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Saúde

Maio Vermelho alerta para o diagnóstico precoce do câncer de bexiga

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A Campanha Maio Vermelho, que acontece no mês de combate ao tabagismo, tem o objetivo de alertar a população sobre os riscos do tabaco e a importância do diagnóstico precoce no tratamento do câncer de bexiga. A campanha acontece em todo Estado de São Paulo, e é uma idealização da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU, secção SP). A campanha mostra a relação entre o hábito de fumar e o aumento das chances do surgimento de câncer de bexiga.

Além da possibilidade do câncer de bexiga, o tabaco afeta os pulmões de forma a aumentar o risco de desenvolvimento da forma grave da covid-19, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com pesquisa publicada no Chinese Medical Journal, fumantes têm 14% mais chances de desenvolver pneumonia por coronavírus.

O câncer de bexiga está em 7º lugar no Brasil dentre os tipos de tumores mais comuns na população. Dados publicados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), mostram que, em 2020, foram cerca de 10.640 mil casos, com 4.517 óbitos. Segundo a SBU-SP, só no estado de São Paulo, a taxa é de 13,09 casos para cada 100 mil homens. A estimativa de novos casos para 2022 é de 7.590 casos em homens e de 3.050 em mulheres.

Fatores de risco

Além do cigarro, a idade é um fator significativo. Mais de 70% dos tumores são diagnosticados após os 65 anos e a idade mediana do diagnóstico é de 73 anos. Em homens a incidência do câncer de bexiga é de três a quatro vezes maior do que em mulheres. Outro ponto é a raça: brancos tem aproximadamente duas vezes mais risco de desenvolverem o problema do que negros.

“Além disso, há fatores ocupacionais relacionados ao câncer de bexiga: compostos químicos chamados aminas aromáticas, dentre outros, favorecem o aparecimento do câncer de bexiga. Então, trabalhadores de alguns setores da indústria estariam em maior risco, como os da tinta, de corantes e da borracha”. ressalta o vice-presidente da SBU-SP Marcelo Wroclawski

Segundo o urologista, algumas medicações também podem estar envolvidas no surgimento do câncer de bexiga. Dentre eles, o mais comumente relacionado é um quimioterápico chamado ciclofosfamida, que também aumenta o aparecimento da doença.

“Problemas crônicos da bexiga, ou seja, situações que causam inflamação no órgão, estão correlacionadas com risco. Dentre elas, infecções urinárias constantes e, principalmente, a presença de pedras na bexiga”, acrescentou Wroclawski. 

Câncer de bexiga é mais comum em homens

A chance de um homem desenvolver câncer de bexiga ao longo da vida é de aproximadamente 1 em 25-30 e da mulher é de 1 em praticamente 90. “Isso provavelmente ocorre porque indivíduos do sexo masculino estão, ou estiveram, mais expostos a fatores de risco, como o próprio tabagismo e a exposição aos compostos químicos no ambiente de trabalho”. 

Quanto à hereditariedade, este tipo de tumor não tem muita correlação com este fator. “Entretanto, existem algumas síndromes genéticas raras que tem por característica aumentar a predisposição ao aparecimento de tumores. Uma destas, a mais comumente associada ao tumor de bexiga, se chama Síndrome de Lynch. Indivíduos acometidos tem maior risco de desenvolverem tumores intestinais, de útero, estômago, ovário e pâncreas, dentre outros”, esclarece o médico. 

Sintomas

O principal sinal relacionado aos tumores de bexiga é a presença de sangue visível na urina. Entretanto, a doença também pode causar alteração do padrão urinário, provocando sintomas chamados de armazenamento, ou irritativos, que são o aumento da frequência com que o indivíduo urina, tanto de dia quanto de noite, a necessidade de urinar com urgência, além de dor/ queimação ao urinar. Num cenário de doença mais avançada, o paciente pode apresentar dor nas costas e emagrecimento.

Tratamentos 

Se houver suspeita, o paciente deverá ser submetido a um procedimento chamado Cistoscopia, que é uma endoscopia das vias urinárias. Ou seja, por meio da uretra (canal da urina), introduz-se uma câmera que identificará uma eventual lesão no interior da bexiga. Na maioria das vezes, neste mesmo ato, poderá se realizar a ressecção do tumor, que vai para análise do patologista. “Com isso saberemos se é ou não maligno, o tipo histológico (qual tumor maligno) e o estadiamento local, ou seja, até qual camada da bexiga o câncer acomete”, detalha o médico.

Se a lesão não invadir o músculo da bexiga, o que antigamente era chamado de tumor superficial, muitas vezes esse procedimento já é curativo e, em alguns casos, só é necessário complementar com instilações de algumas substâncias na bexiga durante o seguimento pós-operatório. Segundo o especialista, pouco mais de metade dos casos são diagnosticados neste estágio e a sobrevida neste cenário é superior a 95% em 5 anos.

