A proteção de dados é essencial para todas as empresas, independentemente de seu domínio ou porte. O recente vazamento de dados de 223 milhões de brasileiros acendeu uma luz amarela para essa questão, agravada com a vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que prevê multas pesadas para empresas cujas práticas não estão de acordo com as regras.

Para Gustavo Mendes, especialista em cibersegurança e sales engineer da Adistec Brasil, um acontecimento como o megavazamento de dados pode trazer vários prejuízos para as empresas. “A falta de cuidado com os dados e conhecimento sobre a Lei transmitem para o mercado e para seus clientes uma negligência da forma como estes dados estão sendo tratados, o que pode gerar uma má reputação para a empresa. Consequentemente, isso pode ocasionar perda de fatores cruciais que podem comprometer seriamente a operação da companhia, seja ela de pequeno, médio ou de grande porte, como parcerias importantes, investidores, investimentos e oportunidades de negócios”, alerta o especialista.

A cibersegurança é, em resposta, um mercado crescente, principalmente porque grande parte dos serviços, sociais ou empresariais estão hospedados em nuvem, junto com as informações mais valiosas. Só em 2020, a consultoria IDC estima que o mercado de segurança da informação cresceu 11% no Brasil, puxado por segurança de rede e de conectividade e serviços gerenciados. Já os investimentos globais em segurança cibernética somaram US$ 123,8 bilhões no ano passado, 2,4% mais que em 2019, segundo o Gartner.

Não investir na área de tecnologia de segurança está se mostrando, cada vez mais, uma decisão errônea. Independentemente da atividade-fim, as empresas precisam proteger os seus dados e o de seus clientes, ou o dano à imagem da empresa, entre outros, poderá ser muito maior do que o investimento em segurança necessário.

“Hoje, as informações e dados pessoais de qualquer empresa podem estar disponíveis na internet e serem usados por criminosos em diversos tipos de fraudes. É preciso se precaver e contar com o apoio de recursos tecnológicos que conseguem monitorar e dar maior visibilidade para empresas e pessoas sobre seus dados, o que exige o envolvimento e comprometimento de todos, do C-Level aos demais colaboradores”, finaliza Mendes.



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