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Justiça condena, no Rio, oito acusados da morte de músico e de catador

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A Justiça Militar condenou oito militares do Exército pela morte do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador Luciano Macedo. O julgamento, sob comando da juíza federal substituta Mariana Aquino, foi realizado após quatro adiamentos, e o resultado saiu no início desta quinta-feira (14). Outros quatro militares foram absolvidos porque não participaram dos disparos.

O julgamento se deu pelos votos dos integrantes de um conselho, composto pela juíza federal e quatro juízes militares. Os parentes das vítimas acompanharam a sessão e comemoraram a condenação dos réus, envolvidos no disparo de vários tiros de armas de fogo contra o carro em que estava Evaldo e sua família, no bairro de Guadalupe, no Rio de Janeiro, em 7 de abril de 2019. De acordo com a acusação, 82 tiros atingiram o automóvel.

Um tenente que comandava o grupo foi condenado a 31 anos e seis meses de prisão. Os demais sete militares a 28 anos de prisão, todos em regime fechado, além da exclusão das Forças Armadas. Todos permanecem em liberdade, até o julgamento dos recursos.

Regras violadas

Segundo o procurador Luciano Gorrilhas, os militares violaram regras de engajamento de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Gorrilhas rebateu, um a um, os argumentos da defesa dos militares: “A defesa se pauta num terreno movediço sem nenhum embasamento jurídico. Eles estão respondendo aqui à violação de norma de GLO, com duas mortes e uma tentativa de morte”, disse.

Gorrilho considerou a ação como excesso de utilização dos meios. “Não há defesa para 82 tiros. Todos aderiram a uma mesma vontade. 82 tiros é execução”, afirmou ele, que considerou um milagre os demais ocupantes do carro não terem sido atingidos. Explicou que os dados periciais indicaram que todos os projéteis vieram da parte de trás do automóvel, na posição onde se encontrava o grupo de militares, dados os tiros de uma distância de 43 metros.

O assistente de acusação, advogado André Perecmanis, falou em seguida e destacou que não se tratava de sentimento de vingança, nem justiçamento contra os militares envolvidos. “Há de se ter consequência, até para que a instituição [Exército] não seja maculada. Se esses oito rapazes forem absolvidos, estaremos assassinando novamente Evaldo e Luciano”, disse.

Defesa

O advogado dos militares, Paulo Henrique Mello, falou por último. Sustentou que ninguém negou que oito militares atiraram, mas em três eventos distintos ao longo do dia, durante confrontos com traficantes de drogas da região.

“As munições compradas pelo Exército são encamisadas, revestidas de cobre”, disse, alegando que o tiro que vitimou Evaldo na cabeça seria de chumbo. “A ideia [da acusação] não é fazer justiça, mas sair daqui com um troféu, com a condenação indevida de oito militares”, afirmou.

Ainda segundo o defensor, os autos têm provas de que das armas dos militares não saiu nenhum tiro de calibre 9 mm, que atingiu o veículo, que teria sido atacado por traficantes: “É prova inconteste, cruzada com o laudo. É o tiro número 24. É 9mm. Alguém mais, que não dos oito, atirou na traseira desse veículo”, sustentou.

Mello afirmou que houve disparos feitos por traficantes que dominam a área, atingindo o carro de Evaldo, que teria sido confundido pelos criminosos com um carro da polícia secreta da Polícia Militar (PM).

“A situação mostrou que, na rua lateral de onde Evaldo saiu, havia contenção do tráfico de drogas. Que no prédio do minhocão havia seis fuzis. Que o [traficante de nome] Coronel estava na favela. Evaldo circulava com um carro igual ao do serviço reservado da PM e passou numa das contenções do tráfico de drogas. O [catador] Luciano, não tenha dúvida, integrava o tráfico de drogas [da favela] do Muquiço”, alegou o advogado, porém, sem sucesso na tentativa de convencer a maioria dos integrantes do conselho.

Histórico

A Justiça Militar aceitou a denúncia do Ministério Público Militar (MPM) no dia 11 de maio de 2019 e transformou em réus 12 integrantes do Exército no caso do carro em Guadalupe. Um segundo tenente, um terceiro sargento, dois cabos e oito soldados responderam por homicídio qualificado, tentativa qualificada e omissão de socorro. 

De acordo com o MPM, os militares buscavam autores de um roubo e dispararam contra o carro onde estava Evaldo, um Ford KA branco. O sogro do músico foi ferido na ação, enquanto sua mulher, seu filho e uma amiga que também estavam no veículo, não foram atingidos. O catador Luciano foi baleado ao tentar socorrer Evaldo e morreu 11 dias depois no hospital.



