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Internacional

Parlamento de Israel aprova novo governo que encerra era Netanyahu

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O Parlamento de Israel aprovou nesse domingo (13) um novo governo que encerra o tempo recorde de 12 anos no poder do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Liderado pelo milionário Naftali Bennett, o novo governo promete curar a nação, dividida pela saída de Netanyahu. 

Político israelense mais dominante de sua geração, o ex-primeiro-ministro, de 71 anos, fracassou na formação de um governo após as eleições em 23 de março, a quarta em dois anos. 

O novo governo de Naftali Bennett inclui legisladores de esquerda, de centro e árabes, que ele agrupou com o líder de oposição Yair Lapid. 

Bennett, de 49 anos, um judeu ortodoxo, será o premiê por dois anos antes de Lapid, um ex-apresentador de televisão, assumir o cargo.

“Obrigado, Benjamin Netanyahu por seu longo serviço, cheio de realizações em nome do Estado de Israel”, disse Bennet em discurso.  

O governo, que inclui pela primeira vez um partido representante da minoria árabe, que corresponde a 21% da população israelense, planeja evitar mudanças drásticas em questões internacionais polêmicas, como a política em relação aos palestinos, para ter como foco as reformas domésticas. 

Com poucas perspectivas de progresso em relação à resolução do longo conflito com Israel, muitos palestinos provavelmente continuam impassíveis com a mudança de governo, dizendo que Bennett irá provavelmente seguir a mesma agenda de Netanyahu. 

Isso parece provável em relação à principal preocupação de segurança de Israel, o Irã. Um porta-voz de Bennett disse que ele promete “oposição vigorosa” a qualquer volta dos Estados Unidos ao acordo nuclear de 2015 com o Irã, mas que buscaria cooperar com o governo do presidente norte-americano Joe Biden.

“Amo vocês, obrigado!”, escreveu Netanyahu em mensagem ao povo israelense no Twitter, com uma foto com a bandeira de Israel ao fundo. 

* Com informações da Reuters



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Internacional

Controle da peste suína africana na China segue complicado

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Os esforços da China para controlar a peste suína africana em seu rebanho de porcos seguem complicados, com 11 surtos tendo sido oficialmente reportados neste ano e com novas variantes do vírus também presentes, disse uma autoridade do Ministério da Agricultura do país nesta terça-feira.

Pequim tem reconstruído seu rebanho de porcos desde que o vírus, inicialmente detectado na China em 2018, dizimou a produção de animais e de carne suína no principal mercado global.

Fontes do setor afirmaram que novos surtos foram detectados no Norte e Nordeste da China neste ano. A Reuters também noticiou que surtos foram verificados na província de Sichuan, no Sudoeste do país.

“A situação de controle e prevenção ainda é complicada, e a tarefa segue difícil”, disse Xin Guochang, autoridade do departamento de pecuária do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais.

O risco de novos surtos persiste mesmo com a estabilização da situação geral da doença, afirmou Xin a jornalistas.

O rebanho de 439 milhões de porcos ao final de junho representa 99,4% do nível visto ao final de 2017 na China, com a criação de porcas matrizes atingindo 45,64 milhões de cabeças, 102% do nível ao final de 2017, disse Zeng Yande, chefe de desenvolvimento e planejamento do ministério, no mesmo evento.

A recuperação da produção de suínos resultou em um aumento do uso de milho, importante ingrediente de ração animal, e elevou os preços do grão, acrescentou Song Danyang –outra autoridade da pasta, em entrevista coletiva.



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Internacional

Acordo facilitará circulação de pessoas em países de língua portuguesa

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou um acordo de mobilidade que promete facilitar a concessão de visto e autorizações de residência e também a circulação de pessoas nos países do grupo. O acordo foi firmado neste sábado (17), ao término da 13ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, realizada em Luanda, capital de Angola.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, chefiou a delegação brasileira no evento. Além de Mourão, integram a comitiva o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, o secretário de Assuntos Estratégicos, Flavio Rocha, e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Augusto Pestana.

Em nota sobre o acordo firmado em Luanda, o Itamaraty diz que, “uma vez em vigor, o instrumento facilitará a circulação de cidadãos entre os países da Comunidade, permitindo o adensamento progressivo da mobilidade no espaço da CPLP, que abrange 270 milhões de pessoas”.

