfaiaTD

Ficha técnica:

Música: Totalmente Demais (Arnaldo Brandão/Robério Rafael/Tavinho Paes)

Banda:

Violão e backing-vocais: Daniel Lemos

Percuteria e backings: Cléo Henrique

Sax: Anderson Drummond

Congas (convidado): Edinho Souza

Direção e Edição: Bruno Galvão

Assist. de direção: Lauren Poliana

Figurino: Edson Alexandre

Make up/Hair : Antônio Machado

Produção e realização: Agência Zone & Alfaia Produções Artísticas

Selo: Caravela Records

Distribuição: Warner Music Brasil

Agradecimentos: Monica Selem (Pousada Babel), Aline Vivas, Lilian Rabello, Leon Alfaia, Raphaela Montana (Vertical Ipanema)



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