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Correios instalam terminal de autoatendimento locker na Av. Paulista

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Os Correios disponibilizaram o locker, um terminal de autoatendimento, na região da Avenida Paulista, grande centro financeiro de São Paulo. Instalado na estação de metrô da Rua Consolação 2381, o terminal possibilita a retirada de encomendas a qualquer dia da semana, das 4h40 até 23h59, sem custos adicionais.

A solução dos Correios poderá atender ao público que não consegue receber suas encomendas, nacionais ou internacionais, durante o dia em casa ou no trabalho. Segundo os Correios, o processo de retirada é rápido e fácil. Em poucos segundos o código é lido pelo terminal, que abre o compartimento da encomenda no armário.

Utilização

Para utilizar o terminal, o cliente deve se cadastrar no “Meu Correios” (antigo IdCorreios), pelo site ou aplicativo. No momento da compra ou postagem, é necessário indicar o CEP do locker onde se deseja receber a encomenda e que o CPF seja informado no campo complemento do endereço. O CEP do locker Metrô Paulista é 01301-989.

Ainda de acordo com informações dos Correios, o cliente pode acompanhar a entrega da encomenda pelo aplicativo Correios e, quando ela estiver disponível no locker, um código para retirada será enviado por SMS ou e-mail. O destinatário tem até três dias (72 horas) para retirar o pedido.



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Ação em Paraisópolis oferece serviços de saúde gratuitos esta semana

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Uma Cabine Móvel de Saúde estará à disposição para a realização de diversos serviços de saúde, a partir de amanhã (25) até 30 de outubro, em frente à Associação das Mulheres de Paraisópolis, na capital paulista.

Os moradores da comunidade terão acesso gratuito aos serviços de teleatendimento médico especializado, verificação de peso, altura e pressão e o teste de bioimpedância, que avalia a composição corporal do paciente, além de orientações sobre câncer de mama.

Um QR code localizado na parte externa da cabine vai dar instruções gerais preventivas do câncer de mama por uso de inteligência artificial via WhatsApp.

A ação faz parte da campanha Todos Pelo Rosa, da Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI). Em parceria com a ONG Américas Amigas, no local também serão oferecidas 455 mamografias gratuitas.

Outubro Rosa

A campanha do Outubro Rosa, de alerta e prevenção sobre o câncer de mama, é um movimento global que começou nos anos 1990. O mês de outubro passou a ser dedicado à conscientização sobre a doença, destacando a necessidade do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para as pacientes.

Em 1982, nos Estados Unidos, foi fundada uma organização não-governamental em homenagem a Susan G. Komen que morreu de câncer de mama. A instituição passou a realizar eventos para levantar fundos em prol de pesquisas no combate à doença. Em 1986, ocorreu o primeiro mês de conscientização em outubro.

No Brasil, o primeiro ato em alusão ao Outubro Rosa ocorreu em 2002, em São Paulo. Em 2010, o Instituto Nacional do Câncer aderiu ao movimento e passou a promover eventos técnicos e disseminar informações sobre prevenção do câncer de mama.



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Prédio desaba em Nilópolis (RJ) deixando um morto e três feridos

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Um prédio desabou no início da manhã deste domingo (24), no município de Nilópolis, na Baixada Fluminense, deixando uma pessoa morta e três feridos. Segundo a Defesa Civil do Estado, a estrutura veio abaixo pouco antes de 6h45, quando foram feitos os primeiros chamados para o Corpo de Bombeiros.

O prédio tinha três andares. O corpo de um homem foi localizado nos escombros e três vítimas feridas foram resgatadas e levadas para o Hospital Geral de Nova Iguaçu. As primeiras informações é que o prédio tinha três apartamentos.

Bombeiros dos quartéis de Nova Iguaçu, Nilópolis e Ricardo de Albuquerque foram deslocados para o local. Embora as primeiras informações deem conta de que só quatro pessoas residiam no imóvel, a varredura nos escombros continua com o auxílio de cães da corporação.

O comandante da Defesa Civil do Estado, Leandro Monteiro, foi para o local coordenar as buscas e falou com a imprensa. “Foram localizadas três vítimas com vida, que foram removidas para o Hospital de Nova Iguaçu. Infelizmente, encontramos uma vítima masculina, já em óbito, que está sendo removida para o Instituto Médico Legal de Nova Iguaçu. O protocolo do Corpo de Bombeiros é só encerrar as buscas após a varredura com cães. As pessoas afirmam que só havia realmente quatro vítimas no prédio”, disse Monteiro.



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