“Já quando o tumor invade a musculatura da bexiga, o câncer é mais avançado e o tratamento precisa ser mais agressivo, envolvendo muitas vezes a associação de quimioterapia e a necessidade de remoção da bexiga”, diz  Wroclawski que destaca que aproximadamente um terço dos casos são diagnosticados nesta fase. Como a doença ainda está restrita à bexiga, o câncer ainda é curável na maioria das vezes, com uma sobrevida de 70% em 5 anos.

Prevenção 

Após cessar o tabagismo por dez anos, o risco de câncer de bexiga cai pela metade, afirma o especialista. Além disso, outras medidas são: proteção adequada no ambiente de trabalho em que há exposição às aminas aromáticas, beber muito líquido e uma dieta rica em frutas e vegetais. “Apesar da evidência não ser robusta, é útil para saúde cardiovascular e ajuda na prevenção de outros tumores”, aconselha o médico.

Dicas para parar de fumar:

– Evite lugares com muitos fumantes;

– Quebre a rotina (se você fuma ao tomar café após o almoço, tente evitar, varie a bebida, altere os horários e locais das refeições);

– Concentre-se em outras atividades;

-Busque apoio da família e amigos;

-Comece a guardar todo o dinheiro que você gastaria com o cigarro e use-o como motivação;

– Se tiver uma recaída não desanime, o importante é nunca desistir.

Pandemia

Outro levantamento estatístico realizado pela SBU-SP, em parceria com instituições de saúde responsáveis pelo atendimento de pacientes do SUS, revela que a pandemia acabou provocando, indiretamente, uma redução média de 26% no diagnóstico de novos casos de tumores de rim, próstata e bexiga. 

Os dados compararam a identificação de novos casos de câncer gênito-urinário nos anos de 2019 e 2020. Mais especificamente em relação ao tumor de bexiga, o Hospital das Clínicas da Unicamp, por exemplo, observou uma queda de 52% no diagnóstico de novos casos e no Hospital AC Camargo Câncer Center, a redução foi de 24%, o que é preocupante e serve de alerta para a busca de orientação e acompanhamento médico.

“No caso de suspeita do câncer de bexiga e sobretudo quem já está em tratamento da doença ou a descobriu recentemente, ainda que estejamos vivendo um momento crítico, a recomendação é que a investigação diagnóstica e o tratamento não sejam interrompidos”, diz o vice-presidente da SBU-SP.

O especialista afirma que o tabagismo é o fator de risco mais importante para o câncer de bexiga. “Estima-se que o hábito de fumar seja responsável por cerca de 50% dos tumores vesicais e fumantes tem de 4 a 7 vezes mais chance de desenvolver esta neoplasia. Isto ocorre porque, tanto no cigarro quanto em sua fumaça, há mais de 7 mil substâncias químicas e sabemos que, pelo menos 70 delas, são carcinogênicas, favorecendo o aparecimento de tumores por meio de danos às células e seus genes. No caso da bexiga, o risco é aumentado pois estes compostos químicos, ao serem inalados, são absorvidos pelo pulmão, caem na corrente sanguínea e serão filtrados pelo rim, que produzirá uma urina “contaminada”. 

Como a bexiga é um reservatório de urina, o médico completa, estas substâncias passarão horas em contato com a superfície vesical, propiciando o ambiente adequado para causar os danos celulares e o consequente aparecimento de tumores.



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Saúde

SP escalona datas para evitar aglomerações durante vacinação

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A prefeitura de São Paulo ajustou o calendário de vacinação contra a covid-19 para as pessoas de 50 a 59 anos, na capital paulista, e fez um escalonamento dividindo as idades de acordo com os dias da semana. A mudança mantém a vacinação no cronograma, mas distribui as pessoas para gerar filas menores e agilizar a aplicação da dose.

Com o escalonamento, a vacinação ficou dividida da seguinte forma: pessoas com 58 e 59 anos devem comparecer a um posto de vacinação hoje (15); com 56 e 57 anos, na quarta (16), pessoas de 54 e 55 devem ir na quinta (17); 52 e 53 anos, na sexta (18) e pessoas de 50 e 51 anos, no sábado (19).

Na próxima segunda e terça-feira (21 e 22) será feita uma repescagem para dar nova chance aos pertencentes à faixa etária de 50 a 59 anos. Aqueles que perderem o dia específico na semana podem tomar a vacina depois.