Ainda de acordo com o Itamaraty, os debates do encontro centraram-se na necessidade de aumentar os fluxos econômicos e comerciais entre os estados-membros da comunidade, cuja corrente de comércio está em torno de US$ 13 bilhões. Em conjunto, os países da CPLP são o quarto maior produtor mundial de petróleo.

No encontro, cujo tema foi Construir e Fortalecer um Futuro Comum e Sustentável, também foi definido que Angola exercerá a presidência da CPLP pelos próximos dois anos. Os países-membros da CPLP também expressaram preocupação com o aumento da fome e “das diversas formas de má nutrição no mundo”, e saudaram a convocação da cúpula das Nações Unidas Sobre Sistemas Alimentares 2021, que será realizada de 26 a 28 deste mês, em Roma.

Fundada em 1996 com base no idioma comum, a CPLP conta hoje com nove estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O Brasil é o maior país da CPLP em termos de população, território e Produto Interno Bruto (PIB, que é a soma dos bens e serviços produzidos pelo país).

No ano passado, as exportações do Brasil para os demais países da comunidade atingiram o patamar de US$ 2 bilhões.

 



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Internacional

Mais de 30 morrem em inundações na Europa Ocidental

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Mais de 30 pessoas morreram na Alemanha e dezenas estavam desaparecidas nesta quinta-feira (15) depois que chuvas recordes na Europa Ocidental fizeram rios transbordarem, varrer casas e inundar porões.

Dezoito pessoas morreram e dezenas estavam desaparecidas na região vinícola de Ahrweilwer, no Estado de Renânia-Palatinado, informou a polícia, depois de o rio Ahr, que deságua no Reno, transbordar e atingir seis casas.

Oito pessoas morreram na região alemã de Euskirchen, ao sul da cidade de Bonn, disseram as autoridades. Na Bélgica, dois homens perderam a vida devido à chuva torrencial e uma menina de 15 anos está desaparecida desde que foi arrastada por um rio que transbordou.

Centenas de soldados auxiliavam os esforços de resgate da polícia usando tanques para liberar estradas atingidas por deslizamentos de terra e árvores caídas, e helicópteros retiravam pessoas presas nos telhados.

As enchentes provocaram as maiores perdas de vidas da Alemanha em anos. As enchentes de 2002 mataram 21 pessoas no leste da Alemanha e mais de 100 na Europa Central.

A chanceler alemã, Angela Merkel, manifestou seu pesar.

“Estou chocada com a catástrofe que muitas pessoas nas áreas inundadas têm de enfrentar. Minha simpatia vai para as famílias dos mortos e desaparecidos”, disse.

Armin Laschet, candidato conservador à sucessão de Merkel na eleição geral marcada para setembro e premiê do Estado de Renânia do Norte-Vestfália, duramente atingido pelas enchentes, culpou eventos climáticos extremos e o aquecimento global ao visitar a área.

“Vamos enfrentar eventos deste tipo de novo e de novo, e isso significa que precisamos acelerar as medidas de proteção ao clima, nos níveis europeu, federal e global, porque o clima não fica confinado a um Estado”, disse.

Um morador fugiu de Ahrweiler depois que um alerta de inundação foi emitido às 2h locais.

“Nunca vivi uma catástrofe na qual o rio transbordou em um espaço de tempo tão curto”, disse o homem de 63 anos, cujo nome não foi informado, à televisão SWR.

Ainda na Bélgica, cerca de 10 casas desmoronaram em Pepinster depois que o rio Vesdre inundou a cidade do leste e os moradores foram retirados de mais de mil casas.

A chuva também causou transtornos graves no transporte público –os serviços de trem de alta velocidade Thalys, que levam à Alemanha, foram cancelados. A circulação no rio Meuse também está suspensa, já que a importante rota fluvial belga ameaça transbordar.

Correnteza abaixo, a Holanda teve inundações que danificaram muitas moradias em Limburg, uma província do sul onde várias casas de repouso foram esvaziadas.

Além dos oito que morreram na região de Euskirchen, outras sete pessoas morreram na Renânia do Norte-Vestfália, várias delas em porões inundados, além de dois bombeiros.

(Reportagem adicional de Matthias Inverardi, Bart Meijer em Amsterdã e Phil Blenkinsop em Bruxelas)



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