Imagine viver em um mundo conectado, no qual todas as ferramentas tecnológicas conversam entre si; seja bem-vindo ao mundo regido pela IoT

Muito se fala sobre a importância da conexão entre as ferramentas tecnológicas. O motivo é explícito: ligar uma funcionalidade à outra, na maior parte das vezes, traz como vantagem uma inovação ao mercado, que geralmente é mais eficiente, rápida e prática. E, dado que todas essas tecnologias geralmente funcionam no mundo digital, por meio da internet, sua interligação se torna não apenas possível, como também compreensível.

Ao olhar por esse ângulo, fica fácil entender o conceito de Internet das Coisas (IoT) e por que ele tem sido tão aclamado pelas empresas em todo o mundo. É como olhar para um mundo favorecido pelo futuro – aquele mesmo que aparece em filmes e desenhos, ao melhor estilo dos Jetsons –, no qual cada tecnologia responde de maneira autônoma e também conectada, o que cria uma grande rede de trabalho.

Um exemplo que evidencia a enorme praticidade da Internet das Coisas pode ser visto na agricultura, um ambiente que, em geral, é visto como um dos mais distantes da digitalização das cidades. Pense em uma fazenda, na qual há produção de arroz e feijão: o quão fácil seria se as máquinas de adubagem e de extração estivessem conectadas umas às outras e programadas para trazer os grãos já para a fase de estocagem? Ou mesmo se a estocagem já estivesse ligada ao sistema para registrar perdas e ganhos, bem como o movimento da safra? 

Ter um ambiente totalmente conectado é uma das vantagens da IoT que as empresas de todos os segmentos têm usado de maneira intensa, um caminho para o futuro do que entendemos como realidade híbrida – no físico e no digital.

O uso da IoT vem sendo tão cotado que a economia em torno dela já traz sinais de mudanças. Segundo o relatório da Frost & Sullivan, o mercado de Internet das Coisas atingiu o marco de US$ 1,35 bilhão no Brasil em 2020. E a tendência é que, nos próximos cinco anos, o valor seja ainda mais alto: há expectativa de atingir US$ 3,29 bilhões.

É claro que a agricultura é apenas um pequeno exemplo de como as tecnologias conectadas – em especial, as industriais – têm o poder de agilizar e automatizar processos mecânicos, o que possibilita deixar os humanos com a parte mais crítica do sistema: a inteligência.

Em outros segmentos, o uso da IoT é até mesmo mais visível. Quando pensamos em escolas e hospitais, há uma infinidade de ferramentas interconectadas entre si, que auxiliam todo o processo de cadastro dos alunos e pacientes, bem como as próprias atuações específicas de cada área. Em uma faculdade de design gráfico, por exemplo, é fácil reconhecer o produto das aulas conectado ao sistema da universidade em questão, bem como o próprio desempenho dos estudantes, e assim por diante.

Dessa forma, nota-se que a Internet das Coisas não apenas possibilita automação e agilidade para vários setores, mas é possível reconhecer também que ela vem se configurando como a porta de entrada do metaverso. E, a partir daí, as possibilidades são infinitas.



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