“Havia a preocupação de acumular muitas pessoas, por isso, fizemos o escalonamento. Para essa faixa de 50 a 59, que totaliza 400 mil pessoas, certamente haveria filas enormes que gerariam aglomerações. Nosso objetivo também é gerar qualidade, rapidez e tranquilidade para as pessoas que vão se vacinar e para que as equipes façam um trabalho coerente atendendo as necessidades de quem vai aos postos de vacinação”, disse o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, a divisão foi feita não só para evitar as aglomerações, mas porque as vacinas chegarão para o município de forma fracionada. A divisão será mantida até o dia 15 de setembro, data prevista para a conclusão da vacinação contra covid-19 para os adultos maiores de 18 anos.

Aplicativo

Para orientar o cidadão com relação a esse escalonamento, a prefeitura elaborou um aplicativo chamado De Olho na Fila. “O De Olho na Fila, que nós chamamos de filômetro, tem todos os postos de vacinação na cidade, com endereço e todos os dados, mostrando os locais onde há fila no momento e qual o tamanho dessa fila, permitindo a escolha do lugar onde o cidadão quer se vacinar. O ícone está no Vacina Sampa e essa informação facilita o processo de imunização”, explicou.

Aparecido destacou ainda o Painel Covid, também no site da Secretaria de Saúde, no qual é possível consultar todos os dados coletados pela administração municipal durante o período da pandemia. “Isso permite a transparência e a pesquisa de todo esse conjunto denso de informações. Achamos importante disponibilizar isso para a sociedade”.

Segundo a secretaria, até o momento foram aplicadas 3.974.273 vacinas de primeira dose, 1.673.812 de segunda dose, o que totaliza 5.648.085.



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Saúde

Covid-19: Rio de Janeiro vacina gestantes e puérperas com comorbidades

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A cidade do Rio de Janeiro vacina contra a covid-19 hoje (15) e na quinta-feira (17) gestantes e, também, mulheres que tiveram bebês há até dois meses e que tenham comorbidades elegíveis para a imunização. Nestes dias estará disponível para elas nos postos doses da vacina da empresa norte-americana Pfizer, já que o Ministério da Saúde recomendou que esse grupo não receba a vacina da AstraZeneca, fabricada pela Fiocruz e que está com maior disponibilidade no Brasil no momento.

As gestantes e puérperas devem apresentar laudo médico detalhado para justificar a recomendação de tomar a vacina, com avaliação da relação risco e benefício para receber a dose. Também é necessário levar o termo de consentimento assinado. O documento está disponível no site.

Seguindo o calendário da Secretaria Municipal de Saúde, hoje também podem se vacinar pessoas com 52 anos ou mais. Na quinta-feira é o dia de quem tem 51 anos e a sexta-feira foi reservada para as pessoas com 50 anos ou mais.

Grupos profissionais

Amanhã (16), os postos aplicarão as doses nos trabalhadores da educação superior, profissionalizante e outros, como cursos de línguas. É necessário apresentar contracheque ou declaração da instituição para comprovar o vínculo.

Os trabalhadores do setor de saúde, a partir de 18 anos, que ainda não tenham se vacinado poderão tomar a primeira dose contra a covid-19 no sábado (19). Esse dia também inclui as pessoas com deficiência permanente, com 18 anos ou mais, e a população em geral a partir de 50 anos.

 



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Saúde

82% dos indígenas receberam 1ª dose, diz Ministério da Saúde

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Até o momento, 82% dos indígenas atendidos pela Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai) receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19. Já a segunda dose do imunizante foi aplicada em 71% desse público.

O balanço foi divulgado hoje pelo Ministério. Segundo a pasta, a Sesai é responsável por atender com serviços de saúde 755 mil indígenas de mais de seis mil aldeias. Do orçamento de R$ 1,5 bilhão da SESAI, R$ 76 milhões foram gastos no combate à pandemia.

Conforme o comunicado, o órgão fez 20 missões interministeriais em aldeias, que resultaram em 60 mil atendimentos. De acordo com o Ministério da Saúde, foram disponibilizados 6,6 milhões de insumos, entre testes para a covid-19, medicamentos e equipamentos de proteção individual (EPIs).

Decisão do STF

Em julho do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso deu decisão determinando que o governo federal adotasse medidas mais efetivas para proteger os indígenas e que desenvolvesse um Plano de Enfrentamento da Covid-19 para os Povos Indígenas Brasileiros, a ser elaborado com a participação das comunidades e do Conselho Nacional de Direitos Humanos.

O ministro determinou que as ações de saúde indígena também atendessem às demandas de indígenas não aldeados. Contudo, no balanço da Secretaria o órgão afirma que a responsabilidade é de estados e municípios.

“Em relação aos indígenas que vivem no contexto urbano, conforme legislação vigente, cabe aos estados e municípios o atendimento dessas pessoas. Atualmente, mais de 180 mil indígenas que vivem em contexto urbano, e que estão sob responsabilidade dos demais entes da federação, já estão cadastrados no Programa Previne Brasil”, diz o texto.



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