Com a direção musical de Jaime Alem, o cantor e compositor mineiro Moisés Navarro apresenta canções inédita e pérolas compostas por Gilberto Gil

Moisés Navarro acaba de disponibilizar em todas às plataformas digitais, seu novo EP “Moisés Navarro – Aquele Abraço, Gilberto Gil, Vol. II”, que dá continuidade ao primeiro projeto lançado em Outubro em 2021.

Moisés Navarro celebra a obra de Gilberto Gil, lançado através do selo Alves Madeira e traz as assinaturas do maestro Jaime Alem, na direção musical e arranjos, que é reconhecido por seus trabalhos de cantores renomados como, Maria Bethânia, que começou desde de 1985 a 2012, Jaime dirigiu mais de 15 discos da cantora, além de produzir dos álbuns para artistas como Mart’nália e Sueli Costa. Pedrinho Alves Madeira, assina a produção, criação e direção artística, a capa do EP, foi composta pelo premiado artista plástico Ricardo Homen.

“Moisés Navarro é um jovem cantor de voz cálida, quente, belíssimo intérprete, com uma carreira brilhante pela frente, eu tenho certeza disso. Eu o conheci através do Pedrinho Alves Madeira, que fez o convite para que eu fosse o Diretor Musical e escrevesse os arranjos para o Moisés cantar. E fiquei muito feliz com esse convite, porque uma das coisas que eu mais gosto de fazer é trabalhar com jovens talentos. E tive o privilégio de poder fazer esse trabalho com o Moisés. Eu tenho certeza que o mundo vai reconhecer o talento desse jovem cantor”, não economiza nos elogios ao artista mineiro”, afirma Jaime Alem.

No primeiro EP, as músicas escolhidas traziam reflexões sobre a questão racial, que teve a participação de Zezé Motta, uma das mulheres negras de grande importância para nossa cultura brasileira, na faixa “A Mão da Limpeza”, que foi lançada por Gilberto Gil no álbum “Raça Humana” em 1984. O single também ganhou um clipe, dirigido por Marinho Antunes e Pedrinho Alves Madeira, que está disponível no canal oficial do YouTube do cantor. Já as demais faixas foram, “Tradição”, pescada do álbum “Realce”, 1979 e “Zumbi, a Felicidade Guerreira”, parceria de Gilberto Gil com Waly Salomão feita para a trilha do filme do cineasta Cacá Diegues, “Quilombo dos Palmares” em 1984.

Neste novo trabalho de carreira, “Moisés Navarro – Aquele Abraço, Gilberto Gil – Vol. II”, vem com quatro canções de autoria de Gilberto Gil e com um novo conceito, falando de amor, que é um recorte sobre todas as maneiras de amar.

No repertório, Moisés apresenta uma mescla de ritmos que vai do samba, samba pop e o reggae, entre as surpresas, a inédita, “A Última Coisa Bonita” e a pouco conhecida, “Fé Menino” que foi lançada em 1978 na voz de Ney Matogrosso, que ganhou uma deliciosa levada de reggae, além da presente memória afetiva de muitos, a sinuosa “Lente do Amor” e “Amo Tanto Viver” que também se destaca no registro de Moisés Navarro.

“Este meu novo projeto ‘Aquele Abraço, Gilberto Gil – Vol II’, vem recheado de muito amor e dedicação. É a realização de um sonho poder gravar canções do Gilberto Gil”, diz Moisés Navarro.

Confira as canções abaixo do EP “Moisés Navarro – Aquele Abraço, Gilberto Gil – Vol II”

  1. “FÉ MENINO” – (1978):  O único registro da música é de Ney Matogrosso, que gravou no álbum “Feitiço”, de 1978.
  2. “A ÚLTIMA COISA BONITA” – (1963): Inédita, composta por Gilberto Gil em 1963, quando ele ainda morava em Salvador. O belo e delicado samba foi registrado pela primeira vez em uma fita demo, em 1966, pela Editora Arlequim. Em 2010, o selo Discobertas lançou um CD duplo com os registros das gravações de Gilberto Gil daquele período. Alguns temas ganharam a voz de intérpretes diversos e do próprio autor. Ironicamente, o samba “A Última Coisa Bonita”, permaneceu inédito – até agora, o único registro era o de Gilberto Gil, feito em 1966, a gravação de Moisés Navarro é a primeira leitura oficial da canção em 2022.
  3. “LENTE DO AMOR” – (1981): Das quatros canções selecionadas, certamente é a mais conhecida é a icônica “Lente do Amor”, foi lançada originalmente em 1981, no álbum “Luar”, de Gilberto Gil. A música foi tema de abertura da série “Amizade Colorida”, produzida e exibida pela Rede Globo entre 20 de abril e 29 de junho de 1981, dividida em 11 episódios.
  4. “AMO TANTO VIVER” – (1980): Lançada originalmente por Maria Bethânia no álbum “Talismã”, em 1980 e não há outro anteriormente outros registros da música.

E não pára por aí, Moisés Navarro, contou om grandes participações especiais do pianista João Carlos Coutinho, na faixa “Amo Tanto Viver”, que já acompanhou artistas, como Leny Andrade, Nair Cândia, entre outros, além do Trio Janaju em, “A Última Coisa Bonita”, “Fé Menino”, “Amo Tanto Viver” e “Lente do Amor”.

Para quem não conhece, o Trio JANAJU é formado pelo maestro Jaime Alem e as irmãs Nair Cândia e Jurema de Cândia. Na companhia de Nair, que mantém uma elogiada carreira solo, Alem criou a dupla “Jaime e Nair” com álbuns lançados “mundo afora”. Mais tarde, em 2019, com a adesão de Jurema, conhecida por seu trabalho como vocalista em gravações e shows de Roberto Carlos, entrou em cena o Trio JANAJU.

Um pouco sobre Moisés Navarro:

Mineiro da cidade de Pitangui, Moisés Navarro está entre os nomes ascendentes da cena musical de Belo Horizonte. Com elogiados shows na bagagem, em 2020 lançou o álbum “Viver a Vida”, que reúne estilos diversos como samba, toada raiz e MPB, assinadas por compositores como Toninho Geraes e Márcio Greick; e dois singles autorais em parceria com Ricardo Homen (“Novo samba” e “Bahia Você Me dá Saudade”).

Em 2021 lançou o primeiro EP do projeto “Aquele Abraço, Gilberto Gil”, dedicado à obra do compositor baiano.

Apesar da relação com a música vir da infância, Moisés Navarro começou a cantar profissionalmente há cerca de três anos. “Eu cresci ouvindo Adoniran Barbosa, Dorival Caymmi, Gal, e alguns sertanejos de raiz também. Meu pai ligava a rádio e eu, enquanto estudava, ouvia as canções ao fundo”, comenta o artista mineiro.

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